Notas iniciais
Olá, sou a Gabbie! Espero que gostem da estória... E, se puderem, comentar sobre o que acham... Estarei eternamente agradecida! MAGIC KISSES:*

''Maldito diário.

Cá estou riscando você de novo... Revelando tudo sobre mim... É a quinta vez SÓ HOJE.
Posso admitir? Sentir falta disso.


''Por anos temos caminhado em círculos, perdidos e descuidados. Conhecemos as referências da vida e seus clichês, mas desconhecemos nosso próprio potencial, ou pior, as vezes o superestimamos, contraditório, não? Pois é, eu sou a contradição ambulante, um embaraço que tenho de corrigir com a dor.'' Como dizem, a dor é inevitável... Porém, sei que nenhuma dor é forte o bastante que eu não possa suportar....

E repentinamente*

— Amber... Amber... Aí está você, garotinha...— dissera uma voz misteriosa que me provocara calafrios múltiplos em questão de segundos.

Olhei ao redor. Só havia uma grande floresta vasta enfestada de neblina alcançando as enormes arvores que ali estavam, um pequeno lago de um azul escuro, rodeado de moitas e algumas borboletas sobrevoando no caminho até lá. E elas pareciam querer me levar para algum lugar. Resolvi segui-las... Parecem brincar comigo. Para onde estão me levando? Pensei. Para bem longe

— Não é necessário que se esconda, pois até de olhos fechados... Eu te vejo, sweet girl.— comentou novamente a voz, feito um sopro repentino.

— Que-quem está aí?! Quem é você?!— respondi amedrontada. O vento parecia furioso. Passei minhas mãos sobre meus braços para aliviar-me dos calafrios e nada acontecia...

— Quem eu sou? Ora, você sabe...My sweet girl...— dissera a voz em um tom sedutor e suave ao mesmo tempo. Fiquei estática. O chão parecia está se movendo e sim, isso é uma loucura... Olhei novamente e fui então que comecei a ser sacudida.

{...}

— Amber! Filha! Ei! Está me ouvindo?— disse o meu pai, me sacudindo pela milésima vez, me olhando com seus olhos escuros preocupantes.

— Perdão! Eu... Estava apenas pensando em algumas coisas... Eu cochilei, e...— ouço um breve riso. Era minha irmã de 16 anos passando por mim.

— Amber e suas paranoias...— ela vociferou enquanto se deliciava com seu salgadinho preferido com gosto de bacon.

— Pare com isso, Elie! Não incomode a sua irmã.— disse meu pai, repreendendo o seu deboche. Elie é a minha única irmã... E ela me irrita. Ela estava lá sentada no ultimo degrau da escada enorme que temos em casa. Com seus belos cachos claros sobre seus ombros. Olhos escuros como os do nosso pai... E sua pele recém bronzeada.

— Ok...Desculpe, Amm! Eu só estava brincando!— disse ela, ao jogar o pacote no lixo ao lado da escada, subiu bufando de raiva.

— Você está bem, filha?— perguntou minha mãe, passando por mim e me olhando de cima a baixo com seus olhos gentis. Ela tem o cabelo cacheado até o meio de sua costa e olhos claros, como os de água cristalina.

— Estou sim. Como Elie disse, estava apenas... Tendo mais uma de minhas paranoias.— sorrir para os dois que se entreolharam ainda preocupados. Meu pai, ultimamente, nem bem tem perguntado como eu estou... Se estou viva ou não... E de repente, ele se preocupa? Isso é o que gostaria de entender.

— Não quer comer nada? Já é seis da tarde.— minha mãe me segurou pelo braço, sorrindo gentilmente enquanto segurava firme em uma bandeja.

— Está bem... Eu irei.— respondi ao retirar sua mão, peguei a bandeja de seu braço e fui em direção a cozinha.

— Always so sweet...— alguém havia sussurrado em meu ouvido. Parei no mesmo instante.

— Algum problema, querida? Querida?— ouço minha mãe dizer isso repetidamente.

— Ah... Não! Não! Eu pensei que tinha escutado algo... Esqueça, mãe. Não é nada.— menti, ao deixar a bandeja na mesa e sentei em sua frente, vendo-a me encarar.

— Algo te aflige...? Quer conversar sobre? Sabe que pode contar com a sua mãe, certo?— perguntou ela, com sua mão depositada em seu belo queixo. Ela nem pare ter a idade que tem... Céus.

— Não tenho nada... Eu só... Não é o meu dia.— indaguei, vendo-a gargalhar e levantar-se indo até em frente ao fogão. Subir rapidamente para o meu quarto e vejo Elie sentada em minha frente.

{...}

— Hey mana! Está mais calma?— ela perguntou, ao mesmo tempo, balançando suas pernas na bicama, na cama de cima.

— Quando é que eu não estou, Elisa?— revidei a pergunta. Ela apenas se calou, em breve segundo, sorriu de canto.

