Notas iniciais
Gente, esse é o ultimo... Não totalmente por causa do epílogo que ainda irei digitar, mas já está pronto. Foi muito bom o tempo de mistério, mas é aqui que ele acaba. Finalmente vocês saberão quem é o assassino. Sem mais atrasos, boa leitura. PS: leiam as notas finais. PS2: POV para quem não sabe é point of view (ponto de vista)

Não podia ver seu rosto, pois Ryan estava na frente. Mas percebi por ter luvas pretas em suas mãos que suas intenções não eram boas, afinal, quem invadiria casa de alguém com intenções boas?

O silencio predominava. Antes que pudesse olhar para o provável assassino, mandei um simples "S.O.S.'' para Bruce, espero que ele entenda.

– Mas que porra é essa? – Ryan ainda estava paralisado.

– Surpreso? – Nesse momento meu cérebro travou. Eu conhecia essa voz, me parecia incrivelmente familiar, porém não dessa forma fria.

Foi então que eu percebi. No momento em que Ryan tentou se aproximar de mim, com o provável intuito de me proteger, fez com que eu mirasse a figura do assassino. O meu futuro provável assassino. Derek. Ele estava diante de mim, e Ryan estava com uma expressão de horror. Já eu não sabia o que sentir, por isso provavelmente estava inexpressiva. É a única pessoa que em nenhum momento desconfiei. O único que me entende perfeitamente, era o único que eu sempre confiei cegamente.

– Você... – Comecei, mas as palavras morreram. Senti uma lagrima descer. Eu me sentia traída. – Foi você? – Minha voz quase não saiu.

– O quê? – O rosto de Derek parecia confuso agora. Aquilo era uma brincadeira, não é?

– Você matou Jennifer – Cuspi as palavras, já sentindo meu sangue correr mais rápido, talvez fosse medo, raiva ou simplesmente adrenalina.

Ryan ainda estava calado, como se não tivesse conseguido absorver tudo. Ele segurou minha mão, o olhar de Derek desceu para nossas mãos entrelaçadas, seu maxilar contraiu e ele cerrou o punho, como se estivesse com raiva da situação.

– Por você. – Derek me olhou incrédulo como se tudo fizesse sentido. – Eu ia te falar no dia que você terminou comigo.

Senti meu estomago revirar, acho que eu ia vomitar.

– E por que? – Perguntei.

– Eu fiz isso por nós. Estamos bem melhor assim.

– Nós quem? – Eu tinha vontade de correr dali, aquele não era meu Derek.

– Entenda, Jennifer brigava muito com você, você disse que estava cansada.

~ Flashback on ~

– É, acho que essa amizade está acabando mesmo, como todos acham – falei em uma voz controlada – E eu não preciso de você. – Encarei Jennifer com raiva de tudo, virei e bati a porta, já sentindo dor de cabeça por prender o choro, eu sempre acabo chorando quando brigo com alguém importante, mas eu não queria que fosse assim.

Fui andando ainda meio sem rumo. Não, eu não estava sem rumo, eu não queria ficar em casa e o único lugar em que me sentiria bem é na casa de Derek. Liguei para ele.

– Hey! – Ele com voz de sono – Acho bom ter um motivo você ter me acordado.

– Sim, preciso ir para sua casa. Eu não aguento mais Jennifer, a vontade que eu tenho é de estrangular ela e sua arrogância, que porra esse menina tem? – Falei sentindo a raiva voltar a mim novamente.

– Não estou em casa, vim dormir na casa de Sabrina hoje...

Droga, ele e essa namorada. Revirei os olhos, mas permaneci calada.

– Faz um seguinte, você sabe que deixo a chave de casa no vaso de plantas, não é? Vai para lá, minha mãe não está em casa hoje.

– Obrigada, Derek. – Sorri sozinha.

– Você sabe que pode pedir qualquer coisa.

~ Flashback off ~

Ele fez isso por mim. Então a culpada pela morte de Jennifer é minha. Senti como se estivesse carregando o céu.

– Você falou que estava na casa de Sabrina.

Derek riu sem humor.

– Eu estava, ela estava dormindo quando sai.

~ Flashback POV Derek on ~

– Você sabe que pode pedir qualquer coisa. – Eu disse e depois ela se despediu e desligou o telefone.

Levantei da cama de Sabrina a afastando para o lado levemente, mas eu sei que ela não acordaria. Fui até a cozinha. Eu sabia o que queria, uma arma.

Eu já havia planejado isso, incontáveis vezes, Kate falara sobre o mal que Jennifer está fazendo a ela. E eu queria dar um fim nisso.

Achei uma faca bem afiada. Fui até minha mochila, na qual eu guardo uma copia da chave da casa de Kate, mas ela não sabe que tirei dessa copia da chave dela, é só que gosto de visita-la em horários que ela desconhece.

Chegando lá, abri calmamente, eu havia comprado uma luva no caminho, mas foi tudo muito rápido.

