Better Living Academy

13 O Ritmo do Descompasso


Notas iniciais
Olá novamente, meus queridos leitores. Sei que vocês têm todos os motivos do mundo para quererem me matar. Afinal, além de atrasar a postagem do meu próprio capítulo, demorei mais de uma semana para betar "Adaptation". Sério, não xinguem ou matem a Hero, porque ela não tem culpa. A CULPA É TODA MINHA T.T Eu esqueci de betar a o capítulo 5 dela, porque esqueci. E, quando ela me lembrava, eu falava que ia fazer mais tarde, porque estava ocupada fazendo o showcase do EXO ou alguma outra coisa relacionada a kpop. E eu não estava no clima para escrever no fim de semana. Sério, se eu escrevesse, ia sair algo horrível. Então, escrevi ontem e não consegui terminar. Terminei ontem de noite do meu celular e estou postando hoje. Desculpem-me!! Enfim, vamos ao que interessa: esse capítulo é MinHo's POV e tem um extra OnKey, que não seria preciso pôr em um novo capítulo, mas não era dispensável, pois vocês não entenderiam o próximo capítulo. O próximo também terá um extra. Well, espero que gostem. Enjooy (:

Um milhão de desculpas e possíveis motivos para o que eu havia feito ontem rodeavam minha cabeça. E nenhuma delas parecia plausível.

O fato era que eu o havia beijado. Dizer que não estava pensando naquele momento seria mentira. Mas dizer que minha razão estava em perfeito estado também era exagero. Então, eu não sabia exatamente o que havia acontecido. Nem o que estava acontecendo. Afinal, ao me lembrar de seus lábios indo de encontro aos meus, meu coração se aquecia de um modo que não o fazia há muito tempo.

Pus minha cabeça embaixo do chuveiro com água bem quente e deixei-me envolver por seu calor. Com os olhos fechados, aquela cena repassava em minha mente novamente. Ela não me deixava, nem que eu fizesse uma lobotomia. As provas bimestrais chegavam e eu estava com medo de isso atrapalhar meus estudos.

Até porque, eu não conseguira dormir de ontem para noite. Ontem eu não acreditava em sua inocência e hoje, já mudara de ideia. Com aquele pequeno gesto, pude provar de sua pureza. E seu gosto era inebriante.

Saí debaixo da água, puxando os cabelos para trás.

O que eu estava pensando? Que queria senti-lo de novo? Daquela mesma forma? Sim, era isso. Mas não podia. Há tanto tempo, eu era fechado para todos, para tudo. Não poderia mostrar-me tão fraco assim, cedendo a essa tentação tão estúpida.

Meus dedos traçavam linhas aleatórias pelo vidro embaçado do box. A temperatura elevada da água fazia com que todo o interior do box ficasse pouco visível, efeito que era reforçado por minha miopia avançada. Meus dedos vinham de lá para cá à medida que meus pensamentos circulavam em minha mente. E o principal foco era ele. Não podia ignorar o fato de que algo dentro de mim estava crescendo. Algo que eu pressentia que me mudaria desde o fundo do meu ser. Algo que eu não poderia mais impedir. Algo que talvez eu estivesse esperando todo esse tempo, mas não queria admitir para mim mesmo.

Suspirei e tirei meu indicador do vidro, observando sem pretensão o que havia saído ali.

“태민”*

Balancei a cabeça e joguei água nessa parte, fazendo aquele maldito nome ir embora junto com a água. Pena que eu não podia fazer o mesmo com meus pensamentos sobre ele.


~*~


– Então, podemos começar? – perguntei aos outros quatro presentes.

Havia convocado uma reunião com eles, pois o diretor havia me passado um relatório com os detalhes da tal boyband que ele queria que nós formássemos.

Estávamos na sala do Conselho Estudantil. Ela era composta por uma grande mesa retangular, onde, em um dos polos, havia uma cadeira, que era reservada ao Presidente – era onde eu estava sentado. Onew estava na cadeira do Vice-Presidente ao meu lado direito. Key sentava-se ao seu lado, seguido de JongHyun. Taemin estava na cadeira em frente à de Onew. Tentava me abstrair de sua presença ou ficaria assim como ele estava: corado e olhando para os próprios pés só de estar no mesmo recinto que eu.

Todos acenaram positivamente com a cabeça.

