Best Thing I Never Had
15 Inesperado
Notas iniciais
Enquanto isso Layessa e Akira:
O casal curtiu o show junto, quando terminou a jovem já sugeriu irem embora, porém Akira viu alguns conhecidos dele e foi conversar com o pessoal e não deixou de apresentar a jovem.
- E aí Akira não vai apresentar a menina? Indaga um garoto um tanto quanto ‘’alegrinho’’ demais devido a bebida.
- Vou sim Tiago, essa é a Layessa, mas pode tirar ‘’o cavalinho da chuva’’ que ela é minha namorada!
- Que droga hein... Quer dizer... Aí Layessa você tem uma irmã? Indaga o jovem olhando pra garota que responde:
- Tenho sim, mas ela não tá morando aqui em BH.
- Não tem problema, passa o endereço que eu vou lá. Responde o jovem.
Layessa ri e diz:
- Quem sabe da próxima.
- Pô Akira, sua namorada não quer ser minha cunhada...
- Por que será né Tiago? Indaga Akira de forma irônica fazendo os outros presentes rirem, eles conversam mais um pouco e após algum tempo todos resolvem ir embora, Layessa quando vê que não tem nenhum dos amigos do garoto por perto indaga:
- Então é pra valer? Sou sua namorada mesmo?
- Claro que é! Achou que ia escapar de mim?
A jovem ri, mas diz:
- Akira, na boa, quero saber se é sério mesmo, porque não quero entender errado e...
- Layessa, eu ‘’tô’’ falando sério, quero ficar contigo pra valer. Responde Akira passando a mão no rosto dela.
A garota o beija e ao se separarem ela diz:
- Você não sabe como estou feliz em ouvir isso.
Os dois caminham abraçados, até chegarem ao carro dele, porém ouvem:
- Vou ter que estragar a noite do casalzinho!
Quando olham pra frente veem dois homens mal encarados, Akira coloca Layessa atrás dele e indaga:
- O que é que vocês querem?
- Simples, queremos seu cartão de crédito e essa camisa sua aí que parece ser de ‘’bacana’’. Diz um deles.
- Não mesmo! Exclama Akira que parte pra cima de um deles, porém o segundo saca um canivete, aponta para Layessa e dispara:
- Eu vou furar a sua vadia! É melhor não pagar pra ver!
Akira ao perceber que o sujeito falava sério, acabou parando e disse:
- Tudo bem! Pode levar o que quiser, mas não faça nada com ela!
- Foi o que eu pensei... Respondeu o sujeito enquanto o outro pegou a carteira com os cartões de crédito dele e ao olhar para a camisa dele disse de forma sarcástica:
- Pensando bem, essa sua camisa deve ser lá da sua terra, da China! Exclama o homem de forma irônica.
O jovem nada disse, porém era só olhar pra ele que dava pra perceber o ódio que o jovem tinha nos olhos, fazendo com um deles debochasse ainda mais:
- Olha só, o ‘’china’’ ‘’tá’’ bravinho! Exclama o sujeito que dá um soco no estômago do jovem fazendo-o cair de joelhos.
- Para seu desgraçado! Exclama Layessa que gritava aflita.
- A namoradinha ‘’ tá’’ com pena dele... Pois fique feliz por não fazermos o mesmo com você!
- Vocês já pegaram o que queriam! Vão embora seus malditos! Exclama a jovem que tenta ir ao auxílio de Akira, porém, é puxada pelo braço por um deles que diz:
- Isso aqui, ‘’tá’’ só começando... Após dizer isso um deles empurra a jovem no chão e partem os dois pra cima de seu namorado, que em vão tentou reagir, mas levou a pior, acabou por levar socos e ponta pés dos dois, a jovem que assistia a tudo viu um carro se aproximando, não pensou duas vezes, se levantou e saiu correndo, gritando para o meio da rua, a sorte dela é que somente alguns carros atrás deste que ela havia visto, estava a viatura da polícia, os policiais vieram correndo, um dos bandidos conseguiu fugir, porém o outro foi preso em flagrante.
