Between Friends
5 Capítulo 5
Notas iniciais
POV On Lia
Não respondi a mensagem, não podia, não agora.
Passara-se as semanas e junto as provas, Pedro não era mais um assunto discutido e eu estava completamente bem (pelo menos eu achava), livros era o meu novo passatempo, e de todos os quais eu já tivera, é meu favorito, mas Isabelle não estava conformada, ela sempre diz que depois que eu soube, que o Pedro se mudaria para São Paulo, eu não saio do meu quarto( Bem isso é quase verdade, mas não por causa do Pedro e sim porque agora tenho coisas para me preocupar).
Ela insistiu tanto que eu acabei ficando entusiasmada, mas eu devia isso a ela, sabia que ela estava triste por algo, mas como ela ainda não havia me contado... Isabelle e eu decidimos sair e comemorar o F.S.P (fim da semana de provas – como Isa chama), então entre o barzinho e a festa da Natalia(18 anos), decidimos ir na festa.
Combinamos que dessa vez eu ira pegar ela em casa as onze horas e depois iriamos a festa. Então já estava pronta
Estou determinada a aproveitar hoje, nada e ninguém vai me impedir. Isabelle aparece na porta de sua casa pronta e produzida,Obvio!
Chegamos e a festa já esteva lotada, Isabelle nos esprememos, mas chegamos ao meio da pista de dança, Isabelle disse que um “amigo” (Felipe? é... acho que sim) dela iria tocar hoje aqui e depois o DJ assumira.
O show foi ótimo, um pena que não conseguimos ficar mais na frente, quando a banda foi anunciada, meninas pulavam, gritavam e se jogavam no palco, Isabelle não tínhamos idade para aquilo (hehe), decidimos sentar no bar e nos contentar com uma visão ruim, mas não tenho do que reclamar, as musicas estavam ótimas e eu não sei onde a Isa acha esses “amigos” dela, Ai!
O DJ começou a tocar e eu não ia ficar ali parada, Isa topou ir comigo dançar.
—vou pegar algo pra beber! – ela fala gritando
—Ok, Ok... – Falo no seu ouvido, para que ela possa me ouvir.
Ela me deixa sozinha, mas não ligo (acho que estou um pouco bêbada), danço mais um pouco, percebo olhares, mas também não dou a mínima. Depois de uns minutos, fico preocupada com Isa, que ainda não voltou, decido procura-la
Onde foi para essa menina? depois de alguns minutos revirando o lugar, vou ao banheiro ver como esta minha maquiagem, e depois voltar para a pista, ela deve estar me procurando lá...
Chego à porta do banheiro e não vejo meninas tirando fotos ou falando adoidadas sobre o gato que elas viram hoje, não! Eu me deparo com Isabelle, mas ela não estava sozinha, na verdade, estava muito bem “acompanhada”, do loirinho de olhos claros, me apoio na porta e só contemplo a cena, rio comigo mesma...
—Ta bom ai Isabelle? — falo e vejo que os dois viram imediatamente pra mim.
Rio.
—Ahhh– AI MEU DEUS! Não sei qual deles é mais engraçado, Isabelle que tenta formar um frase adequada ou o Mateus que de branco passou a vermelho em menos de 1 segundo.
—Shiiiii... – eu falo, levando o dedo a boca, sinalizando que ela pare de falar (eu só posso estar bêbada, e dai ?) – Não precisa falar nada. –falo virando as costas – AHH... – Viro novamente para encarar Isa – boa escolha! – olho para Mateus de cima a baixo, viro de costas e saio.
Rio, enquanto ando meio desajeitada até o bar mais próximo. Mas antes que eu chegue ao meu destino tropeço em meus próprios pés! Uma dor invade minha cabeça, alguém me segura pela cintura e me levanta, não consigo ficar de pé, sinto que a pessoa também percebeu pois me pegou no colo, minha visão esta embasada e não consigo ver quem a de me carregar, encosto a cabeça em seu peito, cheiro de perfume masculino...
Sou colocada em um carro, tirada dele e deixada com cuidado em uma cama macia... Acordo, tonta, por favor não vomita, não vomita, o refluxo foi embora, junto com a visão embasada. Estou em um quarto, extremamente limpo e arrumado, um garoto alto, de olhos tão escuros quanto o seu cabelo, esta ajoelhado na altura da meus joelhos, com um olhar curioso.
