Best Regards

1 Capítulo 1 único - Best Regards


Notas iniciais
♥ NÃO REVISEIespero que gostem

Eu estava andando pelos corredores de Hogwarts, logo depois da guerra. Harry quebrou a varinha das varinhas e foi com Rony em Hogsmead fazer sei lá o que. Acho que meu beijo com Rony não teve tanto efeito como eu queria, nem pra ele. Logo nos despedimos e falamos que foi só coisa do momento, a emoção. Seríamos só bons amigos, como sempre fomos. Se eu disser que não estou abalada, estarei mentindo. Queira ou não, foi com ele meu primeiro beijo, apesar de não ser quem eu amo. Eu, Harry e Rony vamos nos encontrar próximo ano e refazer o último ano de estudos em Hogwarts. Vou sentir falta daqui.

Caminhei pelos destroços da escola. Tanta coisa aconteceu aqui, tanta coisa que eu queria que estivesse acontecendo ou acontecido. Não estava olhando para onde ia, só sei que quando percebi, estava num salão verde. Ótimo. Vim parar na Sala Comunal da Sonserina. O lugar onde ele viveu. Ele. O garoto que fez minha vida mudar de ponta cabeça.

Me sentei em um sofá, que por incrível que pareça estava inteiro, e abracei minhas pernas. Ai ai Malfoy, por que você? O garoto da Sonserina, o que eu odiava, o que todos odeiam. O comensal. Dizem que não mandamos no coração. Deve ser verdade.

Fiquei ali um bom tempo olhando pro nada, até que comecei a lembrar de algumas (poucas) lembranças boas que tive com Malfoy. A primeira vez que nos demos bem, foi muito estranha. Nunca havia ficado no mesmo aposento que ele sem brigar.

♥ ♥ ♥

Eu estava no segundo ano, fazendo um trabalho em dupla que o Snape havia dado. Ao mesmo tempo estava tentando desvendar esse negócio da Câmara. Até que meu parceiro chegou.

– Pensei que eu tinha dito que faria tudo sozinha.

– E disse, mas... Aí não teria graça.

– Graça?

– É, perder uma sujeitinha de sangue-ruim fazendo trabalhos não é uma coisa que se vê todo dia.

– Cala a boca Malfoy, e pra sua informação, eu faço trabalhos como qualquer outro ser existente.

– Nossa! Falando difícil! – ele disse fingindo estar ofendido – Mas saiba M’lady que eu sei falar de um jeito culto.

– Do que me chamou? – perguntei surpresa.

– Ãhn nada... – ele disse ficando vermelho – Agora faça a porcaria do trabalho.

♥ ♥ ♥

Dei risada com a lembrança.

– M’lady... É, acho que não sou mais uma. – murmurei.

“M’lady”. Malfoy me chamou disso umas trezentas vezes enquanto fazíamos o trabalho e acabou ficando. Mas logo nós voltamos a ser briguentos como antes, porém, desde aquele dia, meu coração passou a ser de outra pessoa além de mim.

Fiz de tudo para esquecê-lo, até coloquei na minha cabeça que gostava de Rony e Vitor, mas claro que nunca o esqueci. Podia falar que o odiava, mas estava mentindo. Tanto para ele, tanto para mim.

Malfoy nunca mais me chamou daquele jeito, até o baile.

♥ ♥ ♥

Eu estava saindo correndo e chorando do baile. Como Rony consegue ser tão idiota? Ele não percebe nada! Sentei-me na escada e comecei a chorar. Não gosto que os outros me vejam chorando, principalmente se ele estiver por perto. AH CORAÇÃO IDIOTA! Já falei para se esquecer dele! Chorei mais ainda, porque eu sabia que nunca chegaria a ser de Malfoy. Não ser como as outras são. Mas ser dele, ser como namorada. Ser MESMO.

– Por que está chorando? – ele disse sentando do meu lado.

– Você não se importa! Por que não curte a festa e me deixa?

