Notas iniciais
Pessoinhas eu não posso deixar de colocar meta de comentários que vocês deixam de comentar? #Chateada :( Mas aqui está um novo capítulo para vocês.

POV Mabel

Estava deitada em minha cama, sonolenta. Tinha acabado de acordar e meu cérebro voltava a funcionar aos poucos. Peguei meu celular e olhei minha programação para hoje, quarta-feira. Eu teria dançado a Macarena de felicidade ao ver que a minha mãe estava livre, mas a preguiça estava enorme.

Levanto, separo minhas roupas e tomo um banho. Assim que termino e me visto, volto para o quarto e me jogo na cama novamente. Eu não sei o que me deu hoje, a preguiça está maior que o Monte Olimpo no seiscentésimo andar do Empire State. Coloco uma música para tocar, a escolhida foi Chandelier da Sia. E antes que eu perceba estou relembrando os acontecimentos da noite passada.

FLASHBACK ON

Daniel me guiou até o seu apartamento pela escada que estava no lado oposto ao que se encontrava a escada por onde tínhamos subido. Assim que chegamos a sala pude observar melhor o local. É muito bonito as paredes são de tons diferentes de branco e azul-claro que também estão presentes nos enfeites e na mobília, mas em menor quantidade já que esses são predominantemente bege e marrom-madeira.

– A melhor amiga da Ella, Tânia, é designer de interiores. Foi ela que decorou tudo. Não pude opinar em muita coisa, mas ela deixou o local bem a minha cara. Uma das coisas que eu mais gostei foram os quartos, são temáticos com cores. São quatro, cada um com uma cor, o meu é o azul, Dianna bateu o pé para ter um quarto aqui e ficou com o roxo e ficaram dois para hóspedes, o vermelho e o verde.

– É bem criativo. E os outros locais?

– Que tal um tour pelo apartamento? Acho que você vai gostar.

– Aceito, estou bem curiosa.

Ele me levou para um tour iniciando pela sala onde nos encontrávamos, ele apertou um botão e um lindo piano de calda apareceu. Depois ele me mostrou a sala de televisão, onde tinha um enorme sofá branco em formato de L, as paredes eram todas pintadas de preto. Na parede oposta a porta tinha uma televisão gigante que pegava quase toda a parede, deixando espaço apenas para uma prateleira que tinha aparelho de DVD e Blu-Ray e estava repleta de filmes que estavam meticulosamente organizados e separados por gênero.

Depois fomos para a sala de jogos que tinha as paredes com fundo branco e desenhos de vários personagens de jogos famosos – incluindo o Mario e o Sonic – a sala estava lotada de jogos de mesa, de fliperama e os mais modernos vídeo games.

– Os desenhos das paredes foram feitos a mão pela própria Tânia, ela manda muito bem, não é?!

– Sim, parecem impressos. – falei passando a mão pelo desenho do Sonic, já disse que amo o Sonic? Pois é, eu amo.

– A primeira parte do tour está completa Biscoitinho.

– O apartamento é bem maior do que parece.

– É verdade, mas eu adoro esse lugar.

– Por motivos notáveis.

Continuamos com o tour e ele me levou até uma espécie de mini biblioteca. Todas as paredes estavam repletas de livros do chão ao teto, o local tinha um carpete preto que parecia tão macio que tive vontade de deitar, também possuía um enorme sofá preto e uma poltrona da mesma cor, com mesinhas dos lados para colocar os livros – acho.

– O lugar que mais gostei até agora.

– Acho que isso vai mudar assim que eu te mostrar a próxima sala. – ele me puxou pela mão e paramos em frente a uma sala com a porta branca com uma linda clave de sol azul e dourada pintada. Acho que isso dava uma bela pista do que eu ia encontrar lá dentro.

Assim que ele abriu a porta eu tive uma reação quase idêntica a de quando coloquei meus olhos no terraço. A sala de música era simplesmente linda, em um dos lados tinha um pequeno estúdio com todos os instrumentos da banda. As outras paredes pareciam uma partitura gigante e pelo local tinham poltronas bege com todos os instrumentos que o Dani toca – menos a bateria, óbvio – na frente de cada uma.

– Agora é oficial! Você precisa me apresentar a essa designer e ela tem que decorar o apartamento que eu estou comprando.

