Bem Me Quer.

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Tem muita gente me implorando para fazer Robin e Regina ficarem juntos logo, mas peço para que tenham calma. Eles vão ficar juntos sim, e isso não seria um spoiler já que acho que deixei isso bem evidente mas ainda quero e preciso explorar a relação de Graham com a prefeita, por isso paciência galerinha! E obrigada pelos comentários, mais uma vez.

"Você está com ciúmes, xerife Graham?"

"Não. Para, que isso.."

"Não me convenceu.." — dizia Regina, com uma cara levada.

Graham rapidamente levantou-se da mesa. Já tinha terminado de comer, assim como ela. Aquela cara de safada dela tinha o deixado louco. Ele agarrou-a fortemente pela cintura e num impulso, a levantou. A prefeita abraçou-o com as pernas, envolvendo o quadril daquele homem. Suas unhas pintadas de preto se enfiaram firmemente na pele macia dele. Humbert a levou ainda em seu colo até a pia, onde a sentou e se encaixou entre suas pernas.

Ele acariciava as coxas da prefeita enquanto a beijava de forma intensa. Ela segurava agressivamente os cabelos de Graham, embaraçando seus cachos cor de mel.

"Você.." — começou a falar mas ele mesmo se interrompeu, dando um beijo rápido na boca dela. — "acha mesmo.." — dessa vez, os lábios do moreno desceram em direção ao pescoço da moça. — "que eu gostei de ver.." — ele intensificou os beijos, continuou acariciando as coxas dela, apertando-as com agressividade e foi descendo com os lábios, chegando até seu colo, na região perto dos seios realçados devido a gola V do vestido. — "um desconhecido safado olhando para suas pernas?"

As respostas dela em relação aos estímulos que Graham a proporcionava eram apenas gemidos. Gemidos baixos, gemidos que se estendiam desde palavras indecifráveis até a pronunciação do nome de seu parceiro. "Graham..". A forma como a voz sensual dela clamava por ele era o que o deixava mais excitado. Ele adorava cada detalhe daquela mulher.

"Não precisa ter.." — Regina começou a se anunciar mas foi interrompida pelo espasmo que sentiu enquanto Graham lhe arrancava o vestido. — "ciúmes."

"Mas é claro que preciso." — ele a beijou no ombro descoberto. Uma, duas, três vezes e depois o mordeu. E ela fechava os olhos, sentido o toque de seus lábios. — "Olhe para você." — ele encarou profundamente o conjunto sutiã e calcinha de Regina. Ela nunca o decepcionava. — "Você é muito.."

Ele a puxou, sendo levado pelo desejo do momento. Como ele a queria.. Andou com ela no seu colo em direção a sala e a colocou cuidadosamente no sofá.

Ela mordia o lábio inferior quando Graham ameaçou tirar as próprias calças. Assim ele o fez, admirando os lábios de Regina. Ele amava quando ela mordia o lábio. Como amava.. ela era sensual até em seus pequenos atos. Regina, vendo Graham tirando a calça, se apressou em tirar-lhe a camisa social. Ela passou esta pela cabeça dele e a jogou longe, não se importando com o lugar aonde esta iria cair e dando-lhe um beijo intenso logo em seguida.

Estando apenas de cueca, Graham abraçou Regina, passando suas mãos por toda a extensão das costas dela, chegando na parte do fecho do sutiã, o qual abriu e o jogou no outro sofá.

Humbert não pensou duas vezes até abocanhar um de seus seios, sugando, lambendo. Regina estava sem rumo, tomada pelos espasmos que a preenchiam. Ela pendeu sua cabeça para trás, num gemido.

"Oh, Graham.."

Ele levantou a cabeça, encarando-a. Subiu os lábios na extensão do pescoço, sugando a pele dela com tal força que com certeza deixaria uma marca, um chupão. Chegando com os lábios no ouvido da mulher, sussurrou:

"Quero que me prometa que não vai me trocar pelo advogado."

