Beyond the Sea

17 Sun is Shining but you can't see it


Notas iniciais
vocês devem tá querendo tipo me matar me esganar me jogar ao tártaro aos leões eu sei eu sei eu demorei tipo uma eternidade entendo perfeitamente o ódio de vocês por mim. Mas é fim de ano, eu to lotada LOTADA de trabalhos e mais trabalhos para fazer, essa quinta eu tive CINCO FUCKING PROVAS pra fazer, e ainda tem minha vida social e sim gente eu tenho vida social eu sou uma pessoa bem sociável so que eu não gosto de festas mas fui convidada por muitas mas não quis ir porque? Porque eu tinha mais o que fazer tipo dormir. “ah mas viquetoria vc n tinha nenhum tempo extra” sim, o tempo do meu sono GENTE PRA VCS ENTENDEREM MELHOR: é tipo uma feira de ciências, só que são ciências humanas, mas na pratica mesmo todas as matérias dão nota até matemática o que caralhos matemática está fazendo numa feira de humanas eu não, ô intrusa. Isso tirando as provas, porque estamos no fim do ano e por mais q eu já tenha passado se ficar com nota vermelha no quarto eu pego recuperação e quero férias preciso de férias mas não vou ter férias porque eu ainda tenho a prova da Universidade Federal de Juiz de Fora em janeiro. Ademais, mamys comprou os cinco livros de crônicas de gelo e fogo. Ainda tem o projeto no twitter. O mundo da acabando porque gente situação de Minas, Paris Líbano mundo em geral tá foda e eu não consigo fazer nada só pensar naquilo, mas obrigada família Blackraven minha família meus amigos meus amores por me ajudar, se n eu desistiria de viver. E ainda temos o crush “vique é aquele crush” É! “Victoria você é trouxa” EU SEI! Tava ouvindo manu gavassi época em q ela cantava garoto errado (sabe “então me diz o q eu faço pra tentar te esquecer eu nem sei o q eu gosto tanto tanto em você” então isso) pra vocês verem a bad. Gente que nota monstro pra vocês verem que eu tinha muito motivo pra não ter aparecido. Enfim, beijos e até lá embaixo.

Annabeth descobriu que odiava o subterrâneo.

Lá embaixo era escuro e úmido de mais para seu gosto, o cheiro fazia seus olhos lacrimejarem – o que, para uma londrina que sobrevivia com o cheiro do Tamisa, tem que ser um odor muito forte para chegar a esse ponto. Começou a ponderar que o que Silena vivia dizendo – que seu cabelo loiro clamava por luz solar – era verdadeiro. Annabeth não gostou da ideia de ficar horas lá embaixo.

O pensamento de que, se fizesse algo errado, essas horas poderiam vir a se tornar uma eternidade subiu pelo seu corpo em calafrios como aranhas subindo em paredes.

Annabeth parou o passo suspirando e revirando os olhos. O pensamento em aranhas a enlouqueceria antes de chegar ao santuário. E, olhando para as paredes escuras, começou a ponderar se aquilo não fosse uma armadilha de Tiberino e Reia. Se aquilo tudo fosse um truque e ela estaria ali procurando por uma lenda há muito perdida? E se nenhum filho de Atena morreu e aquilo tudo era só um sonho, um delírio?

Não.

Se fosse um sonho sua mãe não a teria chamado e nunca teria sentido as emoções das ultimas semanas. Um brilho de sorriso passou pelo seu rosto, a memória de Percy a fez continuar. Mesmo com a barriga parecendo chumbo, Annabeth se obrigou a prosseguir.

Depois de ver o ultimo feixe de luz sumir, ela se viu em um porão que era um Frankenstein arquitetônico. Paredes de tijolos antigas estavam cobertas com um emaranhado de cabos elétricos e canos. O teto era sustentado por andaimes e coluas romanas de granito. A entrada do porão tinha caixotes empilhados. Por curiosidade, Annabeth abriu alguns e deu-se com carretéis de linha multicoloridos, cordas e replicas de espadas de gladiador. No fundo do porão, o chão foi escavado, revelando uma serie de degraus de pedra branca que levava mais para baixo.

Annabeth aproximou-se com cuidado da extremidade. Mesmo com o brilho emanado pela sua adaga era escuro de mais para que ela visse lá embaixo. Então, sua mão achou algo na parede que fez com que tochas se ascendessem com fogo fantasmagórico. Ela desceu as escadas sob a luz azulada das tochas, mostrando o piso decorado com mosaicos antigos decorado com cervos e faunos – talvez um quarto de uma Villa romana, de algum jeito conservado junto com artigos para artesanato e lutas de mentira no Coliseu. O cômodo tinha uns seis metros de comprimento, as paredes estavam descascadas e a única saída era um buraco cavado em um dos cantos, onde o mosaico do piso fora levantado.

