Rosas escarlates

Já se faziam 18 anos, Draksan cresceu como bela moça, criada por entre elfos como uma arqueira, focada para atacar e abater especialmente orcs, os ventos cantavam outra canção, Dyzafyr já não era tão vivo e soberano, a idade já havia dado a ele os primeiros recados, somente a vingança, movida a ódio, domava o coração de Draksan, as terras eram as mesmas mas os donos diferentes, mesmo após 18 anos, os mesmos orcs lá viviam, em outra geração, e como anteriormente havia sido, um ataque surpresa revestido de crueldade, mas o mal, mal percebe, e com este aprende, os orcs já eram familiarizados com tais táticas, o que permitiu uma grande batalha, Draksan lutava ferozmente contra os bárbaros orcs, até avistar e se familiarizar com um em especial, Dyzafyr.

"Eu venci seu pai anos atrás e assim farei novamente", disse ele sorridente, por mais que seus 34 anos já lhe pesassem, confiante estava, seria imprudente um arco lutar contra um machado, Draksan sacou um sabre em uma mão e um kukri em outra, e tal combate muito lembrava o que ocorreu 18 anos atrás, cortes de diversos tipos em uma calorosa batalha, o sangue jorrava por entre a terra, mas desta vez o destino escolheu outro para ter sua arma partida, o velho machado de Dyzafyr partido ao meio.

Elfos o circundavam, Dyzafyr via a cena de 18 anos atrás se repetir com ele, seria ele outra vítima do destino? Pois este parecia mostrar a mesma cena, a justiça, exatamente igual, mas não, não naquele momento, o destino sabe ser muito turvo algumas vezes, e assim foi naquela tarde, de um dos elfos, Dyzafyr sacou uma adaga, e acertou no ouvido de Draksan, e um murro do outro lado para assegurar que esta já não seria mais uma ameaça.

Mais uma vez as terras foram obrigadas a ouvir gritos e ver atrocidades, mais uma vez banhada por sangue, mais uma vez, a crueldade de Dyzafyr sobrepujou um desejo de justiça, assim será eternamente em sua dinastia? Seriam orcs invencíveis?

Após aquilo, Draksan foi assassinada, dizem que sua alma se juntou ao solo junto a da criatura dracônica que regia por tal povo, alguns dizem que ambas se foram para sempre, outros que ainda retornarão, mas ainda acredito que, enquanto houver sol, vida ou bondade, poderá haver esperanças para a sua volta.

Carta de Baharidni, Outubro de 565, Idade do ferro.