Best Friends
1 B.F.F (pov's Pe Lanza)
Notas iniciais
- " Mas dessa vez eu já decidi/ quero ver teus olhos ao dizer/ tudo aquilo que eu só consegui sentir com você..."
O som da bateria parou de repente e nós três viramos para encarar Thomas ao mesmo tempo.
-O que tá pegando, cara? Já é o terceiro erro só hoje- comentou Pe Lu.
-E você raramente erra- disse Koba.
Eu nada disse, apenas fiquei observando. De qualquer maneira, eu sabia que ele iria dar uma desculpa esfarrapada.
Thomas passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os.
-Galera, a gente pode deixar o ensaio pra amanhã? Eu estou com uma dor de cabeça horrível.
Acertei em cheio. Uma bela desculpa.
-Relaxa, cara. Vai descansar e amanhã a gente continua- Pe Lu olhou pra mim enquanto falava.
Assenti silenciosamente.
De nós quatro Tom sempre foi o mais reservado. Ele quase nunca fala sobre a vida pessoal e raramente se envolve nas nossas discussões, pra falar a verdade, ele é sempre o concilador. A única pessoa com quem ele fala de boas sou eu. Foi assim desde quando nos conhecemos, e não era agora que iria mudar.
-Tom, você me ajuda a guardar os instrumentos?- perguntei.
-Claro.
-Bom, então nós já vamos indo- disse Koba.
-Vê se toma logo esse remédio, cara- disse Pe Lu bagunçando os cabelos dele.
-Arrã.
Nos despedimos com abraços apertados e asim que eles saíram Thomas se largou no pequeno sofá de couro.
Sentei-me ao seu lado e fitei-o nos olhos.
-O que tá acontecendo?
Ele suspirou.
-Cansaço, eu acho.
M e ajeitei melhor no sofá. O papo seria sério.
-Do que você está cansado?
-De tudo que tá rolando! Eu sinto falta da nossa antiga vida, sabe? De sair na rua numa boa, de ir no shopping, de tomar sorvete sossegados... Eu sei que esse sempre foi o nosso sonho, mas eu estou estressado.
Suspirei.
-Sabe do que eu acho que você precisa? Férias.
-Só que as nossa férias são só no final do ano.
Sorri.
-Acho que eu consigo armar um exquema de pelo menos uma semana.
O sorriso que iluminou seu rosto fez meu coração disparar.
-Você acha que pode dar certo?
Dei uma piscadela.
-Lógico.
Ele segurou entre as mãos a metade do coração que eu carregava ao pescoço com a inscrição "best" gravada em negrito.
-Ver você com essa corrente sempre me acalma. É um lembrete de que eu ainda tenho amigos verdadeiros.
-E cadê a sua?- perguntei num tom acusador.
Thomas sorriu e retirou a corrente que estava escondida sob a camiseta.
-Serve essa?
Bagunçei seus cabelos.
-Claro.
Meu amigo encostou a cabeça no meu ombro.
-Você lembra como tudo começou?
Claro que eu me lembrava. A 1ª série fora um marco para todos nós. A amizade foi surgindo de repente, e junto com ela foi crescendo o desejo de ter uma banda, de ser famosos, de tocar para grandes públicos. E desde então nós nunca mais nos separamos.
-Óbvio. Você foi a amizade mais difícil que eu conquistei até hoje. Me lembro com clareza de você sentado quietinho no intervalo enquanto todos os outros jogavam bola.
-Olha quem fala! V ocê também ficava lá no seu canto fazendo lição, tu sempre foi nerd.
Ele estava certo.
-Pra falar a verdade- continuou-, você também era bem tímido. Só começou a se soltar quando passou a andar com o Pe e o Koba.
Assenti com a cabeça.
-Verdade. A culpa é toda deles
-Você foi o primeiro a começar a falar comigo.
Sorri.
-É. E você ficou 20 minutos calado.
-Mas no dia seguinte fui eu que te procurei.
-E dois dias depois nós já nos tratávamos como irmãos.
Meu amigo fechou os olhos e sorriu.
