Between Girls
2 No mercado
Notas iniciais
enfim, Ooooi pessoinhas lindas que estão lendo a fic =D
Aqui está o segundo cap.
Enjoy xx
Alex’s POV
Cheguei à frente do mercado e agradeci Scott.
- Me ligue se quiser que eu te busque.
Assenti e entre, procurando Tash e Nina. Logo as encontrei e fui atrás delas.
Tash’s POV
Minha tia me deixou na entrada do mercado e logo vi os cabelos escuros de Nina.
- Nina! – Chamei. Ela me olhou.
- TASH! – Ela gritou, vindo direto na minha direção. Os olhares se viraram para nós e eu corei.
- Não seja tão escandalosa! – Chiei. Ela riu.
- Deixa de vergonha Tash.
- A Alex já chegou? – Perguntei. Ela suspirou.
- Não, ela é muito enrolada. Mas avisou que estava vindo, portanto estou esperando. – Assenti. Logo vi um vulto loiro ao meu lado.
- Ooi, desculpem a demora. – Falou Alex, rindo. – Eu tive uns problemas na vinda. Vamos?
Eu e Nina assentimos e entramos no mercado.
- Então meninas, de onde vocês são? – Perguntei.
- De onde acha que eu sou? – Perguntou Nina.
- Se o voo veio do Rio Grande do Sul… Você é de lá? – Ela pareceu surpresa.
- Sou. Mas como chegou a essa conclusão?
- Bom, você queria a janela. Como você foi a primeira a entrar, sentou sozinha na janela. A Alex chegou depois e como você já havia ficado na janela, foi a vez da Alex. Então já que encontrei você na janela do avião, supus que foi a primeira a entrar.
As duas me olharam com cara de tacho e me senti inteligente.
- Não teria deduzido isso se eu tivesse vencido ela no avião vindo pra cá… – Ouvi Alex murmurar.
- Mas e você Alex, de onde é? – Perguntou Nina. Alex revirou os olhos.
- Sou do Paraná, sua tonta. Você foi me buscar lá, jumenta. – Nina deu um tapa na cabeça dela e eu ri.
- Aliás, por que fomos para o Ceará mesmo? – Bati na testa e Nina revirou os olhos.
- Nina, acho que sua lerdeza passou para ela pelo tapa. – Falei. Nina me deu um tapa.
- Ai, não passa pra mim também! – Falei rindo. Ela me ignorou e respondeu Alex.
- Pra pegar o avião que nos trouxe pra cá sua idiota. E porque o destino quis que conhecêssemos a Tash.
Antes que ela pudesse continuar, puxei as duas e fomos comprar o que Nina precisava. Estávamos comprando doces, porque de acordo com Nina, “Doces são essenciais para a vida”, quando eu vi um garoto lindo. Chamei a atenção de Alex e Nina.
- O que foi Tash? – Perguntou Alex. Apontei o garoto.
- Uau! – Disse ela. – Ele tem cara de criança, mas é adorável!
- Que bofe. – Falou Nina. Eu e Alex olhamos para ela, indignadas. – O que?
- “Que bofe”? Nina, você tem quantos anos, quarenta? – Falou Alex.
As duas ficaram brigando entre si, mas eu só via o garoto vindo para cá. Eu ia morrer.
- Com licença? – Ele falou para Nina. Ela parou de discutir com Alex.
- O que? — Ela perguntou. Ele me olhou, vendo que eu era a mais sensata das três, e me pediu ajuda com o olhar, e eu ia ajudar, mas ele me deixou nervosa.
E nada de bom acontece quando estou nervosa.
Então, eu fiz a coisa mais idiota que podia ter feito. Eu estava com uma pilha de pacotes de bala, aquelas bem duras que não dá para mastigar, e ele com uma sandália.
Meu nervosismo atacou e eu derrubei tudo no pé dele.
Corei instantaneamente e minha primeira reação foi sair correndo, ainda ouvindo as meninas rindo atrás de mim.
Alex’s POV
Depois da linda cena da Tash com o “bofe”, eu e a Nina ficamos rindo tanto que até esquecemos do garoto. A Tash, do jeito que é tímida, saiu correndo. Quando me controlei, peguei as balas do chão.
- Me desculpe. – Falei ao garoto, ainda rindo um pouco. – Minha amiga tem um certo nervosismo quando fica perto de garotos.
Nina riu alto e nos olhamos cúmplices. Não era com todo garoto que Tash agia assim.
- Tudo bem. – Disse ele, com dor na voz. – O que sua amiga vai fazer com tantas balas? Ninguém come tanta bala assim. – Nina pareceu ofendida.
- Elas são para mim. A Tash só estava pegando. E eu me dou muito bem com balas, ok? – Disse ela, pegando as balas da minha mão. Dei risada.
- Peço perdão pelas minhas amigas. Elas são meio… Histéricas.
