Besides All Your Dreams
12 First Date
Notas iniciais
– É infantil.
– Não, não é.
– É sim, e é patético ainda, pelo amor de Deus Quinn, que tipo de idéia idiota pra primeiro encontro é essa.
Santana disse e passou a mão pelo rosto, tínhamos acabado de sair de uma cirurgia que durou aproximadamente umas 12h e estávamos exaustas, a garota estava grávida de sete meses e tinha acabado de sofrer um acidente de carro com o pai da criança, pobre minha só quinze anos. Mas como profissionais competentes que somos conseguimos salvar a mãe e o bebe, já o namorado ou sei lá o que da garota não tenho idéia do que aconteceu com ele, o menino ficou sobre os cuidados do doutor Pierre.
Eu e Sant estávamos caminhando até o quarto de descanso para ver se dormíamos um pouco, durante o caminho contei a ela meus planos para o primeiro encontro com Rachel.
– Primeiro Fabray, que tipo de maníaco pede a garota em namoro no primeiro encontro? – eu a olhei esperando que ela continuasse – e segundo, esse lugar é patético, você já teve idéia melhores.
– Qual é Sant, minhas idéias são perfeitas e o lugar é excelente – paramos em frente a porta de um dos quartos e eu abri a porta, fui para a beliche de cima e Sant ficou na cama de baixo – Rachel vai adorar, digo ela gosta de romantismo e...
– Ta ai Fabray sua burra, esse lugar não é nada romântico, é divertido eu confesso, mas romântico não.
– Tudo bem, ache o que quiser, mas sobre pedir ela em namoro hoje eu não abro mão. – fiz uma pausa e pensei em tudo o que já tinha passado com Rachel, desde o high school até o dia da festa quando tivemos o nosso primeiro beijo(descente). – Eu a conheço como ninguém e ela disse que iria me dar uma chance, não o porque de eu não a pedir em namoro hoje.
– Ah, faça o que você quiser Quinn. Só que depois não venha chorando para mim se ela te disser um não.
Senti Santana se revirando na cama de baixo, aquele era o momento para essa conversa terminar e dormirmos, eram só 15h da tarde e a noite eu tinha um encontro.
______________________Rachel’s POV___________
Ir para o trabalho andando era tão bom, tão revigorante Alice morava um pouco mais longe do teatro, mas estava tudo ótimo por mim. Ela tinha saído para resolver algum “problemas” e não me disse do que se tratava, me ofereceu o carro mas eu recusei, podia muito bem pegar um táxi, mas meu humor estava extremamente ótimo hoje, e quer saber o por que? Simples, eu vou num encontro com Quinn Fabray, estava me sentindo uma menininha. Digo todas aquelas sensações e inseguranças de uma adolescente quando está indo o primeiro encontro da vida, era assim que eu me sentia. Com Quinn eu não era Rachel Berry a mais nova diva da broadway com chances de conquistar o mundo; eu era so Rach, a garota boba que ama musicais e fala muito.
Quinn fazia com que eu me sentisse completa de um jeito que acho que nunca senti na vida, nem com Finn eu sentia o que ela me faz sentir, é um sentimento tão bom e tão gostoso de se sentir, a cada beijo, abraço ou mensagem fofa que ela me manda eu me sinto mais apaixonada. Não sei se posso dizer que a amo, porque isso seria muito rápido, mas concerteza não vai demorar para eu gritar para o mundo que amava Quinn Fabray.
E foi ainda com os pensamentos em Quinn que eu notei que um carro estava me seguindo, a velocidade relativamente baixa chegava a ser patético, pensei em correr achando que era algum tipo de seqüestradores de “famosos” quando o vidro do carro se abaixa revelando Finn. Sua aparência era grotesca, barba grande e cabelos um tanto quanto grandes também. Ele parou o carro e eu automaticamente parei de andar e fiquei o encarando.
– Você ta linda Rach – ele me disse com um daqueles sorrisos de lado que no passado me faria derreter, hoje eu só senti nojo dele, não o respondi e voltei a andar. Ele colocou a cabeça para fora do carro e gritou – Rachel, por favor, me de só um segundo, quero só falar com você.