—Onde eu to? — arrasto as palavras
—Esta na minha casa – diz o garoto ainda não identificado.
—E... onde fica “minha casa” ? — pergunto, então levo a mão ao joelhos, ele ri e tira minhas mão com delicadeza, enquanto pega uma toalha molhada para tirar o sangue que cobre minhas canelas, quando ele encosta a toalha no machucado, eu uivo de dor e afasto sua mão.
—Desculpa! – falo para que ele prossiga.
Ele segue rindo de mim (MEU DEUS! ARDIA MUITO). Quando ele termina de limpar e fazer o curativo, eu pergunto:
— por que você esta rindo de mim? — e me espalho pela cama de casal perfeita mente arrumada, ele senta na cama aos meus pés.
— por que você é engraçada! – ele fala deitando ao meu lado.
— Isabelle! – me levanto de presa, mas a tontura faz com que eu me deite novamente.
—Eu já falei com o Mateus e ele vai levar ela pra casa.- ele reponde olhando para mim.
— Você não vai me estuprar, vai ?- falo gemendo com a dor na minha cabeça.
Ele ri
— se eu fosse te estuprar, eu não teria te trazido para o meu quarto, não é – ele fala
— nem sei, agora não consigo pensar em nada – repondo quando mais uma onda de dor me atinge.
Depois de alguns minutos de silencio, eu viro de lado para ficar de frente para ele.
— Me leva pra casa? — eu peço
Ele levanta, e ate tenta fazer com que eu andasse, mas foi em vão, então ele me pega no colo e eu sinto seu perfume masculino pela milésima vez.
—Obrigada... por tudo! – digo, abrindo a porta do carro, ele se limita a um sorriso, levanto do banco do carona e sinto a tontura novamente, mas não podia fazer mais feio do que eu já tinha feito, andei (vamos fingir que cambalear, engatinhar e quase pedir arrego é andar).
Deito em minha cama de roupa e tudo, mando uma mensagem para isabelle:
[chegou em casa? amanha conversamos]
Não demora menos de 1 minuto e já estou dormindo.
POV On Isabelle
A gripe passou, assim como as aulas passaram e o show ( festa ) chegou. Fui nos últimos dias da semana na aula, confirmei que iria no show para Felipe. Ele iria tocar la e consegui convencer Lia, a ir comigo.
A gente combinou que dessa vez ela viria pra cá e iriamos juntas. Me arrumei.
Chegamos na festa. Diferente da festa anterior, essa era em um salão. Estava lotada obviamente e sai grudando os cotovelos e todo mundo.
Felipe surgiu no palco. Tentei ir mais ora frente para dar um " ola ", mas foi em vão, decidimos ficar ali mesmo. As musicas — que eu diria muito boas — dele acabaram e o DJ, ficou no controle.
Fomos na pista, dançamos, bebemos, Lia bebeu até demais. Preferir maneirar pra depois conseguir cuidar de mim e dela. A musica tava bem boa mas eu queria beber algo. Avisei a lia que iria sozinha. Não achava muito seguro sair com uma bêbada por ai. Achei o bar men (?). Pedi uma vodka, queria uma coisa nova. Quando fui pegar o copo, me surge, quem? Felipe!
— você vai beber? — ele disse ja me roubando o copo e levando ate a boca.
— porra Felipe! É meu — disse tentando pegar o copo, mas dessa adiantou, o menino é um poste.
— você só tem 16 anos, não pode beber — ele disse
— claro que posso! — falei, fazendo outra tentativa, que foi... Falha.
— Cara, uma coca pra ela! — ele disse. Olhei com cara de brava pra ele, e ele só riu.
Ficamos mais ou menos 5 minutos discutindo se devo beber ou não. Perdi. Fiquei bebendo coca, age que lembrei que deixei Lia, sozinha la. Voltei com Felipe me enchendo do lado e nada dela. Resolvi ir no banheiro, também serviu como uma desculpa para fazer Felipe desgrudar do meu pé. Parece um carrapato. Não um humano.