- Olha quem fala. – Disse Nina. Mostrei a língua para ela e voltei minha atenção ao garoto.
- Aliás, qual seu nome? – Ele riu.
- Ah claro, me desculpe. Sou Diego, Diego Smith. – Ele estendeu a mão. – E você?
- Sou Alex, Alexandra Hill. Essa ao meu lado é Marina Jones, a Nina, e a que saiu correndo é Natasha Miller, a Tash.
Prestei atenção ao garoto. Cabelos negros, olhos azuis, rosto de criança. Usava uma calça jeans simples, uma camiseta verde e sandálias.
- Quantos anos você tem, Diego? – Perguntou Nina, percebendo meu olhar sobre o garoto.
- Quinze. Por quê? – Perguntou ele. Dei risada.
- Não parece. – Ele suspirou.
- Todos dizem isso. – Disse ele. Nina colocou a mão em seu ombro, solidária.
- Te entendo meu amigo, te entendo. – Disse ela. Gargalhei alto, chamando a atenção de algumas pessoas que estavam por perto. Logo, vi Tash voltando.
- Ahm… Oi. – Disse ela para Diego.
- Oi. – Ele disse, meio afastado. Eu ri.
- Tash, esse é o Diego. Diego, essa é a Tash. Ela não morde e o lance das balas foi um acidente.
Foi a vez dele rir e estender a mão.
- Prazer. – Ela sorriu e apertou a mão dele.
- O prazer é todo meu. – Nina, ao ouvir isso, sussurrou no meu ouvido:
- Com certeza é. – Ri baixinho e então, ouvi uma voz conhecida.
- Diego cara, cadê você?
O rosto de Scott apareceu no meu campo de visão e fiz uma cara de indignação.
- Ah merda. – Disse ele. Fui até onde ele estava parado.
- O que diabos você faz aqui? – Perguntei, colocando o dedo em sua cara. – Você disse que ia embora e que era para que eu te ligasse quando fosse embora. O que você está fazendo aqui?
- Eu ia embora, juro. – Disse ele, se explicando. – O problema é que eu vi o Diego, e eu preciso acertar umas coisas com ele, então fiquei. Mas ai ele disse que precisava comprar umas coisas e nos perdeoms.
- E que coisa é essa tão urgente que vocês precisavam acertar?
Ele olhou as garotas e então olhou Diego. O garoto negou com a cabeça e Scott sussurrou:
- Te conto em casa. – Suspirei e assenti.
- Tudo bem. Vem, vou te apresentar para minhas amigas. – Puxei ele pelo braço até chegarmos perto das garotas e de Diego.
- Meninas, esse é meu irmão de intercâmbio, Scott. Scott, essas são Marina e Natasha, respectivamente. – Ele olhou as duas fixamente e estendeu o braço.
- É um prazer conhecê-las. – Cada uma apertou a mão dele e Diego olhou Scott.
- Irmã de intercâmbio? – Perguntou ele, indignado, ao que Scott colocou a mão na cabeça, mexendo no cabelo, como se não soubesse se explicar.
- Bem… Eu ia comentar com você e os meninos, mas devo ter esquecido. – Diego suspirou.
- Vai nos explicar essa história depois. – Disse ele, ao que Scott assentiu. Olhei Nina, perguntando se já havíamos terminado, e peguei-a observando meu irmão atentamente. Dei risada e me virei para tash.
- Acho que a Nina foi fisgada por um “bofe”. – Demos risada e a Tash empurrou Nina para o lado, acordando a distraída.
- O que foi? – Perguntou ela, sem entender. Rimos novamente.
- Já acabamos? – Perguntei a ela. Ela assentiu.
- Só preciso ir para o caixa. Vocês vêm comigo? – Tash assentiu. Olhei Scott.
- Vai poder me levar, certo? – Ele assentiu. Voltei meu olhar para Nina.
- Eu vou com ele. Podem ir meninas. – As duas assentiram e foram. Voltei-me para os dois garotos.
- Que divertido passar meu tempo com meu irmão temporário e seu amigo. Vamos logo com isso. – E assim, percebi que ficaria um bom tempo com eles.
Nina’s POV
Depois de deixar Alex para trás, só consegui pensar uma coisa: O que era aquele deus grego do Scott? E irmão da Alex? Eu acho que vou desmaiar.
- Nina, você está bem? – Perguntou Tash. Assenti.
- Claro, tudo ótimo. – Ela deu risada.
- Certeza? Ou um certo garoto mexeu com a sua cabeça?
- Claro que não! – Menti na cara dura. Eu era orgulhosa demais para admitir. Ela riu.
- Não, imagina. Só está praticamente escrito na sua testa “Scott, me ame”.
Eu dei um tapa na cabeça dela, que deu ainda mais risada. Era a primeira vez que eu via Tash chamando a atenção sem ficar vermelha.
