Bibliotecário
4 Bibliotecário
— O que faz aqui essa hora da noite? — indagou o estranho.
Adelle não respondeu de imediato e nos poucos segundos de silêncio o estranho sorriu novamente, com leve sugestão de empáfia na maneira como a olhava. Ela avaliou a camisa e calças sujas e rasgadas, os sapatos gastos.
— Eles não vão sair de novo.
— Como disse? — questionou Adelle e levantou-se.
— A porta está trancada e ninguém tem a chave além dele.
— A porta estava aberta, senhor, mas de quem está falando?
— Do Bibliotecário, é claro.
Ele falava como se soubesse de algo tão oculto quanto inevitável.
Adelle estremeceu.
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