Notas iniciais
Olá, gente. Estamos no capítulo 17... Mas descobri agora mesmo que isos aqui vai ter 21 capítulos, então temos mais uma semana da fanfic o/ Olha, gostei muito, muito, muito, MUITO desse capítulo. Afinal, temos o desenrolar do triângulo amoroso. Key ficará com JongHyun? Key ficará com Onew? Ou teremos um Jongyu? Veja neste novo capítulo de "Better Living Academy"!

– Jinki... Eu estou apaixonada por você – seus lábios formaram um gracioso biquinho ao formarem aquelas palavras tão doces.

Ela pareceu entender errado minhas intenções enquanto eu olhava seus lábios e selou-os aos meus, segurando minha cabeça entre suas delicadas mãos. Mal parecia aquela menininha envergonhada que me viera perguntar se podia conversar comigo por um minuto. Ofereceu-me uma caixa de chocolates e confessou seus sentimentos a mim, o rubor nunca deixando sua face, fazendo-a parecer realmente uma bonequinha loira.

Pus minha mão em sua cintura com o intuito de afastá-la de mim, já que seu corpo já estava colado ao meu pela pressão que ela fazia contra o meu, empurrando-me contra a parede, enquanto tentava aprofundar o beijo. Porém ela não se afastava e eu não queria usar minha força, obviamente maior que a dela.

– Luna... Desculpe-me, mas você poderia me soltar? – perguntei gentilmente quando consegui desvencilhar meus lábios dos seus.

Senti meu quadril ser envolvido por uma de suas pernas, fazendo com que o seu próprio encostasse-se ao meu. Suas mãos puxaram meu cabelo, revelando meu pescoço, o qual ela prontamente atacou.

– Não... – ela sussurrou em um tom divertido enquanto fazia o que queria com meu pescoço.

Minha mão livre – com a outra eu segurava a caixa de chocolates – encontrava-se ainda em sua cintura, tentando em vão separá-la de mim. Por mais que meu pescoço fosse um dos meus pontos sensíveis e aquele carinho fosse bom, eu ansiava outros lábios de encontro à minha pele, outras mãos puxando meus fios, outras pernas ao redor de meu quadril. Mas ela não parecia entender isso.

Senti meu corpo ser puxado com brutalidade, o que fez com que a caixa caísse no chão e os bombons se espalhassem pelo local.

– JongHyun, o que está fazendo aqui? – perguntou Luna com um tom irritado e pondo as mãos na cintura.

– Sai daqui, vadia. Meu assunto não é com você – largou meu braço, praticamente empurrando-me, o que quase me fez cair no chão.

– E o que estava acontecendo aqui não te diz respeito, seu monte de músculos. Olha o que você fez com os bombons que eu fiz — ela apontou para o chão, balançando o dedo indicador freneticamente.

– Que você que fez porra nenhuma. Você comprou na mesma loja onde comprou aqueles que deu ao Siwon. E só porque eu não quis te comer, você não tem que ficar dando em cima de qualquer um. Agora sai daqui, que eu já disse que você não tem nada a ver com a história. Piranha – JongHyun disse, expressando intensa irritação e raiva.

Luna bufou, indignada, e saiu andando a passos largos e ágeis, rapidamente se distanciando de nós.

– E você, imbecil? – pegou minha gola e encostou-me à parede, batendo minhas costas nela. – O QUE ACHA QUE TAVA FAZENDO? O QUE ACHA QUE TAVA FAZENDO COM O KIBUM?

– Eu não te devo satisfações do que eu faço ou deixo de fazer, JongHyun. Larga minha blusa – tentei empurrá-lo, mas ele afastou-me da parede apenas para empurrar-me de novo e mais forte.

– Escuta bem o que eu vou dizer. Só porque ele te deu uma ou duas vezes, não quer dizer que você vá poder brincar com ele, tá entendendo? Se eu não o fiz, você nem ninguém fará. Até porque, se eu brincasse com cada sentimento dele a cada vez que ele dormiu comigo, Jinki, faltariam sentimentos – ele cuspiu as palavras em minha face, o que me fez adquirir uma força que nem mesmo eu sabia que tinha, empurrando-o e pondo-o contra a parede, invertendo as posições.

– VOCÊ ACHA MESMO QUE NUNCA BRINCOU COM ELE, JONGHYUN? VOCÊ FALA DELE COMO SE ELE FOSSE ESSAS VADIAS QUE VOCÊ DORME POR AÍ – dei-lhe um soco no rosto, atingindo seu nariz. – Seu ridículo, nunca mais olhe para ele, nem toque nele, NEM PENSE NELE. OUVIU?

