Beyond Suffering
1 Capítulo Único
Notas iniciais
HSuiahiauhsaisasahishahahsa
Segundo, eu agradeço ao Neko-chan-amor-da-minha-vida, porque ele foi o primeiro a ler e disse que tá bom, e eu acredito nele, entãão... Arigatooo Neko-chan-amor-da-minha-vida *-------* (L)
Terceiro, vai de presente também pra quem tá esperando o sétimo capítulo de Angels Fall First, que eu estou demorando pra escrever, e já tão me cobrando xP
Ele sai, ok? Não sei quando, mas sai.... :B
E por último, eu quero reviews, se não eu deixo minha vida de ficwritter de GazettE pra sempre, e volto com meus amados vampiros, ok? u_U - chantagem mode on -
Boa Leitura *------------------*
;*
Beyond Suffering
- Kouyou, eu já disse... — advertiu num tom de voz em que somente eu poderia ouvir e retirou sua mão de cima da mesa que eu, suavamente, tinha tocado com a minha.
- Okay, me desculpe Yuu... — suspirei, visivelmente chateado e coloquei minhas mãos dentro dos bolsos da blusa.
Era sempre assim. Nunca podíamos demonstrar qualquer tipo de afeto um pelo outro enquanto estivéssemos em público. Não por escolha minha, mas.. Eu tinha opção? Ou isso ou não poder tê-lo de forma alguma e isso estava fora de cogitação.
Não que eu não gostasse da forma que Yuu me tratava quando estávamos sozinhos, mas... Eu sempre pensei que depois de algum tempo ele poderia ser um pouco menos frio comigo na frente das pessoas. Ou mais carinhoso ou até mais atencioso... Mas isso jamais aconteceu.
Estávamos todos juntos. Eu, Aoi, Kai, Ruki e Reita, nos preparando para uma entrevista coletiva a respeito da renovação do contrato com a gravadora e lançamento de nosso novo single, marcado para dois meses adiante.
- E o que pensam a respeito de suas fãs dizerem que vocês são casais? Aoi e Uruha, Reita e Ruki e Miyavi e Kai? Vocês se incomodam com isso?
Uma repórter que mais parecia uma fangirl perguntou. Internamente eu entrei em pane, embora meu rosto estivesse risonho e divertido como o de todos os outros membros da banda.
- Eu sou uma boa dona de casa. Pode perguntar ao Miyavi. — Kai respondeu rindo e todos os outros repórteres riram também — Brincadeiras à parte, isso é só invenção...
- Somos todos amigos uns dos outros, nada mais que isso. — Reita completou.
- Até porque, eu gosto de pessoas com narizes — Ruki emendou e levou um leve tapa de Reita, que estava ao seu lado.
- Exatamente — e ao ouvir a voz de Aoi ao meu lado, virei meu rosto pra ele, que também mantinha um sorriso no rosto. Eu sabia que aquele sorriso não era de diversão e sim de incômodo. — Isso tudo é fruto da imaginação das nossas fãs. Eu e Uruha não temos absolutamente nada assim como Kai não tem nada com Miyavi e Reita não tem nada com Ruki. — completou e lançou um olhar pra mim que praticamente me obrigava a falar algo a respeito, mesmo que eu sempre fosse o mais calado de todos.
- É. — me limitei a dizer e em contrapartida, Aoi estreitou os olhos, em reprovação à minha nada convincente declaração.
O resto da entrevista seguiu normal, mas eu ainda estava com aquela pergunta grudada na minha mente e ainda mais a resposta de Aoi. Ele precisava ser tão... Rude comigo? Os outros ainda brincaram com isso, e eu me sentiria menos chateado se ele, pelo menos uma vez na vida, fizesse o mesmo.
Ao fim, tiramos fotos, cada um em seu devido lugar. Depois eu e Yuu tiramos fotos juntos, mas ele fez questão de ficar a uma distancia razoável para que não nos tocássemos.
___
- Yuu, porque falou daquela forma? Já tinhamos falado que não era nada, e você... — Ruki começou a falar com Yuu assim que o moreno entrou na sala.
- Eu só reforcei, Taka.
- Você decretou, Aoi. É bem diferente de reforçar.
- E o que tem demais?
- Você sabe o que tem demais... — o baixinho retrucou, começando a se alterar.
- Ah, não me enche... — e saiu de onde estava, vindo na minha direção.