– Vou falar com a Tânia. Já que você gosta tanto de Jogos Vorazes, acho que vai querer ver o quarto da Dianna.

– Eu adoraria, consigo imaginar como deve ser.

Ele me levou até um corredor com quatro portas. Uma roxa, uma vermelha, uma verde e a do final do corredor azul. Os quartos. Ele me puxou até o da porta roxa e meu queixo foi ao chão quando olhei o local. Como Daniel avisou, ele era predominantemente roxo. Na parede oposta a porta tinham três pôsteres emoldurados que exibiam os três tordos, de Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança, respectivamente. Tinha uma televisão em cima de uma prateleira com vários filmes e aparelhos eletrônicos. Acima da televisão uma prateleira com o box da trilogia e os filmes lançados. Na parede atrás da cama tinha um desenho em tinta preta da Katniss apontando uma flecha, no canto tinha uma posta com um desenho da Katniss com seu vestido de tordo da entrevista de Em Chamas – provavelmente o closet – e no outro canto uma simples porta pintada de roxo – provavelmente o banheiro.

– Acho que ela não encontrou nenhum desenho que combinasse com a porta do banheiro. – Daniel falou sorrindo.

– Esse é o quarto mais incrível que já vi na vida.

– No apartamento da Ella tem um praticamente igual, só que no lugar de roxo as paredes são brancas e atrás da cama vermelho, o desenho é colorido e tem uma “moldura” com porta-retratos com fotos nossas e o jogo de cama é de tordo. Fora isso, é igual.

– E na casa da sua mãe?

– Na casa da minha mãe o máximo que tem é uma prateleira com o box e os filmes.

– Por quê?

– Minha mãe não gosta do fato da minha irmã ser fã disso. Acha que é uma perda de tempo, acha isso de tudo que nos agrade que não tenha a ver com negócios. Minha mãe quase teve um ataque cardíaco quando viu os quartos dela aqui, mais os apartamentos são nossos então ela não pode fazer nada para muda-los.

– Sua relação com sua mãe é bem complicada, não é?

– Sim. Ela nem sempre foi assim, sabe?! Antes de o meu pai morrer ela incrível, carinhosa e protetora. Depois que ele morreu, ela voltou-se para os negócios e as aparências. Dianna é quem sente mais sofre com isso, afinal, ela não tinha nem quatro anos completos quando meu pai morreu. Ela sente muita falta da mãe, eu e Ella tentamos cobrir esse vazio, mas não é a mesma coisa.

– Deve ser bem difícil, mesmo com meu relacionamento complicado com a minha mãe desde que me lembro, eu não consigo imaginar como é.

– Uma vez a Dianna me perguntou o porquê de nossa mãe não amá-la. Ela acha que nossa mãe não a ama! Você tem ideia de como eu me senti ao ver aquela menininha me perguntando isso? – Daniel estava bem abalado, acho que suas irmãs são as pessoas que ele mais ama no mundo e o sofrimento delas é o sofrimento dele também.

Me aproximei dele, abraçando sua cintura e depositando um beijo em seus lábios. Ele me abraçou com força e enterrei o rosto na curva do seu pescoço, inalando seu cheiro inebriante.

– Sabe o que é engraçado? – minha voz saiu abafada por causa do nosso abraço, Daniel deu um leve sorriso com isso.

– O que? – quis saber.

– Lá na FAMNY todos nos julgam e acham que a nossa vida é perfeita, quando na verdade nós dois já passamos e ainda estamos passando por situações bem difíceis na vida, mas ninguém tem coragem de olhas através das aparências para poder ver quem realmente somos.

– É, isso é verdade. Mas você parece lidar muito bem com isso.

– Antes me incomodava, mas aprendi a ignorar. – ele beijou a minha testa e se afastou de mim, ainda segurando minhas mãos.

– Vamos parar de falar sobre coisas que nos deixam triste, por favor. Vem, vamos à cozinha comer alguma coisa. – ele me puxou para fora do quarto e parou olhando para o quarto dele – eu te mostraria meu quarto, mas não responderia pelos meus atos depois de te ver lá dentro, e eu prometi que ia fazer as coisas certas e me comportar.

Alguns músculos internos que não se manifestavam a um bom tempo começaram a protestar por atenção, depois que ouvi isso. O que esse homem tem que com apenas uma frase consegue despertar o meu lado mais sombrio?

– Vem, vamos para a cozinha.