"Advogado?" — perguntou-lhe, ignorando todo o resto do pedido.

"de Locksley."

"Ele é advogado? Como sabe?"

"Andei pesquisando sobre quem cobiça minha mulher." — riu e logo depois a mordeu no pescoço, deixando-a mais excitada. — "Estou brincando. Sou xerife, sei dessas coisas."

Minha mulher. Pensou Regina, se aquele era um jeito de ele anunciar um futuro compromisso, ela queria deixar bem claro que não o queria. Mas não ia dizer isso à ele. Não naquele momento, não ia interromper a transa para anunciar "Graham, desculpe mas não quero ser sua namorada. Está ótimo do jeito que está, certo?".

E na cabeça dele, ele ficara feliz por Regina não ter protestado quando ele disse essas palavras, isso só poderia indicar que ela também queria levar a relação deles a diante e de que o sentimento era recíproco. De mal a pior, se não fosse isso só poderia indicar que ela não entendeu o jogo de palavras.

"Ah sim." — disse Regina, num gemido leve, quase inaudível.

Por fim, ela descia calmamente as duas mãos no peitoral do xerife, acariciando. Passou as duas mãos para trás dele, o envolvendo numa espécie de abraço e acariciou toda as costas de Graham. Desceu as mãos até onde se localizava a bunda do xerife, encravou as unhas na roupa íntima que ele vestia com ferocidade, livrando-se da cueca boxer em apenas um movimento.

Ele a penetrou, devagar. Ela se sentiu preenchida, ele começava a se mover para dentro e para fora dela, lentamente. Pegando o ritmo, ele começou a estocar com mais força, levando o corpo da moça junto do seu, para cima e para baixo. Ele sentia os seios dela encostando em seu peitoral definido, o contato o deixava incrivelmente excitado. Cada vez mais ele aumentava velocidade, as estocadas ficavam cada vez mais fortes.

"Ai meu Deus! Graham..."

"Sim." — A coluna dele formava uma parábola, ele estava por cima, com os olhos vidrados intensamente nos olhos castanhos da mulher. Regina os fechou, levada pela estocada que ele acabara de dar. Ele continuava a admirando, enquanto a preenchia, mais forte e profundamente. — "Meu doce."

A atração que ambos sentiam um pelo outro era muito intensa. Ele se via totalmente apaixonado por Regina, ele realmente a amava, enquanto para ela, Graham não passava de um caso.. Um caso profundo, sim. Mas mesmo assim, apenas um caso. Regina não sabia ao certo uma definição para seus sentimentos, ela não se via mais sem a companhia do xerife mas ao mesmo tempo sabia que se houvesse a hipótese de ele a deixar, ela não daria a devida importância para o fato. Tinha uma atração muito grande por ele mas podia jurar que não era amor.

Eles continuavam no mesmo ritmo, ele a penetrava num movimento sensual, frenético. Até gozar, se deliciando com o último gemido que conseguia arrancar de Regina, que gozou logo em seguida. Seu gemido soava como o grito de uma criança. Não se sabe porque, mas após escutar aquele som vindo de sua amada, a imagem que lhe veio na mente foi de uma criança pequena, uma menininha de cabelos loiros brincando num parque. Era incrível a mistura de sentimentos que Regina o fazia sentir. Graham Humbert não era do tipo que se declarava e muito menos fazia romance, por isso guardava seus sentimentos para si. Por isso que sua relação com Regina durava mais de meses e eles ainda não sabiam ao certo o que eram um do outro. Mas isso estava prestes a mudar e ele sabia..

*

Eram oito horas da manhã quando Regina acordou, um raio de luz proveniente da fresta das cortinas no quarto batia exatamente em seu rosto, fazendo-a acordar. A mulher levantou, olhou para seu lado e sorriu ao ver Graham ainda dormindo. Ela levantou calmamente, em sua percepção deviam ser ainda umas seis horas da manhã. Mas não. Ela se assustou ao ver no relógio digital, estava totalmente atrasada! "Duas horas Regina, duas horas.. O que vão pensar de uma prefeita como você?" — pensou, repreendendo-se.

