Between Friends

13 Capítulo 12


POV On Isa

Fi-nal-men-te! Feriado chegou! Nem sei como descrever minha alegria, acordei praticamente pulando, corro pra comer alguma coisa e depois arrumar a mala.

Ainda de pijama como algo rapidamente, escovo os dentes e resolvo arrumar a mala, não faria uma mala com muita coisa porque serão poucos dias e não quero parecer uma Luiza da vida que leva umas três malas pra passar dois dias num lugar. Pego blusas, muitas blusas fininhas, lá vai estar bem quente, já que é um sitio. Apenas uma calça, vai que esfria ne, um casaco pro mesmo caso, vários shorts também, biquíni, e coisas essenciais pra beleza de uma linda e belíssima mulher.

Mala pronta! Espero não estar levando muita coisa... ouço minha mãe me chamar, ela queria que eu ajudasse ela no armário, meu celular toca, atendo, era Lia me convidando pra ir na casa dela e provavelmente já vamos juntas. Dou uma olhada no meu armário... preciso ver uma coisa pra vestir pra ir pra La.. já sei!

Pronta pra guerra! Aviso a minha mãe, ela resolve me dar uma carona, ela diz que “ com essa roupa vou ser atacada na primeira esquina “ o que acho um grande exagero, nem gostosa sou.

Pego minha bolsa e entro no carro, ligo o radio e começa a tocar uma musica que eu amo: Daughtry – waiting for superman. Começo a cantar igual a uma louca, chegamos na casa, minha mãe se despede de mim e me ajuda com as coisas, toco a campainha e Lia atende de pijama, eu aqui toda produzida e a linda de pijama, adoro isso.

Ela me deixa entrar, sentamos e começamos a discutir que filme assistiremos, resolvemos que seria Amizade colorida, adoro esse filme!

Enquanto ela pega um cobertor eu faço pipoca e nos sentamos no sofá fofinho e confortável. Ouço a porta se abrir, ah, é mãe da Isa, adoro essa mulher.

— Oi filha – ela diz sorrindo com algumas sacolas na mão. Acho que ela não me viu aqui.

— Oi! Mãe a Isa vai jantar aqui ok¿ — lia diz, obvio que ela vai deixar, sou um amor.

— Oi Isa! Não tinha te visto aqui – ela diz, acho engraçado a reação dela e acabo dando um sorrisão, parecia aquele sorriso de quando eu vejo uma torta de chocolate imensa na minha frente.

— Não tem problema Marta – é tanta intimidade que nem precisa do “ tia “ antes.

— então mãe.. você não respondeu minha pergunta.. – Lia diz se deitando mais ainda no sofá.

— não precisa nem perguntar.. – ela diz meio que cantarolando e indo em direção a cozinha.

Dou risada e olho pra Lia.. ela está paralisada olhando pra porta, olho também e vejo um garoto MUITO gato entrando.

— Martin, pode colocar essas sacolas aqui na mesa. – diz a mãe da lia, lia abre a boca, huum, então tem rolo ai no meio.

Dou um cutucão nela sorrindo, com AQUELA cara e ela fecha a cara mais ainda.

Ela levanta apressada e fica de frente com ele

— O .. que você ta fazendo aqui¿ — ela pergunta.

— Ahm.. encontrei ela no mercado e ofereci ajuda, ela aceitou, então cá estou eu .- ele faça dando um sorriso. Acho que é hora de Isabelle surgir na historia.

— Alguem pode me explicar o que ta acontecendo¿! – falo cruzando os braços e fechando a cara, Martin da um sorriso de canto e me olha de cima a baixo, assim como ele fez com a Lia, safado!

— Isa.. eu conheci o Martin naquela festa sabe, ai depois teve um jantar na casa do chefe do meu pai e por pura coincidência, ele é filho do chefe. – na mesma hora faço cara de safado

— Então vocês se pegaram e tu não me contou¿ — falei levantando a sobrancelha.

— NÃO! — Lia diz. – quer dizer.. ah deixa pra La – levantei mais ainda a sobrancelha, tive uma idéia.

— então quer dizer que o lindinho não ta com ninguém ¿ — pergunto inocentemente

— não... – Lia responde e logo se joga no sofá e ele continuava com aquele sorriso debochado na cara.

