Beyond the Appearances
2 Dia nacional de me chamar de idiota
Notas iniciais
POV Daniel
Oi, sou Daniel Stuart, tenho 22 anos e estou no último ano da Faculdade de Artes e Música de New York, faço música. Sou alto, com meus 1,85m, tenho a pele bronzeada, músculos bem definidos, meu cabelo é preto e meus olhos são azuis, resumindo: sou um poço de sedução. Mas no momento a minha sensualidade é a última coisa em que eu posso pensar enquanto estou no telefone com a fera, que dizer, minha doce e adorada mãe:
– Você só tem mais oito meses Daniel, não se esqueça disso! – a fera falou pelo telefone pela milésima vez, sério, ela parece um papagaio.
Não me entenda de maneira errada, eu amo minha mãe. Mas essa história de me dar um prazo para tornar minha banda um sucesso não é legal. É o seguinte: estou fazendo faculdade de música e minha mãe odeia isso. Então, eu tenho um prazo para fazer minha banda virar um sucesso – até a formatura. E caso eu não consiga isso até lá, vou ter que começar a cursar administração para assumir as empresas da família junto com a minha irmã mais velha, Daniela. – pois é, minha mãe como é a senhora criatividade colocou nossos nomes de Daniel e Daniela.
– E como diabos eu vou conseguir me formar com glória e transformar minha banda no próximo fenômeno mundial ao mesmo tempo? – falei e levantei a mão com o celular pro alto — não Daniel você levantou sua mão pra baixo –, frustrado.
– Isso não me interessa, eu sei que você ainda vai ouvir a voz da razão e largar essa loucura! – minha mãe é um poço de otimismo, só que não. – Você sabe que seu destino é assumir os negócios da família com a sua irmã.
– Mãe, eu já disse um milhão de vezes que eu estou pouco me lixando pras empresas da família – repeti pela milionésima vez, ok agora o papagaio sou eu. – eu tenho certeza que a Daniela dá conta do recado.
– Eu também sei disso seu idiota! – epa! Estamos baixando o nível aqui.
– Então por que a senhora – sim eu chamo minha mãe de senhora, gosto de ter meu rostinho lindo intocado – continua tentando me fazer desistir da música?
– Porque eu tenho fé que você vai deixar de ser esse idiota atual e tomar um chá de juízo, antes que morra de fome! – lá vem ela com esse papo furado de que eu vou morrer de fome. ( me imaginem fazendo uma carinha assim: ¬¬ )
– Mãe, os dois maiores doadores dessa faculdade praticamente limpam a bunda com uma nota de 100 porque tem dinheiro de sobra, e tudo com música. – jogo na cara mesmo.
– QUE DIREITO VOCÊ ACHA QUE TEM PARA USAR ESSE PALAVREADO COMIGO GAROTO? – puta merda! Cutuquei o diabo com vara curta.
– Desculpe mamãe querida que o Daniel ama mais do que tudo nesse mundo! – disse com a minha voz mais doce tentado acalmar a fera que se pudesse me matava pelo telefone.
– Tudo bem meu amorzinho, eu te desculpo! – minha mãe só pode ser bipolar, obrigado Deus! – agora eu tenho que desligar, vai começar minha reunião. – dessa vez ela falou com uma voz de tédio, como eu disse: bipolar. – Não esqueça Daniel: oito meses. – com esse comentário feliz, ela desligou.
– Fala aê idiota! – Adriano falou entrando na sala seguido por Eduardo e Thomas.
– Mas o que é isso? O dia nacional de chamar o Daniel de idiota?
Adriano me olhou com uma expressão confusa e coçou a cabeça – mais tapado que uma porta.
– Tava falando ao telefone? – essa pergunta genial só podia vir dele mesmo.
– Não Adriano, eu estava usando o celular para aquecer as orelhas.
– Pelo seu ótimo humor, só podia ser a sua mãe. – Fala Thomas se jogando no sofá.
– Minha mãe e sua ligação semanal com a finalidade de infernizar a minha vida. Sério, ela falando o meu prazo parece a Samara do Chamado. – ok, sou dramático.
– O pior é que existe uma semelhança entre as duas. – Duda senta no chão com uma lata de refrigerante na mão.
– Ei imbecil, você está falando da minha mãe! – Jogo a almofada na cara dele que com o susto derrama o refrigerante nas calças.
– Porra mano, desnecessário! – ele levanta de um pulo e começa a balançar a calça encharcada.
– Desnecessário o caramba, você estava insultando minha mãe!
– Me deixa ir trocar de roupa...
– Por acaso tem alguém te segurando, Mané? – Adriano perguntou.
– Foda-se! – Duda sai batendo pé.
– Como a gente vai fazer man? Nosso tempo está acabando. — Thomas falou assim que o barulho da porta do quarto de Duda batendo se fez ouvir. — E não basta só as meninas da faculdade saberem que temos uma banda, temos que fazer algum show, alguma apresentação ou qualquer coisa!
– Eu sei Thomas, mas não faço a mínima ideia de como fazer isso. Estou cursando música, não publicidade.
– Nosso tempo está acabando e temos que arranjar algum jeito de promover a banda. Porque eu sei que somos bons, muito bons. Mas precisamos de uma forma para mostrar isso para as pessoas. — Adriano falou. É incrível como esse cara pode ser um mongol em um minuto e um protótipo de nerd em outra. É difícil acompanhar.
– Eu sei de tudo isso, caralho! Mas qual a parte de " EU NÃO SEI O QUE FAZER " vocês ainda não entenderam? — Falei praticamente gritando.
– Tudo bem cara, mas nós temos que pensar em alguma coisa. E rápido. — Adriano falou.
– Ei dude! Você não tinha um encontro com a Patricinha hoje? — Thomas falou. Bem lembrado, afinal.
– É verdade!
Olho para o relógio e noto que estou quase atrasado, me levanto de um pulo e corro pro meu quarto para me arrumar para o encontro com a Patrícia Reine que é capaz de arrancar meu fígado com as unhas se eu me atrasar. Eu tinha realmente alguns assuntos inacabados com ela, por exemplo: o porquê dela ter espalhado que nós somos namorados. Isso é uma mentira por dois motivos: não estou interessado em compromisso e mesmo se estivesse, nunca namoraria alguém tão fútil como ela. Minha relação com Paty é apenas pegação, nada de compromisso e nem sentimentos. E eu sei que ela só quer espalhar nosso "namoro" para aumentar sua popularidade as minhas custas. Tenho que dar um fim nessa história.
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