Beyond the Appearances
13 Valentine's Day PARTE II
Notas iniciais
POV Daniel
Assim que Mabel terminou de se apresentar – de forma incrível, como sempre – eu fui para os bastidores me preparar para a nossa apresentação que seria em dez minutos.
– Devo confessar – Tom começou dizendo – que a Mabel toca muito bem e tem uma voz incrível.
– Eu sei! – falou.
Uma menina de com a roupa da organização se aproximou da gente sorrindo.
– The Fighters, certo?! – ela perguntou e nós afirmamos. – Bem, fiquem atentos, Anna vai anuncia-los a qualquer momento.
– Tudo bem! – falamos ao mesmo tempo.
– Que fofinhos, falam junto e tudo! – ela falou batendo palmas – Boa sorte na apresentação meninos!
Ela falou e se afastou da gente.
– Então garotos, todos prontos? – perguntei.
– Nem um pouco. – Tomás respondeu. – Vamos?
– Só se for agora! – eu, Duda e Adriano respondemos ao mesmo tempo.
Nos aproximamos do palco e dois minutos depois a morena que provavelmente era a Anna, amiga de Mabel começou a nos anunciar:
– Bem pessoal, nossa próxima atração é uma banda iniciante, mas eu tenho certeza que vocês conhecem esses meninos super talentosos e sei que essa não é a última vez que vocês vão ouvir falar deles! – ela começou – Vamos receber no palco Daniel, Adriano, Thomas e Eduardo – ela falou e as meninas começaram a gritar loucamente – com a música “ Valentine’s Day “ do Linkin Park, vamos aplaudir: THE FIGHTERS!!!
Nós subimos no palco e todos começaram a gritar o nome da nossa banda em coro, podemos nunca ter nos apresentado como banda, mas a nossa popularidade nos precede.
– Boa sorte meninos! – Anna falou baixinho pra gente e saiu do palco.
– Nossa, como ela é linda! – Eduardo falou e eu tive que concordar. Ela tinha cabelos que iam até um pouco acima da cintura, negros como carvão e extremamente lisos, seus olhos castanhos eram quase tão escuros quanto o cabelo e tinha uma pele levemente pálida, assim como todos os outros organizadores, ela estava com uma calça jeans branca e a blusa vermelha da organização.
– Olá pessoal! – eu falei e as pessoas gritaram e aplaudiram – Hoje é um dia muito importante pra gente, é nossa primeira apresentação como The Fighters, então esperamos que vocês gostem! – todos ficaram em silêncio, loucos para saber se nós éramos bons – Vamos lá? 3, 2, 1... – e nós começamos a tocar.
As pessoas estavam escutando em silêncio, mas a maioria dançava no ritmo da música. De repente a gente escuta um grito feminino e a maior parte das pessoas se viram curiosas, percebendo que era a Karol Santoli — que todos sabiam que era a soldier mais doida da FAMNY – que tinha chegado no parque e notado a música que estávamos tocando, depois que notou todos observando para ela, ela foi se sentar perto dos amigos. Apesar disso, não desafinamos nenhuma vez e eu comecei a cantar:
My insides all turned to ash, so slow
(Todo meu interior se transformou lentamente em cinza )
And blew away as I collapsed, so cold
( E elas foram sopradas enquanto eu desmaiava, friamente )
A black wind took them away, from sight
( Um vento negro as levou embora, para longe da vista )
And held the darkness over day, that night
( E segurou a escuridão pelo dia todo, naquela noite )
Depois que eu comecei a cantar, todos começaram a gritar e nós podíamos ver Karol cantando loucamente junto com a música enquanto seus amigos riam descontroladamente ao seu lado.
And the clouds above move closer
( E as nuvens acima se movem para perto )
Looking so dissatisfied
( Parecendo tão descontentes )
But the heartless wind kept blowing, blowing
( Mas o cruel vento continua soprando, soprando )
I used to be my own protection, but not now
( Eu costumava ser minha própria proteção, mas agora não )
Cause my path has lost direction, somehow
( Porque meus passos perderam a direção, de alguma maneira )
A black wind took you away, from sight
( Um vento negro te levou embora, para longe da vista )
And held the darkness over day, that night
( E segurou a escuridão pelo dia todo, naquela noite )
A essa altura da música, várias outras pessoas estavam cantando junto e batendo palmas e para a minha surpresa, Mabel era uma delas, ela estava em pé, encostada em uma árvore, batendo palmas e cantando junto com a música, parecendo satisfeita com a apresentação.
And the clouds above move closer
( E as nuvens acima se movem para perto )
Looking so dissatisfied
( Parecendo tão descontentes )
And the ground below grew colder
( E a terra abaixo ficou mais fria )
As they put you down inside
( Assim como eles te colocam pra baixo )
But the heartless wind kept blowing, blowing
( Mas o cruel vento continua soprando, soprando )
Chegamos em uma pausa da música e vimos várias pessoas levantando – Karol obviamente foi a primeira a ficar em pé e foi ela quem começou a incentivar as pessoas a levantarem – todos levantaram e começaram a dançar e bater palmas no ritmo da música.