– Quem disse que eu não me importo com você? – ele disse fixando aqueles olhos nos meus. Ele então me abraçou e eu fiquei ali, chorando nos braços dele – Calma... Calma M’lady, vai passar.

– Você me chamou assim de novo. – disse dando um sorriso de canto e me levantando, voltando a olhar em seus olhos.

– Acho que é um apelido melhor que sujeitinha de sangue-ruim, não é? – ele disse mostrando aquele sorriso lindo. Ele então se levantou e me estendeu a mão – Quase todos já foram, mas você ainda aceita dançar comigo?

Levantei-me segurando em sua mão. Descemos as escadas, ficando ainda no corredor. Vinha uma música lenta do salão. Então ele colocou a mão em minha cintura e eu em seu pescoço. Ficamos ali por um tempo, até eu quebrar o silêncio.

– Por que você não é sempre assim? – sussurrei em seu ouvido.

– Assim como?

– Legal, compreensivo...

– Eu sou assim, com as pessoas que gosto. – ele disse com a voz rouca me fazendo ficar arrepiada.

♥ ♥ ♥

Naquele momento eu senti. Senti o amor escondido voltando de fininho. Mas logo nos separamos, pois McGonagall queria falar com ele. Por sorte não nos pegou juntos. Ele deu um beijo na minha testa e saiu.

De novo voltamos a nos tratar mal. Nunca vou entender esse temperamento doido, o amor é complicado. Fitei a lareira destruída e pensei ter visto uma sombra. Virei para trás e não vi nada. O medo não me assusta mais, por isso continuei ali lembrando, lembrando e lembrando. Logo senti uma fome repentina.

– Accio Maçã.

E apareceu uma maçã verde na minha mão. Acabei me lembrando de mais uma coisa que caracterizava o garoto de olhos cinzentos.

♥ ♥ ♥

– O que faz aqui? – disse Malfoy se levantando quando ouviu minha voz – Pensei que estivesse lá em baixo.

– Não aguento mais aquela vaca rosa. Vim para a torre da Astronomia pra pensar.

– Depois do horário de recolher? Hermione infringindo as regras, isso é novidade!

– Olha só, Draco me chamou de Hermione!

– E você me chamou de Draco. – ele disse dando uma piscadinha – Se não se importa, vou comer uma maçã. – disse pegando uma maçã verde.

– Só porque está na Sonserina, não quer dizer que tem que comer tudo verde.

– Mas eu não como maçã verde por causa disso. Maçãs vermelhas me lembram...

– O quê? – disse me aproximando e fitando a paisagem de Hogwarts.

– Você.

♥ ♥ ♥

Comecei a chorar de novo. Ai Draco, olha o que você faz comigo? O pior é que eu sei que não tenho chance alguma com ele. De repente sinto alguém sentando do meu lado. E quando olho... Ele.

– O que faz aqui? – disse entre soluços.

– Por que está chorando?

– N-nada.

– Seja sincera comigo uma vez na vida. – ele disse virando meu rosto para o dele – Eu vou ser. Eu voltei, sabe por quê? Por você.

– Como se isso fosse verdade. – disse virando o rosto – Vou ser sincera. Eu amo você. Sim, Hermione Granger ama Draco Malfoy. Desde o segundo ano. Tá feliz agora?

– Eu venci. – ele disse dando um sorriso sarcástico – Eu te amo desde o primeiro ano.

Eu virei a cabeça rapidamente encarando aqueles olhos cinzas, quando fui me aproximando subitamente e Draco também. Quando nossos lábios se tocaram, senti uma coisa que eu nunca havia sentido antes. Era mágico. Eu sentia aquele hálito de menta enquanto nossas línguas dançavam em perfeita harmonia. Ele foi me deitando do sofá e parou subitamente.

– Eu te amo. – ele disse com aquela voz rouca.

– Eu te amo.

Mais uma lembrança para minhas Best Regards.

Notas finais
comentem pliss
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!