Notas iniciais
Esse ficou enorme e, provavelmente, vai ser o maior capítulo da fic, maaaas, agora estou tranquila porque ja postei tudo o que eu queria nesse fim de semana, então até o próximo!

O tempo foi passando sem que Bella percebesse que já estava na hora de ela descer pra reunião. Deu uma última olhada no espelho e saiu do quarto. Ela estava linda, vestia vestes negras – como de costume – os fios de seus cabelos estavam cuidadosamente penteados, e a maquiagem que fizera resgatou a beleza que Bellatrix possuía antes de ser presa em Azkaban. Caminhou decididamente até a sala de reuniões que ainda estava um pouco vazia. Nela se encontrava apenas Voldemort com Snape ao seu lado direito, com quem conversava baixo o suficiente para que nenhum dos outros os escutassem, e mais alguns comensais sentados, ora quietos, ora conversando com aquele que se encontrava ao lado. Bellatrix não exitou. Ao invés de ir se sentar em algum lugar vago, ela foi direto até onde Snape estava sentado conversando com Voldemort. Nenhum dos dois pareceu perceber que ela estava lá, então ela pigarreou:

— Snape, saia já daí! Não vou mais tolerar que você fique ocupando o meu lugar. Sente ali perto do Avery, aposto que ele está morrendo de ciúmes, então saia daí é va consolar o seu namorado! – disse a bruxa enquanto os outros comensais começavam a rir da abordagem de Bellatrix.

— Madame Lestrange, sabia que é falta de educação interromper uma conversa? Ainda mais uma de grande importância? – perguntou Snape. Voldemort nada disse, mas prestava atenção em cada palavra. Ele parecia se divertir com a situação.

— A conversa pode até ser importante, mas você não. – os comensais voltaram a rir – ande logo, saia daí Snape, eu não me produzi toda esta noite pra ficar em pé discutindo com você! Xô! – ela gesticulou para que ele saísse, o que fez os comensais rirem ainda mais alto

— Parem vocês dois, Severo, sente-se aqui do meu outro lado, Rosier vá sentar pra lá. Agora Severo sente aqui e deixe Bella sentar ao meu lado. – disse Voldemort irritado, embora parecesse mais estar se divertindo com a situação.

Severo Snape lançou um olhar feio a Bellatrix, levantou-se e foi se sentar onde Voldemort mandara. Rosier e Bella fizeram o mesmo. Bella olhou triunfante para Snape e se acomodou preguiçosanente em seu lugar.
Então meio que num impulso, ela pegou a mão de Voldemort que se encontrava em cima da mesa e levou aos labios, dando-lhe um beijo:

— Oh, Milorde, como é bom estar de volta. – ela disse enquanto olhava nos olhos dele.

Tamanha insolência seria punida com a maldição cruciatus em outros tempos, mas agora Voldemort se limitou a sorrir e virou-se para Snape para continuarem a conversa que Bella interrompera.
Aos poucos a sala foi se enchendo com os comensais que faltavam se reunir, e logo a reunião começou. O tema era sobre um plano para derrubar o Ministério da Magia, então o tema deveria ser seriamente discutido. Bellatrix havia recuperado a confiança de antes, e por isso, durante a reunião interrompeu a fala de todos para acrescentar algo ou discordar. Voldemort parecia não se importar, pelo menos não a repreendera nenhuma vez.
Ao final da reunião, todos se levantavam para cumprir o que lhes foi mandado, mas Bellatrix se demorou propositalmente, o que incomodou Rodolfo que parecia querer esperar a esposa, mas vendo-a demorar, preferiu ir embora. Voldemort observava a sala se esvaziar em silêncio.
Quando a sala ficou totalmente vazia, exceto pela presença dos dois, ele disse:

— Normalmente não tolero tamanho atrevimento, mas gosto de servos com atitude. Às vezes é entediante comandar vocês como se fossem marionetes. – falou enquanto a observava.

— Sei bem disso, Milorde, e espero que me perdoe, mas não podia deixar aquele insignificante ocupar o meu lugar por direito! – rebateu Bella ao se virar para olhá-lo também.

— Seu lugar por direito? – perguntou Voldemort com a sobrancelha levemente erguida.

— Sim, Milorde. – ela respondeu – sou sua serva mais leal, a mais fiel e por isso mereço sentar à sua direita.

— Quem decide quem merece o que aqui sou eu! – ele respondeu – mas não fiz nenhum questionamento esta noite, e a propósito, está muito bela hoje, Bella.

Ela corou e rapidamente baixou o olhar. Ela não conseguia acreditar no que estava ouvindo.

— Fico muito grata por tal comentário, Milorde. – ela respondeu – mas há algo que eu não entendo, Milorde.

— O que não entende?

— O senhor... mal me dirige a palavra ultimamente. Não sei se fiz algo ou se tem a ver com aquela noite, milorde, seus segredos são meus e nunca revelei a ninguém o que lá aconteceu. – ela desabafou.

— Não tem nada a ver com o que aconteceu e vejo verdade no que diz, mas receei que os últimos acontecimentos resultassem em uma falsa ideia de que algo entre nós possa ter mudado. – ele explicou – sei que me olha diferente, Bella e eu sei que eu nunca poderei correspondê-la. Eu não amo, o amor é um sentimento tolo e eu o desprezo.

Aquelas palavras foram piores do que uma vida sob os efeitos da maldição cruciatus, e embora ela já soubesse de tudo isso, ela ainda tinha esperanças, então respondeu inconformada.

— Sei disso, milorde, mas eu nunca pedi nada em troca...embora quisesse ser correspondida, minha lealdade, fidelidade e devoção sempre foram incondicionais. Na verdade eu nunca esperei nada em troca. A única coisa que eu desejo é vê-lo feliz e realizado em todos os seus objetivos. Servirei-o até que a minha vida acabe e o senhor pode ficar seguro de que nada nunca vai mudar isso!

— Muito me alegra ouvir isso, Bella. Sei que muitos continuam aqui por medo, poucos como você por lealdade. Entre todos os comensais, você é a que me é mais valiosa.

Eles se olharam por muito tempo, mas Bella voltou a quebrar o silêncio:

— Mas consegui faze-lo relaxar? – ela perguntou.

— Ah, sim. Foi especial, Bella. Nunca desejei tal aproximação com ninguém, mas com você foi confortável... confortavelmente bom. Se eu não receasse os efeitos que causaria em você, tornaria um hábito constante. – ele sorriu no final da frase.

— Milorde, nada do que aconteça mudará a minha lealdade e fidelidade do senhor. Aceito o que o senhor me oferecer, mas nunca irei exigir ou pedir nada. Mas sabe? – ela fez uma pausa e olhou pra ele pra ver se era seguro continuar – foi difícil estar aqui perto do senhor a noite toda sem poder lhe dar um beijo sequer.

— E o que te impede de fazer isso agora?

A resposta dela veio com uma aproximação, e desta vez foi ela quem roubou o beijo. Beijaram-se calmamente, sem a pressa daquela noite, mas o beijo foi igualmente bom. Os dois sorriam quando se separaram.

— Sabe, Milorde, sei que o senhor já sabe disso, mas quando quiser e sempre que quiser, o senhor sabe onde me encontrar. – dizendo isso, se levantou, fez uma reverência e saiu da sala com o coração aos saltos, e sem olhar pra trás porque se ela olhasse, ela iria querer ficar.

Notas finais
Eu amo esses dois! *_* Por favor, se gostarem, comentem pra eu saber se estão gostando. Se não gostarem comentem também pra eu saber que não estão gostando. '-'