— Você está se encontrando com alguém as escondidas? Tem algum namorado misterioso? Uma amiga que é fugitiva?— ela começou a dizer sem parar. Fiquei sem reação... Apenas dei risada e revirei os olhos.— Desembucha!— ela disse.

— Sendo uma dessas opções ou não... É da sua conta? Desde quando quer saber sobre isso? — Vejo seu semblante confuso e surpreso por minha resposta. Elie é um tanto debochada, mas não anseia que eu responde a altura...

— Uau! Mostrando as garras... Quanto tempo que não vejo esse seu lado ameaçadora, irmã? — Elie comentou, dando risada ao sentar em sua cama.

— Por quê não vai dormir e pare de me incomodar? — vociferei irritada, ela apenas arqueou uma de suas sobrancelhas e deitou em sua cama, me olhando e dando risada baixo.

— Que nervosinha... Parece até que eu disse algo que não devia... — ouço ela sussurrar em meio a alguns resmungos. Elie é um tanto infantil... Se eu não fosse sua irmã, provavelmente a mataria.

— Irei contar, mas não me enche o saco... Ok? — ela apenas sorriu e sentou em sua cama, cruzando suas pernas em efeito borboleta. Respirei fundo e procurei em minha mente a melhor ideia para uma história...

— Sou toda sua! Comece a contar... — disse ela, entusiasmada e esperando a história. Apenas dei risada...

{...}

Tive que desembolar uma boa história para Elie acreditar... Até parar de me encher e ir dormir. Ela estuda de manhã, no primeiro ano e eu no segundo. Sou apenas um ano mais velha. Não que isso seja grande coisa, só quero deixar bem claro... Que eu tento ser a irmã que ela precisa, mas tá difícil aguentar.

Tenho meia hora para me arrumar e ir para a escola que não é muito perto, nem mesmo longe.
Ficamos uma semana sem aulas... Devido a um acidente bizarro ter acontecido. Quer dizer, ainda ninguém sabe o que houve naquela noite, com aquele garoto... Mas o que sei é que, boa coisa não foi. Algo normal? Muito menos.
Eu estava sonhando, não estava? Como eu vi tudo aquilo? Como eu estava naquele lugar? Que floresta era aquela? Aquele lago... As borboletas... A voz... O que a voz me disse...
Eu estou louca? Ou eu escutei e vi tudo aquilo?

{...}
Eu tomei um banho rápido e gelado para resfriar a minha mente. Eu preciso relaxar... estou muito tensa esses dias, por alguma razão... Eu só não sei qual.
Talvez pela minha irmã irritante? É, pode ser que sim.
O caminho é longo... Dá para refletir.
A minha família é nova nesse bairro que, por sinal, não é nada tão movimentado. A maioria das casas são de pessoas mais velhas que já aproveitaram suas vidas e estão apenas descansando. Um deles, é amigo do meu pai há anos e sempre nos visita...
Pelo visto, ninguém está na rua... E nem é tão tarde assim. As pessoas ainda estão assustadas com o acidente... Isso é notável. Muitos olham para cada um com medo... O medo consome Mierigar..

— Amm! Ei! Espera!— disse Rosaly, me seguindo com a sua mochila brilhante e rosa, cheia de acessórios no seu zíper, ou melhor dizendo, chaveiros diversos. A maioria deles, tem que ter algo '' rosa''. É tipo lei para ela.

— Rosaly Kordell indo para o colégio antecipadamente? Uau! — debochei, ao ver que ela apenas revirou os olhos, em meio a ajeitar seu cabelo estilo chanel com pontas repicadas e sua franja.

— Engraçada! Muito engraçada...! Como se isso fosse a melhor das novidades... — Rosaly murmurou e logo me deu língua pelo comentário. —O que deu em você, hein? Está surda?

— Desculpa por não ter te respondido antes. Eu estava bem distraída, por isso não pude te ouvir. — expliquei, ao ajeitar minha mochila preta em minha costa e fazer um coque bagunçado em meu cabelo longo alaranjado.

— Está bem, está desculpada! O que aconteceu com o seu celular? Eu ligo e é a mesma coisa que não ligar... Céus... Desse jeito não tem como nos comunicar! — Rosaly zombou, me empurrando de leve assim que arrumou seu tênis branco allstar.

— Sinceramente? Só atendo se for algo urgente... E como sei que você só fala besteiras e fofocas, nem me dou o trabalho de te atender. — respondi rapidamente. — Ah... Dessa vez, tenho de dizer que estou impressionada com a sua pontualidade.— comentei ao vê-la respirar ofegante ao ter me acompanhado, ela ainda segurava sua mochila com toda força.

