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1 Shaya I
"Vamos lá, em frente, pela pátria" foi o que sempre me disseram, sempre disseram que era mais valioso morrer pela nação do que viver sem lutar, e eu sempre admirei tudo isso, e quando fomos servir, tive de sentir na pele, tinha cerca de 19 anos quando fui à minha primeira expedição, estávamos a mando de um poderoso paladino a fim de purificar uma pequena ilha gélida no norte, lutávamos por mais do que uma colônia ou algo do tipo, lutávamos para impedir as ondas de corrupção do mal, navegamos por algumas semanas, quando finalmente chegamos, demos nosso melhor para instaurar uma base, trabalhávamos de doze a até catorze horas por dia, trabalhávamos junto com os camponeses que aceitaram vir conosco, o próprio paladino nos ajudava com todo o trabalho, em três meses conseguimos firmar moradias improvisadas e um estoque à mercadorias, além de algumas armadilhas, estava tudo planejado, mas mal sabíamos o que nos precedia.
Já se fazia exatos quatro meses desde que chegamos às terras da expedição, era um fim de noite e o paladino orava por nós, mas o paladino interrompeu as suas preces, disse que sentia algo de estranho, nos equipamos e esperamos o pior, passou-se meia hora, e nada aconteceu, e então ele voltou a rezar, em meu ouvido conseguia escutar "é incrível como ele faz isso com tanta vontade não é? Parece até que há magia o envolvendo", mas não havia ninguém ao meu lado, o paladino olhava constantemente para a minha direção, até que a mesma voz disse: "a fim de ver algo interessante?" e uma risada logo após, então o paladino sacou sua arma e veio em minha direção, me virei ao lado, a voz apenas disse: "veja só..." quando me dei conta, inúmeras criaturas horrendas começaram a nos atacar, eram próximo de 20 delas, tentávamos combater as eles eram mais fortes que nós, eu por alguma razão estava paralisado, tal como o paladino à minha frente, após alguns minutos me foi permitido me mover, virei ao meu lado, um homem, de não mais de 25 anos, com uma nobre e enorme roupa branca e olhos profundamente dourados, as criaturas sequer chegavam perto dele, ele pegou uma pequena pedra e assassinou o paladino, transferindo a alma dele para a pedra, ele se virou pra mim, eu estava consumido em medo, mal conseguia erguer meu escudo, sabia que seria inútil, eu tremia, mas tentei desferir um golpe contra ele, que tirou a espada de mim, e a jogou no chão, se virou para mim, se aproximava, o medo aumentava, eu sentia meu coração subir até minha boca, e então ele disse enquanto se transformava em paladino:
"Você me levará até a sua terra natal e agirá como se eu fosse o líder da expedição, e seguirá todas as minhas ordens, ai quem sabe, eu posso te deixar vivo", ao fim me segurou, não era um humano, dava pra se notar, em um estalar, destruiu as criaturas, e fazia crescer garras lentamente, concordei com relutância, ele me soltou ao chão, todos da expedição estavam aniquilados, ele me acorrentou em uma árvore, enquanto saqueava tudo de valor que tínhamos, de fato, não há palavras para descrever o terror que tal criatura causou, voltamos até nosso povo de origem, após ele retirar todas as informações que queria, me deixou partir, apenas com uma adaga, um cantil de água, e um pedaço de carne, não sei como esta vila acaba, mas provavelmente está sendo vendida peça a peça no inferno ou seja lá de onde ele veio, ele apenas me disse: "vocês ainda tem muito de aprender, e que fique marcado ao mundo, seu verdadeiro senhor, Shaya".
Após aquele terror, apenas uma frase me vinha à mente: "Vagar em escuridão, espalhar a visão"...
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