Algumas pessoas que iam passando acabaram parando pra ver o que estava acontecendo, os policiais chamaram uma ambulância para Akira, pois o jovem estava cheio de machucados pelo corpo e Layessa em choque não parava de chorar, com muito custo um dos policiais conseguiu acalmá-la pra tomar seu depoimento, após liberada, ela foi na ambulância com o namorado.
- Akira, vai ficar tudo bem... Disse ela já dentro da ambulância com o namorado na maca.
O jovem segura firme na mão dela, mas logo em seguida perde os sentidos, a garota se desespera novamente, porém um dos paramédicos afirma:
- Garota, isso acontece nesses casos de espancamento, estamos fazendo o melhor possível e pode ter certeza de que ele será bem atendido no hospital.
- Eu só quero... Só quero que ele fique bem novamente, por favor, salve o meu namorado!
Após alguns instantes a ambulância chega ao hospital, Akira logo é levado pela equipe médica , Layessa tenta ir junto porém é barrada e tem de ficar na portaria, passando os dados dele e aguardar a volta de alguém dos médicos ou enfermeiros, a fim de dizer como o jovem estava, a jovem estava muito nervosa, não sabia se rezava, se chorava,suas mãos tremiam, por fim ela levou as mãos a cabeça e desatou a chorar alto, uma das atendentes ao ver o estado dela se aproximou e disse:
- Garota, você tem de se acalmar, isso acontece e...
- Acontece?! Eu vi o meu namorado ser espancado e estou aqui sem ter notícias dele, como vou me acalmar?
A mulher estava sem paciência, mas respirou fundo e disse:
- Do jeito que você está é melhor ir embora, ou então ligue para alguém de sua confiança e peça que venha ficar aqui contigo.
- Tenho uma amiga... A jovem então pega o celular e tenta discar, porém ainda tremia, a atendente então disse:
- Anda, me fala o número e o nome dessa amiga aí... Espero que ela venha logo, porque você não está nada bem.
- Claro que não estou bem. Responde Layessa que dá o número de Nayara e após várias chamadas a menina atende:
- Layessa! Tô aqui com o Georg no...
- Nayara vem pro hospital Dom Pedro, por favor! ( inventei esse nome porque não quis colocar o nome de nenhum hospital de BH) Exclama Layessa.
- Hospital?! Layessa o que aconteceu? Indaga Nayara sem entender nada.
- Quando você chegar aqui eu te explico, mas por favor vem pra cá! Exclama Layessa.
- ‘’Tá’’ bom, fica calma que eu ‘’tô’’ indo pra aí. Responde Nayara que desliga.
- E aí sua amiga vem? Indaga a mulher.
-Vem sim, obrigada.
- De nada, agora trate de se acalmar e esperar porque não há outra alternativa.
Após alguns minutos chegam Nayara e Georg, Layessa ao ver a amiga, a abraça e agradece por ter vindo.
- Layessa, eu fiquei preocupada, o que ‘’tá’’ acontecendo?
- É o Akira.
- O que aconteceu com o Akira? Indaga Georg já alarmado.
Layessa então segura na mão da amiga e começa a contar tudo o que aconteceu. Após ouvirem tudo ambos ficam ainda mais aflitos, porém disfarçar ao ver o desespero de Layessa.
- Ele apanhou por minha causa gente... É tudo culpa minha! Exclama a jovem com a voz trêmula devido ao choro.
- Não! A culpa é daqueles dois vagabundos que abordaram vocês! Tomara que a polícia desça o cacete nesse covarde e ele dedure o outro! Exclama Nayara.
Georg tenta acalmar as duas e diz:
- Gente, temos que pensar que se a polícia pegou pelo menos um deles é sinal de que numa questão de tempo o outro vai ser preso também, e ambos terão o que merecem, mas agora temos que torcer somente pelo Akira...
- Estão demorando demais a dar notícias! Exclama Layessa.
- Infelizmente é assim mesmo, olha o tanto de gente que ainda está esperando pra ser atendida... Hospital público é um inferno! Exclama Georg.
Após longa espera, aparece um médico que diz:
- Quem está de acompanhante de Akira Matsuda?
