Notas iniciais
Obrigada pelos comentários, espero que gostem!

Era 9:00 da manhã e Quinn acordou com uma fresta de Sol na cortina, olhou para seu celular em cima do criado mudo, quando tenta ir buscar por ele duas mãos a seguram, Quinn sorri com o toque e pensa "aconteceu, não foi um sonho." Quinn acorda Santana com vários beijinhos espalhados em seu rosto.

-Bom dia!- disse Santana abrindo os olhos.

-Bom dia!- disse Quinn sorrindo- Quer descer para tomar café?

-Claro. Só vou trocar de roupa.- disse Santana se levantando.

Quando desceram tinha só algumas pessoas tomando café, ninguém conhecido. Isso aliviou ambas, poderiam conversar "á sós". Se sentaram uma de frente para outra, seus olhos se encontraram e sorriram.

-Com licença, oque posso lhes servi?- perguntou o graçom.

-Eu quero um café preto e um maffin.- disse Quinn.

-Eu quero o mesmo.- disse Santana.

-Com licença.- disse o garçom e se retirou.

-Q. nós podemos falar sobre ontem?- perguntou Santana meio nervosa.

-Claro, mas você não se arrependeu né?- perguntou nervosa.

-Não, claro que não.- disse Santana e Quinn soltou o ar que estava segurando.

-Desculpa se pareço nervosa e preocupa, mas essa é a primeira vez que digo que gosto de alguém que é verdade.- disse Quinn um pouco menos nervosa.

-Senhoritas aqui estão seus pedidos.- disse o garçom entregando os pedidos.

-Obrigada.- disseram juntas.

-Mas voltando, e aquele professor?- disse Santana e tomou um gole de seu café.

-Ele não existe. Inventei ele.- disse Quinn ficando vermelha.

-O que? Por quê?- perguntou Santana.

-Era para fazer ciúmes em você.- Quinn falou, estava vermelha e de cabeça baixa.

Santana achou aquela cena muito fofa e sorriu.

-Bem...funcionou!- disse Santana.

-Sério?- perguntou Quinn.

-Aham, fiquei com raiva desse cara por uns três dias.- disse Santana sorrindo e segurando a mão de Quinn por cima da mesa.

-Não que eu queria me intrometer. Mais e sua relação com a Brittany?- perguntou Quinn.

-Ela escolheu o Sam. Eu voltei para Ohio, eu nunca esperei que ela voltasse. No fundo acho que fiquei mais chateada pelo fato dela não ter me contado. Eu vi o quanto ela estava feliz ao lado dele.- disse Santana calmamente.

Quinn não sabia mais o que falar, então decidiu propor alguma coisa para fazerem no almoço.

-Sant, você gostaria de almoçar comigo hoje?- perguntou Quinn sorrindo.

-Claro!- disse Santana sorrindo de volta.

-Vou dizendo, leva o seu casaco mais quentinho, porque lá é frio.- disse Quinn explicando.

-Lá a onde?- perguntou Santana curiosa.

-É uma surpresa.- disse Quinn como um sussurro.

Quinn pediu para que ela e Santana fosse a pé, pois ficava ali perto. Quinn e Santana olhavam a neve nas ruas, sobre os carros e árvores. Quinn parou em frente a uma casa simples, com tons de bege e branco. Em frente a casa tinha um gramado, nada muito grande. Quinn avisou Santana que haviam chegado, andou até a porta, pegou a chave em seu bolço e abriu a porta da casa. A casa tinha um jeito aconchegante, havia um sofá na sala de frente para a TV com uma mesinha entre os dois, não havia divisória de paredes então a cozinha já era vista da entrada.

-É a casa da minha avó.- disse Quinn- Ela viajou e me deixou a chave. Disse que quando eu precisasse esparecer e pensar, ficar longe daqueles que fazem mal e pensar sobre aqueles que fazem o bem, eu devia vir direto para cá. Foi após eu ganhar a Betty, uns dois meses.- disse Quinn olhando ao redor e sorrindo.

