Beyond the Sea

18 tornozelos quebrados doem mais que corações partidos... não, mentira.


Notas iniciais
Don’t kill me i know that u all want it but i have an explanation for it: its December, the end of this year, and i was stuck of homework to do and i got no creativity to do another chapter. GENTE EU BAIXEI O WATTPAD E TAVA PENSANDO NÉ O NYAH PODIA FAZER UM APP QUE FACILIDADE SERIA A MINHA VIDA COM ISSO NÉ NON enfim. Gente esse é o penúltimo capitulo estava fazendo contas aqui (humanas fazendo contas, olha a piada) e percebi que é, só falta mais um que – obviamente – é o epilogo. Nossa gente chorei vou ate fazer textão de fb pra me despedir. Daí vocês se verão livres de mim olha que bacana. Mais uma coisa teve uma menina que conheci ela leu minha mao e disse assim “você não é fria como todos pensam; vejo um garoto, um amigo próximo seu, de pele branca e cabelos negros. Chegue nele devagar, e então ele será seu” DAI EU TO ATE HOJE COM ISSO ENCUCADO NA CABEÇA OLHA A MARIMBA FOI GRANDE VIU GENTE. Anyway, voltemos ao capitulo:

Enquanto Annabeth mancava pelo corredor escuro com seu tornozelo torcido envolto em uma tala feita de cordas e linho de artesanato com madeira, ela pensou que não desejaria tal maldição nem para seu pior inimigo. E olha que ela achava que sabia o que era dor, e, na realidade, só foi realmente conhecê-la quando caiu da caverna com tudo em cima do seu tornozelo.

Mesmo com pontos pretos dançando sobre seus olhos – na realidade ela não sabia se era pela dor ou pelo fato de ter saído de um lugar com luz para outro completamente no breu -, mas a Marca de Atena apareceu novamente, com a expressão impaciente como se dissesse: Já era tempo, Cachinhos Dourados. Que foi? Precisa respirar?

Annabeth se pegou pensando se essa coruja era baseada numa de verdade e que gostaria muito de dar um soco na cara dela. Animada pelo pensamento, ela continuou a andar pelo túnel plano.

Usava a parede como apoio e, com um pedaço de madeira que encontrara lá atrás, batia no chão verificando se tinha alguma armadilha. Se tivesse que lutar, não teria vantagem com o tornozelo torcido. Mesmo com o calor reconfortante da ambrosia e a formicação da cura na perna, ela não podia correr riscos.

Enquanto caminhava, o cheiro doce e enjoativo se tornava mais forte. O barulho de agua corrente diminuía e dava lugar a burburinhos de várias vozes de criaturas pequeninas na escuridão. Annabeth parou de se apoiar na parede quando não havia mais pedra e sim teias de aranha. As vozes ficavam cada vez mais altas e mais perto, dando a sensação de que estava sendo perseguida.

Annabeth continuou a andar, o túnel mantinha-se reto e quando mais a frente ia mais teias apareciam, cobrindo-lhe o rosto e cabelos, ficando cada vez mais densas. Ela seguiu aos tropeços ouvindo o sangue rugir nos ouvidos e o coração batendo tão forte que poderia rasgar seu peito.

O túnel terminou em uma porta coberta ate a cintura com madeira velha. Como as boas e velhas historias de terror, algo é lacrado por algum motivo. E Annabeth obviamente recebeu aquilo como um mau augúrio. De qualquer forma, ali era a única saída.

Depois de mil farpas nas mãos e sua cabeça dar voltas pela dor no tornozelo, Annabeth se viu numa sala particularmente enorme, com mosaicos romanos decorando as paredes e o chão. Tapeçarias velhas e rasgadas pendiam nas paredes. Porem, a sala não deixava de ser bela. Annabeth poderia passar mais tempo analisando se não estivesse numa missão – e ela estava – e não estivesse cada vez mais apavorada com os ruídos sibilantes vindos do túnel atrás dela – e ela estava muito mais que apavorada, estava quase em estado de pânico.

As teias de aranhas tremeram e as primeiras aranhas apareceram, não muito maiores que jujubas, mas gordas e pretas, correndo pelas paredes e pelo chão.

Annabeth estava hiperventilado. Tremia muito mais do que tentava correr e sua única vontade era sentar e chorar. Chorar muito. Chorar como uma garotinha assustada. Queria que alguém estivesse ali, qualquer um. Luke ou Thalia, que sempre a acalmaram no quesito aranhas. Leo e seu poder de fogo. Nico para fazer o túnel desabar. Silena com suas palavras de conforto.

Mas, acima de tudo, queria Percy. Queria abraça-lo e fechar os olhos até que aquilo tudo não passava de pesadelos.