So now you're gone
( Então, agora você se foi )
and I was wrong
( E eu estava errado )
I never knew what it was like
( Eu nunca soube o que era )
to be alone
( Estar sozinho )
Todas elas cantavam e dançavam junto com a música, vale destacar que a que dançava e cantava mais loucamente era a Karol – que tinha começado a chorar antes da metade da música – e seus amigos tinham parado de rir para dançar e cantar junto.
On a Valentine's Day, on a Valentine's Day
( Em um dia dos namorados... Em um dia dos namorados )
On a Valentine's Day, on a Valentine's Day
( Em um dia dos namorados... Em um dia dos namorados )
On a Valentine's Day, on a Valentine's Day
( Em um dia dos namorados... Em um dia dos namorados )
(I used to be my own protection, but not now)
[ ( eu costumava ser minha própria proteção, mas não agora ) ]
On a Valentine's Day, on a Valentine's Day
( Em um dia dos namorados... Em um dia dos namorados )
(Cause my mind has lost direction, somehow)
[ ( Porque meus passos perderam a direção, de alguma maneira ) ]
Estávamos na parte final e mais animada da música, todos estavam pulando e cantando junto com a gente, até mesmo eu e os meninos estávamos pulando, menos o Tomás que estava na bateria.
On a Valentine's Day, on a Valentine's Day
( Em um dia dos namorados... Em um dia dos namorados )
(I used to be my own protection, but not now)
[ ( Eu costumava ser minha própria proteção, mas não agora ) ]
On a Valentine's Day, on a Valentine's Day
( Em um dia dos namorados... Em um dia dos namorados )
(Cause my mind has lost direction, somehow)
[ ( Porque meus passos perderam a direção, de alguma maneira ) ]
Terminamos a música e todos aplaudiram e gritaram loucamente, começaram a cantar o nome da nossa banda em coro e adivinha quem começou a puxar o coro? Quem disse Karol... Se enganou! Quem começou a puxar o coro foi a Mabel, apesar de a soldier maluca ter sido a primeira a apoia-la. Agradecemos ao público e assim que saímos do palco encontramos Carly, Jordyn e Anna. Elas elogiaram a nossa apresentação e Anna subiu correndo no palco para continuar com o festival.
Dizer que Carly elogiou a banda toda seria mentira, porque na verdade ela só tinha olhos para o Adriano.
– Ótima apresentação meninos! – uma voz que eu conhecia muito bem falou atrás de mim – Foi uma ótima estreia.
Olhei para trás e vi Mabel vindo em nossa direção com um sorriso no rosto.
– Obrigado! – dissemos todos juntos.
– Vocês ficam tão fofinhos quando falam juntos! – Carly disse.
– JORDYN! – ouvimos alguém gritar e olhamos para trás. Um garoto loiro ( muito parecido com a Jordyn ) a estava chamando – ME AJUDA AQUI COM ESSAS COISAS!
– JÁ VOU JOE! – ela virou pra gente – Desculpem, mas eu tenho que ir ajudar meu irmão.
– Eu vou também! – Tom falou com o rosto vermelho – Para ajudar, claro! – ele completou, como se fosse necessário.
– Tudo bem! – Jordyn concordou também corada – Vamos?
Eles saíram e ficamos apenas Carly, Adriano, Mabel e eu. Lancei um olhar sugestivo para Adriano, o lembrando do presente que ele tinha comprado para Carly. Ele se tocou e a chamou para outro lugar, pegando sua mochila que estava ali perto.
Aí eu me lembrei do MEU presente e me xinguei baixinho por não estar com minha mochila por perto. Mas antes que eu pudesse falar algo, foi Mabel que falou:
– A gente pode ir pegar minha mochila? Quero ver o resto do show, mas não quero ter que voltar aqui. Já perdemos três apresentações apenas nesse tempo que ficamos conversando aqui.
– Claro, eu aproveito e pego a minha também. – salvo pelo gongo.
Pegamos nossas mochilas e fomos para frente do palco procurar alguma toalha vazia. Achamos uma um pouco afastada das outras.
– Que tal aquela? – Mabel perguntou apontando para a toalha que eu havia visto.
– Eu acho ótima. – nos sentamos e um casal começou a cantar uma música de autoria deles.
Era uma bela música. O engraçado é que à algumas semanas eu a teria achado muito melosa, mas agora eu conseguia apreciar o que eles estavam cantando. Olhei para o lado e observei Mabel assistir a apresentação, ela parecia prestar atenção em tudo o que eles cantavam e parecia gostar da música tanto quanto eu. Quando eles começaram a repetir a música eu resolvi que estava na hora de entregar meu presente.
–Ehh, Mabel?
– Sim?! – ela pareceu despertar de um transe.
– Acho que a gente nunca teve a chance de conversar direito sobre o que aconteceu... – comecei.
– Olha Dani, — foi a primeira vez que ela me chamou pelo meu apelido, mas ela pareceu não notar – eu fui muito idiota com você naquele dia...