Entrei procurando ela. Nada. Fui entrar em uma das cabines, ate que sinto meu braço ser puxado e uma mão me puxar pra mais perto. Me viro e me dou de cara com um par de olhos azuis. Mateus.
— Ta louco? Aqui é o banheiro feminino! — falo tentando desviar o olhar daqueles olhos. Ate que percebi que estava praticamente abraçada nele, tento me soltar, mas ele me prende contra a parede. Putz.
— Vim fazer o ja deveria ter feito a muito tempo, agora você não foge. — agora..? Será que ele lembrou de quando eu fugi?
Aí, não! Ele chega mais perto, estamos tão próximos que consigo sentir sua respiração, percebi que havia esquecido de respirar alguns segundos atrás, sua mão em meu pescoço , não consigo olhar, ele com sua outra mão levanta o meu rosto para que eu olhe pra ele, meus olhos são direcionados para seus olhos, boto minhas mãos em seus cabelos e então ele me beija.
O beijo era bom. Bom até demais. Droga, não posso gostar, era calmo e desesperado ao mesmo tempo, como se a gente se conhecesse já há muito tempo, mas tinha que acabar. Até que me vejo em uma cena extremamente constrangedora
— tá bom aí isabelle? — ouço uma voz familiar, na mesma hora me separo do beijo é me deparo com a Lia parada na porta olhando com uma cara mais que maliciosa. Se ela sóbria é extremamente safada, nem queira imaginar ela bebada, o jeito que fica.
— ér.. — tentei dizer.
— shiiiii — pronunciou Lia com a mão na boca, ela realmente tá bebada, socorro!
Ela começa a nos encarar, ela olha Mateus de cima abaixo, levanta a mão em sinal de que gostou e diz
— ah.. Boa escolha — lia diz rindo.
Olhei pra Mateus e parecia que eu lia a mente dele e ele tava prestes a virar um avestruz e enterrar a cabeça no chão por causa dessa situação.
Lia sai do banheiro cambaleando e percebo que tenho uma cena pra resolver
—olha Mateus.. Acho que isso nunca deveria ter acontecido.. Por que fez isso? — perguntei há mais longe dele.
— por que não? Gosto de ti Isa.. Não consigo ver o porque de não acontecer.- ele disse já se aproximando de novo e colocando a mão no meu pescoço. Virei a cara de imediato. E então ele me beija novamente.
Meu Deus! Não, não não e não! Me separo na hora.
— N-não faz isso... — falei.
— Tudo bem isa.. Não quer nada no momento, é isso? — ele disse.
— Mais ou menos isso.. E tem a Patrícia — falei.
— Não gosto dela, ela me agarrou, muitas vezes. — ele disse
— okay.. Acho melhor sair desse banheiro. — falei rindo. Ele concordou, rindo também, colocando um braço atrás de mim, fiquei desconfortável mas não me soltei. Saímos procurando Lia. Nada. Perguntei para um menino que conversou com a gente e ele me disse que ela saiu com um amigo, que ela passou mal e ele cuidou dela. Amanhã falo com ela, mas quero ver como vou pra casa. Mateus se oferece,como não tenho escolha, aceito.
O carro tocava umas musicas meio funk eletrônica, gosto bastante. Ele percebe e logo surge um novo assunto.
— Curte? — ele disse.
— sim, surpreso? — disse curtindo as batidas.
— um pouco, você não parece ser o tipo que ouve.. Funk — ele disse.
— por que? Olha o machismo! — falei, fazendo cara de brava.
— Não faz esse bico senão não respondo por mim. — virei a cara.
— porque você tem cara de menininha que não ouve musica assim — me calei. e chegamos.
— obrigada pela carona. — fui abrir a porta e ouço a tranca do carro se fechar. Droga.
— ér.. Você trancou.. — eu disse.
— eu sei, cade minha despedida? — ele disse olhando pra mim, mais perto.
— Hm.. Tchau? — falei rindo.
— Não falo dessa despedida. — ele disse, chegando mais perto.
— não? — me arrependi de ter falado isso.
Ele foi chegando ate que a mão dele escapa e o carro destrava. Aproveito o momento e abro a porta.
— ate amanhã. — falei rindo.
— Até.. — falou rindo.
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