Chegando mais perto da abertura, Annabeth ouviu o som da água corrente, mas o cheiro era mais como flores em decomposição, não esgoto. No entanto, ela não conseguia enxergar o fundo e sua vontade de cair para o nada era de 0%.

A coruja de Atena brilhou de repente no fundo, mostrando a alvenaria ao longo de um canal subterrâneo doze metros abaixo. Parecia olhá-la: o que você está esperando garota?

– Você deve ser maluca em pensar que eu vou pular ai. – Annabeth respondeu.

A coruja nada falou, mas seu olhar pareceu desafia-la: Este é o único caminho, Cachinhos Dourados. Essa cabeça loira foi feita para pensar, é bom que tenha alguma ideia.

Annabeth não tinha ideia. Era perigoso pular. Não trazia cordas e não via uma escada pelo cômodo. As vigas de andaimes lá em cima estavam aparafusadas e sua vontade de ter o teto desabando em cima de si era mínima.

Annabeth nunca se sentiu tão frustrada. Gostaria de ter algum poder considerável. Percy podia controlar a água e fazer furacões ou terremotos. Nico podia ressuscitar exércitos de esqueletos ou matar com apenas um olhar. Hazel era capaz de se orientar pelo subterrâneo, mudar a direção de tuneis e até mesmo fazer surgir pedras preciosas na terra. Leo, literalmente, pegava fogo. Até mesmo Silena tinha o charme e o poder de mudar de aparência.

O que ela possuía além de astucia? Era isso que tinha? Uma cabeça grande? Seus itens também não ajudavam. A faca de bronze celestial estava presa ao cinto junto com um cantil de néctar; no bolso, alguns pedaços de ambrosia; em seu pescoço a moeda amaldiçoada ardia fracamente.

Inteligência insistiu uma voz na sua cabeça você tem sua inteligência.

Inteligência... era isso que Atena valorizava.

A filha da sabedoria caminha solitária... Isso tinha que valer de algo. Não significava apenas sem ajuda de outras pessoas. Sabedoria era o que ela tinha.

Com uma ideia ridícula, ela subiu de volta ao porão e olhou os caixotes abertos. Algumas cordas menores que seus braços, linha de artesanato e espadas falsas. A ideia era tão imbecil que ela mesma teve que rir, porém, melhor que nada.

Suas mãos se puseram a trabalhar. Parecia que seus dedos sabiam exatamente o que fazer, como se tivesse apertado algo e suas ações fossem feitas no automático. Em questão de minutos havia usado uma dúzia de carretéis e um caixote de espadas para criar uma espada improvisada: uma corda de linhas trançadas, forte ainda que não muito grossa, intercalada com espadas a cada sessenta centímetros para servir de apoio para as mãos e pés.

Testou a escada colocando todo o seu peso e, milagrosamente, as espadas aguentaram. Pegou ainda as cordas mais longas e um carretel e os prendeu no cinto, sabe, um recurso a mais não faria mal.

Annabeth voltou ao buraco no piso de mosaico. Prendeu uma ponta de sua escada no andaime mais próximo, baixou-a para a caverna e desceu.

***

Deuses, como Annabeth odiava o subterrâneo de Roma.

Sua bússola especial – a coruja de fogo de Atena – aparecia de vez em quando sempre com aquele olhar de o que você está esperando garota? Depressa! Aquilo era irritante e Annabeth começava a odiar aquela coruja vermelha. Se pudesse, jogaria água para ver se apagava o fogo.

Depois, sua linda companheira de viagem – a mesma coruja de fogo – a guiou até uma sala com teto abobadado com arcos de tijolos com colunas rachadas. Pela experiência de Annabeth com arquitetura aquilo não era bom sinal. As colunas podiam ter aguentado em torno de dois mil anos, mas com Annabeth ali e contando com sua sorte, desabaria em dois minutos.