Não vou morrer aqui.

Então sua mente clareou, e ela pegou as duas tochas dos dois lados da sala, as linhas que pegara no porão ao que parecia muito tempo atrás e jogou as linhas em um emaranhado de um lado ao outro da sala, colocando fogo nelas.

Depois, ela correu. Ou perto disso, afinal seu tornozelo ainda estava torcido.

Annabeth não ouvia o ruído das aranhas, como se elas tivessem parado de segui-la. Quando olhou para trás, de fato, as aranhas tinham se dispersado, voltando ao túnel. Como se tivessem perdido o interesse em Annabeth ou como... Como...

— Se eu tivesse passado no teste. – falou em voz alta, com uma sombra de um sorriso.

Não precisou ir muito longe para entrar em outra caverna, incrivelmente maior que todas as outras.

A caverna era do tamanho de uma catedral, tão majestosa que ela demorou a processar os detalhes. Seu piso era cheio de fissuras e fino, parecendo um lago congelado. Havia braseiros com fogo mágico brilhando por toda sala, intercalados por tapeçarias mais belas que a outra. O teto era tão alto que se perdia em sombras e teias de aranha.

Alias, havia teias grossas por todo lugar, prendendo do chão ao teto como se estivessem segurando o lugar, sustentando-o.

Quando Annabeth olhou para frente, soltou um suspiro de admiração. Tudo aquilo foi feito para um motivo: para ser um santuário. E a peça central do lugar, rodeada por mais teias de aranha, brilhava como uma estrela em ouro e marfim. Erguendo-se por 12 metros, a Atena Parthenos manteve seu poder e gloria mesmo depois de tanto tempo. Na mão estendida, estava pausada Nice, a deusa da vitória – que de onde Annabeth estava parecia minúscula, mas que provavelmente era do tamanho de uma pessoa. A outra mão da deusa descansava em um escudo tão grande quanto um outdoor. Seu rosto era a representação da paz de espirito, sereno e bondoso, e... Tão parecido com Atena. O artista parecia ter visto a deusa pessoalmente e então a retratou com perfeição.

Annabeth não reparou que estava de boca aberta ate realizar que uma parte da missão estava cumprida. Ela achou a estátua. A incógnita agora é como tirá-la dali.

Annabeth passou os olhos pela caverna, esperando ver alguma saída magica vinda do céu. Seu olhar foi para as tapeçarias, lindas obras de arte, tão bonitas que chegavam a doer. Uma peça mostrava uma cena de Londres vista por uma janela, era tão realística que ela teve até a impressão de sentir a brisa do Tamisa. Annabeth viu a paisagem do Mundo Inferior. De um caís e de...

Ai. Meus. Fucking. Deuses.

A tapeçaria mostrava um casal, a garota estava nos braços de um homem moreno; ela estava desmaiada e com um fio de sangue na testa, enquanto ele a olhava com dor nos olhos, com medo de perdê-la. Ao redor deles, o mar estava em ondas com a luta com o monstro marinho que teve antes, mas o filho de Poseidon que segurava firmemente a filha de Atena não parecia ligar para isso. O desenho era tão perfeito que a tecelã podia estar lá, na espreita, gravando todos os detalhes.

— C-como...? – murmurou, ainda um pouco sem ar.

Acima dela, na escuridão, uma voz sibilante falou:

— Há séculos eu já sabia que você viria, ratinha. – a voz era de seus sonhos, sibilantes e levemente feminina, mas não humana. – Vi você em meus sonhos. – segredou a voz doce. – Tive que me certificar que você valia a pena, a única filhote de Atena inteligente o suficiente para passar pelos meus testes, para chegar ao santuário. De fato, você é a mais talentosa das filhas da deusa. Isso tornara sua morte mais doce para mim, e mais dolorosa para sua mãe quando você fracassar.

Annabeth respirava cada vez mais rápido, sentindo seu coração martelar. Queria correr. Queria se esconder como uma criança com medo do escuro. Queria implorar por misericórdia.

— Desculpe senhora rancor em pessoa. – disse Annabeth, acionando seu lado natural irônico que sempre aparecia quando ela estava nervosa. – Quer me ver fracassar? Boa sorte com isso.

Algo se moveu na escuridão acima das teias, algo negro e grande.

— Você é Aracne. – disse ela, já com a voz tremendo. – A tecelã que foi transformada em aranha.

— Amaldiçoada por Atena, sim. Desdenhada por todos e transformada em uma coisa horrenda. Isso porque eu era melhor que ela.

— Mas... você perdeu a competição. – rebateu Annabeth.

— Essa é a historia que você ouviu, que todos ouviram, que ela contou. – desdenhou Aracne, com uma pitada enorme de amargura. – Olhe para meu trabalho! – gritou. – Veja por si mesma! Quem você acha que ganhou aquilo??