A mulher lavou o rosto, escovou os dentes e vestiu um vestido vermelho, salto alto preto. Batom vinho que marcava perfeitamente sua boca-formato-de-coração e ainda dava um disfarce para a cicatriz que tinha no lábio superior. Ela não queria acordar o xerife, afinal ele sempre entrava mais tarde no serviço, então ela rapidamente debruçou-se sobre ele, dando-lhe um beijo rápido na mão, deixando uma marca de batom.

Desceu as escadas, abrindo todas as janelas numa correria. Levou as mãos até a maçaneta e abriu a porta rapidamente, andou em direção ao carro, entrando. E assim correu em disparada para a prefeitura.

*

"Aurora, pelo amor de Deus, me diga que não tinha muito serviço para hoje!" — ansiava Regina.

"Não se preocupe não teve ligações ainda e.." — Aurora olhou rapidamente para as poltronas que ficavam atrás de Regina, mostrando-lhe algo.

Regina virou-se e se deparou com ninguém menos que de Locksley, sentado.

"O que ele faz aqui?" — sussurrou na intenção de não deixa-lo escutar.

Ele lia calmamente uma revista, tinha a pego numa mesinha que ficava na recepção da prefeitura. Ele tinha reparado a presença da prefeita, obviamente e também já havia reparado que ela estava magnífica naquele vestido vermelho colado em seu corpo, sendo fiel a cada curva deste.

"Ele apareceu aqui não eram nem 6:30, eu o despachei.. Educadamente, claro." — disse Aurora, juntando-se aos sussurros de Regina. — "Disse que você ainda não havia chegado mas que não demoraria.. Bem, foi o que pensei né. Por sinal, estava dormindo?" – a prefeita já estava acostumada com a mania que Aurora tinha de abordar outro tema em meio a um assunto, parecia até que sua mente vagava e ela descobria sempre outros assuntos que se relacionavam com o que estavam debatendo. E isso a deixava aflita.

"Aurora! Vá direto ao ponto!"

"Tudo bem, está bem! Calma!" — Aurora era ciente de que tinha essa mania e por fim, tentou explicar a situação sem repetir o ato — "Daí ele foi embora mas voltou pouco depois, umas 7 horas. Eu disse que ligaria para ele quando você chegasse pois pelo visto ia chegar atrasada mas ele insistiu em esperar aqui.. E está aqui desde então."

"Que?" — se espantou Regina. — "Ele está aqui desde as sete?"

A secretária assentiu com a cabeça.

"E detalhe são 8:30, Regina."

"Vou atende-lo antes de iniciar qualquer coisa, se é assim.." — e virou-se em direção a Robin, parando enfim de sussurrar.

Ele levantou o olhar de encontro com o da prefeita de forma com que os olhos perolados da mulher ficaram gravados em sua memória. Ela o fitou rapidamente e assentiu com a cabeça numa espécie de cumprimento.

"Bom dia."

"Bom dia, prefeita."

"Bem, vamos! E você me perdoe pela espera, eu realmente perdi o horário.." — Regina se desculpou, ele levantou-se e ela ia o guiando em direção a seu escritório. Ele estando atrás dela, a fitando de cima para baixo.

"Sem problemas, senhora."

A sala era de uma decoração sofisticada. Não subestimando o gosto peculiar da mulher, mas Regina provavelmente teria contratado um bom arquiteto. A porta de entrada para o escritório era larga e de madeira, entrando na sala, num primeiro plano se via uma parede de cor marrom e a outra, paralela à esta, na cor branca. A outra parede não continha nenhum tijolo, era inteiramente de vidro dando liberdade para uma visão incrível. Por ela podia-se ver a loja de Mrs. Gold, algumas outras lojas vizinhas e mais para o fim, a floresta. A natureza realçava ainda mais a sofisticação daquele cômodo.

