Between a Destiny.
6 Quase perto.
- Então, Emily, ele simplesmente disse e desapareceu? Do nada? — Perguntou Dean, com a boca cheia.
Estávamos todos na mesa tomando o café da manhã.
- É, foi estranho. Você disse que o nome dele é Casper?
- Castiel. Nada de Casper, Castor ou Carlos. Só Castiel.
- Será que ele estava mesmo certo? — Perguntou Meredith. Eu e ela estávamos quietas, pensando como nunca essa manhã.
E se realmente nossa existência for um grande risco aos outros?
- Dificilmente ele nos dá uma informação errada. Nós confiamos nele. — Respondeu Ben.
Meredith me olhou, como se a alternativa fosse óbvia.
- Então, pai, talvez seja mesmo melhor que... — Pensei alto.
- Não, nem pense nisso. Vivemos anos arranjando respostas e soluções pro impossível. Não vou simplesmente te entregar assim como se não houvesse alternativa.
- Talvez tenha um jeito. — Todos olharam quando Dean falou. — Sam, lembra de quando você teve aquele, digamos, probleminha com sangue de demônio?
- Não, Dean, você sabe muito bem de como eu fiquei depois disso.
- Mas isso daria vantagens a mais pra Anna. Seria mais fácil ela se defender sozinha.
- Dean não! Eu tive alucinações, tiveram de me prender em um quarto. Você quer isso pra ela?!
- Eu pensei nisso um tempo. — Falei baixo, mas todos menos Emy, Mark e Meere, que já sabiam, olharam assustados.
- Você... Como?
- Olha, depois que eu soube de tudo, Mark me contou sobre isso também, e... Desde então, eu penso em como posso me preparar pra não sofrer as mesmas consequencias que você sofreu, pai.
Ele olhou pra Mark irritado.
- Desculpe. — Ele sussurou.
- Se preparar, isso! — Dean explodiu, animado. — Claro, se você começar com pequenas doses, até lá, vai conseguir se acostumar e se controlar. Claro, claro. Como não pensei nisso?!
- Não gostei disso. — Meu pai ainda tentava evitar. — Não vai dar certo. Não. Me deixe pelo menos tentar arranjar outra alternativa.
- Ok, senhor Einstein, mas essa é a melhor opção. Se não for a única. É melhor você achar uma solução rápida. Eu já sei onde te arranjar o sangue, Anna. Vou ser seu orientador. E nossa, vou ser o orientador mais sexy que já existiu.
- Para com isso, Dean. É sério. Não lide com isso como se fosse um joguinho idiota de pac man. Eu vou achar uma solução. Por favor, Anna. Me prometa que vai esperar e não vai fazer nada que eu não queira até lá. — Ele pediu docemente e triste ao mesmo tempo.
- Pai... — Olhei como se me desculpasse.
- Anna. Por favor, só isso.
- Mas... E se... — Ele olhou triste. Ele já estava tão arrasado com aquela situação, que me doía fazê-lo pensar que não podia contar comigo isso. Por mínimo que fosse dizer, e por maior e grave que fosse a mentira, preferi tranquilizá-lo. — Tudo bem, eu... Eu prometo.
- Obrigado. — Ele me abraçou.
- Ah, qual é Sam. Não acredito que prefere... — Dean ia dizer, mas pisquei pra que ele parasse. Eu já tinha decidido o que fazer. Eu sabia que seria o certo.
- E quanto à Meere? — Perguntei.
- Temos que arranjar uma solução pra isso também. — Disse Dean.
- Com certeza, seu pai vai vir atrás de você, Meredith... — Mark pensava em um plano.
- Talvez eu possa ajudar. — Disse Emily
- Sozinha não conseguiria, Emy.
- Mas, Ben, talvez se alguém pudesse se juntar à nós...
- É, é muita coisa pra pensar ainda. — Disse Dean se levantando. — Vamos cada um pensar, e numa noite nós nos reunimos e dizemos as ideias.
