Notas iniciais
BOA LEITURA. Leiam as notas finais.

Pov's Pe Lanza

Eu jurei por Deus que nós íamos transar. Ali, dentro daquela piscina, aúnica coisa que eu queria era que nossos corpos tivessem contato total, mas Thomas não permitiu. Ele acabou com minhas esperanças quando disse que não estava preparado. No fundo, bem no fundo, eu sabia disso, mas foi extremamente difícil me separar dele.

Depois da cena eu tomei um banho relaxante, almoçei com meus amigos, lavei louça e voltei ao quarto com meu namorado para esclarecer o assunto inacabado.

Minha primeira pergunta foi simples: "Por quê?"

Thomas me respondeu dizendo que ainda não havia se acostumado à ideia.

Em seguida nós tivemos uma pequena discussão que só terminou quando ele me preguntou se eu poderia esperar. E naquele momento minha defesa ruiu. Como eu podia dizer "não" ao meu amigo, irmão e namorado? Cedi, é claro.

Nossa reconciliação foi selada com um beijo delicioso, mas então eu me lembrei de um outro problema: Pe Lu e Koba. Quando levantei a questão com Thomas ele apenas ficou calado. Sim, era uma situação muito difícil.

Durante o resto da tarde e boa parte da noite fiquei devaneando sobre o assunto.

-O que tá pegando?- perguntou Thomas quando já estávamos no quarto.

Suspirei. Eu queria mentir, dizer que estava tudo bem, mas aquela decisão cabia a nós dois.

Entrelaçei minha mão à sua.

-Como você acha que eles vão reagir se souberem?

Thominhas sorriu e me beijou calmamente, sua língua preenchendo cada canto da minha boca.

-Que tal nós pensarmos nisso depois?

Não conseguia responder, eu estava atônito. E como dizem que quem cala consente...

Sua mão deslizou até a barra da minha camiseta e a ergueu um pouco, acariciando minha barriga.

-Você é tudo pra mim sabia? Eu te amo- sussurrou ao meu ouvido.

Não respondi com medo da minha voz sair trêmula

Antes que eu percebesse minha camiseta já havia sido arrancada e Thomas traçava uma linha de saliva do meu pescoço até o tórax. Pude sentir seus lábios exercerem uma leve pressão no meu mamilo direito e não pude conter o gemido, foi inevitável.

Ele me fitou maliciosamente.

-Não gema alto, amor. Os meninos podem ouvir.

-O- O que você pretende?- balbuciei.

Obtive como resposta um meio sorriso.

Ele se deitou sobre mim e voltou a me beijar,mexendo-se num delicioso movimento de vai-e-vem, fazendo nossos membros roçarem um no outro.

Meu corpo violentamente pedia por mais, eu ansiava por sentir minha pele em contato com a sua. Num gesto impulsivo arranquei sua camiseta e mordi seu pescoço com um pouco mais de força do que eu pretendia.

-Vai ficar marcado- murmurou.

-Foda-se!- eu disse enquanto desabotoava sua bermuda e a abaixava.

Thomas terminou de tirar a peça e me fitou. Eu podia ver a incerteza refletida nos seus olhos.

-Você realmente não está pronto- afirmei.

Ele apoiou a cabeça no meu ombro.

-Eu posso superar isso por você.

Fiquei algum tempo calado, acariciando seus cabelos, me concentrando em acalmar meu corpo

-Thominhas, eu falei sério quando disse que ia te esperar.

Ele meneou a cabeça.

-Só quero te fazer feliz.

Afastei-o delicadamente e acariciei seu rosto.

-Você já me faz feliz com a sua presença, com seus toques, com seus beijos... O sexo vai ser só um complemento, e eu posso esperar o tempo que for necessário.

Seus lábios roçaram de leve nos meus.

-Por isso que eu te amo tanto.

-Também te amo. Mas nós ainda temos aquele probleminha pra resolver.

Rapidamente ele saiu de cima de mi e vestiu a bermuda.

-Eu estava pensando nisso hoje de manhã. Sei lá, me senti tipo um Judas.

-Por isso eu quero contar. Pe e Koba são nossos melhores amigos, quase irmãos. Eles têm o direito de saber.

-Mas será que eles vão entender?

Dei de ombros.

-Bom, eles não fizeram cara de nojo quando a gente se beijou.

Thomas revirou os olhos.

-Naquele dia nós estávamos bêbados.

-Qual é! Eles nunca ligaram pra opções sexuais. Eu quero contar, Tom.

-Tudo bem. Amanhã de manhã, antes de nós irmos embora, a gente conta.

Abracei-o

-Obrigado

Ele suspirou.

-Acho melhor a gente ir dormir. Amanhã o dia vai ser longo.

Dei-lhe um selinho e fui pra minha cama.

-Boa-noite.

-Boa-noite meu anjo.

Passei a noite inteira ouvindo música e observando Thomas dormir, quando consegui cochilar já passava das 6h00.

Duas horas depois fui acordado com um beijo no rosto.

-Hora de acordar, Lanza.

Esfreguei os olhos e me sentei.

-Pra que horas é o nosso voo?

-14h00, mas a gente tem que sair às 11h00

Coçei a cabeça.

-Ou seja, nós só temos 3 horas pra falar com os meninos, certo?

-Isso. Vou estar te esperando lá embaixo, não demore.

Me espreguiçei e resolvi ir tomar um banho, os nervos estavam me matando.