Voltamos pelo corredor até chegar em uma porta bege de correr, Daniel a empurrou para o lado, abrindo espaço para poder ter acesso a linda cozinha. Oposta a ela tinha uma escada em espiral, olhei curiosa para ela e Daniel percebeu.

– Depois que a gente jantar eu te mostro o que tem lá. Fica ao lado do terraço, mas um pouco mais abaixo. Mas antes disso, nós vamos comer.

Entramos na enorme cozinha toda em preto e branco. Daniel tirou do forno um risoto de abóbora com filé de frango grelhado. Estava com uma aparência deliciosa e minha boca ficou cheia d’água imediatamente. O jantar foi bem agradável, como eu imaginei, a comida estava ótima.

– Isso está delicioso Dani. Quem fez?

– Tia Sonya. É a governanta dos nossos apartamentos, ela faz comidas dignas dos deuses e cuida para que esteja todo em ordem quando eu não estou aqui.

– Dê meus cumprimentos a ela, isso está realmente muito bom.

– Ela vai adorar saber que você gostou. Acho que um dos maiores medos dela é que alguém não goste da sua comida. – Daniel falou enquanto sorria, dava para perceber que ele nutria um enorme carinho por ela.

– Você gosta bastante dela, né?!

– Gosto sim, ela cuida da gente desde quando a Ella nasceu. Depois que a minha mãe ficou com o juízo virado, ela cuidou da Dianna como se fosse uma filha. Ela praticamente faz parte da família. Quer sobremesa?

– Eu adoraria. – ele foi até a geladeira e voltou com um enorme bolo de chocolate, com muita cobertura e granulado.

– Eu sempre digo: se você não provou do bolo de chocolate da tia Sonya, você ainda não viveu. É o melhor do mundo.

Daniel serviu um enorme pedaço para mim e outro para ele. Depois ficou me olhando, esperando para ver a minha reação depois de provar do bolo. Assim o fiz e UAU! Realmente é o melhor bolo de chocolate que eu já provei na vida.

– Ai meu Deus! Isso é muito bom, caramba! Eu não ia me importar se a senhorita Trunchbull me obrigasse a comer um inteiro na frente de todos da FAMNY. – Danielsoltou uma gargalhada depois desse comentário.

Ele pegou o seu pedaço de bolo e sentou no bando ao meu lado na bancada outra vez. Depois disso eu tive uma ideia e não hesitei antes de coloca-la em prática. Peguei um pouco da cobertura e melei a bochecha dele com ela.

– Ei! Por que você fez isso? – ele reclamou.

Dei a ele um sorriso malicioso, me aproximei dele e lambi todo o chocolate da sua bochecha. Ele fechou os olhos e soltou um leve gemido.

– Isso é golpe baixo! – esse comentário foi a carta branca para que eu continuasse.

– Shiiiu! Fique quieto e apenas aproveite. – ordenei.

Ele fez o que eu disse e ficou quieto, ainda com os olhos fechados. Pequei mais um pouco de cobertura e espalhei por todo o seu pescoço, provocando arrepios por todo o seu corpo. Lambi novamente o chocolate arranhando levemente o seu pescoço com meus dentes depositando um pequeno beijo no final e ele tomou uma respiração profunda e lenta, levando suas mãos até a minha cintura, mas eu as peguei e as devolvi para o seu colo.

– Eu tenho que estar sempre no controle querido. – sussurrei no seu ouvido e vi os pelos de sua nuca ficarem arrepiados. Mordi levemente o lóbulo de sua orelha e voltei a me concentrar na tarefa que eu estava realizando.

Peguei mais um pouco de cobertura e dessa vez eu coloquei no canto de sua boca indo até o outro canto passando pelo seu lábio inferior. Lambi os cantos de sua boca, depois mordisquei seu lábio e quando eu tive certeza de que tinha tirado todo o chocolate, mordi seu lábio com força e os suguei, arrancando um grunhido de prazer dele. Depois iniciei o beijo, suas mãos foram novamente para a minha cintura, mas dessa vez eu permiti que ele as deixasse lá.

Não sei ao certo quanto tempo ficamos nos beijando, mas quando o ar se fez necessário nós nos afastamos. Daniel fez uma trilha de beijos da minha boca até a base do meu pescoço.