- Eu! Exclama Layessa acompanhada de Georg e Nayara.
- Você é parente dele? Indaga o médico.
- Sou namorada. Diz Layessa.
- E nós somos amigos dele. Completam Georg e Nayara.
- Devo dizer que vocês precisam avisar algum familiar dele, o quadro do jovem é delicado, pois estamos aguardando resultados de alguns exames que foram feitos e no momento ele está sedado e deve recuperar os sentidos somente daqui a algumas horas.
- Eu não sei nada da família dele, quer dizer ele falou alguma coisa, mas não sei telefone nem nada... O que eu faço? Indaga Layessa.
- Eu sei o telefone da casa dele, é melhor eu mesmo ligar porque a mãe do Akira é ‘’um saco’’, o pai é gente boa, mas a mãe...
- Ai gente, mas nessas horas, alguém tem que avisar a família, nesse caso é melhor você mesmo avisar Georg, já que conhece o pessoal. Diz Nayara.
O jovem então liga para a casa da família de Akira, para a infelicidade dele a mãe do jovem atende:
- Georg? O que aconteceu? Onde está o Akira? Indaga a mãe dele.
- É por isso que eu liguei senhora Suri, o ‘’seu’’ Eduardo ‘’tá’’ aí?
- Pode falar comigo! O que aconteceu com o meu filho? Fala Georg!
- Eu prefiro que a senhora chame o seu marido e...
O pai de Akira ouviu sua esposa exaltada ao telefone e foi até onde ela estava.
- Que gritaria é essa? O que aconteceu? Indaga ele.
-Alguma coisa aconteceu com o Akira, mas esse irresponsável do Georg não quer falar! Exclama a mulher ainda com o telefone nas mãos, o marido dela então pega o telefone e fala com o jovem.
- Georg sou eu! Aconteceu alguma coisa com o Akira?
- Na verdade aconteceu sim, é melhor o senhor vir pra cá, não dá pra falar por telefone,estamos no hospital Dom Pedro.
- Hospital?! Mas ele está bem? Está consciente? Indaga o pai.
- Estão cuidando dele, mas ele está sedado, nós ainda não sabemos quando ele vai acordar, tenta ficar calmo Eduardo. Vem pra cá daí o senhor conversa com o médico que está cuidando dele, é melhor assim.
- Está bem Georg, obrigado por avisar, estamos indo pra aí agora. Diz o pai de Akira que desliga o telefone e logo ouve da esposa:
- Eu sabia! A culpa é dessas companhias do Akira! Olha esse cabeludo! O que ele fez com o meu filho!
- Nós ainda nem sabemos o que aconteceu! Vamos para o hospital agora e pare de tirar conclusões precipitadas.
Os dois vão para o hospital e quando chegam lá encontram Georg, Nayara e Layessa, os pais de Akira fazem inúmeras perguntas a Georg e ignoram as duas jovens, que se olham mas nada dizem.
O jovem acaba contando o que aconteceu aos pais do jovem e logo apresenta Nayara e Layessa aos dois.
- Essa aqui é a Nayara, minha namorada, e esta é a Layessa, namorada do Akira, ela estava com ele quando tudo aconteceu, a polícia pegou um dos bandidos e conseguiu recuperar os documentos, mas pelo visto não vai demorar para que cheguem ao outro comparsa. Diz Georg.
- Namorada?! Deve haver algum engano, o Akira não nos disse que estava saindo com alguém e...
- Ele me disse, então você é a Layessa? Meu filho me falou de você, vai parecer suspeito falar isso por ele ser meu filho, mas pode confiar no Akira, ele é um bom menino. Afirma Eduardo, pai de Akira.
- Eu confio nele senhor Eduardo, na verdade era pra eu estar lá naquela maca e não ele, o Akira me defendeu e é por isso que está aqui... Diz Layessa com a voz baixa.
Suri, mãe de Akira não dirigiu a palavra a jovem, porém ficava olhando a garota de cima a baixo o tempo todo, Layessa não percebeu por estar preocupada demais com seu namorado, no entanto Nayara viu o jeito da mulher, e em determinado momento ela puxou a amiga pelo braço até um canto do corredor e disse:
- Eu não gostei dessa mulher a mãe do Akira, ela nem olhou na gente e ficou depois de ‘’manjando de cima a baixo’’ você viu?
