Believing
6 Children... Angels... and Demons.
Notas iniciais
E espero que gostem desse capitulo, tipo eu ameeeeeei escrever ele, e o achei super interessante. sério ele foi um dos meus capítulos que eu mais postei de escrever, por isso quero que vocês digam o que acham.
E eu vi ali no meu gerenciamento que eu tenho 12 leitores, mas não são todos que estão comentando. Então dessa vez quer o ver se eles perdem essa timidez e falando o que estão achando e tal (:
Bom acho que é isso, espero que gostem do capítulo. E obrigada *-*
Então............ Agora já pode ir ler (:
Encontrou-a na biblioteca, era a primeira vez que Claire entrava naquele local, era enorme, e poderia haver milhares de livros naquele lugar, estava encantada com tudo aquilo. As prateleiras pareciam ser feitas de uma madeira de árvore que brilhava, estava tudo polido, e os livros delicadamente colocados em cada prateleira. Estavam organizados em ordem alfabéticas, Claire sentiu o cheiro de velho de alguns livros. “Angeologia”, “Como tudo começou”, “Nephilins”, “Aulas de latim” e milhares de outros livros que poderiam guardar milhares de histórias e crenças.
Sophie reparou que Claire havia entrado, e se virou.
– Está precisando de alguma coisa Claire?
– Gostaria de ir até a minha casa, quero pegar algumas coisas lá.
– Acho que pode ser perigoso ir sozinha.
– Emilly pode ir comigo.
– Ela está na aula de latim, se importaria se James fosse com você?
– Tudo bem. – Claire disse, sabendo que teria que aturar James durante o dia inteiro.
– Irei chamar ele, se apronte e nos encontre no portão. — Ela deu meia volta, e foi para a porta.
Logo depois Claire se dirigiu ao portão do instituto e encontrou Sophie e James, ele vestia uma jaqueta preta, e tinha duas lâminas em seus bolsos, Sophie falou para tomarmos cuidado. Viramos e fomos para minha casa. Foi estranho chegar até lá, James permaneceu em silêncio como se não se importasse em dizer nada, era incrível, mas o silêncio dele a incomodava.
Chegando lá a porta estava no chão, mas parecia que algo ainda bloqueava a entrada, James com um golpe deixou a entrada livre e entrou.
– Você e sua mãe moravam em um bom lugar. – Ele disse, enquanto seus olhos percorriam toda a sala de estar.
– Essa era a nova casa, não estava acostumada com ela, mas parece um bom lugar para se viver.
– Então, por que me arrastou até aqui? – Ele voltou seu olhar para Claire.
– Não te arrastei até aqui, Sophie o mandou para vir comigo, pois achou que seria muito perigoso se viesse sozinha.
Do nada do alto da escada se ouviu um estrondo, logo depois, alguma coisa atingiu Claire a jogando no chão. James a observa e corre em sua direção.
– Claire, saia daqui, vá para outro cômodo. Eu cuido dele.
Claire saiu em direção a cozinha mas observava tudo de longe. O que deveria ser um demônio atingiu James, e em seguida ele cai para o lado, até sacar uma lâmina. Ele pega uma faixa que parecia com a que estava amarrada em seu pulso e amarra no cabo da lâmina.
James ataca o demônio no pescoço e há uma grande explosão.
– Pode vir, ele vai voltar para o lugar de onde veio.
– Vamos sair daqui, vou para meu quarto.
Ela foi em direção ao seu quarto, e James a seguiu. Abrindo a porta, ele não se importou, correu em direção à cama, e deitou nela sem se importar.
– Não demore, enquanto isso irei descansar.
– Está cansado do que?
– De ter que ter vindo para cá. – Ele cortou o assunto e Claire não se importou. – E de ter lutado com aquele demônio.
Ela abriu o guarda-roupa, pegou uns vestidos e saias e colocou sobre a cama.
– Duvido que fique realmente bonita com algum desses. – Ele alfinetou.
– Não me importo com sua opinião, gosto das minhas roupas.
Ela se lembrou da passagem que tinha de seu quarto para outro andar, e decidiu abrir a parede. Começou batendo na parede oca, e depois foi retirando com cuidado.
– O que está fazendo? Destruindo seu quarto? – James levantou.
– Aqui tinha uma passagem para outro andar, minha mãe não sabia disso, mas gosto de saber o porque daquela sala existir, vou subir, se quiser ficar ai fazendo nada tudo bem.
