Notas iniciais
Espero que eu tenha feito tudo certo, sinceramente. Morrendo de vergonha de escrever o que penso, mais se eu não escrever, acho que vou me sentir torturada. Enfim, boa leitura.

Ham... Me sinto uma estranha de estar desabafando com um caderno, mais acho que vai ser uma experiência legal. Me chamo Aletta. E como não tenho ninguém para conversar, mostrar como me sinto, peguei este caderno velho. É a única forma que eu encontrei de me satisfazer temporariamente, e de mostrar tudo pelo que tenho passado....

"Sou uma garota modesta, onde minhas maiores diversões é montar em um cavalo. Tá, não uma menina, porque afinal tenho 17 anos e não sou mais nenhuma criança. Uma garota que adora explorar, achar coisas fascinantes e que de algum modo que me encantam. Adoro passear a cavalo no quintal amplo de minha casa, e explorar os quintais vizinhos pra ver se há alguma novidade; nunca houve. Era sempre assim, tudo tão monótono. Até que certo dia, por algum motivo estranho, meu cavalo surtou (se é que posso dizer assim) fazendo com que eu caísse violentamente no chão. Só senti uma dor enorme em meu ombro direito, não conseguia gritar, me mexer. Apenas gemia. Até que senti passos apressados vindo para perto de mim. Não conseguia decifrar o que era, se era alguém ou algum bicho grande em minha direção. Senti algo quente correndo por meu rosto, e sem a menor ideia vim a perceber que eram lágrimas.

Até que eu pude ouvir uma voz doce e aflita dizendo: — "Você está bem?" E minha voz não saía. Só consegui olhar para cima e ver embaçadamente em meio as lágrimas um rosto lindo, embora parecesse preocupado. E como num instante de paz, vi seu rosto sumir aos pucos, até que definitivamente não os vi mais.

Quando acordei, senti um certo peso em cima de mim, e ao olhar para baixo vi uma tala/gesso envolvendo meu ombro. É, definitivamente o machucado havia sido grande.

– Oh querida, já acordou, que ótimo. Como se sente?

– Bem... Mãe, o que houve?

– Não se lembra?

– Vagamente... Só de que o cavalo se assustou sozinho e eu caí.

– É... Acho que vou levar o Honey a um psicólogo...

– Mãe, não existe psicólogo para cavalos ( risos )

– Já procurou?

– Não.

– Então não me questione.

– Ai ... Só você. — Disse rindo.

– Esqueci de falar, você tem visita.

– HÃM? Quem? Ninguém nunca me procura...

– Você vai ver, e acho bom você se sentar.. — Disse ela rindo e saindo em direção a porta. -" Entre querido".

E então eu vi. E sinceramente minha mãe tinha razão em me dar a deixa de sentar, porque se eu estivesse em pé teria desmaiado. Era o jovem mais lindo que eu havia visto na vida. O sorriso dele, aqueles cabelos cacheados, os olhos negros tão expressantes. Tudo nele definitivamente me chamava. E vê-lo vindo em direção a minha cama era tentador demais para mim.

– Acho melhor fechar a boca antes que uma mosca entre e você se engasgue.

– Oh, me desculpe. — Disse abaixando a cabeça, definitivamente envergonhada.

– Ah, não precisa ficar assim. Vamos, levante a cabeça e me dê um sorriso.

– Não depois deste mico...

– Se você não levantar a cabeça e olhar para mim, vou por você naquela cavalo e dar uma chicotada tão forte que você vai voar em disparada.

– NÃO FAÇA ISSO COM O MEU HONEY! — Disse apavorada.

– Ei calma, é brincadeira... Não maltrato animais. (risos) Posso me sentar aqui? — Disse apontando para os pés de minha cama.

– Pode. E desculpe, você me assustou. Não sabia se era verdade ou não, afinal nem te conheço.

– Isso é verdade, o que me faz perguntar: Qual o seu nome?

– Aletta. E o seu? Aliás, o que faz aqui? Não te conheço...

– Túlio. E você me fez esta pergunta a 3 horas atrás quando eu te vi caindo do cavalo.

– Você estava lá?

– Estava ajudando na mudança de minha casa, no jardim ao lado, na casa da falecida Sr. Nichols. Você está bem? Fiquei preocupado quando vi você caindo e sem se mexer, e sua mãe me ajudou a trazê-la para dentro.

– Ah, desculpe a grosseria. E... hãm, obrigada por me socorrer. Te devo uma.

– Não foi nada. Como se sente?

– Bem, eu acho. E morrendo de fome.

– Quer que eu peça para sua mãe te trazer um lanche?

– Ah quero sim, obrigada.

– Tudo bem, qual o nome dela?

– Maureen.

– Ok, vou chamá-la. — E ele se pôs de pé, e tomando fôlego deu um berro: — " TIA MAUREEN, A ALETTA ESTÁ COM FOME". E definitivamente se eu não ficasse surda depois desse berro, achei que ouviria zunidos para sempre. E o que me surpreendeu que, ao invés de minha mãe brigar, gritou educadamente em resposta:

– "JÁ JÁ SUBO COM O LANCHE DE VOCÊS QUERIDO".

– UAU! Que garganta você tem, Túlio E se fosse pra chamar assim, eu mesma teria gritado.

– ( risos ) Então por que não fez isso Lelêtta?

– ( risos ) Do que você me chamou?

– Seu novo apelido. Quer dizer, que eu vou te chamar. Apenas uma forma carinhosa em diminutivo do seu nome.

– Ah, muito obrigada Tutúlia!

– EPAH! TUTÚLIA?

– ( risos ) "Apenas uma forma carinhosa em diminutivo do seu nome." — Disse imitando-o. — "E vamos combinar, se encaixou direitinho né?

– Olha só, nos conhecemos a meia hora atrás e já estamos tirando sarro um com a cara do outro. Tô vendo que isso vai dar o que falar...

– Com certeza "florzinha"...

E nós dois caímos na risada. Fazia muito tempo que eu não me divertia tanto, e era incrível como o Túlio me fazia sentir a vontade ao lado dele. Tudo que ele falava me deixa fora de órbita, alegre, feliz. Ele me fazia sentir eu mesma, ou melhor: SER eu mesma. A companhia dele era incrível, e até minha barriga percebeu isso, pois doía de tanto rir. Definitivamente ele era incrível. E por consequência, não queria que ele partisse para longe de mim."

Notas finais
Espero que tenham gostado, afinal esta história veio de improviso e não tive tempo de revisá-la. Sei que não é profissional ou algo do tipo, mais prometo que no próximo capítulo estará mil vezes melhor. Podem opinar sempre e boa leitura :)