- Não vi que ela ficou me manjando, só achei estranho mesmo ela nem ter falado nada pra gente...
- Bem que o Georg falou que essa mulher era uma nojenta. Afirma Nayara.
- Ela não pareceu ser muito simpática mesmo, mas vamos tentar dar um desconto a ela, afinal de contas nos conhecemos da pior forma possível, o Akira está aqui no hospital e ainda não sabemos como ele vai ficar.
Georg foi ao encontro das garotas, deixando os pais do jovem sozinhos e nesse momento a esposa diz:
- Então você sabia que o nosso filho estava saindo com ‘’ esse tipo de gente’’.
- Que tipo de gente? Nós nem conhecemos a garota ainda, e além do mais, o Akira gosta dela, então essa garota deve ter suas qualidades sim.
- Ah, por favor! Nosso filho ainda é uma ‘’criança’’! Tenho certeza que essa ‘’mulherzinha’’ deu uma perfeita ‘’chave de coxa’’ nele e o pobre se apaixonou, conheço bem o tipo.
- Que mania que você tem de esperar sempre o pior dos outros! Nosso filho gosta dessa menina e pelo o que ele me contou não é nada disso que você está pensando.
- Só quero que o Akira melhore e saia logo daqui, depois disso ele vai ter que me explicar direitinho essa história de namoro...
Após algum tempo aparece o mesmo médico, ele diz que o quadro do jovem é estável, porém ele permanece inconsciente, e que ele pode receber visita, no entanto seria um de cada vez e a permanência na sala não deveria ser superior a cinco minutos.
- Eu quero ver o meu filho! Exclama a mãe de Akira que se levanta e vai até onde o médico está.
- Então a senhora é a mãe do jovem... Tudo bem venha comigo, depois os outros poderão também. Diz o médico.
A mulher entra no quarto onde o jovem estava, Akira permanecia inconsciente, ele tinha vários hematomas pelo rosto e corpo, a mãe ao ver isso leva as mãos a boca e tenta conter o choro ao ver o estado do filho, ela então faz um carinho no rosto do jovem e o beija na testa.
- Meu filho... O que fizeram com você? A mulher coloca as mãos juntas como que em oração e reza silenciosamente pelo filho, passados os cinco minutos o médico entra e diz:
- Desculpe senhora, mas não pode ficar mais aqui.
- É o meu filho que está aqui doutor!
- Eu sei, mas são as regras, não pode ficar mais no quarto.
A mulher mesmo contrariada sai do quarto, ela sai chorando do quarto e seu marido tenta consolá-la, nisso Layessa pergunta ao médico se poderia vê-lo também, o profissional permite que ela vá até lá, ao entrar e ver seu namorado inconsciente e todo machucado a garota ‘’cai’’ no choro novamente.
- Akira... Você ‘’tá’’ aqui por minha causa, não deveria ter me defendido daqueles malditos, antes se eu estivesse nessa maca no seu lugar. A jovem passa a mão nos cabelos dele e lhe da um beijo no rosto, Layessa fica ali olhando o jovem por algum tempo e por fim diz:
- Sei que você não vai me ouvir, mas direi assim mesmo; trate de melhorar e sair logo daqui... Estou totalmente apaixonada por você, aliás, a verdade é que sempre fui apaixonada por você, desde a primeira vez que te vi na faculdade... Por favor, melhora logo! Exclama a garota.
Layessa leva as mãos ao rosto tentando enxugar as lágrimas, o que a garota não percebeu foi a presença do pai do jovem, Eduardo estava parado do lado de fora do quarto, porém ele pôde ouvir a confissão dela, o pai de Akira então ficou ali parado alguns segundos observando a garota, no entanto ele saiu de perto da porta ao perceber que ela estava saindo.
A jovem sai com a cabeça baixa e não vê o pai do garoto que entra no quarto logo em seguida.