Regina dirigia-se para sua cadeira, sentou-se e estendeu a mão para as duas cadeiras que ficavam do lado de frente à ela, do outro lado da mesa. Entendendo o gesto como um convite, ele se sentou.

"Então, no que meus serviços lhe serão úteis, de Locksley?"

"Me chame de Robin, por obséquio." – Por obséquio? Pra quê toda essa formalidade, Robin? Ele nunca havia usado aquela expressão.. não sabia o porquê mas se via numa necessidade de ser culto diante daquela mulher. Sua intenção, num primeiro ângulo, não era impressiona-la. Ele só não queria decepciona-la.

"Robin." — Regina se acomodou melhor em sua cadeira, ficando mais a vontade.

"É enfim, eu sou advogado caso não saiba e.."

"É, eu sei." — interrompeu-o.

"Sabe?" — ele deu um sorriso de orelha à orelha, involuntariamente.

"Xerife Graham, ele me contou."

"Ah sim." — o sorriso desmanchou-se do rosto daquele homem. Será que ela não percebera que estava com um chupão enorme no pescoço? Devia não ter visto, na correria para não chegar ainda mais atrasada na prefeitura. E será que ela não tinha conhecimento das desconfianças de Storybrooke inteira perante o caso do xerife com a prefeita? pensou ele e livrando-se desses pensamentos, deu procedência na fala. — "Eu queria saber qual a postura de vocês em relação a venda de terrenos, por que eu queria comprar um a algumas quadras daqui mas diferente dos outros, não havia nenhuma placa de 'vende-se' e quero montar meu escritório de advocacia.."

"Parece que acertou vindo me procurar. Pois sim, os terrenos que não contém essa placa são os pertencentes à prefeitura. Em caso de compra, você precisa me indicar certinho qual é o nome da rua e.." — ela parou de falar, reparando que Robin estava olhando fixamente para seus lábios. Depois de reparar que ela havia parado de falar, ele deviou o olhar e fez uma cara de desgosto, dando a entender que ele não havia pego o nome da rua.

"É.. eu.. volto lá e pego o nome, volto aqui um outro dia.. ou hora." — era evidente a vontade que o homem estava de voltar para a prefeitura mas a verdadeira pergunta era: Por que?

"Sim, claro." — levantou Regina, percebendo que ele já estava de saída.

Robin caminhou até a porta, ela o acompanhou e se debruçou na porta, encostando-se. Ele andava lentamente, atrasando sua saída. Ele não queria atrapalhar Regina no serviço mas torcia muito para que ela quebrasse o gelo e puxasse assunto.

Quando ele estava na metade do caminho já indo em direção a recepção, Regina se adiantou:

"Robin.."

Ele virou o rosto, numa rapidez inacreditável, dando atenção a fala da moça.

"Será que, um dias desses, eu podia.." — ela estava envergonhada e por um momento Robin pensou que ela fosse o convidar para sair. Mas ela não se atreveria, quer dizer, ele era um homem casado. — "Será que eu podia ver o Roland? O levar para sair, não sei."

Ele deu um sorriso ingênuo e afirmou, num gesto.

"Sim, vou conversar com minha esposa mas claro, pode sim."

"Olha, vocês não precisam confiar numa estranha, não estou pedindo para ter um momento à sós com o menino, vocês podem ir junto, sem problemas. É que eu realmente gostei do garoto e, acredite, tenho instinto materno de sobra."

"Conversarei com Marian." — ele riu e virou-se, saindo da sala finalmente.

Ela havia gostado da visita.

Robin era um homem galante. Ela simpatizara com ele.

Ela se viu perdida em seus pensamentos, quando uma dose de realidade veio a sua mente. "Tenho muito serviço, vamos Regina, de volta ao trabalho."

E virou-se, indo para seu escritório. O dia seria cansativo.