Ele se sentou ao meu lado e passou os braços ao redor da minha cintura, enquanto eu dedilhava algumas notas na minha guitarra, tentando a todo custo não me revoltar e cuspir na cara dele o quanto ele era idiota. Eu só coloquei a guitarra ao lado vazio do sofá e me levantei, deixando Yuu lá com cara de quem não sabe o que fez enquanto pegava o estojo da guitarra e a guardava la dentro.
- Vou pra casa. — declarei, deixando a guitarra num dos armários do camarim e saindo porta à fora.
- Ah, qual é Kou? — ouvi a voz de Aoi soar em meus ouvidos assim que sai, e logo sua mão segurou meu braço, fazendo-me parar de andar.
- Não me enche, Aoi.
- Não fica assim...
- Não tenho nada. Agora me solta, vou pra minha casa.
- Não vou te soltar. — afirmou, me trazendo para mais perto dele
- Me deixa, Shiroyama! — me debati, fazendo-o soltar meu braço. Me virei de costas novamente e apertei o passo, querendo me ver livre daquele lugar o quanto antes.
- Vai ficar assim por causa do que eu disse na entrevista? — perguntou, me seguindo enquanto eu dobrava à esquerda no corredor da gravadora. Não respondi, apenas continuei caminhando.
- Hein, Kouyou?
Okay, aquilo já era a gota d\'água. Respirei fundo e parei de andar, deixando a raiva e o desapontamento tomarem conta de mim. Me virei para ele, que agora estava à poucos passos de mim.
- Não, não é só por causa da entrevista, Yuu. É por causa de tudo! Eu cansei disso... Cansei de ficar me humilhando pra poder ficar com você e você nem ligar...
- Kou eu... — começou a me interromper
- Cala a boca e me escuta! — gritei para ele e ele se calou, então continuei — Cansei de ter que mentir. Cansei dos olhares reprovadores que você me lança toda vez que eu encosto em você... Cansei de você mal falar comigo quando estamos com outras pessoas. Cansei da sua indifença. Cansei da sua frieza. Cansei, Yuu... Cansei.
Depois do meu discurso eu já não impedia mais as lágrimas que ardiam nos cantos dos meus olhos e manchavam meu rosto. E mais uma vez o rosto dele pareceu impassível, como se não se importasse com nada do que eu havia dito. Procurei qualquer sentimento nos olhos dele. Qualquer que fosse.. Raiva, tristeza, remorso, arrependimento, mas só me deparei com o vazio típico dele. Esbocei um sorriso triste e dei as costas a Yuu, deixando-o parado, onde estava e rumei para o estacionamento, querendo o quanto antes chegar na minha casa e poder chorar por amar um idiota.
__
- Já vai! — berrei em resposta à campainha que tocava irritantemente — Saco.
Abri a porta e tive ímpetos de fechá-la na mesma hora, mas não o fiz. Apenas fiquei parado olhando-o e esperando ele dizer algo, o que não aconteceu de fato.
- O que você quer, Yuu?
- Não vai me convidar pra entrar?
- Tanto faz...
Dei de ombros e virei as costas à porta aberta, entrando na sala e me jogando no sofá, pegando a caneca de chocolate quente que tomava novamente e sorvendo um pouco do liquido, enquanto fingia que prestava atenção ao que passava na televisão. Vi pelo canto do olho quando ele entrou e fechou a porta atrás de si, vindo se sentar ao meu lado, sem desviar o olhar do meu rosto por sequer um instante. E aquilo me incomodou, por que parecia que ele estava tentando ler meus pensamentos, e de uma certa forma, ele sempre conseguia lê-los. Ou por que ele era observador, ou por que eu era óbvio demais. Eu prefiro acreditar na primeira opção.
- E então, não vai dizer o que quer? — disparei, sem tirar os olhos da televisão
- Você sabe o que eu quero, não sabe?
- Não, Aoi. Eu não sei. E se você não disser, eu não vou ficar sabendo tão cedo. Então fala logo. — sim, eu fui grosso.
- Me desculpa por hoje... — pediu e tocou meu rosto com as pontas dos dedos.
- É sempre assim, Yuu... — suspirei cansado e olhei para o copo em minhas mãos — Você diz o que bem entende sem nem se preocupar comigo e depois vem pedir desculpas.
- Eu não quero que fiquem falando da nossa vida pessoal, Kou.
- Eu também não quero Yuu.
- Então, Kou. Eu só estou preservando nossa imagem...
- Eu nunca disse que queria que você saísse por ai gritando para os quatro cantos do mundo que nós estavamos juntos, mas... Precisa ser assim?
- E precisa ficar desse jeito toda vez que eu negar que estamos juntos?
- Sim, preciso. Porque você parece ofendido toda vez que falam sobre isso, como se não fosse verdade...
