Better Days

17 Capítulo 17


O cavalo. Apenas o cavalo. Era a resposta simples, direta, correta. Iria para casa, dormiria com seus sobrinhos, e no outro dia não haveria nenhum tipo de arrependimento, de sensação de que as coisas estavam rápidas demais. Ela via nos olhos de Darcy que a sugestão havia sido feita no impulso.

Mas Darcy não teve a coragem de retirar o convite, e Elisabeta não conseguiu pronunciar as palavras certas. Porque era perigoso. Estavam sozinhos ali, completamente sozinhos. Havia bebida e seu julgamento já não era perfeito. E havia ainda uma enorme vontade de esquecer os limites.

Por que o que poderia acontecer? Alguns beijos e provocações, mas certamente seriam maduros o suficiente para evitar qualquer outra coisa. Não porque seria errado propriamente, mas porque tinham um plano. Priorizariam o filho, não pensariam tanto sobre eles. Haveria tempo.

Seus olhos não se desgrudavam, e os dois tentavam argumentar com seus próprios pensamentos. Que não deveriam, que Elisabeta deveria apenas ir embora. Porém, o silêncio se instalou rápido demais, e eles estavam travados naquele impasse. E foi Elisabeta quem fez uma careta e falou primeiro.

— Será?

— Por que não? – Darcy sorriu. – Já estamos aqui.

— Eu não sei... – ela também sorriu.

— Não vai acontecer nada, está bem? – ele acariciou o rosto dela, e o arrepio que passou pelos dois desmentia completamente aquelas palavras.

— Eu realmente sinto falta daquele vinho. – Elisa revirou os olhos.

— Então vamos. Eu posso levar você pra casa mais tarde. – o sorriso dele era charmoso.

— Darcy, Darcy... – Elisabeta alargou o sorriso. – Você sabe me convencer a fazer o que eu não devo.

— Eu? Que injustiça, Elisa. Me deixe só recolher as coisas...

Eles andaram em silêncio até a fogueira, e Darcy começou a recolher as toalhas que estavam espalhadas pelo chão. Mas quando foi recolher a última delas, Elisabeta o impediu.

— Deixe aqui, está uma noite bonita. Podemos beber olhando as estrelas. – ela piscou, sentando-se.

Darcy sorriu, e em seguida entrou em casa, voltando minutos depois com a garrafa e duas taças. Sentou-se ao lado de Elisabeta, mas sem encostar em seu corpo. E então serviu a bebida, entregando-a para ela.

— Um brinde. – ele propôs. – As estrelas do Vale do Café.

— Um brinde ao céu da Fazenda Ouro Verde. – ela ecoou, batendo sua taça na dele. – Tinha esquecido o quanto era bom. – suspirou, após beber um gole.

— Sempre foi seu preferido. Lembra-se de quantas vezes atacamos o estoque de Lorde Williamson? – Darcy riu.

— Hoje penso que deveríamos ter sido menos modestos. Me sentiria quase vingada de ter bebido todo o vinho de seu pai.

— Nunca fizemos uma boa combinação com bebida. – Darcy olhou nos olhos dela.

— Fazíamos uma ótima combinação. – Elisabeta sorriu, sugestiva. – O problema sempre esteve nos limites esquecidos.

— Costumávamos fugir muito das festas, se me recordo com clareza.

— Sim, especialmente das festas desta mesma mansão. Eu deveria ficar envergonhada apenas por lembrar.

Darcy não resistiu ao impulso de aproximar-se dela, e Elisabeta não recuou ao sentir o calor dele atingir seu corpo. Não estavam sequer encostando um no outro, mas Elisabeta sentiu o ar faltar.

— Você nunca se envergonhou. – ele sorriu. – E nem deveria. Era apenas amor.

— Amor e os calores que você me fazia sentir. – Elisabeta também sorriu.

Mas seus olhares se encontraram novamente, presos a magia que os envolvia. Darcy suspirou, com a pergunta dançando em seus lábios.

— Fazia? – disse, sério.

— Faz. – ela sussurrou. – E a culpa sempre foi sua.

— Minha? – o tom de voz dele também era baixo. – Você me provocava até que eu perdesse o controle.

— Só o provocava porque você passada me dizendo coisas proibidas.

Eles atraíam um ao outro. Seus corpos pendiam em direção do outro, mesmo que não tivessem a intenção de fazer aquilo. E estavam sérios, os dois. Suas respirações já um pouco aceleradas, os corações definitivamente acelerados.

— Eu só dizia o que queria fazer com você. – Elisa mordeu o lábio ou ouvir essa frase. – Você é quem me pedia pra fazer.

— Você sempre foi convincente, Darcy Williamson. – ela abriu um sorriso contido.

— Eu gostaria de convencê-la agora. – Darcy continuava sério.

Ela poderia afastá-lo, fazer qualquer brincadeira, desviar o assunto. Mas as palavras pularam antes que ela pudesse evitar.

— A que?