Cedi dessa vez e entrei em seu carro, o veiculo fedia a bebida e chulé, Finn nos levou até uma lanchonete mecretefe que eu provavelmente jamais entraria, mas como boa pessoa que sou resolvi acompanhá-lo. Sentamos em uma das mesas mais afastadas do lugar e eu fiquei olhando para ele esperando que começasse a falar.
– Olha Finn, se você me chamou aqui pra ficar me olhando com essa cara de bobo eu vou embora – eu disse me levantando, ele segurou meu braço de uma forma delicada e pediu:
– Não vai olha Rach eu só queria te dizer que eu sinto muito por tudo o que eu fiz pra você e que eu me arrependo todos os dias de ter te perdido – ah que ótimo, ele vai ficar com esse blábláblá todo ai enquanto eu preciso ir trabalhar.
– Olha Finn, da pra ir direto ao ponto, eu ainda tenho que trabalhar – peguei meu celular e olhei as horas, ainda estava um pouco cedo, mas a companhia de Finn eu não queria.
– Eu te quero de volta Rach, você uma vez cantou “without you” pra mim, ainda acredito que aquela chama do nosso amor esta viva em você – ele disse e ficou com aquela cara de pateta, só Deus sabe o quanto me arrependo de ter cantado uma musica tão bonita para ele, se eu soubesse o que aconteceria.
– Finn, você disse isso mesmo que eu entendi? Você ta pedindo pra eu voltar com você? Não sei se você sabe, mas já somos legalmente separados e a tal “chama” que existia entre nos se apagou no momento em que eu disse “aceito” naquela maldita igreja. Ou será que ela se apagou quando eu vi você na nossa antiga casa, na nossa cama com uma mulher que não era eu? Agora estou na duvida – sim, eu estava sendo sarcástica, era muita, muita cara de pau dele vir aqui me pedir pra voltar. Me levantei da mesa, mas antes de sair de lá me virei para ele e disse – Alem do mais Finn, já tem outra pessoa na minha vida.
Virei para sair dali quando senti a mão de Finn sobre o meu braço, ele me segurava com uma força exagerada e estava me machucando, quando olhei para ele vi que seu rosto estava vermelho e os dentes trincados de raiva, ele me apertava cada vez mais.
– É ela não é – ele disse furioso – é aquela maldita da Alice hã, me responde Rachel – ele me chacoalhou querendo uma resposta, ele só podia estar perdendo a cabeça, achar que era Ali tinha um pouco de lógica, mas chegar a ponto de quase me agredir era demais, nunca imaginei Finn nesse estado.
– ME SOLTA FINN – eu gritei e atraímos a atenção de algumas pessoas que estavam no local.
Um homem forte acompanhado de um garoto forte também chegaram perto e perguntaram para Finn
– Não ouviu a moça rapaz? – com um olhar totalmente intimidador. Finn me soltou e o garoto perguntou se eu estava bem, acenti que sim e sai do local o mais rápido que pude.
Eu não consegui acreditar que ele foi capaz de fazer isso comigo, meu braço doía e provavelmente iria ficar roxo, Finn é um covarde. Ah, como eu me arrependo de ter me casado com ele, de ter passado a melhor parte da minha vida ao lado de alguém que dizia me amar e na noite estava na cama com outra, Finn foi uma das melhores coisas do meu high school, namorar o quarterback o cara mais popular da escola foi ótimo pra mim que era uma ninguém, meus sentimentos por ele sempre foram os mais sinceros possíveis. E de repente ele faz isso comigo, eu realmente sou uma boba, uma idiota por nunca perceber esse tipo de coisa.
Cheguei no teatro chorando, fui para o camarim e sequei minhas lagrimas, hoje dia era pra ser feliz lembra Rachel, disse a mim mesma enquanto estava em frente ao espelho me preparando. Depois de algum tempo me joguei no sofá e fiquei lá pensando em coisas boas da vida, hoje a apresentação ia ser perfeita e depois iria sair com a Quinn, Finn não iria estragar minha vida, não mais.
– Toc toc – Ali disse e abriu a porta do meu camarim, ela entrou no mesmo e ficou me encarando.
