Notas iniciais
Boa leitura amores ;D

– Ótimo, daqui a pouco eles devem chegar — disse Polly espiando pela janela da sala de Mary.

– Sai daí sua maluca – Mary a puxou pra baixo pela saia que usava – Eles não podem desconfiar de nada. O que vão pensar se te virem praticamente pulando da janela para ver melhor?

– Precisamos mesmo fazer isso? Qual a necessidade?- perguntou Deli equilibrando-se em cima do banco de madeira enquanto tentava fixar a barra de ferro na sala de Mary, usava um short curto de ginástica que deixava as pernas malhadas a mostra e uma regata que valorizava seus seios.

– Deli, você gosta do Patrick – disse Polly e interrompeu a pequena mulher antes que a mesma pudesse falar algo – Não adianta negar.

– E você gosta do João, não adianta negar – disse Deli – Mas não estou falando disso, quero dizer, qual a necessidade de me por aqui? Eu sou a mais baixinha tendo que arrumar algo no teto! Por que não arrumam alguém do sexo oposto para esse “serviço braçal”?

– Nós só queríamos ver suas coxas, ta sarada hein amiga?- disse Polly rindo.

– Mas eu concordo com a Deli – disse Mary, o dedo indicador martelando o queixo, pensativa – Meu vizinho da frente, que eu não sei o nome, é ótimo para esse serviço, e para outras coisas também.

As duas amigas ficaram boquiabertas enquanto Mary sorria maliciosamente.

– Olha, olha, olha!- Polly praticamente pisoteou as amigas enquanto chegava até a janela para poder ver melhor, depois se virou e sussurrou, como se os homens no apartamento ao lado pudessem ouví-la – Eles chegaram.

– Mary, chama seu vizinho bom de cama lá, rápido!- disse Deli descendo do banquinho num pulo e juntando-se a Polly.

Seus olhos se fixaram em Patrick, que usava uma calça jeans surrada, apenas uma camisa salmão por cima, e aquele sorriso, aqueles lábios. Deli queria aqueles lábios tão... Perfeitos. Queria poder beijá-los enquanto acariciava os cabelos da nuca do mesmo.

Que ridículo, ela parecia uma garota apaixonada.

Mary voltou alguns minutos depois, seguida por um homem alto, musculoso, que trazia consigo uma caixa de ferramentas.

*

– Cara, olha quem ta lá – disse João olhando pela janela de Aaron, diretamente para as garotas no apartamento ao lado, seu olhar parou em Polly, tão linda, usava uma saia rodada floral ate os joelhos e uma blusa básica branca, os cabelos presos em uma trança.

– Quem?- Patrick se aproximou da janela, imediatamente seus olhos captaram o movimento de um maço de cabelos cor de cobre caminhando nervosamente pela sala.

Era ela. Deli. Como ele queria chamá-la de sua. Sua Deli. E ali estava ela, no apartamento ao lado, com um short jeans que valorizava tanto seu quadril redondo quanto suas coxas grossas, e uma regata preta que definia seus seios fartos, o cabelo agora preso num rabo de cavalo quase inútil, já que a grande maioria, como era curta demais, estava solta.

– Parece que elas têm companhia – comentou João um pouco desanimado olhando para o homem alto dentro do apartamento de Mary, que conversava animadamente com as três mulheres, não usava camisa e, de onde eles estavam, não era possível ver que ele estava ajustando a barra de ferro e não... Bom, não fazendo outras coisas, tipo o que Deli fizera na noite anterior.

Patrick se sentiu um pouco aliviado, afinal, não perderia um strip-tease, já que Deli estava bem ali, no apartamento ao lado, conversando com aquele sujeito.

Aaron bufou juntando-se aos amigos para espionar as mulheres, seu olhos fuzilavam o homem dentro do apartamento, uma pequena parte de seu cérebro focava Mary sentada com as pernas cruzadas, o vestido dando uma ótima vista.

– Aquele cara é um idiota – disse ele por fim, dirigindo-se ao bar no canto da sala e virando a garrafa de uísque em sua boca, depois ofereceu aos amigos.

– Vamos jogar – disse João sentando-se a mesa.

*

– Eles estavam espionando – disse Polly assim que o homem, chamado Marcus, saiu do apartamento.

– Eu vi – disse Mary ainda olhando pela janela.

– Patrick estava lá também?- perguntou Deli.

– Uhum – disse Polly – Os olhos grudadinhos em você.

Deli se sentiu corar, não resistiu a dar uma espiada pela janela, mas não conseguia ver Patrick.

– Então, o que nós vamos fazer?- perguntou Polly sentando-se no sofá.

– Decidam um jogo, eu vou preparar uma caipirinha para nós – disse Mary indo em direção a cozinha.

– Nada de apostas – disse Deli.

– Ok – disse Polly – O que tem em mente?

– É para provocar?- Deli perguntou arqueando uma sobrancelha.

– O máximo que conseguir — disse Polly maliciosamente – Mas eles estão entre amigos, não vamos constrangê-los.

– O castigo é um strip-tease – disse Deli.

– Não esta com seu robe esta?- perguntou Polly.

– Estou. Ta dentro da mala, por quê?- perguntou Deli.

Polly se levantou sem dizer uma palavra e pegou o robe da bolsa de Deli, caminhou lentamente até a janela e o jogou.

– Polly!- Deli correu ate a janela, mas tudo que conseguiu ver foi seu robe caindo, caindo, até chegar à calçada.

*

– Puta merda já tão tirando a roupa?- perguntou João se aproximando da janela.

Patrick e Aaron se juntaram a ele num pulo, tudo que viram foi Deli escorada na janela olhando a peça de roupa cair, seus seios prensados por suas mãos. Depois a pequena mulher fingia dar tapas em Polly.

Quando os dois voltaram a mesa notaram que Patrick não estava mais ali. O homem voltou alguns minutos depois, o robe azul celeste em suas mãos, ele o cheirava imaginado um dia estar perto o suficiente de Deli para sentir seu cheiro como ele sentia agora.

– Cara, você é retardado?- perguntou Aaron.

– Quem me dera uma peça de roupa da Polly – comentou João.

– Que tal fazermos uma aposta?- perguntou Patrick arqueando uma sobrancelha.

Notas finais
Olhem, eu sei que meus capítulos são curtinhos, mas é que é uma leitura fácil e divertida (eu espero), então... é isso, divirtam-se