– Muito bem... – peguei os papeis grampeados e vi a primeira página. – O nome da banda é SHINee. Uma junção da palavra em inglês “shine” e o sufixo coreano “ee” (“que recebe a luz”). Em ordem decrescente de idade, “Lee Jinki: líder e vocalista. Apelido: ‘Onew’”. Aqui diz que “possui um bom tom e que, se houver afinação, poderá ter grande potência, segundo... pesquisas... efetuadas.”.

– “Pesquisas efetuadas”? – perguntou Key, seu tom indignado.

– Ele pesquisou nossas vidas – suspirei e abaixei a cabeça.

– Mas ele não tem o direito de fazer isso! – exclamou novamente Key.

– Eu sei disso, mas, de qualquer forma, não podemos ignorá-lo. Se não colaborarmos com isso, podem acontecer coisas piores do que nós sermos expulsos. Vocês sabem que ele é um homem muito influente não só aqui em Soo-Man. Temos que zelar pelos negócios de nossas famílias também – eu disse, mas a minha maior vontade era tirar satisfações com aquele crápula.

– Ganhar influência manipulando os outros é fácil – Key disse, encostando-se em sua cadeira.

Virei a folha, revelando o próximo integrante.

– Bom, continuemos... “Kim JongHyun: líder vocal. Apelido: ‘Bling Bling’” – mordi o lábio para não rir.

– Do que você tá rindo, idiota? – perguntou ele em um tom agressivo.

– Não escutei ninguém rindo aqui. Enfim, aqui diz que você fez aulas de canto até recentemente, pois sua mãe queria ouvi-lo cantar quando fossem viajar para sua casa de praia – ri e percebi pequenos risos vindos dos outros. – Quer que eu continue e diga qual era música ou você não quer uma palhinha para nós?

Seu rosto estava corado, mas eu não sabia dizer se era por causa da raiva ou pela vergonha. Key e Taemin tapavam a boca e Onew mordia o lábio.

– Se você tiver algum problema com isso, por que não resolvemos lá fora? – perguntou ele, se levantando.

– E o que você vai fazer com esse braço quebrado, “Bling Bling”? – perguntei, rindo mais abertamente.

Ele parecia se encaminhar em minha direção, mas Key levantou-se e segurou-lhe.

– Eu já te arrebentei uma vez. Mais uma vez não vai ser um sacrifício! – ele gritou.

– Ah, JongHyun, pelo amor de Deus. Vamos parar de bancar o machão? Senta logo aí – falou Key, empurrando-o para que caísse na cadeira.

Eu ri mais uma vez enquanto Key sentava-se. Era tão macho, que até Key poderia domá-lo sem problemas.

– Enfim, vamos ao próximo. “Kim Kibum: sub-vocal e rapper. Apelido: ‘Super Poderoso Key’”. Está escrito que você já fez aulas de canto e dança também – olhei-o, interessado, assim como Onew, procurando mais detalhe em sua face.

– É – ele respondeu simplesmente, sem expressão no rosto.

Pigarreei e continuei.

– “Choi MinHo: líder rapper. Apelido:...” – suspirei e xinguei o diretor internamente de todos os nomes que poderia imaginar.

– O que, MinHo? Qual o seu apelido? – JongHyun abriu um sorriso de satisfação.

Depois de um tempo, no qual eu ainda procurava mais xingamentos direcionados ao diretor. Estava tão concentrado nisso, que nem percebi a aproximação de JongHyun. Só quando senti as folhas sendo arrancadas de minha mão.

– “Apelido: ‘Carisma Flamejante’.” — ele riu abertamente. – Isso me é um pouco familiar, MinHo. E para você?

Olhei-o como se o ameaçasse se ele continuasse a ler aquele papel. Ele levantou a sobrancelha, como em desafio e voltou os olhos para o papel.

– Aqui também diz que você era um aluno muito dedicado no Clube de Dança do seu colégio no fundamental, mas que saiu sem dar explicações, não só do Clube como da escola também. Passou um ano em uma escola pública, onde não teve bons resultados, e depois veio para cá. O que houve para você abandonar a dança, “Carisma Flamejante”? Era muito inútil para você? Não tinha tanto... Carisma? – ele riu debochado.

Key levantou-se e pegou o papel da mão de JongHyun. Deu um tapa na cabeça do atleta.

– Seu idiota. Deveria pensar antes de fazer as coisas, sabia? Pode ter sido algo difícil para ele. Você não sente nada por ninguém além de você não? – bufou Key e me entregou o papel, puxando JongHyun para que ele sentasse.