– O que foi Alice? – eu disse me sentando no sofá com as pernas cruzadas e a encarando também. Ela começou a rir, a gargalhada de Ali era tão gostosa de ser ouvida que eu comecei a rir também, depois de um tempo paramos de rir e eu a questionei – Afinal, do que estávamos rindo?
– Você eu não sei, mas eu estou rindo do seu encontro de hoje a noite — Ali segurou outra risada e eu fiquei curiosa, onde será que Quinn estava planejando me levar.
– Você sabe onde é? – ela acentiu que sim não disse mais nada. – e você pode me contar?
– Se eu te disser terei que te matar e se eu te matar o encontro não vai acontecer, ou seja, Gasparzinho vai me matar junto com Satã e usar o meu corpo para alguma experiência naquele hospital onde elas trabalham. – ela disse em um tom serio, essa foi a minha vez de rir, como Ali podia falar coisas assim.
– É serio Ali me conta por favoooooor – eu disse fazendo uma carinha de cahorro.
– Essa sua carinha linda não vai adiantar de nada superstar. Para com isso vai, você ta parecendo uma criança querendo saber o que vai ganhar de natal. Vai se preparar porque os seus amigos estão ai para nos ver.
– Não seria para ME ver Ali? – eu disse dando ênfase no “me”.
– Não querida, eu sou a favorita do publico – deu uma piscada pra mim e saiu do camarim.
Aiai, essa garota não existe mesmo viu. Me levantei e fui para a maquiagem, não vejo a hora da peça acabar eu poder estar com Quinn, seja lá aonde ela vai me levar.
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Estou completamente exausta, durante toda a apresentação meus olhos ficaram conectados aos de Quinn de uma forma mágica, ela estava linda. Tive alguns probleminhas devido ao meu braço dolorido, mas acho que ninguém notou.
Abri a porta do meu camarim com aquele sorriso abobado estampado em meu rosto e dou de cara com Alice, essa garota ainda vai me matar de susto um dia.
– Ray, levanta a manga da sua blusa rapidinho. – pronto, gelei e meu coração acelerou e as palavras não saiam, ela chegou perto de mim e agarrou o meu braço, soltei um gemido de dor, ela olhou nos meus olhos e subiu a manga de minha blusa, quando ela abaixou o olhar e viu o enorme recheado que estava no meu braço, seus olhos ficaram num verde extremamente intenso, de um jeito que eu nunca havia visto antes – Foi aquele desgraçado não foi Rach, aquele filho da puta, eu matar aquele muleque.
Ela me soltou e se virou para a porta, eu fui mais rápida e passei na sua frente e tranquei a mesma, ela me olhou de novo com os olhos em fúria
– Destranca isso Rachel – ela disse tentando ser calma.
– Não Alice, só se você me prometer que não vai fazer besteira – ela respirou fundo e eu tenho certeza que contou até dez mentalmente, quando abriu os olhos de novo eu perguntei – promete?
– Prometo – ela disse eu abri a porta, ela saiu de lá tão rápido que eu me arrependi ter acreditado nela.
Cinco minutos depois e eu ainda não sabia o que vestir, não tinha a menor idéia do que usar, não sabia aonde ia; a porta de meu camarim se abriu me tirando de meus devaneios e por ela entraram Mercedes, Sam, Puck e Kurt, e depois aparecerem Britt e Santana.
– Pessoal – eu disse e sai abraçando cada um deles – como estão, o que acharam da peça?
– Você pergunta isso como se fizesse um século que a gente não se vê Rachel – esse foi Kurt.
– Como sempre minha princesa judia eu adorei todas as cenas em que aquela sua amiga gostosa aparece, ela se parece uma irmã gemea mais bonita de Santana – nem preciso dizer que esse foi Puck certo?
– Pois fique sabendo que as suas chances com ela são zero Puckerman, ela ama a namorada.
– Fala serio, as garotas mais gostosas estão virando lésbicas, e isso inclue a Q. – esse comentário foi de Sam que parecia levemente desapontado, todos rimos.
Eu parei de rir quando vi Quinn entrando pela porta do meu camarim, no mesmo instante o ar me faltou, ela estava tão, tão sexy. Cabelos soltos e meio bagunçados, uma calça jeans skinny uma regata branca com uma jaqueta de couro. Nunca tinha visto Quinn vestida daquele jeito, digo sem os vestidos e as sapatilhas, aquela roupa deram um ar total rebelde para ela, ela estava incrível.
