Notas iniciais
gente, eu não tô gostando dessa capa, vocês teriam alguma ideia? desculpinha por demorar, kk não tava tendo muita criatividade nesses últimos dias.

Demorei um pouco para sair da limousine, estava com medo. Eu descobri tudo, meus sonhos, quem era os verdadeiros, quem eram os falsos, mais ao mesmo tempo, sentia algo faltando. Alguma coisa que eu não sei;

– Mili não tenha medo de enfrentar o futuro. — A Valentina falou, aquilo me fez tomar coragem de sair do carro. Todos da rua olhavam ao nosso redor, afinal ver uma limousine na rua de São Paulo não é uma coisa muito comum.

Enfim sai da limousine, me sentia como um peixe fora d´água, as pessoas não colaboravam nenhum pouco.

"Tudo vai ficar bem." Foi meu único pensamento, eu insistia em dizer aquilo para mim mesma. Afinal, se eu não ser forte, quem vai ser por mim?

– Por favor, não me olhem como uma estranha, já me viram antes, porque dessa surpresa? — Eu falei as pessoas ao redor.

– Sim, já lhe vimos varias vezes, lhe vimos crescer Mili, mais como uma órfã não a herdeira dos Almeida Campos. — A Carmem se pronunciou, estava com uma cara bem melhor do que naquele dia, pensei que ela me odiava...

Aquilo me fez calar a boca e entrar logo naquela Mansão.

Era como um castelo, nunca vi casa tão grande.

– Acho que vou me perder dentro dessa casa. — Susurrei no ouvido de Duda e ele sorriu.

– Eu vou estar aqui para isso também. — Ele deu um sorriso meio triste, o que eu não entendi.

Valentina me levou ao meu quarto. Que na verdade era suíte. Era um quarto enorme. As paredes de vermelho. Uma cama meio grande cheia de almofadas fofas e um travesseiro central. Logo vinha uma escrivaninha que lá colocaria meu diário. Com Espelhos enormes no banheiro enfim, era um quarto de Princesas. Tudo na moda realmente. Mais não estava nada um pouco a minha moda.

– Fiz com a legitima moda de Paris, gostou não é mesmo? Fiz com sua cor favorita. — Falou a Carmem.

– Como você sabe que vermelho é minha cor favorita?

– Sabendo. — Ela falou aquilo cortando total assunto e então saiu. A Valentina ficou no quarto comigo.

– Está nos seus olhos que não gostou nenhum pouco da moda de Paris — Valentina falou imitando Carmem e eu ri.

– Não, não é isso, eu gostei, só que...

– Só que isso aqui não é seu estilo mais sim o estilo dela. — A Valentina falou tirando as palavras da minha boca.

– É, isso mesmo! — eu falei abaixando a cabeça — Não quero atrapalhar nem exigir muito dela, então eu aguento esse clichê.

Ficamos conversando por muito tempo. Até que era a hora do jantar, eu teria que ficar na primeira cadeira (Ou seja naquela primeira da mesa, a Cadeira Central eu acho)

Era muito pouca a comida e não tinha tempero nenhum, nada comparada com a comida do Chico.

Comemos todos calados, eu terminei primeiro que todos, pedi licença e fui ao quarto.

Deitei cedo aquela noite, depois de trocar de roupa e colocar uma roupa de dormi chique. — Acho que era assim que era o nome — Me enfiei debaixo das cobertas, naquela cama enorme e cheia de travesseiros fofos. Então peguei um notebook — Que era só MEU — e fui ao friendbook. Estavam todos do orfanato, online.

Então veio umas 10 mensagens ao mesmo tempo.

"Milena, como foi?" "te trataram bem?" "você gostou do novo quarto?" "Está entrando no friendbook como?" "Como é ser uma milionaria?"

Mais nenhuma do Mosca, respondi as mensagens com certa lentidão, não sabia mexer naquilo.

Até que veio uma mensagem da Marian.

