Notas iniciais
HEEEYY AMORES, obrigada pelos comentários. Desculpem a demora, escola não é coisa de Deus :/ Bye

Pov Sam

Joguei as roupas na mochila de qualquer jeito bufando de raiva “Ainda não concordo de ir pra isso” desci as escadas e vejo que todos já estão prontos, entrei no carro logo colocando meus fones. Depois de longas quarto horas finalmente chegamos, assim que pus minha cabeça para fora fiquei boquiaberta aquela casa era enorme, pra todos os lados era matagal sem nenhum sinal de qualquer outra casa “Será que esse povo tem medo de gente? Eu ein” penso, olhando para a família que todos eram loiros se aproximar:

–SALLY- grita Claudia

–CLAUDIA- grita de volta a mulher mais velha loira

Daqui por diante, blá blá blá conversa vai conversa vem até uma menina loira “Acho que ela tem a minha idade” estender a mão pra mim falando:

–Prazer sou Isabella

Reviro os olhos e digo sem estender a mão:

–Samantha- digo seca, ela percebe que foi rejeitada e abaixa a mão sem graça. Entro dentro da mansão embarrando de propósito nela, assim que entrei fiquei chocada aquela casa era muito maior do que aparentava, dava umas três da minha ou mais.

–Isa leva a Samantha pro quarto de hospedes- diz Sally, eu acho, me fazendo revirar os olhos vejo pelo canto do olho a menina loira assentir com um sorriso forçado.

–Ahn então é só me seguir- diz ela indo em direção ás escadas, bufo e a sigo. Assim que chegamos minha boca vez um perfeito “O” esse quarto é...horrível, faço uma careta quando vejo o quarto parecendo mais de princesa do que de hospedes “eu mereço mesmo”

–Fique a vontade- diz ela saindo.

–Arg que seja- digo caindo na cama.

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–OLHA O QUE VOCÊ FEZ SUA LOUCA- diz Isa vendo o cabelo agora verde.

–ISSO É PRA VOCÊ APRENDER Á NÃO INVADIR A PRIVACIDADE DOS OUTROS- digo rindo com um pincel na mão.

–AH CANSEI DE SER LEGAL... QUER SABER TOMA- diz ela pegando em outra tinta e jogando no meu cabelo, olho desesperada pra ele e vejo que está vermelho.

–ARG VOCÊ MIM PAGA DEPOIS DESSA SUA PATRICINHA- digo logo começando uma guerra de tinta, até sermos interrompidas por um grito que logo reconheci de quem era:

–SERÁ POSSÍVEL QUE NÃO VÃO SE ACERTAR NUNCA?- diz minha mãe adotiva brava.

–SABE ACHO QUE ESSAS MENINAS ESTÃO MERECENDO UMA LIÇÃO- diz Sally do lado dela“Vish não gostei disso”

–Sabe Sally que você tem razão, pois veja bem agora vocês vão ter que arrumar o porão AS DUAS ouviu Samantha- diz ela mim encarando e eu reviro os olhos.

–MAS...- dizemos juntas com cara de “PORRA NÃO TINHA CASTIGO PIOR NÃO?”.

–Mas nada ouviu mocinhas- diz Sally saindo sendo seguida pela minha mãe adotiva.

Assim que elas saem nos encaramos e bufamos de raiva, logo seguindo para o porão chegamos lá sem falar nada e começamos á arrumar as coisas. O porão era estranho, cheio de tralhas e tralhas, comecei á arrumar uns livros que tinha lá enquanto a Paty...ops Isa arrumava CDs, soprei os livros e um monte de poeira subiu pro meu olho me fazendo praguejar baixinho. Limpo um, limpo outro até que vejo um que mim chama á atenção, o nome dele era “Entre Mundos” nunca havia visto tal livro ou pelo menos ouvir falar nele e olhe que eu sou uma fanática por livros, minha curiosidade vence. Abro devagar aquele livro parecia ser bem velho, já que as folhas estavam amareladas e amassadas antes de ver a primeira folha, puxo, puxo e nada do livro abrir, bufo de frustração quase espancando ele até que percebo que tem um chaveiro a trás “......não vou falar nada” assim que o toco, ele abre revelando a primeira folha assim que vou ler o primeiro capitulo observo um papel grudado lá trato logo de abrir, quando grudo na primeira letra algo mim interrompe:

–O que tá fazendo?- diz Isa

–AAH menina tem mais o que fazer não? – digo colocando a mão no coração e a olhando com raiva

–Deixa de ser chata coisa, dar aqui- diz ela puxando o livro da minha mão “MAIS QUE ATREVIDA”

–EEII eu vi primeiro- digo retirando o livro dela

–Lê ai to curiosa- diz ela se sentando ao meu lado no chão

Reviro os olhos e leio o papel:

“Não leia, algumas historias não podem ser reveladas. Atenção não leia....olha que eu avisei”

Tics que besteira, isso é só um livro:

–Acho melhor não lermos- diz Isa se encolhendo

–Ah qual é, isso só deve ser uma coisa do livro nada demais deve ser só para deixar os leitores mais curiosos- digo analisando o papel.

–Sei não....to com bom pressentimento não- diz ela

Reviro os olhos e começo á ler o primeiro capitulo:

Algum tempo atrás uma jovem chamada Elisabeth Still, uma camponesa se apaixonou perdidamente por um jovem caçador da região a pobre garota que vivia de suspiros assim que o jovem caçador passava finalmente decidiu assumir seu amor, com toda coragem que lhe restava à garota se produziu como nunca e seguiu o caçador pela floresta. Assim que chegaram lá se conheceram, se tornaram amigos, e depois somente de um beijo a jovem iludida se entregou totalmente ao caçador. Aproveitando a inocência da jovem o caçador á usou e a jogou no fundo mais profundo da floresta aonde era considerado proibido e nenhum ser ousava ir, desolada na solidão e na dor de seu coração era como a jovem Elisabeth estava.

Dizem que os espíritos da floresta, seres mágicos com dom controlar tudo no universo, tiveram pena da jovem e á deram um dom. Esse dom permitia que a jovem controlasse todos os mundos paralelos ou imaginários, radiante com o novo poder Elisabeth passou á seguir as ordens dos espíritos. Pena que isso não pode durar muito, logo os chamados espíritos ruins passaram á atormentar a vida da jovem fazendo á cada dia que se passasse ela ficasse cada vez mais dominada pelo poder colocando seu desejo de vingança á tona.

Não demorou muito para ela ficar completamente dominada pela ambição e poder e assim começou á aterrorizar todos os mundos levando á um completo caos, os espíritos decepcionados com a jovem sugaram seu poder e com ele acharam melhor criar uma porta que continha á passagem para todos os mundos. Á aprisionaram em um lugar sendo conhecido pior que o próprio inferno...

BAH

Assustamos-nos com o barulho e fechamos rapidamente o livro, olhei para Isabella e percebi que ela estava pálida:

–O-oque foi isso?- diz ela com a voz tremula

–Não sei, não deve ser nada demais- digo convicta.

–Acho melhor eu voltar á ajeitar os CDs- diz ela levantando do chão

Assim que vou retomar a leitura, escuto algo caindo no chão. Reviro os olhos “Deve ser aquela medrosa” penso, levanto e fico confusa quando vejo Isa totalmente pálida com os dedos trêmulos apontando pra algo:

–O-olha — diz ela

Sigo seu dedo até parar numa porta, a olho com cara de interrogação:

–Sam eu nunca tinha visto ela aí, na verdade ela não estava aí- diz ela.

–Até parece Isa você deve tá vendo coisas só pode, vai ver e tu só não a viste antes- digo fazendo cara de falso tédio.

–NÃO, eu não á vi antes EU NÃO ESTOU FICANDO LOUCA- diz ela jogando os braços pra cima.

–Quanto drama, é só uma porta certamente vai dar no jardim ou sei lá- digo indo até a porta sobre o olhar de reprovação de Isa, á abri sem fazer nenhuma cerimônia.