– Tudo bem, – eu comecei – acho que eu mereci. Afinal, se não fosse por mim ela não teria dado aquele show.
– É, eu soube que vocês estavam namorando e você terminou com ela. – fiz uma careta com aquele comentário.
– Nós não namoramos. Aquela doida que espalhou isso. – falei frustrado.
– Ela queria te usar como catalisador social.
– Exatamente. – eu peguei o pássaro de chocolate na minha mochila – Olha, eu vi isso em uma barraca e lembrei de você, — lhe entreguei o pássaro de chocolate e ela pareceu surpresa por eu ter lhe dado um presente – achei que seria uma boa maneira de pedir desculpas.
– É muito fofo, obrigada! – ela disse sorrindo. Ela colocou o pássaro do seu lado e pegou um cartão dentro de sua bolsa – Não é tão legal, mas achei que eu estava de devendo um pedido de desculpas mais concreto. – disse enquanto estendia o cartão pra mim, dessa vez eu que fiquei surpreso. Não imaginava que ela fosse fazer uma coisa assim.
– Isso foi bem legal de sua parte! – eu falei.
– Não deve ser nada comparado aos chocolates que você recebeu, mas a intenção foi boa. – ela disse.
– Como você sabe que eu ganhei chocolate? – perguntei surpreso e ela soltou uma gargalhada.
– Bem, se eu acordei com vários chocolates na minha porta, acho que você deve ter ganhado muito mais! – ela falou e eu fiquei meio chateado por saber que ela estava recebendo presentes de outros caras. Não. Não é ciúme.
O casal saiu do palco e Anna anunciou uma menina que ia cantar " A Thousand Years ¨da Christina Perri. Mabel sorriu ao meu lado.
– Eu amo essa música! — ela falou animada.
A menina começou a cantar e Mabel balançava de um lado para o outro no ritmo da música, me aproximei dela e a observei. Quando a menina estava chegando no refrão, Mabel olhou para mim e ficou meio surpresa por não ter percebido que eu estava tão perto. Ficamos olhando nos olhos um do outro.
I have died every day waiting for you
( Eu morri todos os dias esperando você )
Darling don't be afraid
( Amor, não tenha medo )
I have loved you for a thousand years
( Eu te amei por mil anos )
I'll love you for a thousand more
( Eu te amarei por mais mil )
Nós começamos a nos aproximar e eu percebi que íamos nos beijar, mas eu nunca fui um garoto que dá pra trás na hora “H” e mesmo sabendo que isso fosse acabar mal – muito provavelmente — , resolvi arriscar, mas quando estávamos quase nos beijando...
You've got a friend in me. You've got a friend in me. When the road looks rough ahead…(Você tem um amigo em mim. Você tem um amigo em mim, quando a estrada parece áspera adiante... ) – a musiquinha do Toy Story começou a tocar vinda de algum lugar e Mabel deu um pulinho assustado para trás. — And you're miles and miles from your warm. nice bed, You just remember what your all pal said. Son, you've got a friend in me. Yeah, you've got a friend in me… (E você está a milhas e milhas da sua cama boa e quentinha, lembre-se de que seu amigo disse tudo. Filho, você tem um amigo em mim. Sim, você tem um amigo em mim... ).
– É o meu celular. – ela disse pegando o celular na bolsa. Olhei descrente para ela. O toque dela é a musiquinha do Toy Story? – Oi Jordyn! – ela falou atendendo o celular – Pera, fala mais devagar!!! A Luli o que? Eu o que? O que tem a Anna? – ela parecia estar bem confusa e eu mais ainda – Ah, entendi! Sei sim! O figurino está aí? Tudo bem estou indo!
– O que aconteceu? – perguntei confuso.
– Uma das bailarinas do show de encerramento do festival se machucou ensaiando e eu vou ter que substituí-la porque sou a única que sabe a coreografia, afinal eu ensaiei com elas.
– Ah! – foi tudo o que eu consegui dizer.
– Desculpe Daniel, eu tenho que ir. – ela falou levantando e pegando a mochila – Até depois! – e saiu correndo em direção aos bastidores.
Fiquei no mesmo lugar amaldiçoando até a décima geração dessa tal de Luli e xingando aquele desenho de tudo o que eu conseguia lembrar.
Quarenta minutos depois começou o show de encerramento que começou com fogos de artifício, depois as meninas – incluindo Mabel – dançaram e no fim da dança todos acenderam suas lanternas, as soltaram e observaram elas flutuarem até o céu.
Depois disso as pessoas se dispersaram, os casais iam curtir o fim do dia de um jeito mais privado – se é que vocês me entendem – e os solteiros iam para as diversas festas que teriam por todo o campus. Eu simplesmente levantei e fui para o meu apartamento comer chocolate.
Mas como meus lindos amigos não podiam me deixar em paz, eles vieram e me arrastaram para as festas dos solteiros – todos menos Adriano que não estava com eles, acho que as coisas deram certo entre ele e a Carly. Mas pela primeira vez, eu não fiquei com nenhuma garota nessas festas.
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