"Oi Mili, é você conseguiu realizar todos os seus sonhos. Logo vai esquecer a gente e ir para EUA, como sempre vai me esquecer, só que dessa vez vai ser um montão de gente do seu passado que nunca mais vai ver no seu futuro, foi até bom isso ter um final feliz, como nos contos de fadas que você contava para nós, enfim me perdoa por todas as vezes, se é que isso pode ser perdoado."

Cada palavra daquela mensagem me deixava um pouco triste e feliz ao mesmo tempo, quase como se fosse o Mosca falando. Mais pera... COMO ASSIM EU VOU PARA OS EUA? Como assim vou esquecer as pessoas do meu passado? Porque as pessoas sempre falam do passado ou futuro e se esquecem do presente?

Enfim respondi, meio sem entender nada.

"Ai ai Marian, sempre com essa mania de achar que tem uma bola de cristal para saber do futuro de todo mundo. Só que você não sabe, todo esquecimento é algo de segundos, minutos, semanas, meses, anos, mais volta a ser lembrado, é como uma cicatriz, você não pode mais senti-la mais pode lembrar, olha, sim eu te perdoo, nunca iria ficar com magoa de você, nunca. Você não tem nem isso de mim. Mas que historia é essa que eu vou para os EUA?"

Ela respondeu em questão de minutos.

"Ok, não precisa humilhar amada. Antes de você desmaiar no colo do Duda, a Carmem falou que você precisava esquecer de tudo aquilo e que um ALMEIDA CAMPOS, não podia ter um passado tão sujo e aquilo precisava ser esquecido. Então ela iria te levar para os EUA..."

Desde daquilo eu não respondi minha cabeça estava a mil, desliguei o notebook e tentei dormi.

Acordei com as luzes vinda das janelas do meu quarto se abrindo por Valentina.

– Bom dia. — ela falou.

– Dia Bom... — Eu falei, meio sonolenta. — Que horas são?

– 8:30 — ela respondeu.

– QUE? 8:30? AI MEU DEUS EU PERDI A HORA DA ESCOLA... — eu comecei a gritar que nem louca e acho que a Valentina quase morreu de susto.

– Mili... CALMA! Você não vai a escola hoje.

– Como assim Valentina? Eu não gosto de faltar, na verdade eu tenho um dilema de nunca faltar e esse ano nunca faltei e... — ela me cortou.

– Você não vai a escola nem hoje, nem amanhã, nem depois... É, que... A gente precisa conversar... — Ela me olhou com um daqueles olhares que me deu um pouco de medo, confesso.– Sabe, você não deve tá entendendo porque das pessoas estarem quase chorando quando falam com você ou que as pessoas falam que vão sentir sua falta, se você estivesse morando realmente aqui a dois passos do orfanato — Quando ela falou aquilo, confesso que pensei que ela ia falar que tudo aquilo era um sonho, e que eu não era uma Almeida Campos e que tudo aquilo era uma mentira. — Mais, decidimos que você, seria melhor para você... Ir embora daqui... Sabe, por uns tempos.

– Como assim? Isso tudo foi um sonho não é? eu não sou uma Almeida Campos, e tudo isso era uma brincadeira né? — eu falei, meio ainda em um "choque de realidade"

– Não, não, você é uma legitima Almeida Campos, Milena... Não é Bem isso que quero lhe dizer. Os Almeida Campos querem sair daqui, quero dizer que isso aqui nos trouxe muita tristeza, é o melhor para todos, para você também... — el fez uma pausa — Soube o que aconteceu entre você e o Mosca... — Ela começou a falar, eu estava achando um absurdo, quem eles pensam que são para decidir o que é melhor para mim? Só eu sei. Mais quando ela falou no Mosca, eu comecei a "pensar melhor".

– Eu entendi — menti — Mais como assim sair daqui? Tipo, sair desse bairro? ou de SP?

– Sair do Brasil... — Ela falou em quase um sussurro, mais que deu para ouvi-la.

Eu não quero deixar todos os meus amigos daqui, eu não quero. Mais pensando pelo outro lado isso aqui já me fez um mal danado, e eu prometi me vingar do Mosca de algum jeito, talvez com esse tempo faça com que eu o esqueça.

– Eu topo. — disse por fim.

Notas finais
reviews?