Between truth and lies
5 Preciso de você
Notas iniciais
Lilian não sabia a quanto tempo estava ali abraçada a James, mas sabia que não queria que aquele momento acabasse. Estavam tão grudados que ela se sentia sendo impregnada por aquele perfume que exalava desejo, era doce, delicado e sensual, do jeito que ela achava perfeito. Ele era perfeito, e partia-lhe o coração ter que lhe dizer não tantas vezes. Porque ele não desistia? Porque não partia para outra? Gostava tanto dela assim?
Quando James percebeu que Lily parara de chorar afastou um pouco seus rostos para olha-la nos olhos, mas ela não levantava o olhar. Ele colocou a mão em seu queijo e o ergueu. Seus rostos estavam a milímetros de distancia, e Lily, por mais que sua consciência dizia para se afastar, não conseguia, estava completamente hipnotizada por aqueles olhos castanhos.
–Porque você não desiste? -ela soltou sem pensar
–Desistir de que? -perguntou confuso
–De mim. -James a olhou tão profundamente que ela se sentiu exposta.
–Não posso. -ele deu um sorrisinho de lado- Não consigo. Preciso de você ao meu lado Lírio, mesmo que você não fale comigo, ou ao menos olhe para mim, ou me bata, me xingue... tudo isso que você faz. Contanto que você esteja ali, e que eu possa te ver, eu sei que tudo vai ficar bem.
A mão que estava no queixo da garota subiu para sua bochecha, a acariciando e ela não conteve o instinto de fechar os olhos, logo colocando sua mão por cima da dele. Quando abriu os olhos percebeu que James encarava seus lábios descaradamente, e não pode deixar de encarar os dele também,tão convidativos, como se esperasse pelos seus a vida toda... "Bom, talvez tenham mesmo esperado a vida toda." Sentiu suas bochechas esquentarem, "como poderia estar tendo aquele tipo de pensamento em uma hora dessa?"
–Lily... Eu posso...? — ele não terminou, mas ela sabia o que era.
–Não -respondeu num sussurro, o que fez com que ele voltasse a olha-la nos olhos.
–Tem certeza? -ele sussurrou de volta, chegando ainda mais perto, se é que era possível.
–Tenho.
O garoto roçou seus lábios nos dela, fazendo o coração de ambos acelerar ainda ainda mais. Estavam arfando, com o peito subindo e descendo de um jeito frenético, suas respirações tinha se tornado uma só. Parecia que milhares de borboletas faziam festa em seus estômagos. Lily pensava como um coração podia bater tão forte e tão rápido sem causar problema algum, enquanto James se perguntava se era capaz de amar ainda mais aquela garota.
Ambas as respostas, eles estavam descobrindo juntos.
–Felizmente, eu não acredito em você.
E a beijou.
Tudo. Tudo em que Lily pensava se foi naquele momento para dar total espaço a James, a aquele beijo. Seus lábios se encontraram repentinamente, pegando Lily de surpresa, mas foi tão delicado ao mesmo tempo que ela ficou ainda mais surpresa. Talvez fosse pelo que ele tinha lhe dito, ou por estar frágil naquele momento, ou por simplesmente ansiar tanto por esses lábios, que ela não conseguiu resistir e retribuiu o beijo com a mesma intensidade. Aliás, o beijo era bem intenso, tudo com James é intenso na verdade. Uma coisa que ela descobriu é que com ele é 8 ou 80, tudo ou nada.
Ela colocou uma das mãos no cabelo dele enquanto a outra ia para sua nuca, arranhando-a. James passou seus braços pela cintura da ruiva enquanto a colocava em seu colo apertando-a mais contra si.
Quando o ar lhes faltou, e faltou muito mesmo, eles se separaram, mas continuaram na mesma posição, com as testas coladas. Por mais que ela não estivesse vendo, sabia que James estava sorrindo, muito, e era verdade. O garoto se sentia extremamente feliz como nunca estivera na vida.
–Isso não pode acontecer novamente, Potter.
–Ta bom.
E se beijaram de novo.
A essa altura, nenhum se lembrava mais de onde estavam e de porque estarem ali.
–Você não para de sorri, James -ela disse rindo
–OH, me desculpe, vou tentar parar então. -respondeu a fazendo rir novamente, e logo a beijando. — É... é muito... difícil -respondeu entre o beijo.
Quando ambos já não aguentavam mais tamanha falta de ar, finalmente se separaram. James passou as mãos pelas costas de Lilian, acariciando-a, e logo subindo até seu rosto a fazendo olha-lo diretamente nos olhos.
