Notas iniciais
PENSARAM QUE FOSSE NALU, NÃO É? MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Eu vou pro inferno por isso ヽ༼ຈل͜ຈ༽ノ Tá, eu estou inconformada com a filha da putagem de certas pessoas, fiz um acordo comigo mesma de que não chegaria nem perto do Facebook até o fim desse mês. Sabe quando você está lá, descendo o seu Feed sem nada pra fazer e começa a ver só coisas estúpidas de gente que você nem sabe por que adicionou? Parece que todas as pessoas legais e com um mínimo de senso evaporaram! .x

Ain't no sunshine when she's gone
It's not warm when she's away
Ain't no sunshine when she's gone
And she's always gone too long
Anytime she goes away

Wonder this time where she's gone
Wonder if she's going to stay
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home
Anytime she goes away

I know...

Hey, I 'oughtta leave the young thing alone but
Ain't no sunshine when she's gone
Ain't no sunshine when she's gone
Only darkness everyday
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home
Anytime she goes away
Anytime she goes away
Anytime she goes away
Anytime she goes away

A música era a única coisa que me acalmava naquele salão escuro, pois mesmo com a melodia calma, o volume era alto o suficiente para fazer o copo de vidro vazio a minha frente tremer, na outra extremidade do salão, o homem apoiava o violão escuro em suas pernas enquanto se sentava no simples banco de madeira, dedilhando as cordas. Sua voz acompanhava as letras, fervendo com o significado, e eu me perguntei se era feita para alguém especial.

O facho de luz amarelada e o microfone montado a sua frente eram oque o diferenciava dos demais músicos naquele palco, envoltos na multidão de corpos embriagados de whisky, absinto, conhaque, tequila e champanhe, as únicas opções naquele lugar que se assemelhava a uma boate, com uma fração a mais de boêmios, as músicas eram o que mais separava as duas coisas, ali, não haviam batidas desconexas ou mixagens aleatórias, a maioria dos artistas possuía apenas um violão, não haviam luzes coloridas piscando ou vodka e cerveja aos montes, todos que se reuniam naquele lugar sabiam bem o que queriam, bebidas certas para quem desejava esquecer de si mesmo, sem a idiotice e previsibilidade de festas comuns.

Aquillo era Fairy Tail, um lugar no centro de Magnólia que a princípio eu pensara ser um depósito irrelevante e enorme, mas quando Levy me mostrou a porta escondida em meio ao labirinto de máquinas, caixas, poeira, cordas e pneus velhos, eu soube que iria entrar, precisava entrar.

Me inclinei no banco ao lado do bar onde estava e encontrei Levy, se movendo lentamente com a música, os olhos fechados, sabendo que nenhum movimento brusco ou pulo hiperativo a levaria para onde queria ir, e enquanto seus braços balançavam devagar sobre sua cabeça, a manga da blusa escura que ela usava começou a escorregar por seu pulso fino, começando a mostrar a sombra de algo marcado em sua pele.

Como qualquer pessoa naquela situação, eu não me prendi ao fato, girando meu olhar pelo resto do salão, a escuridão que me atraía cada vez mais para a massa de corpos desconhecidos e insuportavelmente irresistíveis.

Eu tinha que estar ali, me movendo no meio dos sons que ecoavam dentro de meu crânio, uma sensação gostosa em meu estômago dizia que era certo estar ali, no meio das respirações quentes e do leve cheiro quase agradável de cigarro e bebida. Algo me puxava, fazendo-me ceder, talvez fossem os copos de nomes que eu não conseguia me lembrar que eu e Levy tomamos, ou talvez fosse o rapaz de cabelos escuros e olhos da cor do vinho que me observava por um tempo longo demais para ser classificado como casual.

Eu sorri, o álcool correndo por minhas veias tornando tudo mais fácil, e logo senti os fios de seus cabelos negros entre meus dedos, enquanto seus dentes arranhavam a pele do meu pescoço, seus dedos gelados percorrendo os lados de meu quadril sem se importar com permissões, eu fechei os olhos, sorrindo bêbada quando seus lábios frios percorreram a linha de meu maxilar, senti seus cílios compridos roçarem em minha bochecha e seu nariz encostar no meu quando a palma áspera de sua mão envolveu um de meus seios por baixo da regata cinzenta que eu usava. Senti-o sorrir na pele da minha bochecha quando me apertou de leve, sua outra mão subindo de minha cintura até meu queixo, guiando minha boca até a sua.

E enquanto faltavam apenas alguns centímetros, ele apareceu na minha cabeça. De repente, eram seus cabelos rosados e toques quentes, eram seus dedos longos e sua boca pecaminosa, o caminho direto para o inferno.

Um calor se espalhou pelo meu corpo e eu abri os olhos para observar o rosto daquele que não era Natsu se aproximando. A raiva corrompeu meu corpo em questão de segundos, e sem pensar, agarrei os lados de sua cabeça, puxando-o contra mim, forçando-o a me beijar, senti o seu sorriso que agora parecia nojento em meus lábios e me forcei a continuar.

"Mas não é a mesma coisa."

Seus braços me agarraram enquanto ele me levava para algum canto do salão escuro, tudo o que eu conseguia pensar era em como me odiava por pensar em Natsu.

"Não é a mesma coisa."