Todos concordaram, e se levantaram.
- Ah! Anna!
- Pai? O que foi?
Todos voltaram assustados.
Ele olhava para o vazio. Como se visse algo.
- Ele está tendo uma visão, Anna. Acontecia muito antes. Achei que ele nunca mais fosse ter isso. — Meu tio veio ao meu lado;
Meu pai me olhou preocupado.
- O que você viu?
- Fogo, destruição, e você, Anna. Você estava no meio de tudo aquilo. Estava machucada. Pessoas guerreavam ao seu redor.
- Seria isso um aviso? — Perguntou Emily.
- O apocalipse. — Concluiu Meredith. — Só pode ser.
***
- Adivinhe o que eu achei, pessoas! — Ben chegou todo animado na sala, rompendo o xadrez que Emily e Meredith estavam jogando pra matar o tédio. Ninguém gostava de programação dublada. E no momento, a conta que Dean usava pra pagar a televisão à cabo estava estourada, então...
- O que foi, Ben? — Eu já estava cansada de ver as duas jogando. Meu pai e tio tinham ido terminar uma investigação.
- Tharam! — Ele abriu uma caixa com um videogame dentro.
- Aleluia! — Mark praticamente pulou no sofá.
- Então, montem os times enquanto eu vou conectando aqui. Ah — Ele se virou. — Acho que um vai ter que esperar. Estamos em cinco.
- Não vou jogar agora não.
- Ah não, Anna. Joga, eu fico de próximo. — Disse Mark.
- Não quero não, obrigada. Tá frio aqui, vou pegar um cobertor.
Subi as escadas e fui até meu quarto.
Era bom estar em casa, eu devia estar mais feliz por isso, mas... Com tudo isso acontecendo, quem ficaria?
Abri o guarda-roupas.
- Shhh. — Ouvi e a porta bateu por atrás de mim.
- Rick?! O que você...
Ele fez um sinal pra que eu me silenciasse.
- É bom ver você de novo, minha linda Anna. Pena que não acha o mesmo sobre mim.
- O que você quer? — Falei mais baixo.
- Você. — Ele riu. — Calma, estou só brincando. Ou não. Enfim, eu senti sua falta. Como você pode sumir e nem me avisar sobre isso ou a morte de Phil? Fico feliz que tenha encontrado seu pai, mas isso não significa que deva esquecer dos amigos, ou principalmente, do seu namorado.
- Ex. E... Foi você, Rick? Todo esse tempo, foi você. Você é o Demônio.
- Bingo. Mas você não entende, eu precisava, era eu quem sempre cuidava de você. Eu que sempre te amei e protegi de tudo.
- E agora Phil está morto. E a culpa é sua. Não me venha com essa porcaria de história de que estava me protegendo. Você sempre soube de tudo, desde o começo.
- Soube, mas você teria acreditado se eu dissesse?
- Você sabe que sim.
- Ok, talvez tivesse, mas o que importa é o agora. Eu sei que você ainda me ama. E você sabe que eu continuo sentindo o mesmo. Então, vamos simplesmente esquecer tudo. Só lembre de tudo o que já passamos. Todas as noites que você passou acordada tentando entender o que tinha acontecido, as coisas sem explicação, veja agora: Um estralo de dedos do destino e você já sabe sobre tudo.
- E como sei que posso confiar em você?
- Você sabe que pode, Anna. Sempre pôde. Eu sei como resolver tudo, você não precisa se sacrificar, tomar sangue de outros demônios ou qualquer outra coisa que tenha pensado em fazer. Só confie em mim, tudo bem? Como antes. Eu continuo o mesmo. — Ele colocou meu cabelo para trás. — Sei que pode sentir isso.
Ele me beijava lentamente, como antes. Eu saiba no fundo que não devia confiar nele. Tantas coisas perdidas por eu não ter arriscado. Não quero que essa seja uma delas. Já tinha tudo preparado e já sabia o que fazer.