– Quer ver o que tem em cima daquela escada? – sério que ele tá me perguntando isso agora?! Bem, eu não vou dar a ele o gostinho e um pedido de mais.

– Claro, vamos? – levantei e fui para a porta. Escutei um sorrisinho malicioso atrás de mim. Ele está aprontando alguma coisa.

Subimos as escadas e me deparei com uma enorme piscina com espreguiçadeiras e um vidro fumê para permitir ou bloquear a luz solar e lâmpadas espalhadas por todo o local.

– É sério, você tem que me apresentar à pessoa que projetou esse apartamento, porque ela faz verdadeiros milagres. – falei embasbacada.

– Foi o Adam, noivo da Ella. A alguns anos atrás nós fizemos a fusão das construtoras das nossas famílias. Ele projetou todo o prédio e foi o projeto mais lucrativo que já tivemos.

– Ele é muito talentoso, consegue aproveitar todos os espaços.

– Também sabe escolher muito bem a sua equipe. A amiga de Ella trabalha para ele. Desde a fusão o lucro da construtora triplicou. Mas não vamos falar de negócios. Que tomar banho de piscina? A água está gelada, mas posso colocar para aquecer. É rápido.

– Querer eu até quero, mas não tenho biquíni aqui.

– Pode pegar um em um dos quartos de hóspedes. Tem nos armários, logo avisando que são de acordo com a cor do quarto.

– Claro que tem você já deve ter trazido muitas aqui. – falei baixinho, mas acho que ele ouviu.

– Na verdade não. Você é a única de fora da família e do círculo de amizade mais antigo – ele deu ênfase em amizade – que já veio aqui e com aqui quero dizer meu apartamento. Mas a Tânia diz que sempre é preciso ter roupas para as visitas inesperadas ou de emergência.

Isso me surpreendeu, é a segunda coisa que ele faz comigo hoje que ele nunca fez com as outras.

– Não precisa aquecer a água, gosto dela gelada. – foi o que eu consegui dizer.

Nós saímos do espaço da piscina e fomos para o corredor dos quartos. Não hesitei antes de entrar no quarto vermelho para buscar o biquíni. Daniel seguiu para o azul, provavelmente para se trocar.

No enorme armário vermelho tinham três tamanhos de biquíni e um de maiô. O biquíni PP ficou muito vermelho e o M muito grande, o jeito foi ficar com o P que era o mais devasso de todos. Ele se colou em meu corpo de uma forma que era quase imoral.

– Mabel você está pronta? – ouvi Daniel perguntar do lado de fora.

– Ainda não, pode me esperar na piscina que eu já vou.

– Tudo bem.

Cogitei seriamente a ideia de ir procurar outra coisa no quarto verde, mas ignorei a ideia. Eu definitivamente não fico bem de verde. Já o vermelho é uma das três cores que ficam absolutamente perfeitas em mim. Azul, preto e vermelho com toda a certeza são as minhas cores. E acho que vai ser bem interessante observar a reação do Daniel quando ele me vir. Pego um robe, o visto e vou para a piscina.

O encontrei estirado em uma das espreguiçadeiras, usando apenas uma sunga box azul. Prendi a respiração por um momento, apenas observando o deus grego deitado na minha frente.

Ele percebeu a minha presença e se virou para mim sorrindo. Quando eu tive certeza de que possuía toda a sua atenção, lentamente comecei a tirar o robe e observei enquanto ele me encarava boquiaberto. Pude ver que seu amiguinho estava dando sinal de vida. Daniel levantou de um salto.

– Então, vamos mergulhar? – antes que eu pudesse responder ele pulou de cabeça na água gelada da piscina. Com um sorriso me juntei a ele, mas tomando cuidado para não molhar meu cabelo.

Assim que entrei, Dani veio ao meu encontro. Ele parecia mais calmo, mas percebi que ele não estava totalmente recuperado quando ele me puxou pela cintura e me deu um beijo cheio de luxúria e desejo. Suas mãos passeavam possessivamente pelo meu corpo, mas ao mesmo tempo sem abusar de mim.

Permiti que minhas mãos passeassem pelo seu corpo da mesma forma que as dele passeavam no meu. Arranhei seu abdômen e desenhei com o dedo todas as ondinhas de sua barriga. Ele tem boa forma, mas não de forma exagerada, exatamente do jeito que eu gosto.