- Ô meu filho, o que foi isso! Você é forte, sei que vai sair logo daqui! Vou acompanhar de perto a investigação com a polícia e farei de tudo pra que esses vagabundos paguem pelo o que fizeram a você! Exclama o pai do jovem que também pelo filho, porém tenta se manter forte e antes de sair do quarto diz:
- Quando você estiver melhor quero saber tudo sobre essa sua namorada, ela gosta mesmo de você, acabei de ouvir a confissão dela a seu respeito, mas quero saber como você a enxerga... São aqueles papos de homem não é filho?
- Senhor, sinto muito, mas tem que sair. Diz uma enfermeira já adentrando o quarto.
- Já? Indaga o homem.
- Sim senhor.
Enquanto isso lá fora o médico falava com a família e os amigos do jovem.
- Ainda não sabemos quando ele vai acordar, uma pessoa pode ficar aqui de acompanhante e...
- Eu fico! Exclama Suri, mãe de Akira.
- Doutor, a gente pode ficar aqui de fora só até termos mais notícias dele... Insiste Layessa.
- Vocês até podem ficar aqui fora, porém não sabemos ao certo quando ele vai acordar, sugiro que fique somente o acompanhante e assim que o jovem acordar aí vocês se comunicam, algo assim, ficar aqui esperando por notícias não é muito aconselhável.
- Layessa é melhor a gente ir embora, você ouviu o que o médico disse, não sabemos quando o Akira vai acordar.
- Eu vou ficar aqui com o meu filho, vocês podem ir, depois quando ele acordar ligo para o Eduardo e ele dá a notícia para vocês. Diz Suri de forma seca.
- Quem disse que eu irei embora? Vou ficar aqui também mesmo que seja aqui fora, não vou aguentar ficar em casa esperando por notícias... Aliás, Layessa, se você quiser pode ficar aqui também, é bom que terei uma companhia e vamos nos conhecendo melhor... O que acha? Indaga o pai de Akira olhando para a jovem que mesmo surpresa concorda em ficar.
- Obrigada por terem vindo gente. Diz Layessa a Nayara e Georg.
- Amiga vem aqui. Diz Nayara, puxando Layessa pela mão até um canto do corredor.
- O que foi Nayara?
- Fica esperta com essa mãe do Akira, não fui nem um pouco com a cara dela, o pai parece ser legal, mais sensato, mas a mãe sei lá.... Não gostei dela nem um pouco!
- Valeu pelo aviso amiga, vou prestar atenção no jeito dela, porém estou mais preocupada com o Akira, quero que ele saia logo daqui!
- Você ‘’tá’’ gostando mesmo dele hein... Afirma Nayara.
- Estou sim, muito mais do que eu imaginava... Mas o pior foi vê-lo daquele jeito, todo machucado por minha causa, não sei o que fazer ou pensar!
- Layessa, presta atenção; a culpa não é sua! O Akira te defendeu, porque você é a namorada dele e porque ele também gosta muito de você, ele fez isso pra te proteger... Olha, quando ele sair daqui vocês dois terão muito tempo pra curtir um ao outro e isso tudo que está havendo aqui vai ser somente uma lembrança.
- Tomara Nayara, espero que esse pesadelo acabe logo! Exclama Layessa que é abraçada pela amiga e depois por Georg, quando os dois vão embora Layessa volta até a sala de espera e encontra somente o pai de Akira lá que diz:
- A Suri já quis entrar e ficar lá com o Akira, ela está muito aflita.
- Imagino senhor Eduardo...
- Pode me chamar de Eduardo mesmo, esquece esse ‘’senhor’’.
- Tudo bem então, ‘’se... Quer dizer Eduardo. Afirma Layessa dando um sorriso sem graça.
- Meu filho me falou de você, na verdade ele disse que estava ‘’balançado’’, pelo o que eu conheço devo dizer que ele não queria ‘’dar o braço a torcer’’, mas agora vocês estão se entendendo...
- É Eduardo estamos sim, não sei se deveria dizer isso, mas a verdade é que gosto muito do seu filho.