- Kouyou...
- Não tem nada de \'Kouyou\'... O Reita e o Ruki também negam que estão juntos embora fiquem no maior amasso nas salas da gravadora. Mas alguma vez você viu o Reita dizendo algo que pudesse magoar o Ruki? Eles até brincam com isso... E o Kai? O Kai não tem nada com o Miyavi. O Kai sequer é muito amigo do Miyavi e alguma vez você já viu ele se estressar com isso da forma que você se estressa?
- Mas acontece que eu não sou o Reita, o Ruki ou o Kai.
- Eu sei disso. Mas poderia aprender a ser como eles quando o assunto é esse. Por que a impressão que dá, é de que você não gosta de mim, Yuu.
E ele ficou em silêncio. Tirou a caneca de chocolate das minhas mãos, colocou sobre a mesa de centro que havia ali na sala e me abraçou. Tão forte quanto pôde, deixando que sua cabeça ficasse apoiada sobre meu ombro. Eu iria protestar, mas senti algo úmido entrar em contato com a minha pele e um suspiro baixo deixar o moreno, então apenas desisti de dizer algo e levei minha mão à seus cabelos negros numa carícia leve.
- Eu não sou nenhum exemplo de romântico à moda antiga. Também não sei quando estou te magoando ou como deixar de fazer isso. Mas... Dói tanto, Uru. Dói tanto toda vez que eu vejo que fiz algo de errado e te magoei. Dói ver seu rosto triste. Eu não falei aquilo na entrevista por mal. Eu juro. Só depois eu percebi o quão rude eu fui com você, com nós. — desatou a falar e eu sentia sua voz ficar cada vez mais baixa, quase num sussurro, intercalado com soluços. Então aquilo que molhava meu ombro eram lágrimas de Yuu. E eu me surpreendi tanto com aquelas palavras, que eu mesmo perdi as minhas, e ele não percebeu porque continuou falando -... Eu sei que eu não demonstro isso da forma que eu sei que você gostaria, mas eu te amo, Kouyou. Eu te amo como jamais amei outra pessoa na minha vida.
E então ele desencostou do meu ombro e me beijou. Eu não fiz outra coisa senão retribuir o beijo com a mesma intensidade, porque afinal de contas, eu o amava tanto quanto ele dizia me amar. Eu o desejava tanto quanto ele dizia me desejar e eu me magoava tanto quanto ele dizia saber que me magoava.
- Eu... Eu também te amo, Yuu... — falei assim que nossos lábios se separaram. Ele levou as mãos para meu rosto e encostou nossas testas, me olhando fundo nos olhos. Eu ainda não conseguia ler os seus, mas com certeza estavam diferentes de quando ele me olhou durante a entrevista. Estavam mais... Doces.
Ele me puxou para seu colo, me fazendo sentar sobre suas pernas. Passei um braço ao redor de seu pescoço e ele deixou uma de suas mãos em minhas costas e outra sobre minhas pernas. Apoiei minha cabeça em seu ombro e escondi o rosto na curva de seu pescoço. E por mais que eu odiasse a forma que ele agia em público comigo, no final das contas, tudo, de alguma forma, era compensado por esses momentos em que ele se tornava uma pessoa completamente amável.
- Me perdoa? — sussurrou em meu ouvido e... O que eu poderia fazer a não ser perdoar?
- Uhum... — murmurei baixo e me aconcheguei mais em seus braços.
Eu sei que aquela não seria a primeira e nem a última vez que ele faria isso. Nem seria a última vez que brigaríamos, que eu ficaria magoado e que ele me pediria desculpas. Toda aquela história de \'na alegria e na tristeza\' faz sentido pra mim agora... Porque afinal, acho que é isso o que chamam de amor.
kotoba yori mo fukaku aishite kure nara
Embora eu posso respirar normalmente, eu eventualmente pareço esmigalhar-me.
me no mae ne iru anata dake wo shinjite ikeru
Se você puder me amar tão profundamente do que apenas aquelas palavras.
fui ni miseta kako ni fureru tabi ni moroku
Eu poderia acreditar que você sempre estaria por perto.
uzumetsukusenai kuuhaku ni namida ukabe
De repente mostrando o passado, o tempo que nós tocaríamos, poderia não preencher a frágil solidão, flutuando naquelas lágrimas.
yasuragi ni amaete te mo tonari no anata ga watashi no naka kara togire sou ni naru
Embora eu ache conforto nesta paz, você, que está ao meu lado está despedaçando meu interior.
Calm Envy — The GazettE
Notas finais
(L)
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