Uma luz cega meus olhos, forço os olhos para ver direito. Eu acho que bati com a cabeça, não posso acreditar no que estou vendo será que mim embriaguei demais no refrigerante? Meus olhos mostram uma imagem digna de um filme, no começo fiquei meio tonta por conta da luz até ver normalmente “Si é que isso pode ser chamado de normal”, vejo primeiro varias portas flutuantes uma longe da outra elas possuíam símbolos estranhos em uma língua que eu não conhecia, cada uma possuía cores diferentes uma da outra com traços e enfeites. Depois observei um tipo de biblioteca atrás, não uma comum, nessa os livros voavam de um lado para o outro como se estivessem vivos, fiquei em choque e só sai do transe quando ouvi um grito, mim virei e vi que era Isa com os olhos arregalados olhando pro chão. Não entendi no começo olhei para o chão e...pera cadê o chão? O que era pra ser de madeira era nuvens literalmente, olhei passada para aquilo que estávamos pisando e abafei um grito com a mão, percebo um movimento pela biblioteca mágica, lanço um olhar para Isa rezando pra que entenda vejo que ela entende, e começamos á sair. Quando toco na maçaneta uma voz calma se pronuncia:

–Hum vejo que não viram o aviso não é mesmo?

Viramos-nos e fico mais abismada ainda. Definitivamente eu estou sonhando ou delirando por causa daquele livro, aqui estou eu vendo uma criatura estranha “Afinal tudo aqui é estranho” parecia um tipo de fantasma/espírito não sei dizer bem, ele possuía uma barba branca e vestia um manto branco também.

–Ahhn...que?Mim desculpe eu devo estar vendo coisas mesmo- digo passando as mãos nos olhos

–Creio que não está vendo coisas Samantha...mas acredite no que quiser, não deviam ter ignorado o aviso no livro- diz ele sentando em uma mesa sem tirar os olhos do livro. “COMO ELE SABE MEU NOME?” fico mais confusa ainda.

–Viu Samantha EU AVISEI, não devíamos ter lido aquele livro...apesar que esse lugar é incrível- diz ela mudando rapidamente de humor “essa menina é doente”, concluo rindo do meu pensamento.

–Há qual é aquilo é só um livro caramba, isso aqui é um sonho mesmo- digo cruzando os braços repetindo mais pra mim do que pra ela.

–Sendo sonho ou não, não deveriam ter lido agora não vejo outra opção á não ser matá-las os espíritos não permitem que seres humanos saibam desse local- diz ela finalmente se levantando e olhando pra nos

–Não meu senhor, mil perdões por nosso ato prometemos não contar á ninguém sobre tal coisa- diz Isa pálida só de pensar na possibilidade de morrer.

–É realmente uma pena, porem não posso correr o risco- diz ele parecendo decepcionado talvez ele não goste de matar

Morrer...tá ai uma coisa que eu não sei se quero ou não. Minha vida não é nada demais mesmo talvez seja bom eu morrer poderei finalmente ver meus pais novamente, mas...mas...e se...uft não sei se vale a pena o que eles vão pensar quando mim virem tão nova lá? E eu não faço a mínima ideia se quero morrer, será que devo morrer? Ou viver?Eu odeio á minha vida será que vale a pena viver?São tantas perguntas na minha mente que parece que tudo parou no tempo ali mesmo, assim que saiu do transe fecho os olhos, respiro fundo:

–Não á nada que podemos fazer para nos salvar?- digo rapidamente ainda de olhos fechados. Lá no fundo sabia que isso não era um sonho.

Abro os olhos e observo ele parar e pensar por alguns minutos que mais pareciam horas, ele anda até o livro que estava lendo e parecia analisa-lo:

–Tem algo...que podem fazer- diz ele ainda com os olhos no livro

–QUAL?-exclama Isa

–Antes de qualquer coisa, assim que aceitarem não haverá mais volta. Estarão seladas- diz ele estendendo os braços.

Mordo o lábio, e olho pra Isa e vejo que ela mim encara. Assinto de leve engolindo seco e apertando a mão dele no mesmo instante que Isabella, minha mão de repente começa á ficar quente e sinto um pouco de dor, prendo o grito ao contrario de Isabella que grita baixinho. Solto á minha mão e quando á olho vejo uma marca nela, pelo canto do olho percebo que Isa também possuía, agora está feito não tínhamos mais como escapar:

–Ótimo- diz ele sorrindo

–Então...o que temos que fazer?- digo

–É o seguinte tenho uma missão muito importante para vocês- diz ele agora sério.

–Uma...missão?- diz Isa com cara de interrogação.

Missão?

Notas finais
Espero que tenham gostado. Beijos