Believers
1 The warriors
Notas iniciais

▪Reino do Norte 13/10/1350 — Grande floresta do reino Hyūga (18:45)▪
Quatro cavaleiros, a serviço do rei Hiashi, entravam pela floresta em busca de guardas infiltrados vindos do reino Uchiha, uma mulher de cabelos vermelhos, três homens e um lobo branco andavam silenciosamente e cautelosamente pela grande floresta para não serem notados e encontrarem os inimigos.
— Encontraram alguma coisa?— a voz feminina perguntou baixo para que não ecoasse pela floresta.
— Nada por enquanto, é melhor continuarmos a procurar.— o homem encapuzado continuou a andar, tendo a sua voz abafada pelo tecido que lhe cobria quase toda a face, deixando apenas os seus olhos à mostra.
— Já está a ficar de noite, até o Akamaru não encontrou nada, talvez fosse melhor voltar para trás.
— Estás com medo Kiba?— provocou o loiro enquanto o outro acariciava o pêlo do lobo a quem ele chamava de companheiro. — Pensei que ainda estávamos a competir para ver quem tinha a atenção da princesa, mas pelos vistos não preciso de muito para ganhar.
— Olha aqui seu metido! Eu sou muito mais corajoso do que tu, e ao contrário de ti já falei com a princesa, acho que continuo a ganhar eu.
— Tu? Todos sabem que eu sou melhor e mais bonito.
— Claro Naruto, só quem é cego acredita nisso!
A única mulher lá na floresta já estava a ficar irritada, os dois homens continuavam a discutir sem parar e sem um motivo decente, enquanto ambos gritavam palavras insultuosas um para o outro, a ruiva fechou os punhos e em pouco segundos soltou um grito tão alto que os seus companheiros, que antes discutiam, saltaram com o susto.
— Estou farta das vossas discussões, estamos numa missão e a única coisa que você fazem é atrapalhar!
— Karin...— tentaram interrompê-la.
— Oh não! Agora vão ouvir! Se o rei soubesse das vossas figurinhas, vocês nunca estariam aqui sequer, só sabem arranjar confusões e estão sempre a discutir por causa de uma mulher que nenhum de vocês poderá ter...
— KARIN! Olha para trás!
Assim que ela se vira se depara com cinco guardas com a armadura do reino da fronteira, logo se coloca em posição de ataque pegando na sua espada, Naruto coloca-se em posição e com o seu arco e flecha acerta no oponente mais perto de si. Kiba lutava corpo a corpo contra dois guardas, enquanto se tentava defender também tentava socar ou pontapear os dois adversários, assim como Karin, o outro homem, Shino, pegou em sua espada e logo começou a duelar com o guarda que sobrava. Vendo o amigo aflito com os dois homens, Naturo não hesitou em fazer mira num deles enquanto Akamaru mordia a perna do outro, ajudando assim o moreno a se libertar da luta, a garota continuava empenhada em apunhalar o inimigo com a sua espada enquanto se esquivava dos seus ataques, em meros segundos, devido à distração do outro, ela finalmente conseguiu encravar a sua espada no peito do guarda. Shino, apesar do mais calado, poderia ser considerado, entre eles, o mais cruel em matar, pois ele optava por cortar a cabeça de um inimigo em vez de fazer como sua companheira, e foi por isso que o seu oponente não teve a mesma sorte que o seu companheiro.
— Desta vez não foi por nossa causa que ele nos encontraram. — debochou Kiba.
— Ele tem razão, priminha.— concordou Naruto.
— Foi por vossa causa sim! Se não tivessem discutido eu não teria gritado com vocês, agora vamos revistá-los, precisamos de saber se levavam alguma informação.
— Já tratei disso. — Shino disse enquanto acabava de revistar o último homem encontrado por fim um pergaminho.
—▪-
▪Reino do Norte 13/10/1350 — Castelo Hyūga (19:30)▪
— Estou muito grato pelo vosso feito, gostaria muito que pertencessem à minha guarda.