Suspirei, ignorando o que acabara de acontecer. Ninguém precisava saber dos meus motivos para nada.

– “Lee Taemin: líder dancer e sub-vocal. Apelido: Maknae”. Aqui diz que você faz aulas de dança desde sempre – olhei-o, interessado, ignorando o rubor em sua face.

– S-Sim, meu irmão mais velho sempre foi muito ligado a atividades com o corpo. E ele sempre foi o orgulho da família. Então, desde que eu era pequeno, ele sempre me levava nos estúdios de dança e eu acabei pegando gosto pela dança – ele explicou, sorrindo ao lembrar-se de seus momentos com a dança.

Sorri também, como se vê-lo sorrindo fosse algo muito contagiante, muito importante para mim. E, de fato, eu não poderia negar, era.

– Então... Além disso, tem uma nota final que diz que há profissionais contratados para aulas de canto e dança e uma música e coreografia já prontas. Haverá ensaios todos os dias após as aulas com duração de duas horas. Também haverá nos finais de semana com duração de três horas nos dois dias. Ele diz que nós também não precisaremos nos preocupar com nossa vida escolar, porque ele vai garantir para que nós não tenhamos problemas em nenhuma das matérias.

– Ele já tinha tudo pronto. Aquilo foi só uma desculpa para esse plano ridículo. Com certeza, ele espera retorno. E um grande retorno – falou Key.

Balancei a cabeça positivamente.

– E não temos opção senão abaixar a cabeça e acatar. Ou as consequências podem ser grandes demais – suspirei.

– Desgraçado – murmurou Key, levantando-se. – Acabamos por aqui?

– Sim, podem ir – eu disse e todos se levantaram, dirigindo-se à porta, mas eu continuei no mesmo lugar.

– Taemin – chamei seu nome e ele se virou, assustado. – Pode fechar a porta? Gostaria de falar com você.

Ele corou, ficando tão vermelho quanto uma maçã, e fechou a porta atrás de si. Fiz um sinal para que sentasse na cadeira onde estava antes, o que ele fez rapidamente.

– Eu queria me desculpar por ontem. Agi por impulso sem nem ao menos pensar no que estava fazendo. Queria me certificar de que isso não mudaria nada entre nós – ajeitei os óculos.

– A-Ah... Não, claro que não vai mudar. Afinal, não foi algo que quiséssemos realmente fazer – ele sorriu levemente, desviando o olhar para seus pés.

– É, exatamente – menti.

Era algo que ele não queria fazer. É claro. Por que ele quereria?

– Err... MinHo... Por que não damos um passeio para aproveitar o feriado? – perguntou ele, olhando-me envergonhado.

– Por que não? – sorri.

Depois disso, fomos andando por espaços aleatórios do campus. Conversávamos desde as coisas mais banais até coisas mais sérias. Conheci muito dele nesse passeio e acredito que ele conheceu bastante de mim também.

Taemin era um menino muito esforçado, orgulho de qualquer família. Teve uma infância totalmente normal e feliz, embora não obtivesse uma condição financeira estável. Sempre estudou muito, embora se dedicasse muito à dança, tendo ganhado até alguns campeonatos. Era tudo o que eu seria se não houvesse sido atrapalhado no meio do caminho. Mas estava feliz por ele não ter visto o que verdadeiramente havia no mundo.

Quanto mais tempo passava, mais eu sorria e mostrava um lado meu que nem eu mesmo conhecia (e menos tinha necessidade de ajeitar os óculos). E ele também dava lindas exibições de sorrisos, totalmente inocentes e contagiantes. Contava-me, animado, de suas conquistas na escola e na dança e como ficou triste por ter que dar um tempo nisso para estudar. Mas parecia feliz agora por poder voltar a dançar, mesmo que em um grupo da escola.

– E você, MinHo? Também fez dança, não é? – ele perguntou, hesitante, depois de um tempo em que nós estávamos sentados embaixo de uma árvore.

– Sim. Mas não era algo tão importante para mim. Mas eu sou assim, sempre me esforço ao máximo em tudo que faço. Levo as coisas muito a sério e acabo transformando tudo em uma grande responsabilidade. Isso é um defeito, embora pareça o contrário.

– Entendi... Mas enquanto isso não trazer coisas ruins, será bom, não? – riu Taemin com os olhos apertados quase fechados.