O chão apresentava um mosaico estreito e comprido com sete imagens uma do lado da outra. Aos pés de Annabeth havia um corvo, depois, um leão. Vários outros pareciam guerreiros romanos com armas variadas. O restante estava danificado ou coberto de pó demasiadamente para que pudesse ser distinguidos. Os bancos de ambos os lados estavam repletos de cerâmica quebrada. Nas paredes estavam pintadas figuras de um banquete: um homem de túnica com um chapéu curvo, sentado lado a lado com um cara maior que irradiava raios solares. De pé ao redor deles havia criados e homens carregando tochas e vários animais como corvos e leões perambulando ao fundo. Do lado mais distante da sala, um friso mostrava entalhes do homem com o chapéu curvo matando um touro com uma faca no pescoço do animal; na frente do friso, tinha um altar com uma estátua de um homem com um punhal e uma tocha estendidos e as pernas afundadas até os joelhos na pedra.

Annabeth se sentiu confusa com tudo aquilo, pois não tinha visto nada disso em nenhum livro muito menos sabia o que aqueles símbolos significavam.

Ah! Quase esqueci. Também havia os ossos. Annabeth pisou em uma caixa torácica quando deu um passo em direção ao altar. De onde viera aquilo ela não sabia. Um minuto tinha olhado para o chão e não havia nenhum osso, agora o piso estava coberto deles.

Havia uma faca de bronze corroído aos pés de um esqueleto e outro estava com sinais de carbonização, como se tivesse resolvido lavar o cabelo com um maçarico. Erguendo os olhos para o altar, para o cara com o punhal e a tocha nas mãos, a garota observou que aquilo era um teste. E todas aquelas pessoas – todos seus meio irmãos filhos de Atena – morreram, pois não foram aprovados.

Maravilha, pensou Annabeth, e olhou para estatua.

– É melhor que repense seus desejos caso ache que vou me tornar mais um nessa sua coleção.

Uma menina sibilou uma voz que ecoou pela sala, falando “menina” como se entoasse uma maldição. Não permitimos meninas aqui.

Uma semideusa ainda disse uma segunda voz. Imperdoável.

Um estrondo ecoou pela câmera e uma nuvem de pó caiu do teto, lacrando a passagem pela qual Annabeth passara. Ela subiu no banco e bateu na parede, mas suas esperanças de que fosse uma ilusão se dissiparam assim que tocou a rocha dura.

Só para melhorar sua situação, uma dezena de fantasmas surgiu tremeluzindo. Homens roxo-fosforescente em togas romanas, com caretas carrancudas e obviamente não aprovando a presença de Annabeth.

Ela desceu do banco e apoiou as costas na parede que antes era sua saída. Olhou para cada fantasma transmitindo confiança. Claro, não sabia o que aquilo se tratava, mas se tinha uma coisa que Annabeth sabia quando era encurralada por guardas ou pessoas esperando uma recompensa era que: faça de conta que sabe o que está acontecendo e que ainda está por cima. Levante a cabeça e faça uma expressão de desdenho, sempre funciona.

– Sou uma filha de Atena. – disse.

– Uma grega. – desgostou um dos fantasmas. – Cada vez pior.

Na outra extremidade da câmara, um fantasma de aparência envelhecida se levantou com dificuldade (espera, fantasmas podem ter artrite?) e parou junto ao altar e fixou os olhos escuros nela.

– Esta é a caverna de Mitra – disse o velho. – Você, grega, perturbou nossos rituais sagrados. Não pode contemplar nossos mistérios e viver.

Annabeth gostaria dizer que não queria contemplar mistério nenhum, que estava procurando o banheiro ou algo assim, mas então disse:

– Estou seguindo a Marca de Atena. Não era minha intenção contemplar seus sagrados e tão preciosos mistérios. – sua voz saiu mais sarcástica do que pretendia, mas continuou – Mostre-me a saída e seguirei minha missão, e todos nós vamos esquecer o que aconteceu aqui.

Os fantasmas trocaram murmúrios em latim, Annabeth pegou palavras nada delicadas sobre semideusas e Atena.

Olhando nervosamente para os ossos ela se lembrou de Tiberino Os fracassos de seus predecessores vão guiá-la. Deveria ter êxito onde seus irmãos falharam.

O fantasma mais velho com artrite bateu o cajado no chão e os outros se calaram.

– Sua deusa grega não tem poder aqui, meio-sangue! Mitra é o deus dos guerreiros romanos! O deus do império, da legião!

– O que? Mas nem romano esse cara era! – protestou Annabeth. – Ele era, sei lá, persa.

– Sacrilégio! – gritou o velho, batendo o cajado no chão. Annabeth pensou que, se fantasmas podiam ter artrite, nada impedia de terem AVC. Seria muito bom. – Mitra nos protege! Eu sou o pater dessa irmandade...

