Notas iniciais
Eu juro que tentei escrever isso mais cedo, mas não deu, eu tinha começado escrever (300 palavras) com um capítulo na visão do Thiago, mas ficou uma bosta e acabei desistindo. E voltando com a ideia inicial de ser os capítulos só na visão da Jenny. E eu, realmente, não sei quando irei postar novamente. A faculdade começou e agora tá ficando um pouco mais apertado, porém, contudo, todavia eu irei arrumar um tempinho pra escrever.

As frases ditas pelo professor passavam pela minha cabeça sem muita importância, eram parte de apenas um discurso dito quase todos os anos com um mesmo quesito assustar os alunos, mas ninguém se assustaria mais, aliás, a maioria dos presentes sabia aquele discurso de cor e salteado. Coçava-me para não virar e encarar um rosto novo, ele me atraia como se fosse um imã e eu um mero ferro. Você é forte, você pode aguentar. Dizia para mim, eu ouvia indefesa algumas garotas cochichando sabia exatamente o motivo de tal fofoca, o garoto novo.

E assim foi durante as primeiras aulas, o professor começava a falar sobre as provas e com elas suas datas para aquele bimestre, e havia seu método avaliativo, anotava aquilo no automático como se aquilo não fosse necessário e era muito importante, mas meu corpo parecia que aquilo era irrelevante quando se tratava do garoto com olhos castanhos. Em questão de segundos ouvi o sinal tocar, e como se tivesse aberto as portas da prisão todos saíram correndo. E como sempre eu fiquei arrumando a minha mochila, quando estava prestes a levantar notei que não estava sozinha como sempre, Thiago passou em minha mesa e se abaixou como se fosse pegar algo do chão, mas não havia nada ali, não estava assim tão distraída ou estava?

Balancei a cabeça um pouco confusa e olhei para ele, arquei a sobrancelha e ele apenas deu de ombros com um sorriso de lado, que tenho certeza absoluta que enlouqueceria qualquer garota. Desviei o olhar do seu sorriso para sua mão que segurava um papel, e que logo me entregou o mesmo. – O que é isso? – Minha curiosidade assume. E vejo apenas mais um sorriso e seus passos indo cada vez mais longe da sala.

Desdobrei a folha imediatamente ansiosa pelo que tinha ali e me deparei com sua caligrafia. “Deixe a sua janela aberta hoje.” Abri um sorriso. – Você é idiota mesmo. – Disse alto demais, eu deveria apenas ignorar isso, mas não conseguia, era Thiago, era difícil recusar o meu melhor amigo.

– Por que eu seria idiota? – Uma voz desconhecida disse, virei estática e amassando a folha até formar uma bolinha. E encarei por um momento o garoto novo. – Você não, eu estava falando sozinha. Quer dizer, eu estava falando comigo. – Pude sentir minhas bochechas esquentarem e virei o rosto para que ele não pudesse notar. E ouvir uma gargalhada e me virei para ver o desconhecido rindo da minha cara. Peguei a mochila e pus no ombro para sair da sala.

Ouvi passos apressados atrás de mim e apenas ignorei aquilo, não era palhaço para rirem da minha cara. – Espera. – Falou com dificuldade, escondendo uma risada. – O que foi? – E naquele momento eu me arrependia de ser tão curiosa. Virei-me para ver um loiro com um sorriso no rosto e me tirando qualquer irritação que tinha, como em poucas horas um total desconhecido havia tanto domínio sobre mim? – É que me mandaram avisar... – Ele parou por um momento soltando uma risada, e fazendo toda minha irritação voltar novamente, fazendo minha cara se fechar novamente. – Logo eu, um aluno que não conhecia ninguém, avisar para quem quer que esteja na sala, enfim, pra dizer que depois do intervalo estamos liberados.

Então era isso? Eu dei um aceno e segui em direção à cantina, esperava encontrar minhas amigas ali, mas parecia que todos entenderam o recado errado e foram embora, dei de ombros ignorando o ronco do meu estomago e segui andando até o ponto de ônibus.

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A casa estava vazia como imaginava, seria um ótimo momento para o Thiago aparecer, mas duvidava muito que aquilo aconteceria nesse horário. Balancei a cabeça tentando tirar aquilo da cabeça. Corri até o meu quarto largando a bolsa no chão e tirando o uniforme, coloquei uma roupa qualquer e desci novamente pra a sala, me joguei no sofá e acabei passando o dia inteiro comendo besteiras e vendo qualquer coisa na TV.

E só me levantei de fato quando ouvi o barulho do carro e os gritos dos meus irmãos, minha mãe havia trazido uma pizza. Em questão de milésimos de segundos meu sorriso brotou em meu rosto. – De calabresa? – Perguntei com as sobrancelhas erguidas e tirando imediatamente a pizza de suas mãos, ela apenas concordou com um aceno e assim segui até o balcão da cozinha. Não me importei muito de pegar prato e talheres, abri a tampa, inspirei aquele cheiro maravilhoso. Comi uma, duas e quando iria para terceira fatia. – Deixe para os seus irmãos. – Bufei largando o terceiro pedaço e virei para ela, com um bico formado nos lábios. – Mas é a minha preferida. – Choraminguei, mas não resultou em nada, apenas em uma risada da minha mãe indo até o meu lado e pegando a minha terceira fatia. – Vá chamar seus irmãos.

Corri até o quarto deles e me deparei com uma cena o quanto que engraçada, mas acabei deixando que não tinha visto aquilo. – Pirralhos, tem pizza pra vocês. – Gritei enquanto entrava em meu quarto. Fui até a janela e abri, sabia que a qualquer momento o meu vizinho poderia entrar.

E foi isso que aconteceu, nem passou dez minutos, viu um Thiago com um sorriso de vitória no rosto. – Pensei que estaria fechada... – Confessou se aproximando e sentando ao meu lado. Eu fiquei calada encarando a janela. – Ainda está brava? – Perguntou com uma incerteza presente em sua voz, eu apenas revirei os olhos, claro, que eu estava, não poderia esquecer o que ele não fez. Suspirei e virei pra ele. – Você, realmente, não se lembra ou apenas se faz de idiota?

E o silêncio se estacionou ali, e me virei para encarar o moreno que estava ao meu lado, ele apenas devolveu meu olhar e sorriu. – Eu não poderia me esquecer, por que acha que fui com você? – E tudo fez sentido, de uma forma estranha ele foi comigo até a escola, entrou na sala. Ele havia cumprido a promessa, mas não dá forma que eu queria e eu continuei calada esperando que ele explicasse mais. – Eu não poderia deixar tudo que construi pra trás, acabaria comigo e com você. E não sabia de uma forma melhor para tentar cumprir, e conseguir somente isso. E me desculpa.

Apenas sorri tentando evitar que as lágrimas viessem e por um tempo consegui, mas senti algumas descendo pelas minhas bochechas e logo abraçando o garoto na minha frente. – Você está desculpado. – Sussurrei baixinho querendo nunca mais sair dali, sentindo seus braços em volta de mim e seu beijo no topo da cabeça, logo sentir sua cabeça na curva do meu pescoço, naquele momento esqueci o acordo, completamente de tudo. Ali me sentia segura e desejava viver sempre dentro daquele abraço.

Notas finais
TALVEZ, eu consiga postar um amanhã, no caso hoje, mas eu ainda não dormi hahaha Amo vocês
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.