— interessante.. – eu digo e ele percebe a brincadeira e resolve entrar nela também e coloca a mão nas minhas costas me puxando pra perto dele, Lia fecha mais ainda a cara se é possível. To praticamente gargalhando internamente.

— Quer ver filme com a gente¿ — pergunto pra ele.

— Ah.. pode ser sim. – ele fala se direcionando pro sofá onde estávamos sentadas onde tinha 3 lugares.

— Se quiser pode jantar também Martin, Isa vai jantar aqui – mãe da Lia grita da cozinha.

— Então é Isa teu nome¿ — ele pergunta

— Isabelle na verdade, mas todo mundo me chama de Isa – eu digo pegando o pote de pipoca. Finjo que vou sentar junto deles mas na verdade me sento no outro sofá, pego a almofada e me encolho ali mesmo.

Lia da play no filme, já tinham se passado vários minutos, resolvi dar uma olhada nos pombinhos, Martin tenta se aproximar de Lia, mas parece que ela já vai morder ele se ele chegar mais um pouco perto, ouço ele suspirar e sair do sofá e sentar do meu lado. Ela olha com cara brava. Ai meu Deus, essa provocação vai custar minha vida.

— você vai no sitio amanha¿ — ele pergunta, como ele sabe¿

— Sim.. nos vamos. – corrijo – mas como você sabe desse sitio¿ — pergunto.

— Tenho meus contatos e meus contatos dizem que eu devo ir – ele diz sorrindo.

— Lia é difícil de lidar, o ultimo relacionamento digamos que não foi muito bom, acho que tu vai precisar de muita paciência. – eu falo colocando varias pipocas na boca e olhando pra TV.

— Quem disse que eu posso querer ela no momento¿ — ele fala praticamente gritando, se era pra ela ouvir, ele conseguiu.

Engasgo com a pipoca e começo a tossir desesperadamente, ele me levanta e me segura pra eu desengasgar. Começo a rir compulsivamente disso e ele também, todos estavam rindo, menos a Lia. Resolvemos parar um pouco com a provocação e assistir o filme, tento manter uma certa distancia dele, por mais que seja tudo teatro, ele é homem e homem nem sempre resiste a uma garota ingênua como eu. É pra rir ok¿

O filme termina e a Marta nos chama pra janta, levanto correndo,a cara de bunda da Lia tinha diminuído um pouco.

Me sento aonde eu sempre sento quando vou comer La, Martin senta do lado da Lia, mãe da Lia do meu lado e nos servimos e começamos a comer em silencio.

— Sabia que o Martin vai pro sitio, Lia¿ — eu não me aguento e solto, ela arregala os olhos e Martin abre um leve sorriso.

— AH! Que legal, não quer ir com as meninas também¿ — Marta pergunta.

— Não.. ainda tenho algumas coisas pra arrumar. – ele fala e olha pra mim, não sei porque.

O jantar termina e eu começo a retirar os pratos, Lia reclama dizendo que eu sou visita mas isso era só uma desculpa pra eu deixar os dois sozinhos e a mãe dela percebeu e me seguiu, mas o Martin levanta também, olho pra ele com a cara de “ o que tu ta fazendo¿” ele me ignora e faz marta sentar e me ajuda com as coisas, já na cozinha sussurro pra ele.

— era pra ti ficar La com ela, minha intenção era deixar você dois sozinhos seu lerdo! — falo deixando os pratos na pia e virando pra ele, ele ta perto, perto demais. Credo.

— Cansei da frieza dela, só isso e resolvi te acompanhar, você é diferente dela. – ele diz me encarando. Saio daquela armadilha e pego os copos da mão dele e boto na pia também, começo a lavar e sinto ainda a presença do Martin atrás de mim.

— não vai La pra sala não¿ já me ajudou, não precisa mais. – falo colocando um prato no secador com um pouco de raiva.

— por que ficou seca do nada comigo¿ — ele pergunta parado no mesmo lugar.

— não estou seca, só estou com raiva por você ser um trouxa! – falo colocando outro prato com raiva, ele da uma risada baixa.

— não sou trouxa, me desculpe se eu preferi ficar com você do que com aquela ingrata. – ele diz apontando o dedo pra sala, levantando o tom de voz.