-Eu sempre compartilhei tudo contigo. Os momentos bons, os ruins, os amores, as desilusões, as vitórias e as derrotas. Lembra aquela vez que eu quebrei o braço andando de skate?
-Claro. Eu quase desenvolvi uma tendinite já que eu tinha que copiar a metéria duas vezes.
-Pelo menos você mandou bem nas provas.
-Isso é verdade.
Sua expressão tornou-se séria de repente.
-Você lembra do dia da verdade ou desafio... no seu aniversário...
Ssuspirei pesadamente.
-O dia em que a gente teve que se beijar.
Eu me lembrava com clareza dos fatos. No meu aniversário de 18 anos, depois de ter comemorado com minha família, nós decidimos continuar a festa na casa de Thomas.
flashback on
-Ei galera, o que vocês acham da gente brincar de verdade ou desafio?- perguntou Pe Lu.
-Eu to dentro- disse Koba.
-E aí aniversariante, você topa?- perguntou Thomas.
-Lógico- as cerevejas que eu havia tomado já estavam começando a fazer efeito.
Koba pegou uma garrafa de ice e girou.
-Lanza pra Pe.
-Verdade ou desafio?
-Desafio.
-Te desafio a dar um selinho no Koba.
Koba fechou os olhos e fez biquinho.
-Dá beijo.
Eu, Thomas e Pe caímos na gargalhada.
Ainda rindo, Pe Lu encostou os lábio de leve nos do amigo.
-Gira, Pe- disse Tom.
A garrafa girou mais uma vez.
-Koba pra Thomas.
-Verdade ou desafio?
-Desafio.
-Te desafio a continuar no jogo só de cueca.
Thomas ficou mais vermelho que um pimentão.
-Nem a pau.
Pe Lu riu.
-É isso ou a gente tira suas roupas e você vai correr pelado na rua.
Engoli em seco. Os dois já têm uma capacidade incrível pra pensa besteira, bêbados então...
-Tudo bem- cocordou Tom.
Ele tirou a calça rapidamente e a jogou sobre a cama, revelando sua boxer preta. Em seguida foi a vez da camiseta que cinco segundos depois já estava ao lado da calça.
-Manda ver, Tom- incentivou Pe Lu.
Quando o fundo da garrafa parou de frente pra mim senti meu coração acelerar.
-Pe Lu pra Lanza.
-Verdade ou desafio?
-Desafio.
-Te desafio a dar um beijo de língua no Thominhas.
Foi a minha vez de virar um pimentão.
-Nunca! O Tom é meu amigo.
-O Koba é meu amigo e eu dei um selinho nele de boas.
-Mas selinho e beijo de língua são duas coisas bem diferentes!- protestou Thomas.
-Bom, o esquema é o mesmo. Ou vocês cumprem o desafio, ou vão os dois correr pelados na rua.
Respirei fundoe me ajoelhei na frente do meu amigo. Abracei-o com força.
-Me desculpe- murmurei.
-Eu entendo- ele me beijou carinhosamente no rosto.- Vamos acabar logo com isso.
Em seguida eu fechei os olhos e senti seus lábios colarem-se delicadamente aos meus. Afastei-os um pouco e deslizei minha língua para dentro de sua boca, senti-o corresponder no segundo seguinte. Seu beijo era doce, quente, lento... a vontade de apertá-lo contra meu corpo foi irresistível...
-Podem parar guys- ouvi a voz de Pe Lu
Afastei-me de Thomas sentindo meu rosto arder.
-E aí, sobreviveram?
Não consegui responder tamanha era a vergonha.
-Nada mudou- sussurou Thomas ao meu ouvido.- Nossa amizade continua a mesma. Pra sempre.
flashback off
-Lanza, você ainda está na terra?
Pisquei duas vezes e balancei a cabeça.
-Só estava lembrando... do beijo... e da sua última frase.
Para minha grande surpresa meu amigo sorriu.
-Eu não menti quando disse aquilo, Pe. Nossa amizade vai durar pra sempre- ele aproximou nossas correntes para que formasem o coração inteiro.
-B.F.F- brinquei.
Ele passou a mão pelos meus cabelos.
-Forever and ever.
Notas finais
acho que depois doferiado tem mais.
mandem reviews!!!!
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