Logo todos perceberam o meu estado abobado e olharam para traz, Quinn sorriu envergonhada e ficamos nos olhando.
– Muito bem negada, perceberam o clima aqui certo, vamos deixar as duas sozinhas. A gente se amanhã Q. – Santana disse enquanto empurrava todos para fora do camarim.
Quando fomos deixadas a sos Quinn fechou a porta rapidamente e voltou a me encarar, sem dizer uma palavra ela foi chegando perto de mim com um sorriso sedutor; passou a mão em meu rosto com delicadeza e aqueles mesmo arrepios percorreram o meu corpo, ela juntou os nossos lábios lentamente em um beijo calma e apaixonado, o ar fez falta em nossos pulmões e nos separamos, ela sorria de orelha a orelha.
– Você ta linda sabia? Linda e sexy – eu disse depois de algum tempo em silencio, ela apenas riu e se separou um pouco de mim.
– Obrigado – ela disse corando um pouco. – Mas então, vá se arrumar, temos que sair lembra.
– Mas Quinn, eu não tenho a menos idéia do que vestir. – Quinn fez uma cara pensativa antes de me responder com um sorriso
– Vista algo confortável assim como eu e, por favor, nada de saias ou vestidos ta. – eu concordei com a cabeça, ela me deu um beijo na testa e saiu do camarim.
Me vesti rápido, peguei uma calça jeans escuta, uma blusa preta com alguns detalhes em branco uma jaqueta jeans e um tênis, ela disse para eu me vestir confortavelmente e é isso que eu fiz.
Sai de meu camarim a procura de Quinn, fui encontrar ela no estacionamento encostada em uma moto. O que se passa nessa cabecinha loira?
– O que é isso Quinn – eu disse me referindo a moto.
– Uma moto ué – ela disse, isso é a coisa mais obvia do mundo, eu cruzei os braços e olhei para ela – é uma harley davidson, peguei emprestada com um amigo do hospital – ela disse me dando um capacete.
– E desde quando você dirige um bicho desses Fabray – perguntei arqueando a sobracelha, ainda não tinha pegado o capacete e ela ficou com a mão estendida pra mim.
– Eu sou uma caixinha de surpresas meu amor, agora vai, pega logo o capacete a vamos para o nosso encontro. – relutante peguei o capacete e o coloquei, Quinn subiu na moto e a ligou – você não vai subir?- ok, eu estava um pouco com medo, na verdade eu estava apavorada, nunca tinha andado em uma motocicleta antes. – vai Rachel, eu prometo que nada de errado vai acontecer.
Quinn acelerou e eu me agarrei a sua cintura, ela dirigia rápido com uma habilidade incrível, quanto mais rápido ela ia mais eu me agarrava a ela, parecia que ela fazia de propósito! Depois de mais ou menos uns quinze minutos naquela moto chegamos a um lugar que eu não pude ver claramente o que era. Quinn parou a moto e desceu, depois me ajudou a descer.
– Então, aqui vai ser o nosso grande primeiro encontro? – perguntei olhado para um estabelecimento enorme, mas que eu ainda não sabia o que era.
Quinn não me respondeu, entramos no lugar e estava numa escuridão total, ela me soltou e foi acender as luzes num painel que ficava próximo, quando as luzes ligaram, surpresa! Quinn me surpreendeu completamente.
– Infantil, bobo? Eu vou entender se você quiser ir para outro lugar – minha boca estava aberta, eu só admirava o lugar.
– Um playland Quinn, serio? Desde antes de sair de Lima que eu não venho num lugar desses – meus olhos brilhavam, não conseguia me lembrar da ultima vez em que estive num lugar assim – mas Quinn, isso aqui é um playland ENORME, cadê as pessoas?
– Bem – ela disse voltando para mim e enlaçando minha cintura – o pai de um dos meus pacientes é dono daqui, digamos que eu fiz um bom trabalho na cirurgia do garoto e ele ficou agradecido, me disse que se eu um dia precisa-se de um favor eu poderia ligar para ele, fazia um tempo que isso havia ocorrido, mas pensando nas idéias de te fazer um encontro inesquecível eu pensei aqui e lembrei que ele era o dono, liguei para o cara e ele ficou super feliz quando eu contei a história, disse que seria um prazer me ajudar e aqui estamos.