***
PDV Meredith.:- Cansei. Continuem vocês três, vou ver como Anna está.
- Ah, só porque eu estou quase ganhando é, Meere?
- Graças à mim, né, Ben? — Emy o cutucou.
- Haha. — Respondi com sarcasmo. — Não, até porque eu adoraria presenciar esse milagre.
Eu ia subir e ver Anna, mas vi a luz do carro de Dean entrando pra garagem.
Esperei eles entrarem.
- Oi, Meere. Todos já estão dormindo à essa hora?
-Não, Dean, até porque são 23h30 ainda. Estão todos lá no fundo. Ben achou um videogame e resolveu que deviam fazer campeonatos. Eu estava indo ver como Anna está.- Ah.
- Mas e Sam?
- Foi comprar a janta no seu papel de pai dedicado e tal. Mas, Meredith, já que só está você aqui, aliás, você sabe usar armas, esse tipo de coisa não é?
- Por que essas perguntas à essa hora, Dean?
- Bem, é que... Sei lá, como você é filha de quem é, achei que pudesse me ensinar alguns truques. Sabe como é. — Levantou as sombrancelhas. — Mas tudo bem. Nossa, eu estou pior do que como o bicho que eu e Sam matamos está agora. O cara parecia um zumbi. Parece que acabei de voltar de uma sessão de 24h de cooper sem descanço. Vou dormir. — Ele disse com um ar de coitado e foi até o meio da escada.
- Bom, conheço massagens ótimas, Dean. — Falei.
- Hum, você pode ser de grande ajuda hoje, senhorita Summers.
Ele me puxou e me beijando, subimos e fechamos a porta.
***
- Espere só um segundo. Vou buscar alguns drinks. — Ele sorriu e saiu.
Ouvi um barulho quando estava no segundo degrau da escada.
Anna deveria estar dormindo, certo?
Pode ser que tenha algo lá.
Corri até a porta.
PDV Anna.:
Dean abriu a porta com força.
Sorte que nada ainda tinha acontecido. Quase.
Merda. Eu tinha planejado um jeito de conseguir.
- Mas o que... Quem é ele?! — Ele apontou a arma para Rick.
- Calma, calma. Abaixe essa arma Dean.
Dean fechou a porta, mas ainda com a arma apontada.
- Como sabe meu nome?!
- Eu pesquisei muito sobre todo o passado de Anna.
- Rick é o demônio, Dean. Foi ele...
- E você estava prestes... Ah, saia daqui seu filho da mãe ou eu...
Não precisou terminar a frase, Rick já havia pulado a janela.
- Anna, eu não acredito que você...
- Tio me escute.
- Ah, não venha com esse papo de "ele é diferente", ou "você não tinha o direito de fazer isso" e blá, blá, blá.
- Dean! — Ele ficou quieto. — Eu não ia fazer nada disso que você pensou. Você pode se certificar de que ele realmente já foi e está longe daqui? — sussurei.
Ele pegou seu aparelho e mediu pela janela.
- Sim, o desgraçado já deve estar longe. Você tem sorte de eu não ser daqueles que deduram pros pais.
- Tá, tá. Olha, um dia desses eu estava fuçando nas coisas do meu pai. Eu sei que não deveria, mas eu queria achar algo que pudesse matar o que Rick é. Então eu a encontrei. Encontrei a adaga que minha mãe havia usado um dia. Pesquisei sobre ela e descobri que seria a arma perfeita, já que a lendária Colt seria mais difícil e estaria longe do meu alcance. Eu pretendia enganar Rick, e matá-lo. Assim, parte dos problemas estariam acabados.
- Nossa, é... É realmente um bom plano. Você puxou meu raciocínio pelo jeito. Mas não daria certo. Rick é muito esperto.
- Eu estava prestes a conseguir se não fosse...
- Ok, ok. Me desculpe, tá? Nós vamos arranjar um jeito. Agora arrume esse quarto. Acho que seu pai acaba de chegar.
Fale com o autor