- Para de ser idiota. – Murmurei, corada. Ela riu novamente.
- Desculpa, mas é a verdade. – Ok, se ela queria jogar, então vou jogar também.
- E você? Ficou parada olhando para o garoto, e eu podia jurar que ia soltar um “eu te quero” a qualquer momento. – Ela corou. Nina um, Tash zero.
- Não vale. – Falou ela. – Eu sou desastrada e não sei lidar com essas coisas. – Eu ri.
- Tudo bem Tash. Vamos parar por aqui. Vem, precisamos pagar essas coisas.
Ela assentiu e fomos pagar meu suprimento. Quando saímos, reclamei do pouco de dinheiro para pegar taxi.
- Quer carona? Minha tia não vai reclamar, eu acho. – Ofereceu Tash. Agradeci e aceitei.
- Acho que vou precisar. Não acredito que eu vá ter dinheiro para pegar um taxi. Pelo menos, não agora.
Ela riu e ligou para a tia. Logo, eu e Tash estávamos num Audi indo para a minha casa.
- Então você é a nova amiga da Tash? – Perguntou a tia dela quando entrei.
- Sim senhora, é um prazer. Marina Jones. – Falei, me apresentando. Ela sorriu.
- O prazer é meu. Sou Kelly Sparks, tia da Tash.
Ela era uma mulher muito simpática e fomos conversando durante todo o caminho para casa.
- Obrigada senhora Sparks. – Falei, quando elas me deixaram em casa.
- Pode me chamar de Kelly querida. – Disse ela, rindo. Ri também e acenei.
Entrei em meu apartamento, deixando as comprar na mesa e ligando o notebook. Procurei um e-mail de uma empresa – agência – de modelos e logo achei-o.
“Cara Srta. Jones,
Temos o prazer de informar que o cargo de estilista está aberto e teremos testes para aprovar um deles, e a senhorita foi aprovada para o teste final.
Sua avaliação será no próximo dia quatorze, numa segunda feira, às 09h00min. Estaremos aguardando.
A.Taylor – A direção.”
Suspirei nervosa.
Minha avaliação seria amanhã.
Alex’s POV
Depois das compras de Diego, este pediu para que Scott levasse-o para casa. E então, estamos agora eu, Diego e Scott no carro do mesmo.
- Diego estuda no mesmo colégio que você vai estudar Alex. – Disse Scott. – Mas ele é um ano mais novo.
- Vou tomar conta de você para o seu irmão. – Falou Diego, rindo. Ri também.
- Não preciso de guarda-costas, sei me virar.
Meu irmão, que estava ao meu lado dirigindo, me deu um tapa na cabeça, ao qual eu revidei. Ele riu.
- Sei que sabe pestinha. Só de olhar se percebe que você tem pulso firme. Mas é só por precaução. – Disse ele, piscando. Eu ri.
- Não tenho como evitar, então por que reclamar? – Falei, desistindo de lutar. Eles riram.
Logo chegamos na casa de Diego, deixamos ele lá e fomos para casa. Em casa, Scott foi para o quarto dele e eu fui para o meu. Deitei na cama e fechei os olhos, cansada. De repente, lembrei de algo e abri os olhos rapidamente, indo para o quarto de Scott.
Meu irmão estava mexendo em seu laptop, quando virei sua cadeira para mim. Ele me olhou, curioso.
- O que foi Alex? – Perguntou.
- Aquilo que Diego não deixou você falar no mercado. A coisa urgente que você foi tratar com ele. O que era? – Ele suspirou.
- Não conte para suas amigas, tudo bem? O Diego não quer que as pessoas saibam. – Assenti.
- Fala logo. – Reclamei. Ele riu nervoso.
- Tudo bem. É o seguinte: estou formando uma banda com meus amigos. Somos eu, Diego e mais dois garotos, mas os meninos não querer contar para os outros sobre a banda e eu prefiro assim. Pode guardar segredo? – Olhei Scott, maravilhada.
- Claro que posso! Vocês têm um estúdio, algum lugar onde tocam ou algo assim? – Ele riu.
- Temos sim, e é aqui em casa. Quer ver?
Sim, eu queria. E muito.
- É óbvio! O que estamos esperando?
Ele riu e me levou para um pequeno estúdio nos fundos da casa. Lá havia uma bateria, dois microfones e algumas caixas de som.
- E onde está o resto dos instrumentos? – Perguntei.
- Com os garotos. – Disse ele, sorrindo. – Eu sou o baterista.
Ele foi até a bateria e começou a tocar. Fiquei encantada.
- É incrível! E você tem talento! Por que não tocam para os outros? – Ele suspirou.
- Não estamos preparados, alguns de nós não conseguem encarar uma plateia… Acho que por enquanto isso será nosso segredo.
Assenti. Londres é demais!
Notas finais
Não sei quando o próximo capítulo sai, ok?
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