— não grita comigo e aquela ingrata talvez goste de ti mas você não percebe porque ta ocupado demais dando em cima de mil garotas. – digo no mesmo tom, com raiva, me virando.

— não fui eu que dei em cima de ti, foi você quem começou.- ele diz já ficando vermelho.

— porque era uma brincadeira e nem vem que tu continuou. – eu falo procurando um guardanapo. Ele me segue.

— Sim! Eu continuei, mas qual é, aposto que não era somente uma brincadeira, não rolou nem um tipo de interesse¿ — ele pergunta.

— não! – eu falo seca. – não traio minhas amigas de verdade.

— e se ela não fosse tua amiga¿ — ele fala

— não teria interesse do mesmo jeito. – eu digo pegando o guardanapo.

— mentir é muito feio. – ele diz

— dar em cima da amiga da menina que tu gosta, também é. – eu digo virando de costas pra ele.

— então admite que ta mentindo¿ — ele pergunta com aquele sorriso debochado.

— não, eu não admito e sabe por que¿ — pergunto e ele faz que não com a cabeça – porque me importo mais com ela do que comigo, agora me da licença – eu digo.

— não entendi – ele diz não me deixando sair.

— foda-se, problema é teu – eu digo conseguindo sair e ele puxa meu pulso.

— acho que o problema ta se tornando nosso.. – ele diz perto do meu rosto.

— acho que não – eu falo me soltando e saio pra sala.

— vocês demoraram. – marta diz com uma cara leve de malícia.

— pois é, tivemos que resolver um problema – eu digo olhando séria pra ele.

Ele percebe, ficamos conversando sobre qualquer bobagem, ele resolve ir embora depois e vamos dormir.

— Ta tudo bem¿ — Lia me pergunta.

— Sim, por que não estaria¿ — pergunto arrumando o colchão.

— não sei.. desde que você voltou da cozinha, ficou estranha. – ela diz já deitada.

— desculpa então.. boa noite – me deito e logo pego no sono.

POV Lia

A semana passou muito rápida e amanhã eu iria para a casa de fazenda da Luiza — Upi! —, e eu só esperava que esse feriado passasse tão rápido quanto a semana em si.

Quando chego em casa depois do colégio, minha mãe está sentada do sofá com os olhos fixados na televisão.

— Oi mãe! – eu digo deixando minha mochila do lado da porta.

— Mãe? — eu pergunto de novo quando ela não me responde.

— Ah! Oi filha... — Ela responde tirando os olhos da televisão para me olhar e então eles voltam para a televisão novamente.

— Mãe, ta acontecendo alguma coisa? — Começo a ficar preocupada, minha mãe não é de ficar quieta, normalmente ela gritaria comigo por algo que eu não fiz ou que ela esqueceu. Mas hoje não, hoje ela não tira os olhos da televisão, sei que ela não esta prestando a atenção no programa em si, mas ela parece só estar longe, pensando.

— Não! Não esta acontecendo nada filha. — ela me responde se levantando, anda até a cozinha e se serve de um copo d´agua.

— Ok então... — muito suspeito, até demais...

Passo por ela na cozinha e vou para o meu quarto, acho melhor não ficar insistindo, quando ela se sentir confortável em falar, ela vai falar.

No meu quarto, começo a separar as coisas que eu vou precisar levar pra lá, como roupas, sapatos, maquiagem, repelente, protetor solar...

Quando acabei, minha mala estava pronta, deixo a ela e minha roupa separada para amanhã em um canto do quarto e desço as escadas, mas quando chego na sala não tem ninguém, nenhum sinal da minha mãe ou do resto da família.

Decido ligar para a Isa, depois de dois toques ela atende.

— Oi Lia!

— Oi! Tudo bem?

— Tudo ok!

— Te liguei pra saber se você não pode vir aqui em casa? Minha mãe saiu e eu estou sozinha, sem nada pra fazer.

— Claro que eu posso ir! Só vou demorar um tempo, porque estou ajudando a minha mãe aqui em casa.

— Não tem problema! Beijos!

— Beijos!— Ela desliga.

Decido botar uma roupa mais confortável, um short e uma regata branca e esperar a Isa assistindo um filme.

Ligo a televisão e escolho por ‘Alice no País das Maravilhas’, que já estava na metade. Sento no sofá e sinto meu celular vibrar, uma mensagem.