Abri a porta, mas fiz um certo barulho, por isso, fui me esconder na cozinha, fiquei posicionado perto da geladeira, estava tudo escuro, mas minha visão já havia se adequado ao escuro. Pude ver Jennifer vindo até a cozinha, foi o único momento em que senti medo. O que logo passou, pois assim que ela me viu saiu correndo para quarto, era a oportunidade perfeita.

Ela parecia um ratinho com medo, era quase triste. Mas eu quis acabar logo com isso. Não senti nada com sua morte. Matar ela foi a parte mais fácil, e quando ela estava finalmente perdendo a consciência e sussurrou “idiota”, senti tanta raiva por ela ainda morrer com um sorriso arrogante, que desfigurei o rosto dela. Quando me acalmei verifiquei tudo para ver se eu havia deixado alguma pista, se a policia me descobrisse não entenderia que fiz tudo isso para proteger Kate.

~ Flashback POV Derek off ~

Ele explicou tudo lentamente e como se não importasse em ter matado uma pessoa. Senti nojo não só dele, mas de mim por ter confiado em uma pessoa como ele.

– Mas por que Pricilla? – Foi a única vez que ouvi a voz de Ryan desde que a conversa se iniciou. Ele estava rouco e se contendo de raiva.

– Ela estava perto de descobrir. – Ele deu uma risada seca – E eu achando que ela era só uma puta burra, mas até que ela foi bem inteligente. E fora que ela também estava tirando a paz de Kate...

Eu falei muito mal de Pricilla e esse foi o motivo de ela ter sido morta? Sinto-me um lixo ao saber disso. Acho que Ryan deve ter percebido pela cara que fiz, pois ele segurou minha mão e me olhou da forma mais doce possível. Como eu queria estar só com ele, na verdade, eu queria sair correndo daqui.

– Então eu a matei, foi uma puta a menos. O que eu não contava era com Daniel. Eu não sabia da existência dele, mas vocês me ajudaram muito, pois descobri que ele procurava o assassino tanto quanto vocês, e pude fazer com que Josh parecesse mais suspeito. Ah, alias, Luke ainda parece suspeito, não é? Eu fiz com que Daniel visse Luke e Josh conversando, e ele caiu direitinho – Derek explicou.

Senti mais estupida ainda, pois eu desconfiei de Luke quando Daniel veio falar comigo.

– Tudo estava O.K., até isso acontecer. – Ele olhou para minha mão, que estava na de Ryan.

Arregalei os olhos.

– O que você quer dizer com isso? – Perguntei.

– Quero dizer que devemos acabar logo com isso, E depois nós podemos fugir, para que mada de ruim aconteça, Kate.

Derek realmente acha que eu vou simplesmente aceitar tudo isso.

Antes que eu pensasse em algo, Derek simplesmente puxa uma arma da calça e atira em Ryan, que cai no chão logo em seguida.

– Não! – Grito e me abaixo para ver se está tudo bem com Ryan. Mas é obvio que não.

Não pude acreditar no que vi. Abaixei junto a Ryan, para conferir se estava tudo bem.

– Onde caralho você arranjou uma arma, Derek? – Ryan gemeu de dor. Ele não esperava isso, muito menos eu.

– Isso eu não posso falar – Derek sorriu, o mesmo sorriso que eu havia visto tantas vezes em minha vida, mas não em uma situação como aquela. Parece que nada que aconteceu em relação a Derek é real agora. E minha mente ainda não se acostumou com isso. – É mais rápido assim, e não sujo minhas mãos.

Ryan mordia o lábio inferior, com ódio e dor. Eu sentia vontade de chorar e abraça-lo para tirar a dor dele. Só que não era assim.

Olhei para Derek, sem saber o que fazer, ele me encarava, e eu procurava alguma sanidade naquele olhar.

Quando escuto um estrondo. A porta foi arrombada. Pude ver três homens mais não os reconheci, afinal eu estava abaixada ao lado de Ryan. Um som de tiro.
Outro. Eu não sabia o que fazer, mas decidir que o mais sensato era permanecer abaixada.

Quando finalmente vejo Bruce entrando e Derek com as mãos para o alto.

Olho para Ryan. Sinto o gosto das lagrimas, mas não me escuto chorar. Na verdade, não sinto nada. Não consigo tirar os olhos de Ryan, seu rosto, que antes expressava dor ou raiva, agora era calmo.

– Vai ficar tudo bem – Ele sussurrou.

– Fica comigo. – Falei baixou.

Não tive resposta.

Achei que saber o assassino de Jennifer me traria paz e felicidade. Eu não me sentia assim,

Porque, acredite ou não, as coisas não melhoram.

Notas finais
Bom, se vocês querem um epílogo, falem dos comentários, eu fiz um, mas não sei se é necessário... Talvez sim, pois esclarece umas coisas. Os agradecimentos estarão no epilogo, então! Não vou esquecer de ninguém! Fora isso... ME CONTEM O QUE ACHARAM! Finalmente vocês sabem, eu me segurei muito para não dar spoiler para alguns de vocês u.u É isso, até um possível epílogo. Desculpa qualquer erro, é porque meu pai acabou de me mandar ir dormir e não deu para revisar ;-;