Darcy passou o indicador pelo braço de Elisabeta, delicadamente, causando arrepios no corpo dela. Elisabeta fechou os olhos com aquele toque breve. E então ele o repetiu, arrancando um suspiro dos lábios entreabertos dela. Ele sentou mais perto, abrindo as pernas. Elisabeta ficou entre elas, uma das pernas dele pedindo espaço entre as dela.

Dessa forma, a boca dele ficou quase colada ao ouvido de Elisabeta. Darcy encostou a testa na têmpora de Elisa, cheirando seus cabelos. Ela relaxou um pouco o corpo, apoiando suas costas no joelho dobrado de Darcy. Ele aproveitou a deixa para levar uma das mãos aos cabelos dela.

Darcy segurou os cabelos de Elisabeta como uma garra, expondo sua orelha, seu pescoço. A respiração dele a atingiu naquele ponto, os lábios de Darcy estavam quase em contato com sua pele. Cada vez que ele soltava o ar, Elisabeta continha um gemido. Uma das mãos dela segurou o outro joelho dele.

— Eu achava que era difícil viver sem você. – ele sussurrou. – Mas é muito mais difícil viver com você, sem poder te tocar.

— Darcy... – ela suspirou, mas isso apenas fez com que ele se aproximasse mais, o peito dele batendo na lateral do corpo dela.

— Não diga meu nome assim, Elisa. – Darcy respirou fundo.

— Por que não? – Elisa sussurrou.

— Porque você quase não me chamava pelo nome. – ele não resistiu e mordeu de leve uma parte da orelha dela. – Exceto quando estávamos só nós dois, quando você estava embaixo de mim, em cima de mim, quando eu beijava seu corpo.

— Darcy... – ela repetiu, involuntariamente, e a mão dele que estava livre foi para a perna dela.

— É impossível não pensar nisso toda vez que você fala meu nome.

— Você não está me ajudando. – mas ela aproximou-se dele mesmo assim.

Darcy engoliu em seco, puxando de leve os cabelos dela, quando o corpo de Elisabeta tocou sua ereção. Nunca desejara tanto aquela mulher, não quando parecia que não tivera nenhum alívio nos últimos anos. E se fosse sincero, um beijo de Elisabeta tivera efeito maior do que uma noite completa com outra mulher.

Foi com esse pensamento que os lábios dele tocaram o pescoço de Elisabeta, em um movimento rápido. Sua língua tocou a dela, e Elisabeta cravou as unhas na coxa de Darcy, a outra mão segurando a dele por cima de sua própria perna. Era um movimento érotico, provocativo, que fazia com que ela pensasse na boca de Darcy em outras partes de seu corpo.

E ali morava seu receio, porque o corpo de Darcy fazia o dela arder. O beijo, duas semanas antes, reacendera nela desejos que foram deixados de lado por muito tempo. Por isso, sentir o corpo de Darcy perto do seu era tortura. Todas as sensações que costumava sentir eram intensificadas.

A mão de Darcy começou a subir por sua perna, levando sua saia junto, e logo ele encontrou parte de sua pele, afundando os dedos ali. Darcy continuava beijando seu pescoço, sussurrando seu nome, e Elisabeta tinha consciência total do corpo dele colado ao dela, aquecendo tudo a sua volta.

Elisabeta não resistiu mais, e quando os lábios de Darcy desencostaram de sua pele por alguns segundos, ela virou-se para ele. A boca dele estava entreaberta, preparando-se para uma nova investida, mas o que Darcy encontrou foram os lábios macios de Elisa contra os seus, antes que ela mordesse o lábio inferior dele.

Ela segurou o rosto dele com as duas mãos, em seguida segurando os cabelos dele, e sal língua tocou a de Darcy. Ele a dominou sem dificuldade, segurando-a pela cintura e a fazendo ficar de joelhos. Darcy deitou-se, puxando-a por cima dele, e suspirou quando sentiu toda a extensão do corpo dela tocar o seu.

Girou rapidamente, ficando por cima dela, usando um dos joelhos para separar as pernas de Elisabeta. Sua língua brincava com a dela, enquanto Elisabeta o arranhava levemente por cima da camisa. As mãos dele começaram a passear pelo corpo dela. Uma delas segurou um dos seios com firmeza, enquanto a outra buscou a barra do vestido dela.

Elisabeta sentiu Darcy subir seu vestido e a saia da combinação, mordendo-o novamente ao sentir os dedos dele se afundando em uma de suas nádegas, a puxando para ele. Darcy roçou os quadris na intimidade de Elisa, fazendo-a suspirar. Beijou novamente o pescoço dela, e sua mão já buscava qualquer entrada no tecido que pudesse expor seus seios.

A mão dela segurava os cabelos dele, e embora não comandasse seus movimentos, ela o prendia contra seu corpo, não deixando que a boca de Darcy a deixasse. Deixou escapar um gemido alto quando os dedos de Darcy encontraram seu mamilo, e logo a boca dele tomou conta da tarefa.