As coisas foram ficando mais quentes e eu praticamente podia notar a água fervendo ao nosso redor. Suas mãos estavam tomando um rumo mais perigoso e indo em direção as minhas pernas, mas antes que de chegar no local proibido, ele se afastou e mergulhou na água gelada, provavelmente para se acalmar depois do que aconteceu entre a gente poucos segundos atrás. Eu fiz a mesma coisa, afinal a minha situação não estava muito diferente.

É estranho como com tão pouco o Daniel me faz perder praticamente todo o controle...

FLASHBACK OFF

Fui tirada das minhas lembranças quando o refrão de Out of Control do Hoobastank interrompeu a música que eu estava ouvindo, acompanhado pela vibração do meu celular. imediatamente achei estranho, é o toque para chamadas de números que não estão salvos na minha agenda e eu quase nunca recebo esse tipo de ligação.

Olho a tela do celular e vejo que é um número privado, antes mesmo de atender eu já sabia quem era, mas tinha esperanças de estar enganada.

– Mabel Oliver falando.

– Ora ora Abelhinha, você não sabe como é bom ouvir sua voz novamente.

– Tony. Eu queria poder dizer isso, mas é um enorme desprazer ouvir a sua voz novamente. – falei com um tom sombrio.

Já vi que mesmo depois de todos esses anos, você continua arisca. Mas eu não estou zangado com você Abelhinha. Eu vou te aceitar de volta.

– Abelhinha é a sua avó e eu prefiro morrer a voltar para você.

– Cuidado com o que você deseja Abelhinha. Desejos se realizam.

– Para você estar me ameaçando, só pode ter se esquecido da surra que te dei.

– Não estou ameaçando, estou avisando. Entendo que te peguei desprevenida da ultima vez e por isso você reagiu daquela maneira. Também entendo que você precisou de uma distração enquanto eu estava longe, mas agora eu estou voltando e você é só minha. Não quero saber de você chegando perto daquele moleque outra vez.

Antes que eu pudesse responder ele desligou na minha cara. Miserável! Não consegui conter a raiva e joguei o celular longe, mas por sorte e acabou caindo na cama e não quebrou, não tenho tempo para comprar outro.

Antes mesmo que eu me acalmasse totalmente, ouço meu celular tocando de novo, o mesmo toque. Será que aquele capeta acha que não me torturou o suficiente por um dia? Sem ao menos olhar o identificador de chamas, atendi o celular.

– O que? – perguntei rispidamente.

– Nossa, parece que alguém não está tendo um bom dia. – uma vozinha infantil me respondeu do outro lado da linha.

– Dianna? – perguntei surpresa e confusa.

– Sim, sou eu.

– Desculpe a minha rispidez, não recebi notícias boas hoje e pensei que era o meu carrasco outra vez. Esse número não está salvo.

– Te entendo, as coisas aqui em casa hoje também estão tensas. Nem fui para a escola e o Dani teve que vir para cá as pressas.

– O que aconteceu? Foi algo grave? Foi ele que te deu o número do meu celular? – odeio não saber das coisas.

– Minha mãe resolveu entrar em contato. Não foi nada grave e está tudo sob controle por enquanto. Na verdade eu roubei do celular dele.

– Você roubou o meu número do celular dele?

– Antes de você querer matá-lo quero que saiba que ele tenta esconder a senha do celular de mim, mas eu sempre consigo descobrir. Ele não sabe que peguei seu número e eu te liguei para você salvar o meu.

– Pode deixar Dianna, vou salvar assim que desligar. – é sério, eu já adoro essa menina.

– Pode me chamar de Di. As pessoas só me chamam de Dianna quando vão me dar uma bronca. – sorri com o comentário.

– Pode deixar Di.

– Tenho que desligar, a Ella sempre me faz estudar em casa quando falto. O que é injusto, porque eu já sei o conteúdo de cabo a rabo. Eu podia estar assistindo Em Chamas. – sorri outra vez.

– Tudo bem, beijos!

– Beijo, tchau! – e ela desligou.

Dianna conseguiu melhorar um pouco o meu humor, mas assim que ela desligou a minha preocupação voltou. Agora por mais que eu não queira, vou ter que falar da volta do Tony para o meu pai. Já posso até ver ele me enchendo de seguranças. Odeio isso!

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Notas finais
Então, o que acharam? QUERO COMENTÁRIOS!! XOXO