— Você sabe muito bem que gostaríamos, mas trabalhámos por conta própria para tentarmos proteger a aldeia da melhor maneira e em qualquer circunstância, ambos sabemos que nem sempre os guardas estão disponíveis para isso, por terem outros assuntos importantes para fazerem, aos quais todo o reino está grato. — respondeu Naruto curvado perante o rei.
— Agradeço muito por isso também!— sorriu. — Passando agora ao assunto importante, para além de apanharem os patifes conseguiriam alguma informação?
— Felizmente, ou infelizmente, sim. Um dos homens trazia consigo esta carta, parece que ela era para ser entregue a um dos soldados que matamos.— a mulher ruiva ergue-se para entregar a carta a Hiashi e volta a ajoelhar-se para continuar a demonstrar o seu respeito por aquele que a governava.
O rei a lê a carta com atenção, a meio da leitura a sua feição torna-se preocupada fazendo-o arregalar os seus olhos, aquilo que ele mais temia estava prestes a acontecer e ele não poderia deixar.
— Quero que chamem o meu sobrinho, agora!— ordenou com urgência, os servos que estavam por perto, alarmados, foram logo procurar pelo príncipe, enquanto os guerreiros tinham pensamentos confusos sobre o que poderia estar acontecendo, e uma das criadas ficara no salão, tentando passar despercebida para ouvir o que estava a acontecer.
— Vocês os quatro, ergam-se! Se o que está nesta carta for decerto verdade, vou necessitar da vossa ajuda, espero que não me seja negada.
Os intitulados de guerreiros ergueram-se olhando uns para os outros, eles não sabiam o que a carta continha, afinal nem se quer a haviam lido, e isso tornou toda a situação bastante alarmante. De repente, Neji, e os servos voltam à sala real, o príncipe usava a sua armadura indicado que o mesmo antes se encontrava a treinar.
— Meu tio, o que aconteceu para a minha presença ser tão urgente?
— Algo muito grave! Os Uchiha podem nos declarar guerra a qualquer momento.
Todos os presentes na sala, incluindo os guerreiros, ficaram em choque com as palavras do rei, não que não estivessem à espera que algo do género acontecesse, apenas não esperavam que o rei Itachi decidisse aquilo tão depressa.
— Vamos precisar de treinar as tropas, aumentar o seu armamento e melhorar as suas táticas, e para isso espero contar contigo Neji, receio que esta guerra será difícil de ganhar especialmente quando temos um rei infantil e cego pelo poder que não pode conter nas suas mãos. Nós podemos perder...
— Perder? Nunca perderei contra um Uchiha, eu vou preparar muito bem as nossas tropas, tão bem que Itachi se irá arrepender dos seus atos.
— Guarda o teu ego e deixa de agir como o teu inimigo. — repreendeu. — Naruto, vou precisar da vossa ajuda, quero que colaborem com Neji para treinar a minha guarda, quero que me ajudem a defender o reino, serão bem recompensados, é uma promessa.
— Não precisamos das suas recompensas para aceitar tal pedido, estamos inteiramente a serviço do reino e iremos ajudar com toda a nossa honra.
— Por favor!— queixou-se o príncipe. — Não vou liderar os cavaleiros com quatro camponeses arruaceiros.
— Mas a quem estás a chamar arruaceiro?! Nós somos os guerreiros que protegem a aldeia daquilo que tu, o príncipe , não és capaz porque tens medo de apanhar uma doença, ou será porque talvez podes partir uma unha. — provoca Kiba.
— Seu insolente! Pensas que estás a falar com quem? Eu sou o teu futuro rei!
— Tu? A princesa é a primeira na linhagem, tu só estás aqui porque assassinas-te o teu próprio pai.
— Kiba! — Karin advertiu.
Neji, irritado com as palavras do outro, avança apertando o pescoço do moreno, que começou a debater-se pela falta de ar.
