Believe In Your Dreams
2 Welcome to London
Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo quentinho pra quem se interessou em ler essa história.
Boa leitura!
Droga.
Eu tenho muita sorte mesmo. Mal acabo de pisar no aeroporto de Londres e recebo um belo beijo do chão. Mas tudo bem, não devo desviar o foco, afinal...
Eu estou em Londres!
Levanto-me do chão — sim, eu tropeçei numa formiga e caí — e tento dar uma arrumadinha na minha roupa. Não que isso ajude muito, pois eu estou um caco por causa da longa viagem. Dou uma arrumadinha no meu cabelo — o que não funcionou muito, já que ele é um pouco cacheado — e sigo em direção a multidão.
A mulher que me hospedará na casa dela disse que estaria me esperando aqui, com um cartaz provavelmente. O nome dela é Mary Bennet e é casada, mas o seu marido viaja muito a trabalho.
Procuro algum cartaz na multidão onde esteja escrito o meu nome, enquanto empurro o meu malão — super pesado. Quando estou quase desistindo e prestes a me sentar na minha mala mesmo, eu a vejo:
Helena Cardoso
Welcome to London!!!
Era um cartaz pequeno comparado aos outros, e a tinta era de um verde fluorescente. Corri pra lá — quase caindo com o peso das malas — encontrando uma mulher que aparentava ter uns 50 anos segurando-o. Era uma mulher muito bonita, ruiva de olhos azuis, um pouco gordinha e baixinha. Eu era mais alta que ela.
- Olá — eu disse em inglês — eu sou a Helena.
Ela me olhou rapidamente, jogou o cartaz no chão e me abraçou. Retribui um pouco confusa.
- Olá, eu sou Mary Bennet — ela me soltou e abriu um sorriso — e você vai ficar na minha casa.
Eu já sabia disso, mas tudo bem. Ela parecia ser bem simpática.
- Vamos indo? — perguntou ela — eu moro em um condomínio, fica há uma meia hora daqui.
Ela me ajudou a pegar as malas — eram duas no total, uma enorme de carrinho e uma de mão, sem falar na mochila que eu carregava nas costas — e levou em direção a um carro preto. Mais especificamente, um BMW.
Ok, eu teria que me acostumar.
Durante o trajeto, ela me perguntou várias coisas sobre o Brasil e minha vida por lá e eu descobri que o seu marido — Joseph Bennet — era representante de uma empresa muito famosa e por isso viajava muito, e que ela limpava a casa de seus vizinhos quando eles estavam fora.
- Mas a senhora não é rica? — perguntei curiosa — porquê então limpa a casa de seus vizinhos?
- Ah, eles só passam os dias de folga lá, ou as férias. Como eu já conhecia a família de um deles, ele me pediu para limpar a casa umas duas vezes por semana. Quando eles estão por lá, eu limpo quase todos os dias, já que são uns bagunçeiros. — ela disse rindo — eles insistem em me pagar, mas eu não preciso do dinheiro.
- Eu posso ajudar a senhora, se quiser.
- Seria ótimo! — ela disse entusiasmada — a casa é grande sabe. Tenho certeza de que eles não vão ligar de pagar para uma pessoa a mais.
Ótimo, já arrumei um emprego provisório. Não é bem o que eu queria — limpar a sujeira dos outros — mas já é alguma coisa.
- Oh, veja, chegamos!Olhei para onde a Sra. Bennet apontava e meu queixo caiu.Que casa era aquela, meu Deus! Era linda, maravilhosa, perfeita! Eu iria morar aí? Inacreditável.
A casa era bem grande — de dois andares — as paredes eram de uma azul bem claro e as janelas e portas de madeira. Tinha uma varanda bem bonita, com o chão de madeira também.
Eu sempre quis morar em uma casa com chão de madeira!
- Vamos entrar? — convidou a Sra. Bennet.
A casa era incrível por dentro também. Eu não conseguia acreditar que ia morar naquele lugar.
A Sra. Bennet me ajudou a levar as coisas para o meu novo quarto — que era simplesmente perfeito — e desceu para me dar privacidade. Tomei um banho — sim, era uma suíte — e coloquei uma roupa confortável. Desocupei minhas malas, para não perder tempo depois com isso, e fui dar uma olhadinha na varandinha que tinha no meu quarto. Ela dava de frente com um quarto da casa vizinha — que era tão maravilhosa quanto a da Sra. Bennet — e era linda.
Voltei pra dentro e me joguei na cama — que era incrivelmente confortável — pensando no que tinha acontecido comigo hoje. Eu tinha medo de acordar e descobrir que tudo não passara de um sonho.
Liguei pra minha avó — com meu celular velho — e resolvi descer para ver a Sra. Bennet. Tinha que conhecê-la melhor, já que viveríamos juntas por um bom tempo. Minhas aulas na faculdade só começariam no próximo mês, enquanto isso, tinha tempo de sobra pra conhecer muitas coisas.
Ainda era o meu primeiro dia em Londres. Tem muito chão pela frente.
Notas finais
Então, ficou pequeno, eu sei. Mas eu vou tentar postar o outro amanhã, ok?
Obrigada a quem está lendo!
Fiquem com Deus e boa noite.
PS: Zayn seduction no novo clipe S2
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