–Lilian...
–Sim...?
–Eu tenho uma coisa pra te contar, e é muito séria.
–Certo, pode dizer.
Ele respirou fundo, olhou bem nos olhos dela, e finalmente disse:
–Lily, você lembra quando comecei a te chamar pra sair no segundo ano? -ela assentiu- Bom, eu comecei porque o Sirius me desafiou a sair com a garota mais bonita do colégio. -ela corou- Mas ai você não aceitou, e aquilo meio que virou um desafio interno. Com o tempo eu reparei que não conseguia mais ficar um dia sem sorrir pra você, sem tentar chamar sua atenção. Você foi me conquistando cada dia mais,e agora... agora estou completa e loucamente apaixonado por você. Eu te amo Lily.
A garota não sabia o que fazer, ou que falar. Ela queria dizer-lhe que o amava, mas não conseguiu. Deixou uma lágrima sorrateira escapar e ele rapidamente levou a mão a bochecha da garota para secá-la, e ela o abraçou em seguida.
–James -ela sussurrou em seu ouvido, o fazendo se arrepiar- Temos que dar um jeito de sair daqui.
Ele se afastou dela e a olhou nos olhos como se falasse: "eu me declarei pra você e é isso me que responde?", e ela só pôde abaixar os olhos. Ele a tirou de cima de si enquanto levantava, frustado. O garoto colocou uma mão na nuca desarrumando ainda mais os cabelos, como sempre fazia quando estava nervoso (ou frustado, agora ela percebera), abriu a boca várias vezes para falar mas logo fechava.
–A sua varinha ficou pelo lado de fora, e a minha ta quebrada. -ela disse
–Só podemos esperar.
Ficaram "uma eternidade" lá dentro. James não olhou mais para Lilian, mas ela o olhou o tempo todo. Assim que Sirius explodiu a barreira de pedra que tinha se formado, ele saiu apressado tentando saber se estavam todos bem, e estavam, apenas alguns alunos foram para na enfermaria, mas não houve mortes.
Nos dias que se passaram James não falou com Lily, não madou cantadas, mas ele a olhou, e seu olhar dizia que ele sabia que ela o amava, e que ela iria ceder.
Em uma segunda-feira, Lily estava indo para sua aula com a Sonserina, perto das masmorras, quando alguém a puxa para um armário apertado, e logo tampando a sua boca. Ela se debate no começo até o "ser" acender a lamparina que tinha ali, com a varinha, e ela ver que era o James.
–boaofkanfkjae -ela disse, ou tentou
–Que? — ai ele percebeu que ainda estava com a mão tampando a boca dela. -Ah, desculpe.
–Eu perguntei: O que ta fazendo?.
–Bom, é que... sabe, você me deixou meio magoado aquele dia, então eu achei que você merecia ser castigada. Tá, não é bem, castigada, porque sei que você vai gostar.
–James, olha eu sinto muito por aquilo, tá? Mas agora eu tenho que ir, tenho aula. -ela tentou sair, mas ele a puxou para mais perto.
–Você só sai daqui depois de admitir.-sussurrou
–Admitir o que? -ela sussurrou de volta, com um pouco de dificuldade, por causa da proximidade.
–Que você sente alguma coisa por mim. -ele foi chegando mais perto dela.
A medida que se aproximavam, o coração de ambos explodia dentro do peito. Os lábios de Lily formigavam a pedido dos de James.
–O que te faz pensar que eu sinta algo por você?
–Isso. — e a beijou de novo.
Dessa vez, Lily correspondeu o beijo imediatamente. Ele a abraçou mais forte pela cintura, enquanto ela enlaçava o pescoço do mesmo. Era como uma sincronia, estavam conectados, suas línguas dançavam tão gostosamente que os fazia suspirar.
Lily cortou o beijo depois de muito tempo. Ela não conseguia mais resistir ao encantos de James, mas não podia arriscar, não podia deixar que isso acontecesse. Logo ela saiu do armário deixando um James sorrindo igual a um bobo apaixonado para trás.
Na semana seguinte, aconteceu de novo, e de novo, e de novo. Esses "encontros" dentro do armário de vassouras passaram a ser diários. No começo, ela passava por ali para ir a aula, mas depois começou a chegar mais perto da parede,andar mais devagar, ver se tinha alguém vendo. Lily ainda o repreendia, mas depois não parava de sorrir.
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