Notas iniciais
Continuando...

Elisabeth chegou no quarto ainda com a respiração acelerada. O que dera nela pra beijar o Damon assim, do nada?

“Calma, mulher! Foi um beijo no rosto, não foi nada demais!” ela tentou confortar a si mesma, enquanto bebia devagar da bolsa de sangue. Mas no fundo sabia que aquele beijo significava muito. Uma abertura com a qual ela não estava a vontade.

Tentando se acalmar, ela tirou lentamente as roupas e entrou no chuveiro. Deixou a água aquecida escorrer pelo seu corpo, e imaginou todos os seus problemas indo ralo abaixo junto com ela. “Ah, quem dera que fosse simples assim”, ela suspirou.

Começara a lavar os cabelos, quando ouviu a porta do quarto abrir. Pegou a toalha e desligou o chuveiro. “Damon, é você?”

“Relaxa, Liz. Sou eu.” Ela reconheceu a voz do Stefan. “Eu vim deixar o vestido emprestado que eu te prometi. Vou deixá-lo em cima da cama.”

“Obrigada!” ela respondeu. “Tem certeza que a Elena não vai se importar?”

“Claro que não. Até porque, quando ela fica aqui, ela passa a maior parte do tempo sem roupa e...”

“E eu não acho que eu precise saber mais do que isso, Stefan!” ela o cortou, rindo. “Além disso, não acho que a Elena vá ficar feliz de você andar espalhando as intimidades de vocês por aí.”

Ele soou sem graça quando falou. “É, eu acho que você tem razão. Bom, eu vou deixar você terminar o seu banho.”

Liz ouviu os passos dele e já ia ligar novamente a água quando ele falou de novo. “Será que você...”

“Pode deixar, Stefan. A Elena jamais vai saber o quanto você é indiscreto.”

“Valeu!” ele agradeceu antes de sair.

Ela terminou de tomar banho e ainda sorria quando saiu do banheiro. Encontrou um vestido simples, porém muito bonito, sobre a cama. A cor, um tom escuro de verde, lhe caiu bem. Ressaltou-lhe a pele branca e os cabelos claros. Claro que ficara mais comprido do que gostaria, abaixo de seus joelhos. Mas o que esperava, se esquecera-se de crescer? Ela escovou os cabelos, prendeu-os em um rabo de cavalo, e desceu rumo à sala.

Encontrou os irmãos sentados no sofá. Cada um com um copo na mão, conversavam amigavelmente. Viraram-se pra ela assim que lhe notaram a presença.

Stefan ergueu uma sobrancelha e olhou para o irmão. Damon a encarava de boca aberta.

“Ficou tão ruim assim?” Liz perguntou, incomodada com o fato de estar sendo analisada pelos dois.

“Não” Damon apressou-se em dizer. Já tinha visto Elena com aquele vestido várias vezes. Mas nunca ele lhe parecera tão... sexy! O caimento acentuara-lhe as curvas, deixando-a provocante sem ser vulgar. E o decote... bem, Elena definitivamente não tinha com o que preenchê-lo. Mas, no corpo de Liz, deixou Damon com água na boca.

“Uau, Liz. Você está linda!” Stefan elogiou, deixando Damon aborrecido.

“Eu tô é acabada!” ela respondeu, rindo. “Mas você é muito gentil, Stef.”

Stef? Que intimidade era essa? Desde quando Liz chamava seu irmão de Stef? Damon bufou de raiva. “Você não tinha que sair, irmãozinho?”

“É verdade.” Ele lhe sorriu, só pra deixá-lo mais zangado. “Não precisa me esperar acordado. Eu vou passar a noite na casa da Elena. E Liz, você pode dormir no meu quarto de novo, se você quiser.”

“Eu? Mas eu não...” ela estava confusa.

“Fui eu quem dormiu no seu quarto, cabeção!” Damon estava irritado.

Stefan riu. “Logo vi. Só você mesmo pra fazer aquela zona no meu quarto só pra passar uma noite.”

“É que eu tive uma noite meio inquieta” Damon confessou, sem graça.

Os dois o olharam, ele com curiosidade e ela com surpresa. Também pudera. Desde quando Damon Salvatore expunha assim seus sentimentos? “Deve ser o cansaço” ele ponderou.

“Tanto faz. Eu já estou indo. Boa noite aos dois.” E dizendo isso, Stefan se foi.

Mais uma vez, Damon e Liz ficaram sozinhos. Parecia que já estava se tornando hábito. Damon quebrou o silêncio.

“Aceita uma bebida? Ajuda a relaxar.” Ele ergueu o copo de whisky.

“Quero sim.” Ele lhe serviu um copo e, ao entregar-lhe, seus dedos se tocaram. Uma corrente elétrica percorreu o corpo de Liz dos pés à cabeça.

“Sobre hoje à tarde, você sabe que não teve culpa, não é? No que aconteceu com a Rose...”

“Eu devia saber que ela não ia me ouvir!”

“Por isso mesmo, não tinha nada que você pudesse fazer. A Rose foi imprudente, e acabou pagando alto demais por isso.”

Elisabeth suspirou. “Eu não quero mais falar sobre isso, ok? Pode ser, Damon? Vamos mudar de assunto.”

“Você quem manda, princesa.” Damon recuou um passo e sorveu um gole de seu whisky. “Sabe, o Stefan tem razão.” Ele a olhou de cima a baixo. “Você está mesmo muito linda!”