- Você deve dizer isso! Exclama Eduardo que emenda:
- Todo pai quer a felicidade dos filhos, que eles tenham uma boa carreira profissional e que encontrem uma pessoa que os faça feliz, vocês dois ainda tem muito pela frente, mas pode ter certeza de que me simpatizei com você e torço para que as coisas deem certo pra vocês dois.
- Nossa! Obrigada mesmo Eduardo! Eu também gostei muito de você, da pra ver o quanto você e o Akira são ligados, pode ter certeza de que farei de tudo para que as coisas deem certo entre seu filho e eu.
Enquanto isso dentro do quarto estava Suri que rezava pelo filho, porém por vezes falava:
- Akira, onde você estava com a cabeça de namorar essa ‘’criatura’’? Você é um bom menino, foi criado com todo o conforto, merece alguém a sua altura e não uma qualquer!
As horas se passam e enquanto do lado de fora Layessa e o sogro se entendiam muito bem, a mãe do jovem falava as piores coisas da namorada de seu filho e em meio a isso Akira abre os olhos:
- Mãe? Onde estou? Indaga o jovem.
- Filho! Graças a Deus! Exclama a mulher que se aproxima do filho que diz:
- Mãe cadê a Layessa?
- Você está no hospital meu filho, depois eu te conto o que aconteceu agora vou chamar um médico. Diz a mãe do jovem que chama uma enfermeira que passava pelo corredor, a profissional entra no quarto fala com Akira, o examina e diz:
- Pelo o que vi não há nada de errado nele, a não ser pelos ferimentos, vou chamar o médico de plantão que está com o resultado dos outros exames que foram feitos.
- Ai... Minha cabeça ‘’tá’’ doendo. Resmunga Akira levando à mão a cabeça.
- Calma, irei chamar o médico agora! A enfermeira sai e instantes depois volta com o médico que ao vê-lo diz:
- Mas já acordou? Que notícia boa!
- Mais ou menos, porque estou todo ferrado... Responde Akira.
- Akira! Isso são modos! Exclama a mãe dele.
- Tudo bem senhora, deixe-o falar, não tem problema. Responde o médico.
- Mas e então? Ele estava reclamando de dor de cabeça, é grave? Indaga Suri.
- Não. Felizmente os resultados dos exames foram muito bons, nenhum sinal de trauma ou fratura, essa dor é consequência das pancadas, mas apenas um analgésico deve aliviar a dor, no entanto devo ressaltar que ele deve ficar de repouso pelas próximas semanas.
- Repouso? Ah não! Exclama Akira, porém sua mãe diz:
- Você ouviu o médico Akira, além do mais é por pouco tempo, logo irá se recuperar, agora vou ali fora chamar seu pai.
A mãe vai até lá fora e o médico fica com o jovem, nisso ele indaga:
- Doutor o senhor viu minha namorada?
- Antes de seus pais chegarem tinham três jovens lá fora, uma jovem se identificou como sua namorada, quer que a chame?
- Quero! Mas espera... O senhor disse três jovens? Quem era os outros dois?
- Não sei, só lembro que havia um rapaz cabeludo, uma moça loira junto com ele e essa jovem que se identificou como sua namorada.
- Deve ser o Georg e a Nayara, são meus amigos...
Nisso o pai do jovem entra pela porta e ao ver o filho já sentado na maca corre para abraçá-lo.
- Ai ai! Pai eu ‘’tô’’ machucado! Exclama o jovem.
- Desculpe filho, fiquei tão feliz em ter ver que me empolguei. Mas e então como se sente?
- Já tive dias bem melhores... Responde o garoto.
- Você irá melhorar logo filho, assim que receber alta vamos pra casa e...
- Pai, cadê a Layessa? Eu quero vê-la! Dispara Akira.
- Ela está lá fora, vou pedir pra sua mãe chamá-la.
Rápido momento de flashback:
- O Akira acordou? Graças a Deus! Exclama Layessa.
- É, graças a Ele, mesmo... Então você é a namorada do meu filho? Há quanto tempo estão juntos?
- Há pouco tempo senhora Suri, nós nos conhecemos na...
