-Poções? Em plena segunda?

-Ah, relaxa Ron, não deve ser tão ruim assim, se vocês disseram que aquele.. como é mesmo o nome dele? Ah é, Snape, parou de ensinar Poções.

Descemos para As Masmorras logo após o café. Eu e Hermione sentamos na primeira carteira e aguardamos o novo mestre de poções, Slughorn. A cereja final do bolo foi quando a Parkinson sentou com o Draco do meu lado. Pelo menos o professor não demorou muito... A primeira aula do ano sobre Envenenamentos? Por favor, não insulte minha inteligência...

-Bom alguém aqui poderia me dizer uma forma rápida de desenvenenamento?

Eu e Hermione levantamos as mãos e nos encaramos, completamente surpresas.

- Muito bem, Srtª.?

-McNaughton, senhor.

-McNaughton? Clayre McNaughton? A filha do subsecretário? Muito prazer, minha jovem!

Cara, ele a ignorou por completo. Era tudo que eu precisava revelar que meu pai trabalhava pro Ministro...

-O prazer é meu. Bezoar, senhor.

- O que disse?

-Bezoar, contra envenenamentos...

-Ah, sim sim correto. Ok, peguem seus caldeirões, trabalho em dupla. Quero uma poção do morto-vivo aceitável. A dupla que preparar a melhor poção receberá 30 pontos para a sua Casa, e 10 galeões cada. Vamos trabalhar?

Ok, claro que o Harry e o Ron quase saíram a tapa pra fazer o trabalho com a Mione, e eu não tiro a razão deles. A Pansy desgrudou do Draco e foi se sentar com Blásio. Sem eu perceber ele se aproximou...

- Sozinha? Tava na hora...

-Pois é, sem bajuladores... Mas só ai parei pra ver que tinha falado comigo. Era ele.

-Sei exatamente do que está falando, nunca sei se as pessoas se aproximam de mim por puro interesse ou pelo meu... Físico.

Fui obrigada a rir. Além de tudo era prepotente. Eu deveria ter previsto.

- Ah, claro Sr Malfoy... No meu caso, diria que é puro interesse...

-Mas seu físico não é ruim, nada ruim aliás...

-Posso considerar uma cantada?

-Ah, qual é,você é bonita e sabe disso, não complica as coisas!

- Ok, se você diz eu não vou insistir.

-Vai dizer que nunca ninguém disse nada sobre.. Enfim...

-Já ouvi muita coisa, mas não é muito bom ir pela cabeça dos outros, não é mesmo?

-Não confia nos meus olhos? Na minha observação?

Parai de picar as raízes de Losna e o encarei, séria:

- E porque eu devo confiar em você?

Malfoy inspirou profundamente, passou a mão nos cabelos e me olhou com seriedade e sarcasmo, ao mesmo tempo..

-Não deve.

-Não consigo entender você...

-Nem deveria, não vai valer o seu esforço.

-Claro, Parkinson... Está bem claro pra mim agora. Não que eu me importe.

-Claro que não. Nunca; somos amigos.

-Pois não parece!- Cortei as raízes com mais força do que o necessário e acabei cortando meu dedo. –Ai! Droga! Quero dizer.. O que eu tenho a ver com isso? E como você sabe que não vai valer o meu esforço, se você não me deixar tentar?

Ele pegou o meu dedo, tirou um lenço da bolsa e enfaixou o meu dedo delicadamente. O toque dele era... Bom.

-Você tá bem?

-Como se você se importasse.

-Hey, vai com calma! Realmente, você não tem nada a ver com isso. Então para evitar problemas futuros é melhor essa conversa morrer com você. Não vou mais fazer essas coisas.

-Você é perturbado – comecei a rir- Acha mesmo que me convenceu? Só me deu mais motivos pra continuar..

-E o que eu tenho que fazer pra parar?

-Quer mesmo saber?

-...

-Me encontra hoje, 21:00h, na beira do lago, ai eu te conto.