Ela terminou com um sorriso tão lindo que faria qualquer um se apaixonar facilmente. Eu peguei a sua mão e sai correndo com ela para uma maquina qualquer para brincarmos.
Depois de mais de duas horas jogando com Quinn e tendo que lidar com seu ego incrivelmente grande minha barriga roncou o que chamou atenção da loira ao meu lado.
– Perder te deixa com fome Berry? – ela disse e deu um sorrisinho sarcástico.
– Fabray, você é uma péssima vencedora – eu disse a encarando com uma cara emburrada, serio, desde que começamos a jogar eu acho que ganhei dela umas três vezes.
– Fica assim não Rach, na próxima eu deixo você ganhar ta – ela disse apertando minhas bochechas.
– Para Quinn – eu disse tirando suas mãos do meu rosto e voltando a ficar emburrada.
– Vai ficar titi, fica titi não bebe, eu sei de uma coisa que você pode ganhar – queria bater nela por estar usando um to completamente infantil comigo, mas a curiosidade foi maior.
– O que? – eu perguntei vendo ela se aproximando de mim.
– Um beijo meu – ela disse e me puxou rápido.
Nossas bocas se juntaram e sua língua não esperou e logo pediu passagem para mim que claro, concedi, minhas mãos arranhavam sua nuca e as vezes puxavam o cabelo de leve, ela passava a mão pela minha cintura as vezes era mais ousada e descia até minha coxa. Me lembrei do que ela tinha falado pra mim no dia da festa e então parei o beijo bruscamente, ela me olhou com uma cara desentendida e uma sobracelha arqueada.
– O que? Foi você que disse que não vai pra cama no primeiro encontro. – eu disse e depois dei um selinho em nela que ficou bem descontente e eu ri.
– Vem, vamos comer porque vencer também me da fome – ela disse lhe dei um tapa, não que eu seja má perdedora, mas ela já estava me irritando.
Subimos para a parte de cima do playland e la estava tudo completamente arrumado, em um canto uma mesa iluminada a luz de vela e pratos postos, uma garrafa de vinho e as taças, tudo perfeito, assim como esse mulher.
– Gostou? – ela disse um pouco acanhada.
– Quinn, ta perfeito, tudo está perfeito – eu abraçando ela.
– Então, vamos comer. – fui me sentar e ela puxou a cadeira para mim, ela era tão... ai fico até sem palavras. – Bom, hoje eu terei que ser a garçom aqui. Vou ali pegar os pratos e já volto – me deu um selinho e saiu.
Voltou com dois pratos na mão. Colocou um na minha frente e outro no lugar onde ela iria se sentar, me serviu o vinho em ambas as taças e se sentou.
Sorriu pra mim e disse: — É lasanha, vegan claro. Não fui eu quem fez, pedi para um cara que trabalha na cozinha do hospital preparar e trazer pra cá pra ficar gostoso e quente para podermos comer – ela sorriu meio amarelo e eu dei um amplo sorriso pra ela, essa noite estava completamente perfeita.
Comemos em silencio, trocamos algumas caricias e sorrisos durante a refeição, a comida estava realmente deliciosa e o vinho divino.
– A noite foi maravilhosa Quinn – eu disse pegando sua mão por cima da mesa quando tínhamos acabado de comer.
