Between two lungs

1 I – Não confie em cartomantes chapadas.


Notas iniciais
Olá, pessoal. Quem acompanha a minha conta percebeu que fiquei muito tempo fora depois de ter excluído uma fanfiction querida. O que aconteceu é o que normalmente ocorre com todo autor: eu mudei, minha escrita mudou e eu simplesmente não estava satisfeita com a antiga história mais. Quem está chegando agora para ler as minhas fanfictions não deve se preocupar (e quem está se perguntando, a história que eu exclui não tem nada a ver com essa aqui).
Bem, esse novo projeto é um meio de escrita novo que eu estou tentando e não tenho certeza se estou tendo sucesso: eu estou tentando escrever algo mais leve, quase uma comédia, já que todas as minhas antigas histórias e algumas futuras tem um tom muito pesado, meio trágico e dramático (o que é o que eu não quero nessa). Somente quem pode me dizer se eu devo continuar ou não a escrever Between two lungs é vocês, pois eu ainda estou na duvida. Portando, se você leu e gostou comente alguma coisa para que eu saiba que você quer que eu continue a escrever. Este capítulo é apenas uma previa e os acontecimentos dele são ambientados entre os segundo e terceiro capítulos que eu ainda vou postar.
Enfim, boa leitura.

As cortinas coloridas se afastaram com agressividade tamanha que era de se surpreender que não houvessem se rasgado, por elas atravessaram três jovens sustentando expressões contrastantes em seus rostos cansados. Mas o foco ali era Margaux, com o rosto corado retorcido em uma carranca e o olho direito piscando freneticamente.

— Francamente, Hestia. De Dorcas eu já esperava esse absurdo, mas você? — questionou retoricamente, os punhos serrados ao lado do corpo enquanto ela tentava controlar a respiração e não abrir buracos no gramado com as passadas pesadas.

— Nem vem, Margo! Foi divertido, você tem que admitir. — o tom da sua voz era descontraído, mas Hestia Jones possuía os olhos dourados bem abertos ao notar a veia pulsante na testa da colega de dormitório.

— Divertido? Olhe bem para mim e me diz se eu estou parecendo alguém que está se divertindo. — retrucou ela, os cabelos castanhos chicoteando seu rosto enquanto ela gesticulava de modo impaciente. — Dá para acreditar naquela... Trelawney? Como o Albus deixa essa desequilibrada montar essa barraca no meio dos gramados do campus? O que ela quis dizer com aquela, uh, “profecia”? Vem cá Doe, você andou dividindo seu baseado com ela... Ou é ela que vende para você?

— Se acalme, Margo. Ela deve ter lido aquela besteira em algum livro velho que a família dela mandou. — Dorcas Meadowes deu de ombros enquanto acendia um cigarro que achou no meio de seus cachos loiros e se jogava debaixo de uma das árvores que rodeavam a grande barraca de pano em que se podia ler “Sibila Trelawney: vidente”.

— Levante-se! Levante-se! Não quero me sentar perto desse lugar, não quero ouvir nem mais uma palavra que aquela maluca fala ou sentir o cheiro de mais um de seus incensos, minha cabeça dói. — esganiçou enquanto empurrava a jovem de pele caramelo para ajudá-la a puxar a amiga do chão e começar a andar para longe dali.

Antes que pudessem dar um passo, uma figura alta se esguiou de atrás do tronco da árvore e se escorou na madeira com um sorriso matreiro nos lábios e os cabelos longos e negros caindo-lhe no rosto, impedindo-as de seguir seu caminho.

— Talvez quem precise de uns brownies especiais seja você, Srta. Corbeau. Você sabe, para melhorar essa sua eterna cara de constipação. — Sirius Black afirmou com normalidade enquanto afastava os fios de seu rosto e revelava os olhos faiscando com entretenimento.

— Black! — cuspiu o sobrenome com desgosto, sua atenção roubada pelas íris cinzentas diante de si; Ele era muito bonito, verdade, quem era ela para negar? Mas aos seus olhos tudo nele se tornava nada atraente no minuto em que ele abria a boca. — Tudo o que eu precisava era ver o seu adorável rosto para me manter calma. O que você acha de eu lhe convidar para sair?

— Eu não lhe disse Hestia, que toda aquela raiva era amor? — ele se dirigiu á única amiga que ambos compartilhavam, o sorriso sempre em seu rosto, mas as sobrancelhas cerradas em desconfiança ao notar a expressão amável no rosto de Margo. — Vá em frente, querida, talvez eu aceite.