– Você tá mais para avô do que para pai... – começou Annabeth.

– Não me interrompa! Como pater, tenho o dever de proteger nossos mistérios!

Que mistérios? – perguntou Annabeth. – Uns caras mortos de toga sentados numa caverna caindo aos pedaços discutido sobre... O que exatamente? Se o pinto é maior que uma tocha ou um punhal?

Os fantasmas gritaram em aclamação sobre a morte dolorosa que ia ser infligido sobre ela, até que o pater os silenciou com um assovio agudo. O velhote tinha bastante fôlego.

– Você nos desonra com sua presença, é uma incrédula de fato. Como os outros, deve morrer!

– Hmm, tentador. Mas não. Minha agenda não diz nada sobre morte, só quero a saída, sim?

O velho rosnou, enquanto os outros fantasmas resmungavam ainda mais.

Annabeth trabalhava sua mente a procura de qualquer coisa sobre Mitra. Ele tinha um culto secreto para guerreiros. Era popular na legião. Não tinha duvidas que também fosse outro deus que havia suplantado Atena como divindade da guerra.

Fora isso, nada.

Ela procurou mais referencias. Examinou o mosaico no chão – uma sequencia de sete imagens. Estudou os fantasmas e percebeu que todos usavam algum tipo de emblema na toga: um corvo, uma tocha ou um arco.

– Vocês têm ritos de passagem – observou ela. – Sete níveis. O mais alto é o pater.

Foi um arrisco, mas deu certo. Os fantasmas deixaram escapar um arquejo coletivo. Então todos começaram a falar ao mesmo tempo:

– Como ela sabe disso?

– A garota sabe!

– Ela descobriu nossos segredos.

– Ela pode saber sobre os ordálios!

– Sim! — disse Annabeth. – Eu sei sobre os ordálios! – (mentira)

Isso ocasionou uma serie de frases em desespero e arquejos incrédulos até que o velho fantasma que poderia ter um AVC berrou “Silêncio” e todos assim o fizeram.

– Ridículo! – berrou ele. – A garota está mentindo! Filha de Atena, escolha o seu jeito de morrer ou o deus escolherá por você!

– Fogo ou punhal? – adivinhou Annabeth, e até o pater ficou perplexo. – Como já disse, minha agenda está cheia com essa missão. Podemos pular essa parte de morte e me deixar sair para que eu continue...

Mas o pater já não ouvia.

– Como... como você...? – ele engoliu em seco. – Quem é você?

Annabeth enxergou uma oportunidade. Sorrindo torto, disse:

– Vocês podem me ver como sendo uma filha de Atena. – dramatizou, estufando o peito. – Mas sou a filha de Atena, sou a... hã... mater da irmandade. A magna mater, na verdade. Não existem mistérios para mim. Mitra não pode esconder nada de meu conhecimento.

– A grande mãe! – gemeu um dos fantasmas em desespero.

– Matem-na! – gritou um dos fantasmas, se impulsionando para frente com as mãos na direção da garganta de Annabeth, mas ele só a travessou sem dano algum.

– Você está morto, idiota. – lembrou-lhe Annabeth. – Vá se sentar. – ela olhou símbolo na toga dele. – Ademais, você só é um corvo, a categoria mais baixa. Deixe-me falar com seu pater, assim manteremos tudo em um nível elevado.

Na frente da sala, o pater tremia – Annabeth só não conseguia identificar se era de medo ou fúria.

– É a verdade, você sabe muito grande mãe. Sua sabedoria é imensa, de fato, mas essa é uma razão ainda maior por que você não pode partir. A tecelã nos avisou que você veria.

– A tecelã... – a coisa escura em seu sonho, a guardiã do santuário. Daquela vez, ela desejou não saber a resposta, mas tentou manter a calma. – Sua tecelã tem medo de mim! Ela não quer que eu siga a Marca, mas vocês me deixarão passar.

– Você deve escolher entre um ordálio e outro! – insistiu o velho fantasma – Fogo ou punhal! Sobreviva a um deles, e então... Talvez!

Annabeth olhou para os ossos no chão. Os fracassos de seus predecessores vão guiá-la... Todos eles haviam escolhido entre fogo e punhal, pensando que talvez pudessem vencer... E assim todos eles pereceram.

Annabeth precisava de uma terceira opção.

Foi então que ela voltou seu olhar para a estátua de Mitra, cada vez mais brilhante e com as pernas afundadas na pedra. Daí lhe ocorreu que o deus não estava se afundando na pedra, estava emergindo dela.