– Bom... pra mim ela ainda pode ficar melhor – ela disse com os olhos brilhando. Ela mexeu no bolso na jaqueta e tirou de lá uma caixinha de veludo preta, meu coração parecia que ia saltar do meu peito – Olha Rach, eu sei que você acabou de sair de um casamento agora, que esse é o nosso primeiro encontro e que o mundo pode se voltar contra nos. Mas eu também sei que eu te amo, sempre te amei e vou te amar até o ultimo dia da minha vida, não importa quanto tempo passe ou se vamos estar juntas ou não, honestamente espero que sim – eu também, Quinn, eu também – Mas eu quero te fazer minhas Rachel, em todos os sentidos possíveis, quero ser sua também, quero poder ver uma apresentação sua e falar aquela é a minha garota, ou a minha namorada e quem sabe futuramente algo bem mais do que isso, quero poder realizar todos os seu sonhos ou ir além deles, eu quero poder segurar a sua mão quando algo te assustar e você ficar com medo, do mesmo jeito que eu quero poder te beijar sempre que alguma coisa boa acontecer, quero estar do seu lado agora e pra sempre. Não, eu não estou te pedindo em casamento, eu só quero deixar claro pra você que eu não vou fazer errado. Então Rachel, quer namorar comigo? Um relacionamento serio e cheio de confiança e amor? – ela me perguntou e abriu a caixinha revelando dois anéis que pareciam ser de ouro branco com uma fininha listra em outro amarelo, era linda, perfeito assim como Quinn – Então Rach, aceita ser minha namorada?
– Sim, sim, sim! – eu disse e sai da mesa pulando no pescoço de Quinn a abraçando e beijando.
Nos separamos e ambas tínhamos aquele sorriso bobo no rosto, Quinn pegou umas das alianças (devo dizer que a menor) e colocou em meu dedo; eu peguei a outra e pude notar que dentro estava escrito yours Rachel provavelmente na minha deve estar escrito “yours Quinn”. Coloquei a aliança em seu dedo anelar da mão direita e pude ver que os olhos de Quinn estavam marejados, uau, ela me ama demais, e eu estou começando a amá-la na mesma intensidade. Depois disso trocamos vários beijos apaixonados.
– Vem – ela levantou e me puxou junto – vamos pra casa, amanhã eu tenho que trabalhar – ela disse a palavra “trabalhar” fazendo uma careta.
Voltamos para a maldita moto, a única parte boa de andar naquilo era que eu pedia agarrar Quinn o quanto quisesse.
Chegamos em casa e encontramos Ali dormindo no sofá, Quinn foi para o quarto trocar de roupa e eu colocar a morena na cama.
– Alice, levanta, vamos pra cama vai – ela murmurou algo indecifrável, se levantou e foi para o quarto.
Entrei no quarto e encontrei Quinn colocando a blusa do pijama, serio, eu ia ter um ataque cardíaco ainda hoje, aquele abdômen me seduzia, Quinn estava de costas pra mim mais de frente para o espelho, quando ela notou que eu estava deixando praticamente um poça de baba no chão ela veio pra perto de mim e me agarrou.
Nos beijamos intensamente e calorosamente, ela mordiscava o meu lábio algumas vezes e isso só servia pra levar a minha sanidade para o espaço. Eu a empurrei na cama e fiquei sobre ela, suas mãos passavam sobre minha blusa e já iam a levantando, eu não a impedi ela a tirou jogando em algum lugar do quarto, minhas mãos entrarem em sua blusa do pijama e acariciavam seu abdômen, ela não conseguiu evitar um gemido quando eu arranhei o lugar, ela inverteu as posições ficando em cima de mim, começou a beijar o meu pescoço enquanto eu arranhava suas costas, ela desceu os beijos pelo meu colo e abdômen, quando achei que ela finalmente ia saciar o meu desejo ela parou. Eu a olhei frustrada, ela sorriu de lado e disse:
– Eu disse que não vou fazer amor com você depois do primeiro encontro.
Ótimo, vou precisar de um banho frio agora. Fui tomar meu banho pensando nos beijos e nos carinhos de Quinn, tive que me segurar para não fazer bobeira durante o banho.
Voltei para o quarto e me deitei na cama, me aninhei a Quinn que me abraçou por traz e me dava beijinhos na nuca, o que mais uma vez ia me levar a loucura.
– Para Quinn – eu disse quando percebi que estava perto de perder o controle, ela continuava com as caricias e eu lutando contra elas – Quinn é serio, para de me provocar, ou você terá que dormir junto com Alice – assim que falei isso ela parou e me beijou na bochecha – bem melhor – eu disse.
– Não podemos dormir separadas logo na nossa primeira noite como um casal – eu disse comentário e me aconcheguei ainda mais em seus braços. – Boa noite minha namorada, sonhe comigo.
E mais uma vez eu tive a certeza que queria Quinn comigo pra sempre.
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