~Mãe~

— Filha, tive que ir falar com seu pai no escritório, daqui a pouco estou em casa.

— Tudo bem mãe!

— Tem o que sobrou da janta de ontem, se sentir fome.

— OK! Mas já comi um sanduiche.

— Ok, tenho que ir querida! Beijos.

No mesmo minuto que o filme acaba, Isa bate na campainha e quando eu atendo Isa esta toda arrumada e trás com ela mais uma mala – dou graças a Deus que não sou a única exagerada -.

Ficamos um tempo escolhendo o filme e então decidimos ‘Amizade Colorida’ – meu filme preferido! –, Isa fez pipoca, por que eu sempre queimo – não

posso fazer nada se elas não aguentam ficar só mais um tempinho no micro-ondas – enquanto eu pego um edredom enorme para nos cobrir.

Sentamos no sofá e o filme começa.

Depois de uma hora mais ou menos minha mãe aparece na porta de casa carregando algumas sacolas do supermercado.

— Oi filha! — Ela sorri.

— Oi! Mãe a Isa vai jantar aqui, ok? – não preciso nem ter o trabalho de perguntar, por que é obvio que ela vai deixar. Minha mãe ama a Isa como se fosse uma filha.

— Oi Isa! Me desculpa, eu não tinha te visto aqui! – Ela arregala os olhos, pois não esperava que estivesse mais alguém.

— Não tem problema Marta!

— Então mãe, tu não respondeu a minha pergunta...

— Não precisa nem perguntar...

Ela começa, mas consigo prestar a atenção na ultima parte, pois quando olho para a porta vejo a pessoa que eu não queria ver nem pintada de ouro.

— Martin, pode botar essas sacolas aqui na mesa. — minha mãe fala da cozinha e eu acordo para o mundo.

Isa me cutuca com o ombro e da um sorriso.

Não consigo acreditar que esse garoto esta aqui! Quem ele pensa que é?

Sem pensar eu me levanto e paro na frente dele.

— O .. que você ta fazendo aqui?

— Ahm.. encontrei ela no mercado e ofereci ajuda, ela aceitou, então cá estou eu. — ele da um sorriso, idiota! Como eu odeio esse garoto. Primeiro, ele surge na minha frente enquanto eu estou andando de bicicleta, segundo,

eu descubro que ele é o filho do chefe do meu pai, e terceiro, ele se oferece pra me levar pra casa e ainda se comporta como um galinha.

— Alguém pode me explicar o que ta acontecendo¿! — Isa surge cruzando os braços e fazendo bico, Martin da um sorriso de canto e a olha de cima a baixo, nojento!

— Esse é o Martin, nos conhecemos no seu aniversario. — olho para ela e ela sorri de lado, eu sei o que ela esta fazendo. Ela esta dando em cima dele, não posso acreditar! Não porque estou com ciúmes e sim, porque ele é horrível.

— Então vocês se pegaram e tu não me contou? — ela olha para mim, e faz cara de indignada.

— NÃO! — eu grito, como ela pode perguntar isso?.

Ela levanta a sobrancelha.

— Então quer dizer que o lindinho não ta com ninguém? — ela pisca o olho.

— Não que eu saiba... — eu respondo e me jogo no sofá, cansada disso.

Por que ela não vai embora? E se eu pedir por favor?

— Interessante... — Isa diz e o Martin bota as mãos na cintura dela e ela encosta nele.

Eu fecho a cara, não acredito nisso. AH! PELO AMOR DE DEUS! Vão para um quarto.

— Quer ver filme com a gente? — Lia pergunta para o Martin, depois que ele deixa as coisas na cozinha.

NÃÃÃÃÃÃOOOO! Eu grito internamente.

— Isa, eu acho que ele não deve poder, ele deve ter muita cois...

— Ah... Pode ser sim.! – ele fala andando até o sofá.

Merda!

— Se quiser pode jantar também Martin, Isa vai jantar aqui – Minha mãe grita da cozinha.

Tem como a minha vida ficar pior? Serio mesmo! Só podem estar de brincadeira comigo! Puta merda.

— Então é Isa teu nome? — Martin pergunta para Isa, enquanto senta do meu lado no sofá.

Eu juro que se ele chegar mais perto eu mordo.