— Você gostaria de sair da minha frente, por favor? — perguntou com um olhar facilmente descrito como diabólico, na opinião de Sirius Black, enquanto empurrava-o pelo ombro ao caminhar apressadamente ao seu lado. — Passar bem!

Ela marchou pela grama com a mochila nas costas e Dorcas e Hestia podiam jurar que fumaça saia-lhe pelos ouvidos, ambas correram para segui-la e desvia-la do trajeto que a levaria direto no caminho de Lily Evans, por quem a garota parecia nutrir raiva sem motivo. O que menos precisavam é mais uma razão para Margo se irritar, ela já estava difícil o suficiente de lidar depois do fiasco da cartomante. Sinceramente, ela sempre levava as coisas a sério demais e tinha certo talento para o drama como ninguém mais que conheciam.

Mas nada a fazer fora necessário, elas pensaram, após ver os joelhos da mulher ceder e a levarem ao chão. As duas amigas se entreolharam confusas ao presenciar a queda que a outra acabara de sofrer, aproximando-se para ajudar uma Margo sentada no gramado com os materiais espalhados sobre suas pernas e um olhar nublado no rosto.

— Margo, está tudo bem? — interrogou Hestia, tentando levantá-la pela mão, mas a jovem não reagia e apenas encarava-as com os olhos perdidos e o rosto pálido. Ela cutucou a amiga na bochecha e tudo o que ela fez foi seguir seu dedo com o olhar vazio e o nariz enrugado.

— Ué, será que a maluca estava queimando erva e não incenso? O olhar dela tá igualzinho quando o primo Tony fumou unzinho pela primeira vez. — Dorcas apontou enquanto se sentava ao lado da colega que parecia perdida, ela encarou a expressão preocupada de Hestia e riu escandalosamente enquanto tragava seu cigarro, como se tivesse se lembrado de uma piada muito engraçada. — Você se lembra daquele dia? Ele pulou pelado na piscina e vomitou nos seus sapatos.

— O que? — Hestia Jones se virou para a outra, incrédula. Sua mente tentando encontrar forças para lidas com o jeito avoado de Dorcas Meadowes; Ela era muito inteligente, mas quem a olhava por fora não dava nada por isso, pois seus olhos estavam sempre perdidos em algum ponto da sala que ninguém via. — Ela obviamente tá passando mal ou alguma coisa assim, a gente devia levar ela para o dormitório antes que ela vomite nos seus sapatos.

— Qual é, Hest. Ela tá be-...

O som suave do corpo leve caindo sobre a grama interrompeu-a e Hestia se apressou para amparar Margo, que tinha os olhos fechados e a respiração calma, a mulher de pele morena afastou os cabelos do rosto da amiga e checou seus olhos, afobada.

— Ah, ela só estava com sono. Tá explicado. — Dorcas deitou-se na grama, admirando o céu enquanto chutava as botas de seus pés e apagava o cigarro no chão úmido. Seguiu com os olhos enquanto um grupo de pessoas passava correndo ao seu lado, carregando alguém nos braços. — Acho que vou tirar uma soneca também.

— Cala a boca, Doe! Ela tá desmaiada.

Notas finais
Olá, pessoal. Quem acompanha a minha conta percebeu que fiquei muito tempo fora depois de ter excluído uma fanfiction querida. O que aconteceu é o que normalmente ocorre com todo autor: eu mudei, minha escrita mudou e eu simplesmente não estava satisfeita com a antiga história mais. Quem está chegando agora para ler as minhas fanfictions não deve se preocupar (e quem está se perguntando, a história que eu exclui não tem nada a ver com essa aqui).
Bem, esse novo projeto é um meio de escrita novo que eu estou tentando e não tenho certeza se estou tendo sucesso: eu estou tentando escrever algo mais leve, quase uma comédia, já que todas as minhas antigas histórias e algumas futuras tem um tom muito pesado, meio trágico e dramático (o que é o que eu não quero nessa). Somente quem pode me dizer se eu devo continuar ou não a escrever Between two lungs é vocês, pois eu ainda estou na duvida. Portando, se você leu e gostou comente alguma coisa para que eu saiba que você quer que eu continue a escrever. Este capítulo é apenas uma previa e os acontecimentos dele são ambientados entre os segundo e terceiro capítulos que eu ainda vou postar.

(Repeti as notas iniciais caso alguém tenham pulado-as.)
Obrigado por ler, até mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.