— Ah!!!! Eu falo mesmo! Antissocial! Está brincando... Não é?! Como você pode ser tão rápida? Céus... Como assim, você só passou gloss e delineador?! Quer manchar a minha reputação do meu ciclo de amizade?!— Rosaly vociferou debochada ao me notar com alguns apetrechos de maquiagem. Eu normalmente não uso nem gloss... Mas hoje resolvi mudar.

— Você ainda está reclamando? Sabe como eu sou... Não me importo com isso.— comentei, ao puxá-la em sua mão delicada para irmos logo.

— Dá para andarmos um pouco devagar? Já estamos chegando...— ela choramingou, fazendo bico e os olhos fofos que dizendo ela, sempre dá certo de convencer.

— Rosaly! Bom te ver!— disse uma voz que eu não suporto. Olhei para o outro lado da rua e pude ver Daniel acenando para Row que apenas ficou sem reação.

— Você voltou com ele, não é?— perguntei, parando bruscamente e retirando sua mão de perto da minha no mesmo instante.

— Eu-e... Claro que não!— Ela negou, rapidamente. Balançando sua cabeça várias vezes.

— Ainda tem coragem de mentir, Rosaly? Acha que sou idiota que nem você?— apenas dei risada de raiva e ela parecia bem confusa com o que escutou... Ignorando até do que a chamei.

— Calma! Eu iria te contar... A verdade é que...— eu a interrompi, com a minha mão em sua boca.

— Não quero saber... Isso não me importa. Poupe sua saliva com esse assunto desnecessário.— murmurei rispida, vendo ela arregalar seus olhos escuros de cor jabuticaba ao me ouvir.

— Amber...! Nossa, não achei que ficaria tão nervosa assim. Sabe, não voltamos...Porém, estamos mantendo contato... Apesar de que, começamos a conversar ontem...— Rosaly comentou desajeitada e desviando seu olhar para qualquer canto.

— Basta! Isso é decepcionante...— apenas vociferei irritada ao vê-la cabisbaixa e mais ainda ao ver Daniel acenando para mim. Ele realmente fez isso? Céus!

Deixe que eu conte algo a voces... Daniel não presta. Ele nunca valeu sequer um centavo... Nem nada semelhante.
Se isso é verdade? Apenas um cego ou surdo acredita que não...
Em pensar que Rosaly é uma tola por acreditar nele. Quantas vezes já o vi pegando todas do colégio? Eu já perdi a conta! E ela não consegue esquecê-lo...

Ok, vejamos... Ela não é bem a minha melhor amiga...
A nossa aproximação, veio surgir no ano passado, quando eu a ajudei em um trabalho injusto que ela tinha de fazer...
E foi aí que começamos a conversar e a caminhar juntas, mas não, isso não quer dizer que eu confie plenamente nela e além disso, confiar a ela meus segredos.
{...}

Onde moramos é meio que, tranquilo. A policia não passa por aqui... Todos fazem o que bem quiserem... E eu até gosto disso.

{...}

Depois de ter caminhado sozinha, deixando o casal para trás, pude respirar fundo e encarar o grande prédio que é o colégio de Mierigar Elite. Toda a sua estrutura é bem feita e ele possui três andares... Dois jardins, um enorme pátio, além de várias salas... E um grandioso refeitório para todos. Eu sempre estudo aqui, juntamente com Rosaly...
O portão estava aberto e os dois seguranças, como de costume, estavam em prontidão. Lá na frente, pude ver a diretora Zandora acenando para todos que apareciam em sua frente.
Bem, aqui é meio que, não só uma escola comum onde aprendemos de tudo um pouco...
Aqui nós dormimos, treinamos artes marciais, sabemos sobre culturas de outros paises... E além de nos aventurar em diversas cidades em passeios... E dentre outras coisas.


— Amber!— Olhei para trás para saber quem era e não via ninguém... Apenas os alunos de diversas classes, conversando entre si, distraidos e alguns até animados para a volta. Que merda... Foi essa?

— Está procurando por alguém, senhorita Devonne?— perguntou a diretora, me olhando como quem parecia me decifrar. Ela está a mesma coisa de todos os anos passados... Coincidentemente. Que produto ela usa? Quer dizer, isso é estranho...

— Não, ninguém. Boa noite, diretora Zandora.— cumprimentei como sempre com um pequeno aceno e me virei em direção ao corredor com o piso amadeirado e as paredes claras.

— Não vai mesmo esperar por sua amiga... Amber?— Daniel apareceu mais uma vez, encostado em um pequeno muro que dividia o corredor com o grande pátio, que estava repleto de salas e uma grande escada que dava acesso a elas.

CONTINUA no próximo capítulo...

Notas finais
O QUE ACHARAM? GOSTARIA MUITO, MUITO MESMO QUE ME DISSESSEM! DÚVIDA, CRITICA CONSTRUTIVA OU ELOGIOS!!!!!!!!! ESTAREI AQUI PRA VOCÊS :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.