- Layessa, o Akira quer te ver! Exclama Eduardo interrompendo o assunto entre as duas.
- Obrigada, já estou indo... Com licença Suri.
- É bom que ela volte a me chamar de senhora porque não darei intimidade a essa garota.
- Suri não começa! Por que não gosta dela? Indaga Eduardo.
- Você ainda pergunta? Dentre tantas garotas na faculdade ele foi escolher logo essa?
Nosso filho está ‘’fora de si’’!
- Não vejo nada de errado com a Layessa, pelo contrário, o tempo que fiquei aqui de fora tive a oportunidade de conversar com ela e me pareceu ser boa pessoa e gosta muito do nosso filho.
- Você nunca vê nada de errado não é? Afinal de contas depois do trombadinha do seu filho mais novo, nada mais me surpreende em você.
- Não coloque o garoto no meio disso! Ele não tem nada a ver com os meus erros! Estamos falando do Akira!
- Exatamente! Não sei onde ele estava com a cabeça de se envolver com essa garota, mas espero que isso seja só mera empolgação.
- Pois eu espero que ele se acerte com essa garota. Responde Eduardo deixando a esposa furiosa.
- Isso não vai durar no que depender de mim! Exclama Suri.
- Entenda de uma vez que isso não compete a você nem a mim, nosso filho já é um homem, já está na hora de ter um relacionamento sério mesmo e seja quem for que ele escolher devemos respeitar.
Enquanto isso no quarto onde o jovem estava:
- Akira! Que bom que você já acordou, meu amor! Exclama Layessa que o abraça ternamente.
- Meu amor? ‘’Tá’’ aí, gostei...
- Deixa de ser bobo! Você não imagina como eu fiquei lá fora, sem saber como você estava e... Nisso a jovem começa a chorar, porém seu namorado diz:
- Calma morena, não fica assim, eu já ‘’tô’’ bem, logo vou sair daqui. Afirma Akira segurando na mão da namorada.
- Vai sim, mas eu fiquei desesperada Akira...
- O pior já passou, mas quero saber como vai ficar a nossa situação.
- Como assim? Indaga a jovem.
- Quem fez aquilo com a gente? Não vou descansar enquanto não pegarem aqueles dois malditos! Será que já posso ir na delegacia? Indaga Akira.
- Calma, pensa em melhorar primeiro, em sair daqui, mas posso te dizer uma coisa; um deles a polícia já pegou, acredito que vai ser uma questão de tempo até que a polícia chegue no outro e aí esses dois vão ter o que merecem!
- São uns filhos da puta! Não descanso enquanto não descobrir tudo sobre esses caras. Diz Akira.
- Amor, deixa isso com a polícia, agora é só você que importa...
- Eu vou melhorar logo desde que você fique aqui comigo. Responde Akira a ela.
- Claro que vou ficar aqui com você, meu japinha. Responde Layessa dando um selinho nele. Os dois se abraçam e são observados pelos pais do jovem do lado de fora, o pai de Akira ficou feliz pelo filho, enquanto a mãe reprovava a relação dos dois.
Enquanto isso em outro lado da cidade:
- Deu merda cara! A polícia pegou o cara, ele vai me dedurar!
- Eu só mandei você dar um susto naquele ‘’japa’’, tinha que chamar a atenção da polícia?
- Mas eu não vi polícia nenhuma por perto! Na hora que o japa estava lá caído no chão aquela vadia maluca saiu correndo e gritando, do nada apareceu a polícia, não sei como consegui fugir.
- E eu não sei onde eu estava com a cabeça de te ‘’contratar’’ pra esse ‘’serviço’’! Pelo menos ele ‘’tá’’ detonado, mas seria melhor ainda se você tivesse deixado aquele babaca caído num beco qualquer... Agora o circo ‘’tá’’ armado, se a polícia chegar em você nada de abrir o jogo, porque eu sempre te paguei muito bem pelos ‘’serviços’’!
- Tudo bem, não vou abrir o jogo, mas é bom você me recompensar muito bem dessa vez.
-Eu sempre te paguei não foi? Então para de dar chilique, agora vou desligar e outra hora a gente volta a se falar.
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