– Tem razão — não pude deixar de rir também.

Passamos um tempo apenas olhando para a paisagem. O silêncio que nos envolvia não era desagradável, nem estava ali porque o assunto havia cessado. Apenas compartilhávamos da brisa gostosa que tocava nossas peles, dos ruídos delicados que o roçar das folhas provocavam... Da natureza que nos cercava.

– MinHo... – ele se virou para mim.

Olhei-o, esperando que ele falasse.

– Se nós somos só amigos... – ele pegou minha mão e pôs sobre seu peito, fazendo-me sentir as batidas aceleradas de seu coração. — O que eu faço com isso?

Olhei em seus olhos e ele parecia realmente querer uma resposta. Mas não havia o que responder. Eu não podia dar a resposta que eu queria dar – negar aquilo, falar para ele parar com essas coisas -, porque o meu próprio coração encontrava-se assim, se não pior.

Sem saber o que dizer, apenas abracei-o forte para que ele sentisse meu coração batendo descompassado no mesmo ritmo que o seu, para que ele sentisse meu sentimento.

Afinal, o que importava se nossos corações batiam fora de ritmo se batiam no mesmo descompasso?

EXTRA – Onew’s POV

Era como um ritual. Seus dedos maltratavam as teclas de seu notebook enquanto escrevia furiosamente. Seu cenho franzia cada vez que ele parava para pensar no que escreveria a seguir. Então, ele ajeitava os óculos e encarava a tela do computador como se esperasse que ele desse a resposta. Pegava seu copo de café na mesinha de cabeceira, tomava um gole, deixava o copo no lugar anterior e punha-se a escrever novamente. Então, quando o café acabava, ele estendia o copo para mim, sem falar nada, nem desgrudar os olhos das letras à sua frente. Sem reclamar, eu me levantava da cadeira ao lado da cama e pegava o copo, botando mais do líquido quente da garrafa térmica dentro dele. Voltava e dava em sua mão ainda estendida. Ele bebia e tudo se repetia.

Eu não me importava de observá-lo – na verdade, era um privilégio — , por mais que aquilo se repetisse várias e várias vezes até ele acabar. Afinal, eu sabia que aquilo era muito importante para ele.

Enfim, ele suspirou.

– Pronto, acabei – fechou o notebook e olhou para mim. – Desculpe fazê-lo esperar, Onew.

– Tudo bem – sorri e me encaminhei à sua cama, sentando ao seu lado e puxando-o para deitar a cabeça em meu ombro. – Gosto de vê-lo escrevendo. Você fica tão compenetrado no que está fazendo. Há uma paixão no seu olhar, embora eles pareçam frios. Parece um gato prestes a atacar.

Ele riu e virou-se de modo a deitar-se sobre meu corpo, rodeando minha cintura com os braços.

– Devo falar “raaaawrl” ou “miaaaau”? – ele perguntou, rindo.

– Primeira opção – sorri.

– Raaaaawrl – ele sussurrou em minha orelha e mordeu meu lóbulo, rindo logo depois.

Ri com ele e beijei o topo de sua cabeça.

– Tenho um pedido para fazer.

Ele levantou-se e olhou-me, cruzando os braços.

– Eu sabia. Uma pessoa normal não ficaria esperando por três horas...

– Duas horas e seis minutos.

– ... Se não quisesse alguma coisa.

– Você sabe que eu não esperei por causa disso. Eu esperei que você voltasse para mim todo o tempo que você ficou na França e não exigi nada quando voltou — levantei uma sobrancelha.

Ele suspirou e revirou os olhos.

– É, tem razão, desculpe — desviou o olhar e baixou o tom; ele odiava se redimir.

– Só se você fizer o que eu quero — testei-o.

– Aigo, está querendo demais — franziu o cenho.

Eu ri e puxei-o para que ficássemos na mesma posição de antes.

– Mas, Key, o que eu vou te pedir é algo muito importante para mim. Quero que você leve a sério.

– Estou ouvindo — ele disse e beijou meu pescoço.

– Tem certeza? — perguntei, rindo, sentindo meus pelos arrepiarem.

– Desculpe. Estou ouvindo mesmo — deitou a cabeça em meu ombro.

– Eu quero que você seja meu modelo para um ensaio de fotos para o Clube de Fotografia.

Ele levantou-se e encarou-me.