— Porque me acusaste?! Eu nunca mataria ninguém da minha família, antes de falar deverias lavar essa tua boca suja!
— Neji! Larga-o, agora! — ordenou o rei que logo foi obedecido, e em pouco segundos Kiba já procurava pelo tão desejado ar. — Após isto espero que percebam que os cinco devem melhorar a vossa relação, não quero provocações nem do lado, nem do outro.
— Sim meu rei, peço desculpa pela a acusação e pelo comportamento do meu companheiro.— Shino pronunciou-se pela primeira vez e Kiba apenas deu um pequeno grunhido demonstrando que não estava nada arrependido pelas palavras ditas.
— Tudo bem, mas espero que não se volte a repetir. Voltem amanhã, pela a manhã, para eu vos dar mais informações, já está tarde e vocês precisam de descansar.
— Sim, meu rei!— responderam os quatro fazendo uma pequena vénia antes de saírem do castelo. A aia que continuara lá sorriu de lado com a cena presenciada e se dirigiu para os aposentos onde a princesa se encontrava para lhe contar o que se sucedera.
—▪-
▪Reino do Norte 13/10/1350 — Taberna (23:50)▪
— Afinal sou mesmo o mais inteligente. — dizia Naruto enquanto levava a sua grande caneca à boca para ingerir a sua cerveja, os seus companheiros encontravam-se juntamente com ele, sentados ao balcão lado a lado.
— Como se isso fosse verdade! Eu só agi daquela maneira para proteger a honra da princesa. — Kiba respondeu batendo na nuca do loiro, fazendo o mesmo virar um pouco da sua bebida nas suas roupas.
— Hey! Olha o que fizeste, agora vou cheirar a cerveja. — "choramingou".
— Que foi? Até parece que antes disso já não cheiravas! Já vais na terceira caneca, agradece-me por fazer-te beber menos um pouco.— disse desta vez dando ele um golo da sua caneca enquanto Naruto o olhava embirrado.
— Rapazes, não podemos ter esse tipo de comportamento perante o rei, por muito que a vontade de dar uns socos na cara do príncipe seja grande, temos de nos controlar se queremos agir por nossa conta.
— Sim, a Karin tem razão, lembrem-se que atuamos de forma independente porque o rei assim o permitiu, as coisas podem mudar e só teremos duas opções, das quais tenho a certeza que nenhuma vos agrada.— Shino diz sem sequer olhar para os seus amigos, apenas vendo o líquido da sua caneca balançar de um lado para o outro.
— Eu prometo que não volta a acontecer, além disso já tenho algo para impressionar a princesa.
— Como se ter a língua afiada fosse impressionante. — murmurou, o loiro, para si mesmo.
— Disse-te alguma coisa Naruto?— desafiou o dono do lobo que neste momento se encontrava lá fora esperando pelos quatro.
— Não, não disse nada. Vou indo. — encolheu os ombros deixando o dinheiro no balcão e se dirigindo para fora da taberna. — Até amanhã!
— Até!— disseram os seus amigos confusos por Naruto ir embora tão cedo.
—▪-
▪Reino do norte 14/10/1350 — Casa de Naruto (00:15)▪
Depois de deixar a sua prima e os seus amigos na taberna, Naruto caminhou até à sua casa, quando chegou viu um homem encostado na mesma, ele parecia estar o esperando a algum tempo.
— Já deves estar a saber que a grande guerra está prestes a acontecer.— disse o homem mal viu o loiro se aproximar.
— Sim, fui até convocado para fazer parte dela. — riu sem graça. — O que tu vais fazer?
— Não vou poder intervir, isso me entregaria, a mim e aqueles que sigo. Mas eu tenho um plano.
— Vamos entrar?— sorriu divertido abrindo a porta, entrando e deixando o outro entrar também. — Temos a noite toda, podes começar a contar.
Fale com o autor