Arriscando mais uma vez, Annabeth começou a dizer:

– Nem tocha nem punhal! Há um terceiro teste e é este pelo qual passarei. – o pater abriu a boca, mas Annabeth estava no embalo – Mitra nasceu da pedra, emergindo já adulto e segurando o punhal e a tocha!

Os gemidos e gritos desesperados dos fantasmas lhe deram algum alivio, estava certa afinal.

– Grande mãe sabe tudo! – disse um deles. – Esse é o nosso segredo mais guardado!

Annabeth fez uma careta. Se era seu segredo mais secreto, porque então colocaram uma estátua disso no altar? Seria a mesma coisa que entrar numa igreja e pensar “hm, será que esse judeu morreu de que?”. Ela gostaria de rir diante do desespero, talvez, se aceitassem guerreiras em seu culto teriam bom senso.

Entrando de novo em sua personagem, Annabeth gesticulou dramaticamente para a parede pela qual entrara.

– Nasci da pedra exatamente como Mitra! Portanto, já passei por sua provação!

O pater a encarou.

– Você entrou por um buraco na parede, não é a mesma coisa!

Annabeth mordiscou a bochecha pelo lado de dentro. Certo, pensou, então o pater não era um completo idiota como os outros. De qualquer modo, ela continuou confiante. Usaria seu plano B.

– Posso não ter nascido da pedra, mas possuo o controle sobre ela! – a garota ergueu os braços, dramatizando um pouco mais. – Provarei que meu poder é maior que o de seu deus! Com um único golpe, vou demolir está câmera!

– Impossível! – ressoou o pater no meio dos lamentos de outros fantasmas. – A tecelã nos pagou muito bem para destruir qualquer filho de Atena que ousasse adentrar nosso santuário. Nunca a decepcionamos. Ninguém pode derrubar a câmara de Mitra, muito menos com um só golpe. – ele a fuzilou com o olhar. – muito menos uma garota.

Esse último comentário fez Annabeth se sentir muito realizada destruindo a caverna preciosa.

Annabeth ergueu sua faca e tacou no ponto exato do teto, utilizando a força e pressão necessárias. A lâmina de bronze celestial atravessou a pedra como a um cubo de açúcar. Por um momento de terror, nada aconteceu.

– Rá! – vangloriou-se o pater. – Como disse, Atena não tem pod...

A sala estremeceu e uma fissura percorreu toda a extensão do teto, extremidade oposta da caverna desabou, enterrando o altar o pater. Fantasmas gritaram e correram, mas não importava seus esforços nunca conseguiam atravessar a parede. Aparentemente sua energia estava atada à caverna.

Annabeth virou-se quando o teto desabou, colocando todo seu peso na parede pela qual entrara e encarando a repleta escuridão, vindo-se em plena queda.

***

A cada toque do sino do relógio, indicando mais uma hora, o coração de Perseu Jackson ficava mais e mais pesado.

Se encontrava sentado em um dos caixotes, batendo a perna no chão e fazendo e desfazendo os nós em uma corda. Sua hiperatividade pareceu acelerar depois que o relógio bateu às duas horas.

Uma hora.

Somente uma hora.

Nico estava do seu lado, cantarolando algo como “quando o relógio bate as uma todas as caveiras saem da tumba bumbabumbalá” sempre que o relógio do porto tocava seu irritante sino. Houve um momento que ele se prestou o útil e perguntou a Hazel se ela poderia saber o paradeiro de Annabeth em tempo real.

As noticias não eram boas.

Percy viu Annabeth numa sala escura, tendo seu cabelo loiro como única luz. Ela segurava o tornozelo e qualquer movimento a fazia gritar de dor.

Percy só se lembrou de que ainda possuía um coração quando viu Annabeth naquele estado, e ele não se recordava o quão doida era a sensação de tê-lo machucado. Mesmo assim, aquilo o fez ter uma adrenalina extra.

– Nico. – chamou.

– Que foi? – disse o filho de Hades.

– Chame o Leo. – respondeu ele. – Hora de voar.

Notas finais
Eeeeeentão deixar claro aqui que o Percy O-D-E-I-A voar, mas não lhe resta opção. Então né se não é tu vai você mesmo, já que o Tibre não é exatamente um rio para uma caravela. Anyway, see you soon! You know you Love me XOXO gossip girl obs: gente relaxa que tipo eu já fiz metade do próximo capítulo, então não procuro demorar tanto quanto os 77 FUCKING DAYS I'VE SPEND OUTSIDE sorry so sorry