Bem Me Quer.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Seu Ford Focus foi estacionado com agilidade no meio-fio. Regina Mills posicionou com firmesa seus Carmen Steffens sobre o asfalto. Antes que pudesse entrar na mansão, já tirou com rapidez seus sapatos e abriu a porta, segurando-os com apenas uma mão, e antes mesmo que pudesse recuperar fôlego proveniente da correria que fora desde o caminho da prefeitura até sua casa, subiu em disparada para o chuveiro. Não havia tempo para preparar um banho de espuma em sua banheira de mármore, que a propósito era um dos seus únicos momentos de descanso do dia e por essa razão ela almejava tanto aquela banheira. Desconsiderando as sensações boas que o aroma daquela loção de rosas a proporcionava.
Terminado o banho, a morena olhou para o relógio digital que marcava serem 7:36pm e começou a calcular o tempo que teria para maquiagem, escolher a roupa que usaria e decidir o que iriam comer. Ela não teria escolha se não optar pelo delivery já que não havia mais tempo de ela mesma preparar o tão cobiçado jantar.
"Nossa, essa conversa com a família de Locksley demorou muito.. O Graham disse 8pm, certo?" — pensou consigo mesma.
Andou em direção ao armário, abriu as portas e deu uma olhada em suas vestes, de forma geral. Passou os dedos por cada peça, analisando-as. Quando chegou na terceira porta do guarda-roupa, deu uma atenção especial à esta: era a parte onde ela guardava seus vestidos. Ah e como aquela mulher adorava um Miss Sixty passado com capricho, sem nenhum amarrotado e com o cheiro de seu chanel N° 5 ou do amaciante que usara.
Por fim Mills escolheu um vestido bege cujo comprimento ficava a dois palmos de seu joelho.
Escolhera também um Jimmy Choo's azul marinho com o salto bem fino. Sua maquiagem era simples afinal ela não sairia da sala de jantar.. A não ser que fossem para o quarto. "Regina, sua safada!" – pensou, repreendendo-se num riso malicioso.
Ela passava seus dedos por cada caixa de cílios postiços que possuía mas decidiu passar rímel, apenas. Ela sabia que fazia o tipo de Graham e que não era preciso muito para encantá-lo.
"Finalmente pronta!" — admirava-se, de frente para um espelho oval de seu quarto.
Uma pena que seus devaneios tenham sido interrompidos com o som da campainha, o que fez com que a prefeita desviasse os olhos do espelho e caminhasse calmamente até a porta.
Era ele.
Ele havia chegado.
*
"Você está linda!" — disse, roubando-lhe um beijo rápido.
Logo quando Regina abriu a porta, Graham já foi entrando sem ao menos pedir licença. Como se a casa fosse dele, todo confortável.
"Chegou bem animadinho, é?"
Ele vestia uma camisa social branca, a calça de um jeans bem claro e batido, também usava uma alpargata bege. Impecável. Ela havia se acostumado com o esquema de tons claros preferido por Graham Humbert.
"Estava te esperando para decidirmos o que vamos comer.." — disse, indo em direção a sala onde ficava a copa.
"Quer dizer então que hoje não provarei dos dotes culinários de Regina Mills?" — ele a segurou pela cintura, empurrando-a lentamente contra uma parede.
"Lamento dizer mas a conversa com a família de Locksley atrapalhou um pouco meus planos para esta noite."
"É, eu vi. Eu ainda estava lá quando colocou o garoto no palco."
"Sim, ele é uma graç.."
"O cara ficava encarando suas pernas." — afirmou Graham, interrompendo-a.
"Quem? O Robin? Ele é casado, muito bem casado por sinal." — deu um sorriso ingênuo enquanto olhava atentamente para o rosto de Graham — "Apesar de eu ter auto-confiança o suficiente no poder sedutor de minhas pernas. Quer dizer, quem não gostaria de vê-las?" — brincou.
"Ah! Nesse aspecto concordamos." — Ele puxou lentamente seu vestido, acariciando as coxas dela.
"Bem, então vamos pedir pizza?" — disse a morena, interrompendo os pensamentos maliciosos de Graham. Ela sabia que se começassem com as carícias e sorrisos com segundas intenções, não iam jantar.
*
Por fim a pizza chegou e a conversa deles se baseava em assuntos da delegacia e da prefeitura. Eles sentavam um de frente para o outro e Graham, vez por outra, olhava profundamente para os olhos da mulher a sua frente. Ele gostava de admira-la, era como se fosse um lembrete do quanto ela era bonita, e do quanto eles estavam se envolvendo sem compromisso. O que ele queria, e muito, mas não aparentava.
"E o festival?" — perguntou ele, pouco antes de dar outra garfada na pizza cheia de catupiry.
"Como?"
"O festival.. O dia do minerador. Você esqueceu? É a prefeita."
"Não querido, é claro que não esqueci." — e ela não estava mentindo, apenas estava distraída por algum motivo decorrente daquele dia corrido. — "Eu não estou preparando nada até porque eu utilizarei dos mesmos serviços do ano passado e esse ano não teremos novidades no festival. Desculpe."
"Ah sim!" — ele terminou de mastigar, percebeu que ela olhava fixamente para sua barba e consequentemente para seus lábios. — "Mas tenho certeza de que ninguém vai reclamar, eles adoram o dia do minerador."
"Com exceção das freiras." — brincou Regina.
"Ah, também.. Se preocupam tanto com esse aluguel do Mrs. Gold, ficam que nem doidas atrás dessas velas."
"Eu não as culpo. Se eu não fosse a prefeita, também teria muito medo de Gold."
"Mas.. E aí? Vai convidar os moradores novos?"
"Ah com certeza, todos são convidados assim como todo ano. Sem exceções."
"É um festival público.." — Graham fazia a observação — "Todos podem ir.. Está certo." — ele forçava o maxilar e isso demonstrava claramente uma irritação em relação ao assunto. Parece que alguém não gostou nada de descobrir que cobiçam as pernas de sua.. namorada? Certo Graham, vamos ser claros. Ela não é nada sua, vocês apenas tem um caso.
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