Ele me empurrou para cima daquele colchão velho e mofado, escondido entre os corredores perversos daquele lugar, e eu o deixei me despir, encarando o teto, tentando encontrar alguma reação a seus toques desesperados.

"Não é."

Senti seu corpo magro quando ele se deitou nu sobre mim, empurrando meus joelhos para os lados, e eu tentei aproveitar aquilo.

Mas não consegui, principalmente quando os movimentos começaram, nem de longe tão fluídos e fortes. A leve dor de não estar lubrificada o suficiente enquanto as estocadas continuavam, mal movendo o colchão, seu suor pingava em mim enquanto eu encarava a luminária do teto, as batidas lentas do meu coração me mostrando o quanto tudo aquilo estava errado.

Cerrei os dentes, o ódio crescendo em mim, odiava tudo aquilo, ter bebido irresponsavelmente, ter aceitado quando Levy me convidou a largar o computador e relaxar um pouco, ter pensado que por um mero segundo, poderia esquecer tudo aquilo, ter respondido a aquele estranho, te-lo deixado em mim...

E no entanto, o motivo de tudo aquilo era outro, um que se escondia nas partes escuras da minha mente, por que eu nunca teria coragem suficiente para enfrentá-lo.

A maior razão de meu ódio era que ele não era Natsu.

E isso era tudo.

~*~

–Você está bem? Parece... cansada. — A voz de Jellal estava ligeiramente tremida, como se ansioso.

–Pare de gritar. — Eu respondi, cobrindo meus ouvidos com as mãos, o volume de sua voz estava normal, mas os amplificadores em minha cabeça não, eu havia acordado no quarto de hóspedes que agora era meu na casa de Levy, com uma ressaca pior do que todas as que eu já tive.

Mas isso não foi o pior, ah não. O pior veio depois, quando eu me lembrei do que fiz na noite passada. E por mais tentador que fosse, eu não podia culpar o álcool, não, eu quis fazer aquilo, pela minha espontânea e frustante vontade.

Eu também não me sentia usada, esse não era o problema que me fez desistir de colocar qualquer tipo de maquiagem para cobrir as olheiras ou prender meu cabelo, que caía solto e bagunçado. Foi a conclusão á que cheguei assim que acordei.

Natsu havia me deixado estragada para qualquer outro homem.

E não tinha nada a ver algo que ele fazia, ou como ele era. Havia algum motivo maior que fazia com que nenhum outro aos meus olhos me fizesse esquecê-lo.

A pior das possibilidades correu pelos meus pensamentos, mas eu a descartei logo em seguida.

Não podia ser.

Pisquei e respirei fundo, notando com canto dos meus olhos que Jellal queria me dizer alguma coisa, durante os 3 dias em que fiquei obcecada com meu trabalho, Macarov e o Departamento de Polícia fizeram um acordo, e era por isso que agora, meu local de trabalho era dentro da sala do detetive Jellal Fernandez.

–O que foi? — Perguntei mais ríspida do que queria, mas pude perceber em seu olhar que ele não havia dado a mínima.

–Nós... temos um substituto para Lisanna. — Ele fechou os olhos e eu congelei.

Um espasmo de incredulidade passou por mim e por um segundo achei que ele estivesse brincando. Logo depois veio a raiva.

–Que porra é essa?! — Gritei, enquanto ele me empurrava para dentro de sua sala, nos livrando de platéia. Jellal encostou as costas na porta, e eu nem me dei ao trabalho de ver se estávamos sozinhos em seu escritório, fiquei de frente para ele e bati em seu peito. — A garota sumiu! Precisamos procurar mais, precisamos achá-la! Ninguém sabe o que pode ter acontecido com ela! E se isso tiver alguma ligação com o ca-

Ele me interrompeu.

–Exatamente. Não sabemos o que pode ter acontecido com ela, e acredite, Lucy, eu sou extremamente contra essa ideia de simplesmente substituí-la, vão continuar procurando por Lisanna, mas em segundo plano, encontrar Sting Eucliffe é a nossa prioridade. — E com isso, eu me calei. Mas Jellal não.

–Me desculpe, Lucy. Eu sei que é difícil, é duro para nós dois. — E foi então que ele colocou as duas mãos em meus ombros e olhou para algo atrás de mim. — Acho que eu devo me encarregar de fazer as apresentações...

E foi então que eu me dei conta da forte presença que nos fazia companhia naquela sala. Como não havia percebido?

–Lucy Heartphilia, conheça o nosso novo parceiro de pesquisa... Natsu Dragneel.

Notas finais
Antes de terminarmos, o motivo de Lucy não ter tido um daqueles momentos dramáticos onde ela se odeia por fazer tudo aquilo e questiona a origem do universo e afins foi porque, uma das coisas que percebi me esquecer foi que Lucy tem 24 anos, idade suficiente para se conformar e ser madura, não muito, mas o suficiente. Então, pretendo abandonar aquela imagem de inocência que ela parecia carregar, ainda mais agora, que a estória FINALMENTE chegou aonde eu queria, preparem-se para explosões! Galinhas voadoras! Pasta de dente caindo na pia quando você vai molhar a escova e muito Chuck Norris! Não esqueçam de deixar um comentário! É sério. OBS.: As letras no início do capítulo são da música "Ain't No Sunshine", do Bill Withers. OBS.:² Não que eu goste de Bill Withers... OBS.:³ Mas essa música é tipo, foda. .X
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.