Era eletrizante e quase angustiante o que ela sentia, a necessidade de que Darcy a tocasse em todos os lugares, que fizesse seu corpo todo arder. Um pensamento de que talvez não fosse o momento certo tentou romper aquela bolha de prazer, mas Darcy sugou seu mamilo e impediu que ela raciocinasse.

As mãos de Darcy levantaram completamente as saias de Elisabeta, deixando apenas um fino tecido cobrindo sua intimidade. Elisa mordeu a própria mão quando Darcy desceu por seu corpo, e começou a morder sua coxa, delicadamente. A língua dele molhava o tecido.

Ele aproximou-se da região que queria, e seus lábios se fecharam ali. Sua língua brincava com o tecido, e mesmo sem senti-lo totalmente, Elisabeta gemeu alto. Quando ele repetiu o movimento, Elisabeta sentiu que explodiria a qualquer momento, mesmo com um toque tão indireto.

Elisa o puxou pelos cabelos, e quando os olhos dele encontraram os dela, o chamou. Darcy cobriu o corpo dela com o dele novamente, e Elisabeta quase sentiu falta dos carinhos, mas Darcy substituiu sua boca com uma das mãos. Ela o beijou novamente, rapidamente.

— Darcy, vamos... – ela tentou formular uma frase. – Seu quarto.

Darcy não pensou duas vezes, e levantou-se com Elisabeta grudada a ele. Ela passou uma perna por cada lado de sua cintura, e Darcy a segurou sem dificuldade. A beijou novamente, tentando guiar-se pelos jardins. Subiram as pequenas escadas da varanda com dificuldade, e Darcy a grudou na porta.

A roupa de Elisabeta estava completamente fora do lugar, e Darcy novamente sugou seu seio. As mãos dele desceram para as nádegas dela, e ele pressionou os quadris contra a intimidade de Elisabeta. Os dois gemeram com o contato, o que deu coragem para Darcy seguir seu caminho.

Ela beijava o pescoço dele, enquanto Darcy subia as escadas da mansão, enquanto ele a apertava contra seu corpo. Quando finalmente fechou a porta de seu quarto, Darcy caminhou com Elisabeta até a cama. O quarto estava escuro, e nenhum dos dois conseguiu se afastar para iluminar o ambiente.

As mãos dela foram rápidas dessa vez, abrindo os botões da camisa de Darcy. Ele já desamarrava e desabotoava o vestido dela, e aos poucos as camadas de tecido foram retiradas. Quando Elisabeta estava completamente nua, Darcy deixou sua boca, e começou a explorar seu corpo.

Cada beijo fazia com que Elisabeta ficasse mais consciente de sua necessidade, de seu desejo. Mas as mãos dele eram fogo, ao mesmo tempo em que eram gentis. Darcy beijou sua intimidade, a penetrando com um dos dedos, e quando sentiu Elisabeta relaxar um pouco mais, acrescentou mais um.

Seus movimentos eram rítmicos, e por mais que desejasse juntar seu corpo ao dela, Darcy era paciente. E sabia todos os caminhos que levavam ao prazer da mulher que sabia que era dele. Surpreendeu-se, ainda assim, quando o nome dele saiu dos lábios dela e uma onda de prazer passou por Elisabeta, muito mais rápido do que lembrava-se.

Mas Darcy não reclamou, e fez seu caminho inverso, beijando sua barriga, seus seios, seu pescoço. Beijou novamente a boca de Elisabeta, e sua ereção já tocava a entrada dela, fazendo os dois suspirarem com a necessidade. Darcy segurou Elisabeta pela cintura, guiando-se para dentro dela.

Foi como se os últimos anos não existissem, ao mesmo tempo em que os dois sentiram que finalmente estavam completos, depois de tanto tempo. Darcy se movimentou contra ela, lentamente. Queria que aquele momento durasse para sempre, queria aproveitar cada segundo.

— É muito bom estar com você novamente, minha menina. – ele sussurrou no ouvido dela.

— Você não sabe o quanto, meu amor. – ela respondeu, mordendo de leve o ombro de Darcy.

— Me dê essa noite inteira. – ele pediu. – Eu sei que amanhã vamos voltar ao nosso acordo, mas me dê essa noite.

— Darcy, meu corpo é seu, sempre foi seu. – Elisabeta mordeu a orelha dele. – Amanhã é outro dia.

— Eu te amo, Elisa. – Darcy mordeu o pescoço dela. – Amo sua alma, seu corpo. Amo tudo em você.

E com essa declaração Darcy acelerou o ritmo, em estocadas certeiras. Acariciou o corpo de Elisabeta, todos os pontos certos, os pontos tão dela. E ouvi-la chamar seu nome, com a respiração acelerada, era afrodisíaco. Derramou-se nela com um gemido alto, e logo inverteu suas posições, a puxando para seu peito.

Acariciou os cabelos de Elisabeta, beijou suas mãos, até que os dois pudessem pensar novamente, lembrar-se de onde estavam, de quem eram.