Annabeth odiava admitir, mas as peças eram magnificas. E se, na verdade, Atena não saiu vencedora? E se ela não aceitou sair perdedora, rasgou as peças de Aracne a transformou na primeira aranha?

Não.

Annabeth não precisou frequentar o Acampamento Meio-Sangue pra entender que o maior lema de um filho de Atena é “mamãe tem sempre razão, no matter what”.

— Se você ganhou ou não. – disse Annabeth. – E dai se você foi injustiçada. Essa estatua não te pertence e eu vou tirá-la daqui.

— Há. – desdenhou Aracne.

Annabeth sentiu o rosto esquentar. De fato, não foi sua melhor ameaça. E com o tornozelo em uma tala de fios e madeira podre, ela parecia ridícula.

— Ah você pode levar sim sua preciosa estatua. – disse Aracne. – Mas vai ter que me derrotar primeiro. – então, no meio das teias, ela se mostrou. – E receio que isso é impossível.

Sabe quando ela começou essa missão com o pensamento de que sairia viva dela, que não se deixaria morrer ali? Annabeth também não se recorda, e isso pouco importava ali.

Ela iria morrer.

Aracne era uma viúva negra gigante, com uma marca vermelha e peluda em forma de ampulheta da parte inferior do abdome e um par de fiandeiras gosmentas. Suas oito pernas eram finas com espetos do tamanho de facas. Seu cheiro adocicado era forte, e se se aproximasse de mais poderia fazer Annabeth desmaiar somente com seu odor.

O tronco e rosto eram de mulher, porém deformado. Talvez ela tenha sido alguém bonito outrora, mas agora mandíbulas negras se projetavam de sua boca com presas, os outros dentes haviam se transformado em finas agulhas brancas; suíças negras partilhavam-lhe as bochechas; os olhos eram grandes, sem pálpebras e totalmente negros, com dois olhos extras menores se projetando das têmporas.

— Que situação, não é, ratinha? – brincou ela, com um rec-rec que poderia ser uma risada. – Poderei fazer um tapete lindo com sua morte! Mas antes aviso que vai morrer gritando, ratinha!

***

— Edficio Emmanuel. – disse Nico. – Tem um pátio atrás dele.

— E...?

— Logo abaixo é onde ela está.

Percy juntou as sobrancelhas, olhando a cidade se estendendo abaixo do seu navio. Nico parecia cauteloso, e isso não era bom. Nico não é do tipo que utiliza eufemismos.

— O chão da caverna dá direto ao Tártaro. – disse por fim.

O nome deu arrepios em toda coluna de Percy. Ate mesmo Nico, um filho de Hades, tem medo até de pronunciar a palavra. Não era por menos, antes de ser entregue para a tripulação os deuses o trancaram lá embaixo, mas ele conseguiu sair e, mesmo sem ter o conhecido muito antes, Percy podia perceber que algo se quebrou nele, algo que não pode ser reconstituído.

Annabeth.

Ela não pode morrer. Não jogada ao Tártaro. E muito menos pela voz sibilante sinistra que ela dizia ver em seus sonhos. Lembrou-se de como Annabeth se sentiu abalada depois de Rosery, por mais que tenha sido teimosa de mais para admitir. Percy tinha a sensação de que sabia quem era a Tecelã. Literalmente, a mãe de todas as aranhas. Com o pensamento em Annabeth, sozinha, machucada e com aquela criatura lá embaixo, Percy estava pouco se fudendo se a missão era solitária ou não.

— Clarisse! – chamou ele.

— Que foi, Jackson? – simpática como sempre.

— As bestas estão com munição?

Um sorriso fino passou pelos lábios ressecados da filha de Ares.

— Pensei que nunca fosse perguntar!

Notas finais
EU NÃO ACREDITO QUE VC VOLTOU COM ESSA MERRECA nem eu na vdd gente eu fiz a prova ne, dai eu to com essa semana de férias e espero realmente espero que consiga fazer o epílogo ainda essa semana porque mto provavelmente eu não vou ter mais tempo, afinal, vou para o segundo e minha escola n tá de brincadeira eles colocaram o próprio capeta pra dar aula de rpm deus é pai. Enfim, manas, desculpa, mas eu não podia ficar mais tempo sem postar. Espero ESPERO MESMO que eu consiga acabar o epílogo postar aqui e todo mundo fica feliz. Ah e se vcs acham que eu vou deixar todo mundo vivo tirem o cavalo da chuva. Desculpa de novo mil desculpas pela demora desculpa mesmo amo vcs do fundo do meu coração sonserina XOXO gossip girl
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.