-Tenho certeza de que ela é uma mulher maravilhosa.- disse Santana olhando para Quinn atentamente.

-Ela é!- disse Quinn olhando para Santana- Mas vamos comer? Me ajuda a preparar o almoço? Não se preocupe a comida é nova, eu mesma troquei.

-Com certeza!- disse Santana sorrindo.

Na cozinha havia uma mesa, uma geladeira, alguns armários, um fogão, uma pia e um pequeno forno à lenha. Na entrada da casa olhando para a esquerda, você vê três portas. Santana deduziu que fossem os quartos e o banheiro.

As duas optaram por macarrão ao molho branco.

-Quinn, o que tem naquelas portas ali atrás?- perguntou Santana interessada em quanto ia pondo o macarrão na água quente.

-É o quarto da minha avó, um banheiro e o outro vou te mostrar depois de comer.- disse Quinn.

-Ok!- disse Santana rindo- quantas surpresas hoje.

-E ainda tem mais uma!- disse Quinn e rindo da cara de Santana.

-Mais? Você vai me matar de curiosidade?- perguntou Santana.

-Vou, espera é bom!- disse Quinn.

-Ok. Ok.- Santana disse rindo.

As duas já estavam comendo, sentadas na cozinha, falando sobre os amigos do Clube do Coral.

-Ah é! Me lembro dessa vez e daquela vez que a Rachel ficou sem voz. Não foi engraçado, mas me trás uma lembrança engraçada dela.- disse Quinn sorrindo.

Elas acabaram de almoçar, lavar os pratos e ajeitar a cozinha.

-Tá pronta para sua primeira surpresa?- perguntou Quinn e Santana assentiu. Santana percebeu algumas fotos de família da família de Quinn e sorriu ao ver uma imagem de Quinn pequena. Santana não pode ver mais nada, as mãos de Quinn tamparam seus olhos. Ela ouviu o barulho de uma porta sendo aberta. Entrou guiada por Quinn. Quando Quinn retirou as mãos de seus olhos, ela ficou encantada. Era um quarto de troféus da avó de Quinn. Havia fotos, troféus, fitas e o que mais chamou atenção de Santana, um par de patins de gelo.

-Sua avó patinava?- perguntou Santana.

-Amava, é a paixão dela. Tinha como profissão, hobby e amor.- disse Quinn com os olhos brilhando.- E ela me ensinou a patinar!

-Sério? Eu acho lindo as danças, os saltos, as piruetas...- disse Santana admirando alguns recortes de jornal.

-E você quer testar?- perguntou Quinn segurando uma caixa vermelha.

-Você tá brincando? É claro, mas sua avó não iria gostar que usássemos as coisas dela.- disse Santana animada.

-Não tem problema, estes são meus!- disse Quinn abrindo a caixa e mostrando os patins cor-de-rosa.

-Mas onde vamos patinar?- perguntou Santana entusiasmada.

-Essa é a segunda segunda surpresa e a melhor parte.- disse Quinn saindo do quarto com a caixa em mãos. Pediu para Santana segurar a caixa, puxou a cortina que ficava na sala e abriu a porta de vidro. Era o fundo da casa, tinha uma varanda extensa com uma cadeira de balanço na ponta e há alguns metros de distância havia um lago congelado. Santana ficou admirando aquela paisagem por alguns segundos a mais, Quinn a ajudou a pôr o patins e levou-a até o lago.

-Aqui é tão bonito.- disse Santana.

-Era meu lugar preferido nas férias.- disse Quinn.

-Imagina esse lugar enquanto neva, os flocos caindo deve deixar ainda mais bonito!- disse Santana.

-Sim, realmente deixa.- disse Quinn.
As vezes alguma das duas tombavam enquanto a outra ria, depois as risadas se juntavam formando uma perfeita sincronia. As duas patinaram por uma hora e decidiram descansar.