Ali, sob a agua quente, repassei todas as conversas que nós havíamos tido sobre homossexualismo. Não consegui me lembra de uma em que Pe ou Koba houvessem sido preconceituosos.

-Fique calmo- murmurei pra mim mesmo.

Fechei o registro e saí enrolado apenas numa toalha. A cada minuto eu ficava mais apreensivo, podia sentir o medo e a expectatva aflorando dentro de mim.

Me troquei, respirei fundo e dei uma última olhada no espelho.

-Seja o que Deus quiser.

Quando cheguei na cozinha encontrei-a vazia, mas aprovei tei pra pegar um copo de leite ealgumas bolachas recheadas.

Me dirigi à varanda e enconteri meus amigos se servindo de uma mesa farta.

Sentei-me ao lado de Thomas e comecei a comer sem muita vontade.

-Não acr4edito que a gente só tem mais duas horas, por mim eu ficaria aqui para sempre- comentou pe.

-Concordo. Até que não foi tão ruim o Thominhas se estressar- disse Koba.

Engoli em seco. Meu estômago estava dando voltas.

Thomas segurou meu rosto entre as mãos.

-Amor, você tá bem?

Arregalei os olhos. Pronto. Fim do fingimento. Agora nós terímos que contar, querendo ou não.

-Calma aí! Eu ouvi direito? Que história é essa de "amor"?- perguntou Pe.

Meus batimentos cardíacos diminuíam gradativamente, minha pressão estava despencando.

-Sal- pedi com voz fraca.

Koba correu para a cozinha e voltou alguns segundos depois.

-Abre a boca- pediu Thomas.

Obedeci e senti o sal ser colocado sob minha língua.

Fechei os olhos e joguei acabeça pra trás. Aos poucos minha pressão foi voltando ao normal

-Sente-se melhor?- perguntou Koba.

-Sim.

-Ótimo. Agora podem começar a se explicar- disse Pe cruzando os braços.

Thominhas me fitou e eu fiz um gesto afirmativo.

-Nós temos que contar uma coisa- comecei.

-A gente já sabe- cortou-me Koba.

-Ah, qual é!- protestou Pe Lu.

Ok . Por essa eu não esperava.

-Co- Como assim?- gaguejei.

Koba suspirou.

-Eu vi vocês se beijando na piscina. Fui perguntar se vocês não ligavam de comer macarrão e acabei flagrando, aí eu contei pro Pe e a gente decidiu que era melhor esperar vocês se manifestarem.

Thomas segurou minha mão.

-E vocês não ligam?

Pe Lu riu.

-A gente teve tempo suficiente pra se preparar. Desde o aniversário do Lanza nós sabíamos que tinha algo de diferente. Vocês se beijaram com tanto carinho que foi impossível não perceber que rolava algum sentimento, agente só não sabia se vocês iam se dar conta.

Sorri.

-Eu tive tanto medo que vocês não aceitassem.

-Você e o Thominhas são nossos melhores amigos. Independente das escolhas que vocês façam nós sempre vamos apoiá-los- disse Koba.

Me levantei e estendi os braços. Logo todos nós estávamos envolvidos num abraço coletivo.

-Que cena bonita de ver!

Nos separamos e vimos João nos observando, sorrindo.

-Só vim avisar que a gente vai sair dentro de uma hora.

-Putz! Eu não arrumei minha mala- lembrei-me.

-Obrigado pelo aviso, João. Nós estaremos prontos- disse Pe.

-Eu nem sei onde estão minhas coisas!- desesperei-me.

Thomas me segurou pelos ombros.

-Calma! Eu te ajudo.

Ele me puxou para dentro de casa e um minuto depois nós já estávamos no quarto. Antes que eu pudesse fechar a porta sua boca já estava na minha, tirando todo meu auto-controle.

-Não foi tão dramático quanto eu imaginei- murmurou entre meus lábios.

Afastei-o antes que começassem as provocações.

-Concordo. Você me ajuda a arrumar a mala?

-Claro.

Ficamos mais de 40 minutos juntando minhas coisas que estavam espalhadas pelo quarto. Quando terminamos já estávamos exaustos.

-Da próxima vez tente guardar tudo em um lugar só- censurou-me.

Sorri pra ele.

-Foi o melhor final de semana da minha vida.

Ele me beijou lentamente.

-Na lista dos top 5 ele com certeza está em 1º.

Meu celular vibrou e eu li a mesnsagem rapidamente

-Vamos nessa.

Carregamos nossas malas até o jardim e as guardamos no carro.

-Estão prontos?- perguntou João.

-Sim- respondemos em uníssono.

Pe decidiu ir no banco da frente então eu, Koba e Thomas fomos atrás

Durante quase uma hora ficamos sem dizer nada, a melancolia tomando conta de todos.

-Sabe, mesmo depois desse find's incrível é bom saber que tudo vai voltar ao normal. Shows, viagens, a vibração insana da galera... Va i ser bom voltar pra nossa vida louca- disse Pe.

Discretamente meu namorado entrelaçou sua mão à minha e sorriu.

Sim, Pe Lu estava certo, as coisas voltariam ao normal. Mas eu sabia muito bem que pra mim e pra Thomas, tudo seria diferente.

FIM.

Notas finais
A estória não teve hentai, como vocês perceberam. Por isso decidi que ela vai ter continuação. Não tenho ideia de quando vou começar a escrever, mas espero que seja logo. Obrigado pela paciência e pelo apoio. Kisses e até breve.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!