“E você devia parar de beber, porque já está afetando a sua visão!” ela brincou enquanto provava sua bebida.

“Se você diz...” ele colocou o copo sobre a lareira e ligou o som. Uma música suave começou a tocar.

“Você me dá a honra?” Damon lhe estendeu a mão.

“Eu não sei dançar.” Ela falou, tímida.

“Eu te ensino.”

Quando ele a abraçou, Liz fechou os olhos e se deixou guiar. Ele movia-se lentamente, levando-a consigo, enquanto afagava delicadamente as costas dela.

Elisabeth encostou a cabeça no peito de Damon, e sentiu quando ele depositou um beijo em seus cabelos. Aquilo parecia tão certo e era tão bom, que ela parou de se preocupar. Simplesmente aceitou de bom grado o momento, enquanto ouvia a letra da canção, que parecia falar diretamente com ela.

Taking Chances by Celine Dion

Don't know much about your life
Don't know much about your world but
Don't want to be alone tonight
On this planet they call earth.

You don't know about my past
And I don't have a future figured out
And maybe this is going too fast
And maybe it's not meant to last

(CHORUS)
But what do you say to taking chances?
What do you say to jumping off the edge?
Never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold, or hell to pay
What do you say?
What do you say?

I just want to start again
Maybe you can show me how to try
Maybe you could take me in
Somewhere underneath your skin

(CHORUS)
What do you say to taking chances?
What do you say to jumping off the edge?
Never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold, or hell to pay
What do you say?
What do you say?

And I had my heart beaten down
But I always come back for more, yeah
There's nothing but love to pull you up
When you're lying down on the floor, yeah
So talk to me, talk to me
Like lovers do
Yeah walk with me, walk with me
Like lovers do
Like lovers do

(CHORUS)
What do you say to taking chances?
What do you say to jumping off the edge?
And never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold, or hell to pay
What do you say?
What do you say?

Don't know much about your life,
And I don't know much about your world


(N/A: Ouçam também a versão de Glee dessa música, cantada por Lea Michele)

http://www.vagalume.com.br/glee/taking-chances-traducao.html

Ao final da canção, Damon se afastou, mas não a soltou. Liz olhou pra cima, e ele lhe sorriu.

“Não foi tão ruim assim, foi? Você nem pisou no meu pé!”

“Isso porque nós mal saímos do lugar, Damon!” ela retrucou, tentando parecer zangada. Mas a verdade é que, durante aqueles minutos, todas as suas preocupações pareceram distantes e o abraço de Damon era o lugar mais seguro do mundo.

Ela mordeu o lábio e se desvencilhou. Pegou o copo esquecido na lareira e tomou todo o whisky num só gole.

“Está querendo ficar alegre ou corajosa, princesa?” Damon indagou, sarcástico.

“Talvez os dois.” Ela pôs o copo vazio de volta na lareira e o encarou. “Damon, eu... queria me desculpar pelo que eu disse hoje mais cedo. Eu estava mal humorada e acabei descontando em você, da pior maneira possível!”

“Liz, você não...” ele tentou cortá-la, mas ela não deixou.

“Deixa eu terminar, por favor. Quando eu disse aquilo, eu estava zangada. Você tinha me beijado, e eu sabia que você estava dormindo com a Rose. Eu me senti usada. E me senti traída, mas por mim mesmo, meu corpo, minhas reações. Por mais que eu quisesse me afastar, eu simplesmente não conseguia.”

Ele deu um passo e lhe afagou o rosto. Ela fechou os olhos e aceitou o carinho. “Você não precisa se explicar.”

“Mas eu quero. Você não merecia ouvir tudo aquilo! Eu fui uma idiota!”

“Isso você foi mesmo.” Ela lhe socou o braço e ele riu, lhe segurando o pulso. “Mas, com você usando esse vestido, você pode falar tudo de novo se quiser.” Ele passou o dedo em seu ombro, seguindo a alça da peça. “Ele me desconcentra.”

“É porque ficou horrível! Está comprido demais, apertado demais...”

“Você é cega ou é louca?” ele perguntou, docemente.

“Vai ficar me xingando agora, é?” ela retrucou, sorrindo.

“Só estou querendo que você saiba que, quando você desceu por aquela escada, eu achei que nunca tinha visto alguém tão sexy!”

Ela abaixou a cabeça, mas ele ergueu-lhe o rosto, forçando-a a encará-lo.

“Você me deixou louco de desejo. Eu mal consigo me segurar. Por mim, esse vestido já estaria em qualquer outro lugar, e a única coisa que você estaria usando para cobrir o seu corpo seria...” ele parou, malicioso.

“Seria...” ela estava com a boca seca.

Ele aproximou o rosto do dela, e falou junto à sua boca. “O meu corpo.”

Ela engoliu em seco. Damon estava perto demais, o hálito quente lhe deixando tonta. “Mas se eu tirar o vestido, eu não vou mais estar sexy. Vou?”

“Eu estava me fazendo a mesma pergunta, princesa” Ele desceu a alça fina da peça por seu ombro. “E eu acho que só tem um jeito de descobrirmos.”

Notas finais
Sorry demorou tanto... mas a conexão tava uma merd@, eu não conseguia abrir nenhuma página e só consegui postar de madrugada! *humpf*

Valeu a pena esperar?

Beijos! Luv U!