– VOCÊ É PATÉTICO, JINKI. VOCÊ ACHA MESMO QUE TEM TODO ESSE PODER SOBRE ELE? ACHA MESMO QUE VOCÊS TÊM UMA HISTÓRIA? ELE SÓ TE USOU. ELE SÓ TE USOU PARA SEXO, ASSIM COMO ELE FEZ COMIGO – seu rosto transbordava mais amargura e ressentimento que qualquer outro sentimento, o que me fez perguntar-me o por que de tanto e questionar se o que ele estava falando era mesmo verdade.

Mas, mesmo que fosse, eu não suportaria conviver com ela. Por isso, meti-lhe outro soco na boca para calar-lhe. Segurei-o ainda mais firme e cheguei bem perto de sua face, a ponta de nossos narizes se tocando.

– Ele nunca faria isso. Isso só prova que você não o conhece como eu o conheço, que você nunca se deu o trabalho de se aprofundar e ver além do que ele parece, JongHyun. Isso é a prova de que você não o ama – soltei-o e me afastei dois passos, vendo seu rosto se retorcer e ser desviado para esconder as lágrimas que lhe caíam. – Você não o merece.

– Não, Jinki. Talvez eu não o conheça como você o conhece, nem o ame como você ama – limpou as lágrimas e o sangue em sua boca e nariz, agora olhando para mim, totalmente desprovido daquela imagem tão masculina que ele ostentava; parecia apenas um menino perdido e a sinceridade em seu olhar fez-me prestar atenção em suas palavras. – Mas você já se machucou muito por ele. E uma pessoa muito especial me disse uma vez que a gente só deve lutar pelo que temos certeza de que vale a pena. Você acha que depois de todo esse tempo que você esperou por ele, depois de todo seu esforço e sua dedicação para com ele, mesmo sem esperar nada em troca, depois de todas as lágrimas que você chorou, toda a dor que você sentiu... Você ainda acha que vale a pena suportar tudo isso por ele?

Suas palavras acertaram-me em cheio e doeram tanto, que eu preferia ter sido acertado por todos os socos que ele poderia me dar. Desviei os olhos de seu rosto, que era tão chocante quanto suas palavras. Nunca pensei que veria uma parte tão frágil de JongHyun. Nunca pensei que ele sequer possuísse um lado assim. E, o pior de tudo, o que ele falava fazia sentido. A dúvida alojou-se em meu coração, como um veneno se mistura a algum líquido. Eu passei praticamente toda a minha vida ansiando por Kibum. Ela fora inteiramente sugada pela essência dele desde o minuto em que pus os olhos sobre sua imagem. E mesma ela me maltratando tanto, mesmo que longe de mim, eu ainda buscava-a cada vez que punha meu pincel em uma tela ou um lápis sobre o papel. Sempre esperava que ele se materializasse ali, em minhas obras. E, cada vez que isso não acontecia, sentia uma parte de mim morrer. E, mesmo assim, meu amor parecia apenas aumentar a cada dia. Quando o vi novamente, foi uma das melhores alegrias que eu já tivera em minha vida. Todos os nossos momentos, desde aquele no qual pus os olhos nele até quando eu descobrir que ele era um escritor, nosso primeiro beijo, nossa primeira vez... Tudo fora tão bonito, mas parecia ruir com apenas algumas palavras de JongHyun. Mas elas me fizeram perceber que eu nunca vivera em prol de mim mesmo, que sempre fora dependente da imagem de Key, quer ela estivesse por perto ou não. E eu me perguntava... Se realmente valia a pena.

– Eu falo isso, Jinki, porque eu já esforcei muito por alguém e ela me traiu com o Hyujae – sua voz atraiu minha atenção novamente, o que fez-me olhar para ele.

– Hyukjae? Aquele seu amigo? – perguntei, tentando de qualquer forma desprender meu coração de toda aquela dúvida tão insistente.

– Meu melhor amigo – agora era a vez de seu olhar ser desviado. – Eles tiveram um caso desde o segundo dia em que ficamos juntos. Então tenha cuidado. Porque eu não desejo essa dor nem para meu pior inimigo.

Balancei a cabeça, não querendo aceitar aquele fato. Dei mais um passo para trás, e outro, e outro, e outro, até perceber que estava saindo dali a passos largos, distanciando-me de JongHyun e toda a sua mágoa. Eu só queria arrancar suas palavras de meu cérebro, já que não podia simplesmente ignorá-las.