Ela seguiu as escadas no escuro com cuidado, e percebeu que dentro de alguns minutos James foi atrás dela. Chegando até a sala, viu o mesmo piano de calda que tinha encontrado aquela carta que tinha sido destinada a Charles, falando sobre os anjos caídos.
– Um piano de calda. – James andou na direção do piano e se sentou no banco. – Ele parece ser bem antigo.
De repente os dedos de James se deslizaram pelas teclas do piano. O som do piano entrava em seus ouvidos, era algo que nunca tinha ouvido antes. Já escutou sua mãe tocando piano, mas nunca com a leveza e delicadeza, e talvez nem com a paixão que James demonstrava.
Ele parou e virou-se para Claire.
- Sonata ao luar, conhece essa música? Beethoven.
- Já ouvi falar.
Claire olhou para a janela, a luz da lua iluminava a sala que parcialmente estava escura. Não tinha pensado no tempo, perdeu a noção da hora, quando saiu do instituto ainda estava de tarde, e agora a lua estava no céu.
James se levantou e foi em direção a janela, Claire estava ao lado dele, observou bem o brilho da lua, os olhos dele estavam concentrados nela.
- Linda não é? – Ela disse com um sorriso.
Ele se virou para ela.
- Adoro observar a lua, me faz ficar em paz.
- Nunca pensei que poderia gostar de algo assim.
- Você não me conhece muito bem.
James virou-se para Claire, ele segurou seu rosto delicadamente, olhava fundo em seus olhos, aqueles olhos de um azul tão profundo. Sentia o calor do corpo dele se aproximando do dela.
Ele a puxou para perto fazendo com que ele esbarrasse na parede, uma chuva de poeira caiu sobre os dois, e parte da parede começou a se despedaçar. Quando Claire pôde reparar, havia uma sala por trás das paredes, por trás de todos aqueles tijolos e por aquele concreto. Não uma sala escura e sem nada, com cadeiras e prateleiras.
Quando olhou novamente para James seus olhos ainda estavam nela. Por mais que estivesse surpresa continuou ali, ele chegava cada vez mais perto, talvez o que distanciava seus rostos um do outro eram apenas 3 centímetros, mas Claire hesitou por um segundo olhando para a parede aberta, e ele parou, desde que aquele momento começou Claire pôde ver James despertando de todo aquele sonho, seu olhar mudou, ele se afastou dela, parecia que ele não entendia o que estava acontecendo parece que pela primeira vez ele a olhou de uma forma diferente. Ele se afastou e desviou o olhar para a parede destruída.
- Parece que destruímos isso. – James olhava para o estrago.
- Eu? Foi você que fez isso.
- Não fiz isso sozinho. – Ele olhou toda a parede destruída.
- É muito estranho ter essa sala aqui, e o pior é que ela não é pequena.
Claire se aproximou olhando as prateleiras que estavam próximas a uma mesa, havia milhares de planilhas em cima da mesa, mas era indecifrável tudo aquilo, o que quer que estivesse escrito ali, com certeza não era para ninguém ler. Claire pousou o olhar no meio das prateleiras, haviam potes enormes. Mas, não era só isso.
- James, vem aqui agora! – Claire dizia, ela não conseguia conter o grito.
- O que foi garota? – Ele disse se aproximando.
- Olhe...
Ele direcionou o olhar para os potes que estavam em cima da prateleira, eles pareciam cheios de alguma coisa, algum liquido estranho.
- Não acredito. Quem poderia estar fazendo isso? – James dizia sem acreditar no que estava vendo.
Os potes estavam cheios, cheios de uma substancia que não se sabia o que era, mas não era só isso. Havia alguma coisa dentro deles, pareciam como nos filmes, em que pessoas colocavam corpos e congelavam em potes, ou as próprias cabeças. Mas não se tratavam disso, eram corpos de crianças, mais precisamente bebês alguns tão novos que pareciam fetos. Mas não eram humanos, alguns tinham garras e o rosto com feições totalmente maléficas, alguns desenvolvidos o bastante para conseguir enxergar perfeitamente os olhos pretos, não somente a íris, mas o olho inteiro, como de demônios. Mas o que mais chamou a atenção de Claire foram os experimentos que estavam em cima das prateleiras com mais frequência, pareciam humanos o suficiente, bem mais humanos do que os outros, mas cada criança tinha algo nas costas como cortes na pele, mas em alguns que estavam desenvolvidos o suficiente para se ver, estavam perfeitamente visíveis, asas. Um par de asas, como as de um anjo.
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