— Isabelle na verdade, mas todo mundo me chama de Isa – ela reponde, rouba meu pote de pipoca e se senta no outro sofá, mesmo que tenha 3 lugares no sofá.

Aperto o play e o filme começa a rodar novamente.

— Lia... Que tal a gente seguir da parte onde nos paramos da ultima vez? — Martin fala se aproximando de mim e eu me seguro pra não dar na cara dele. Não sei por que toda essa raiva cresce dentro de mim, mas me da nos nervos quando ele menciona sobre o quase beijo, um momento de fraqueza minha.

— Martin é melhor tu deixar essa tua língua bem longe da minha boca.

— Ah Lia para com isso! ‘deixa essa língua longe’ — ele imita o meu jeito de falar — E se eu não fizer isso? — Ele se aproxima mais.

— Eu corto ela e enfio na tua bunda. — eu dou um sorriso cínico.

Ele bufa, se afaste e começa a conversar com a Isa.

Me calmo e decido não prestar a atenção neles e sim, no filme.

— Quem disse que eu posso querer ela no momento? — Martin quase grita do outro sofá e eu fico mais chateada com a Isa por ela estar falando de mim com o Martin.

Eu suspiro.

Só quero ir para o meu quarto e ficar lá, sozinha.

Isa começa a engasgar e a tossir, depois ela e o Martin começam a rir desesperadamente e eu só consigo olhar, me perguntando que problema que eles tem...

O filme acaba e minha mãe nos chama para jantar e Isa sai correndo até a mesa.

Tento me lembrar de que isso esta quase acabando, já foi metade do filme, 1h e 15 min e agora só falta uma refeição de 45 min.

Todos nos sentamos, tento não dar bola para o fato que o Martin senta ao meu lado.

— Sabia que o Martin vai pro sitio, Lia? — Eu quase cuspo o suco de laranja que eu estava tomando quando a Isa fala isso.

— AH! Que legal, não quer ir com as meninas também? — Minha mãe pergunta pro Martin que tem um pequeno sorriso no rosto.

— NÃO! – Eu levanto da minha cadeira e todos me olham. — O carro já esta cheio, não? — Eu falo calmamente, me sentando.

— Não precisa... ainda tenho algumas coisas pra arrumar. — ele fala e olha pra Isa, obvio que ele esta afim dela. Tenho que contar para ela sobre o que o Martin é, antes que ela caia no papinho dele.

O jantar termina, mas antes que eu e a minha mãe possamos fazer qualquer coisa, a Isa e o Martin já estão retirando os pratos e talheres – Melhor ainda, menos trabalho pra mim! -.

Minha mãe e eu vamos para a sala nos sentar e esperar que eles venham.

Depois de uns 15 minutos, eu os vejo saindo da cozinha. Já estava achando que ia ter que mandar eles irem para um quarto.

— vocês demoraram. — minha mãe diz, sorrindo com malícia.

— pois é, tivemos que resolver um problema — Lia diz olhando séria pra o Martin.

Conversamos por um temo, quer dizer, minha mãe conversando com o Martin, porque a Isa ficou quieta agarrada em uma almofada e eu estava com tanto sono que acabei cochilando no sofá. Isa me acorda dizendo que o Martin já tinha ido embora – GRAÇAS A DEUS! – e que nos estávamos indo dormir.

Depois que eu arrumo a camas e a Isa bota o pijama dela.

— Esta tudo bem? — Eu pergunto.

Achei muito estranho o jeito que ela ficou depois que voltou da cozinha, o que será que o Martin faz com ela? Eu acabo com a raça dele se ele falou alguma coisa ruim pra ela.

— Sim, por que não estaria? — Ela responde, mas conheço muito bem pra cair nessa desculpa esfarrapada dela e sei também que quando ela pergunta de volta é que não quer falar sobre isso.

— Não sei... Desde que você voltou da cozinha, ficou estranha. — Eu insisto.

Deito na cama e ela na deita no colchão.

— Desculpa então... Boa noite — Eu odeio quando ela faz isso, fica me respondendo com desculpinhas.

— Ok... — Eu me tapo e durmo.

Notas finais
Esperamos que gostem!!! Desculpa a demora para postar, fica complicado com o colégio. Bijinhos!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.