Só pelo que vale a pena... Mas o que vale a pena?


~*~


A pequenina joaninha traçava seu percurso do galho de uma árvore próxima, dando um pequeno salto, ativando suas asinhas, para alcançar o batente da janela. Andou por ali, explorando o novo território em busca de algo que eu não sabia o que era.

Assim como eu. Andava e andava, pulando de pensamento em pensamento, mas sem saber em que conclusão chegar. As palavras de JongHyun pulavam junto comigo entre meus pensamentos, perseguindo-me. E a dúvida mais parecia uma amiga de longe data.

Peguei a xícara na escrivaninha de meu quarto e bebi de seu líquido escuro, o que apenas fazia-me lembrar daquele de quem mais queria fugir. Abandonei o objeto na mesa, seu gosto tornando-se intragável a partir do momento em que o relacionara a ele.

De fato, eu era patético. Ficava estático, remoendo essas dúvidas e essas certezas tão conturbadas ao invés de enfrentar de frente meus desafios. Eu deveria confrontá-lo. Sabia que era o certo a fazer. Mas eu sabia que temia pela resposta que poderia ter. Temia pelas consequências que isso poderia acarretar. Mas, de qualquer forma, eu deveria tentar. E era a essa conclusão a qual chegara.

Levantei-me e abri a porta do quarto, andando rapidamente. Aquela determinação da decisão invadindo todo o meu corpo, dando-me mais energia que o café havia tomado, o que me içava para frente, cada passo mais acelerado. Até logo cheguei à porta do quarto que ele dividia com Taemin.

Parei de súbito. Havia me esquecido totalmente do atleta. Ele parecia tão machucado mais cedo. Não seria justo fazê-lo sofrer ainda mais, lembrando-o de todo esse drama com a minha presença. De alguma forma, tive compaixão pela dor de JongHyun, afinal ela me assolara por anos.

– JONGHYUN, ME SOLTA. PARA, TÁ ME MACHUCANDO – ouvi a voz de Key gritar através da porta, o que prontamente me assustou. – LARGA. JÁ DISSE PARA PARAR.

Em um átimo, abri a porta que me separava dos dois e me deparei com a cena mais nojenta e subversiva que poderia imaginar ver. JongHyun estava deitado acima de Key, forçando seu peso sobre o do menor, tentando tocá-lo com as mãos, com os lábios, enquanto o de baixo tentava se desvencilhar. Suas mãos estavam presas pelo pulso acima de sua cabeça pelas mãos brutas de JongHyun.

Seu rosto virou-se em direção ao meu, fugindo dos lábios do atleta. Seus olhos lacrimosos e desesperados encontraram os meus, como se pedissem socorro. Corri na direção deles prontamente, arrancando o corpo que o prendia na cama e naquele momento abusava de seu pescoço com os lábios e de suas partes íntimas com a mão livre. Joguei-o contra a mesa que ali se encontravam, na qual ele bateu com o abdômen e dobrou-se sobre si mesmo, abraçando a região. Rapidamente, vi-lo-ei e, enquanto puxava seus cabelos, desferia socos incessantes na área em que havia sofrido dano.

Eu havia avisado, havia falado para que nunca mais o tocasse e, cada vez que meu punha atingia seu corpo, era como se eu dissesse isso novamente. E ele apenas respondia com o cheiro de álcool impregnado em seu ser.

Não mais respondia por meus próprios atos e minha atitude comprovava isso. Nunca fora uma pessoa agressiva, mas, quando a cena daquele desgraçado tocando-o daquela forma vinha à minha mente, minha vontade era arrancar suas mãos, sua boca, sua vida.

– ONEW, PARA – a voz de Key gritou enquanto sentia seus braços envolverem minha cintura e me puxarem para a direção contrária a de JongHyun.

Relutei um pouco, ainda tentando bater nele, porém deixei-me levar pelas mãos de Kibum, que me puxavam para longe do atleta, que se encontrava de joelhos no chão, cuspindo seu líquido escarlate. Aquela cena promoveu-me uma estranha satisfação, pois ela, além de alimentar meu prazer estético, nutria em mim algo bom pelo fato de eu ter feito aquilo com minhas próprias mãos.

Key abriu a porta e puxou-me consigo, tirando-me do quarto.

– Key? O que aconteceu? – perguntou uma voz fina em tom preocupado.

– Sunny... – ele disse, seu olhar ainda assustado pelo episódio. – Cuide do Jong, por favor.