-Isso é relaxante!- disse Santana se aconchegando em Quinn.

-Há sim, minha avó adora!- disse Quinn.

-Para onde ela viajou?- perguntou Santana olhando para Quinn.

-Ela foi para Iowa e eu sinto tanta falta dela.- disse Quinn e uma lágrima solitária escorregou pelo seu rosto.

-Calma, ela vai voltar.- disse Santana enxugando a lágrima na face de Quinn.

-O meu pai pôs ela num asilo, ele acho que ela estava ficando louca quando me deu rasão em relação a Betty.- disse Quinn tristemente olhando para o nada.

-Oh Quinn, eu sei como é não ter uma pessoa que você admira, respeita e se orgulha ao seu lado.- disse Santana também encarando o nada.

-Você é a primeira pessoa que eu trago aqui, nunca trouxe ninguém porque estava esperando a pessoa perfeita.- disse Quinn encarando Santana.

-Eu me sinto honrada por isso.- disse Santana e deu um selinho em Quinn e deitou sua cabeça no ombro de Quinn.

As duas ficaram aproveitando a companhia uma da outra em silêncio. Elas tiraram o patins, guardaram e organizaram tudo, fecharam a casa e foram andando uma do lado da outra.

-E como vamos fazer Q.? Você vai voltar para Yale e eu para New York.- perguntou Santana olhando para os olhos verdes de Quinn enquanto caminhavam.

-Eu sei. Eu quero que a gente de certo.- disse Quinn sorrindo.

-Eu também. Então me faz uma promessa?- perguntou Santana e Quinn assentiu- Sempre que tivermos tempo livre iremos nos ver, promete?

-Você ainda pergunta? É claro, com mindinho e tudo.- disse Quinn sorrindo e mostrando o mindinho.

Santana riu e com seu mindinho enroscou no de Quinn e deu um selinho em Quinn. Foram ao hotel de mãos dadas e só soltaram no quarto. As duas foram arrumar as malas, pois partiriam um pouco depois dás 16:00. No momento em que fecharam o zíper da mala, ouviram batidas na porta.

-Já estão prontas?- perguntou Rachel com a ponta do nariz avermelhada.

-Já vamos descer.- disse Santana pondo a mala no chão e olhando para Rachel.

Quinn e Santana pagaram o hotel e foram para a estação de trem. Quinn se despediu de Rachel e Kurt com um abraço e se despediu de Santana com um abraço e um beijo no canto dos lábios, fazendo a latina sorrir. Quinn ia ao sentido contrário do deles, estava indo para a ala norte da estação. O trem dos três chegou em seguida, pegaram suas malas e foram em direção do trem. Santana ouve seu nome sendo chamado, olha para uma pequena fila a sua frente, ninguém, começa olhar a sua volta e vê Quinn vindo em sua direção.

-Santana, você esqueceu um coisa.- disse Quinn sorrindo.

-O que?- perguntou Santana sorrindo.

-Isso!- Quinn falou, agarrou Santana e lhe deu um beijo apaixonado, calmo e romântico.

-Obrigada.- disse Santana dando vários beijinhos na boca de Quinn.

-Até logo, Sant!- disse Quinn indo em direção ao portão que levava a ala norte.

-Até logo, Quinnie!- disse Santana sorrindo.

Ela voltou a olhar para Rachel e Kurt, os dois estavam sorrindo e puxaram-na para dentro do trem.

-Conta tudo!- disse Kurt sorrindo, se sentando ao lado de Rachel do modo que Santana ficasse de frente para eles.

Santana contou sobre tudo, menos sobre a casa da avó de Quinn. Achou o assuntou mais particular.

-Nossa! Santana, vocês realmente formam um casal lindo!- disse Rachel sorrindo.

Logo chegaram em casa, dormiram e outro dia se iniciava.

Notas finais
Feliz Páscoa! Espero que estejam gostando da história!!1