– Mas isso é algo muito íntimo para você.

– Por isso estou pedindo a você. Porque confio em você. E quero que você me conheça mais a fundo. E também porque tenho certeza de que não acharei tanta perfeição estética em uma pessoa só por aí.

Ele sorriu, mas senti que ele estava forçando-o. Desviou os olhos e levantou-se, arrumando alguns detalhes já arrumados em sua penteadeira.

– Qual o tema do ensaio?

Suspirei. Queria entender mais do que se passava com Key. Mas as deduções não vinham à minha mente. Qualquer pessoa que escutaria o que eu disse ficaria feliz. Mas ele não. E, além de não ter ficado, fingiu que ficou e fugiu do assunto.

– Seminu.

Ele deixou cair uma escova que segurava em sua mão.

– ENTÃO É POR ISSO? VOCÊ SÓ QUER VER MEU CORPO NU. SEU PERVERTIDO — Key pegou uma almofada e começou a bater em mim com ela.

– AAAAA, NÃO, NÃO É ISSO. PERVERTIDO É VOCÊ POR PENSAR ALGO ASSIM — tentava me desviar das travesseiradas.

Então, subitamente, ele parou.

– TÁ DIZENDO QUE MEU CORPO NÃO É O BASTANTANTE PARA VOCÊ TER DESEJO POR ELE? SEU IDIOTA. VOU ROUBAR TODO O SEU FRANGO QUE VOCÊ ESCONDE NO ARMÁRIO — começou a bater de novo.

– EU NÃO ESCONDO FRANGO NO ARMÁRIO. AISH, SEU BIPOLAR — agarro a almofada e jogo longe, pegando seus pulsos e prendendo-os na cama. — Mas é por isso que você me encanta.

Nossas respirações pesadas se misturavam quando expirávamos rapidamente.

Aproximei-me e tomei seus lábios com desejo para mostrá-lo que, sim, eu o desejava. Mais que tudo. De todos os sentidos.

Ele correspondeu e nossas línguas envolviam-se, sedentas pelo gosto um do outro. Logo estávamos sem ar e ele separou sua boca da minha, empurrando-me o peito. Afastei-me e sentei-me na cama, tentando recuperar o fôlego.

– Ok... Eu vou fazer isso. Acredito em você — levantou-se também e ajeitou o cabelo desarrumado.

Levantou-se e foi até o espelho da penteadeira, ajeitando a franja. Segui-o e abracei-o por trás, observando nosso reflexo no espelho.

– Você vai ficar lindo — eu disse, beijando levemente seu pescoço.

– Isso não é novidade — ele disse e jogou a franja.

– E eu não escondo frango no armário.

– Eu sei, seu idiota, estava só brincando – ele deu um tapa na minha cabeça. – Eu sei onde você esconde.

Seu sorriso tornou-se malicioso, como pude ver no reflexo, e mordeu o lábio inferior.

Pus um dedo sobre meus lábios.

– Shhhh, isso é segredo – rimos juntos e ele virou-se, procurando por meus lábios.

Beijamo-nos e logo seus cabelos estavam bagunçados novamente. Mas, pela primeira vez, ele não se importou com isso.

Notas finais
*"태민": Esse é o nome do Taemin em hangul, ideogramas coreanos ^^
So... Ainda querem me matar? Espero que não, hehe. Tenho que continuar viva para continuar a história e continuar a betar "Adaptation"!! Tivemos aí algumas menções ao segredo do MinHo e do Key. Sinto que a revelação do segredo do JongHyun e da nossa diva está bem próxima... Enfim, sinto também que o fim está chegando perto e o peso disso está ficando a cada capítulo mais pesado em meus ombros d.d MAS AINDA TEM A SEGUNDA TEMPORADA PARA COMPENSAR *todos comemora. Antes de encerrar aqui, eu queria fazer uma pergunta: qual música vocês gostariam que fosse essa que o diretor já tem pronta para o "debut" deles? Deixem nos reviews!Preciso da opinião de vocês, porque quero que vocês participem da história também ^^ Ah, se fosse single, seria mais fácil para mim, hehe. Obrigada desde já!! Well, well, espero que tenham gostado ^^ E AGORA VÃO LER A ATUALIZAÇÃO DE "ADAPTATION", PORQUE ACHEI ESSE CAPÍTULO TÁ LINDO E É O MAIS PERFEITO *-* Beijos e até semana que vem!!