Puxou-me, ainda agarrado ao meu braço, mas agora parecia mais se apoiar em mim.

Andamos por um tempo sem rumo específico, até sairmos do prédio sem nem ao menos percebermos e andamos mais um pouco. O silêncio era intenso, mas eu percebia que ele fungava às vezes. Ainda chorava, talvez pelo choque da situação. E eu nem observá-lo conseguia.

Os poucos alunos presentes no campus no fim de semana estavam entretidos em seus livros, afinal as provas estavam bem próximas. Eles não prestavam atenção em nós, assim como nós ignorávamos suas presenças.

Parei ao perceber onde estávamos, reconhecendo aquelas árvores que formavam o pequeno bosque. Key também parou e, ainda agarrado ao meu braço, observou a beleza do lugar comigo.

Uma de suas mãos largou-se de meu braço e a outra deslizou por meu braço até a minha mão e entrelaçou as duas firmemente, com uma força que eu não achei que ele possuísse.

– Promete que isso nunca vai se desfazer? – sua voz perguntou com uma fragilidade que não condizia com a pressão exercida em minha mão.

Não respondi. Não sabia o que falar, pois ainda tinha minhas dúvidas. Senti seus olhos em mim, mas persisti observando os pássaros voando de uma árvore a outra, interagindo entre si.

– Jinki... – ele se pôs à minha frente, tocando meu rosto com a mão livre, obrigando-me a encará-lo. – Eu te amo.

Seus olhos agora transbordavam novamente, cheios de dúvidas. Mas as suas eram diferentes das minhas. As suas construíram-se em cima das minhas, tendo-as como fundamento, como base, e usaram seus anseios pessoais como cimento. E, assim, havíamos criado aquele muro que nos separava e impedia que nossos corações se encontrassem e pudessem viver em harmonia. Porém, aquelas três palavras derrubavam os tijolos que representavam minhas incertezas. Afinal, agora eu sabia que valia a pena lutar por ele, se ele também lutava por mim. E, como as minhas eram a base, os tijolos acima – as dúvidas dele – também ruíam, desmoronando o muro. Porque nosso sentimento era mais forte que qualquer muro idiota que tentasse nos apartar.

Com o braço livre, envolvi sua cintura, aproximando-o para que aqueles dois órgãos pulsantes que transbordavam paixão e desejo pudessem finalmente se encontrar e bater em harmonia.

– Eu sou seu espelho. O que você sente, eu sinto. Então, Kibum... Eu te amo – sussurrei próximo aos seus lábios e tomei-os docemente, acariciando-os com minhas palavras.

Muitas perguntas ainda estavam por ser respondidas. Mas as dúvidas já não eram mais ameaças. Agora apenas queríamos desfrutar daquela nova relação que ali surgia, apenas empurrando o pouco que nos afligia para um canto qualquer, mal sendo lembrado.

E, como uma circunferência, a vida é assim: tudo termina onde começa.


Notas finais
Antes de tudo, devo comentar: postei o primeiro capítulo da short fic de Super Junior que eu disse que ia começar após o término de BL's. O nome é "Beyond Lines and Paragraphs" (https://www.fanfiction.com.br/historia/229254/Beyond_Lines_And_Paragraphs) e é uma YeWook. Como ficou pronta antes do tempo, já postei o início, mas só vou atualizar quando terminar essa aqui! Espero que gostem ^^
É, gente. OnKey. O final é esse, por mais que desagrade a maioria. Não se preocupem com o Jong, pois uma surpresa aguarda por ele na segunda temporada, garanto. Por incrível que pareça, eu passei a amar intensamente o Jong depois desse capítulo. Não sei exatamente por quê, mas gostei dessa aparição dele. Acho que foi melhor que todas as outras. Aliás, gostaria de fazer um pedido: não odeiem o Key. Ele fez o possível para que isso não acontecesse, para que lágrimas não saíssem dos olhos nem do Jong, nem do Onew. E, por isso mesmo, ele terminou com o Jong. Para que não alimentasse falsas esperanças no coração do Dino. Onew levou a melhor nessa, pois o coração da nossa Diva sempre pertenceu a ele. Não faria diferença se o Jong entrasse no meio ou não, eles dois ficariam juntos de qualquer forma. Enfim, peço mais uma vez, não xinguem o Kibummie d.d Podem me xingar à vontade, mas o Kibum só queria o melhor para todos os três. Então, gente, é isso. Espero que, mesmo fugindo do gosto geral, vocês tenham gostado. Beijos ^^