Bella, você está ficando louca, ele vai te matar! Eles vão te matar! – Narcisa tentava manter calmo o tom de voz prestes a se descontrolar.

— Aah, irmã, o que que tem? Eu sempre soube que seria morta pelas mãos dele, e quanto a Rodolfo, mais facil ele morrer primeiro. – disse ela meio distraída – outro dia devo ter sonhado com o lorde das trevas, Rodolfo disse que que não parava de dizer o nome dele enquanto eu dormia...

— Você vai acabar se dando mal, por Merlim, Bella, Rodolfo gosta de você, de que mais você precisa? Lorde das trevas é incapaz de amar ou de ter qualquer consideração por você!

— E quem disse que eu quero o amor dele? Aah, irmãzinha, vamos, o que você faz pra chamar a atenção de Lúcio...aliás como consegue dormir na mesma cama que ele? – ela soltou sua habitual gargalhada.

— Olha – disse a irmã em tom sério – só não quero me ver envolvida nisso. Já é demais tê-lo aqui junto com esse pessoal dele em minha casa, é difícil demais andar por qualquer canto sem que eu encontre um deles. Não quero que nada aconteça a mim e a minha família.

— Que comovente, irmãzinha, mas eu não acho que eu tenha passado dos limites como você diz! E ele deve gostar um pouquinho de mim, porque outro dia quase pisei na cobra dele e ele só disse que me mataria se eu tivesse pisado. Se fosse outro qualquer, ele teria lançado logo a maldição cruciatus. – falou meio pensativa.

— Bom, faça como quiser! Como sua irmã, eu tinha o direiro de avisá-la e tentar cuidar de você. – disse Narcisa já se levantando e indo em direção a porta – mas não coloque em risco a minha família!

Mas, mal sairá do quarto e deu de cara com Voldemort.


— Eu pensava que era de seu agrado que eu me instalasse aqui com os meus comensais da morte já que fui muito generoso com Lúcio e Draco – olhou-a friamente – normalmente, gosto de ser bem vindo onde quer que eu esteja, mas gosto ainda mais quando falam o que pensam na minha presença é não pelas minhas costas.

— Milorde, eu não me referia...

— Não precisa se explicar, Narcisa. Draco é quem vai pagar. Darei uma lição a ele pra lembrar a você o quanto é mal agradecida.

— Milorde, piedade, eu suplico – ela se ajoelhou aos pés dele enquanto chorava sem parar – não faça nada ao meu filho.

Nesse momento, Bellatrix saiu do quarto e se deparou com a cena. Sentiu vontade de rir, mas ao invés disso, olhou pro seu amo e disse:

— Milorde, suplico, deixe minha irmãzinha e o meu querido sobrinho também. Ela só está emocionada demais e não consegue pensar direito quando se sente assim. Ela é desse jeito desde que éramos crianças – falava com cuidado – se me permite, acho que não conseguiu relaxar como me disse que tentaria. Ainda está de pé o que eu...


— Bella, saia daqui e não me contrarie ou também sobrará pra você – rosnou ele – ela deve pagar pelos insultos! Crucio!


Narcisa se contorcia de dor no chão enquanto ele gargalhava.

— Crucio! Espero que isso seja o suficiente. Fui misericordioso e nada farei com Draco. – ele guardou a varinha – Bella, venha comigo.

Ele não precisou chamar duas vezes. Ignorando a irmã, ela correu para o lado ele e juntos, desaparataram.