Believe In Stars
5 Do not look for me anymore!
Notas iniciais
Regina ficou pensando, mas não tinha capacidade nem para formular qualquer tipo de pensamento. Só pensava em uma pessoa e isso a desconcentrava completamente. Fugir! Por que tinha que ser assim? Por que sempre tinha que fugir ao primeiro sinal que a situação fugiria de seu total controle? Não conseguia respirar normalmente e seu coração batia acelerado sempre que as lembranças daqueles beijos que havia trocado com Emma Swan voltavam a sua cabeça. Sempre fugia! Nunca conseguia enfrentar todos os seus dilemas. Era sempre o que Regina fazia quando sentia que estava se envolvendo demais com alguém. E o que havia acontecido com Emma mexeu profundamente com os sentimentos de Regina. Não podia sequer controlar todos os sentimentos que nutria pela xerife e isso a enchia de medo. Não gostava de sentir medo. Gostava de ter controle sobre todos que viviam ao seu redor, mas isso não acontecia com Emma. Quando estava com a loira, Regina se sentia novamente igual a uma jovem apaixonada. E Regina não gostava de se sentir assim. Resolveu se afastar. Por medo! Por covardia! Sentia um medo e um pânico que se apoderavam de seu conturbado coração. Quis desaparecer da vida de Emma antes que algo ruim acontecesse com ela.
Regina acreditava que atraía a tristeza para a vida de todas as pessoas que viviam ao seu redor. Perdera Daniel! Perdera seu pai! Nunca havia tido sua mãe. Porque era sempre isso que acontecia em sua vida. Todas as pessoas que ela amava acabavam morrendo por sua culpa. Sempre quando se envolvia com alguém acontecia alguma coisa terrível que a fazia sofrer demasiadamente. Sentia medo e não sabia nem o que fazer. Queria ficar com Emma e beija-la, mas tinha medo de se envolver mais profundamente com ela. Queria finalmente se esquecer de todos os seus problemas. Mas, tinha medo de todas as consequências que poderiam acarretar para a vida de Emma. Regina nunca se perdoaria caso o amor de sua vida morresse. Regina a amava demais para querer perde-la. E isso a impedia de declarar todo o amor que sentia por ela. Sentia-se de mãos atadas. Queria ficar com Emma, mas não queria perde-la da mesma forma que havia perdido Daniel.
Suas mãos tremiam e sentia um desespero cada vez maior crescer em seu coração. Era sempre o mesmo motivo que a impedia de tomar decisões em sua vida. Quase não conseguia dirigir o seu carro. Não sabia para onde iria, só necessitava ficar sozinha. Lágrimas insistentes escorriam pelo seu rosto. Levou seus dedos aos seus lábios como se pudesse ainda sentir a boca de Emma na sua.
– Por quê? Eu não consigo entender. Por que eu tenho que amá-la? – questionava Regina para si mesma.
– Como eu precisava conversar com alguém agora. Mas com quem? Eu não tenho uma única amiga nesta cidade. Quem eu estou enganando? Eu não tenho uma amiga. E ninguém iria querer conversar com a Evil Queen.
X*X*X*X
Os olhos de Emma se encontravam mareados devido às emoções que ela vivenciava nos últimos dias. Ficou admirando o local por onde Regina havia desaparecido. Seus olhos fitavam o vazio que até segundos atrás Regina estava presente. Logo em seguida passou suas mãos pelos seus lábios, como se pudessem prolongar ao máximo todos os beijos que trocou com a morena. Queria beijá-la mais, porém Regina sumiu da mesma maneira que havia aparecido. Não pode impedir e nada pode fazer enquanto viu o amor de sua vida sumir por entre os seus dedos. Regina tinha dado a entender que havia gostado do beijo, mas algo a tinha feito fugir. Mas o que seria? Por que Regina havia fugido?
Emma também pensava sobre tudo o que tinha ocorrido. Sua cabeça dava voltas e não conseguia estruturar nada que tivesse algum sentido. Estava apaixonada pela mulher que tentou destruir sua mãe por inúmeras vezes. Ainda não se sentia confortável, mas aos poucos aceitava que agora tinha uma mãe para chamar de sua. Qual seria reação de Mary Margareth quando finalmente revelasse que havia se apaixonado por Regina? Emma se convencia cada vez mais sobre a inocência de Regina. Não a via como culpada pela morte de Archie. E cada vez formulava uma teoria diferente, de que teria alguém da cidade querendo ver à destruição da ex-prefeita. Mas quem? E será que seus pais veriam isso da mesma maneira? Mary nunca acreditou na redenção de Regina e Emma previa que sua mãe resistiria ao máximo quando revelasse suas suspeitas sobre o assassinato de Archie. Afinal, seria difícil convencer seus pais, pois eles haviam visto as lembranças de Pongo e iriam querer acusar Regina de qualquer maneira.
– O que eu faço? – questionou Emma levando suas mãos ao seu rosto.
Ao mesmo tempo em que massageava suas têmporas doloridas Emma deixava uma lágrima solitária escorrer em seu rosto. Emma nunca foi boa em demonstrar seus sentimentos, mas o que sentia por Regina a estava mudando por dentro. Mas, um longo e extenuante dia de trabalho a aguardava. Tinha vários relatórios para preencher, mas ela não saía de sua cabeça, de seus pensamentos e de seu corpo. Parecia que o cheiro de Regina estava impregnado em sua pele, e Emma ficava entorpecida com o cheiro do perfume da morena.
Assim que colocou os pés dentro de casa, Henry foi até o seu encontro e abraçou carinhosamente. Os olhos do garoto se encontraram com os olhos de Emma. Ela notou toda a preocupação que seu filho sentia. Ele se preocupava com Regina e isso ficava evidenciado no seu olhar preocupado.
– Emma! Conseguiu encontrar minha mãe? Você me prometeu! – perguntava Henry ansiosamente.
– Eu sei que eu te prometi! Mas, eu não consegui encontra-la. – mente Emma.
– Eu estou tão preocupado com minha mãe. Alguém quer fazer mal para ela. Eu sinto isso aqui. – diz apontando para o seu coração.
– Eu não quero te ver assim. O que eu posso fazer para te animar?
– Procurá-la! Agora! Sinto que algo ruim vai acontecer. – diz Henry com um olhar de súplica.
– Eu prometo para você que eu irei procurá-la. Porém, só irei amanhã. Hoje foi um dia de muito trabalho. Só quero um tomar um bom banho e descansar. Estou precisando disso. Espera! O que o senhor ainda está fazendo acordado? Já viu que horas são? – questiona Emma.
– Eu quis te esperar. Eu precisava falar sobre minhas preocupações com você. Mas, eu estou mais tranquilo agora. Sei que irá ajudar minha mãe. – diz Henry tornando a abraçar Emma.
Emma não teria coragem de contar ao seu filho que havia visto Regina. Ainda estava confusa com tudo o que tinha acontecido. Com o beijo, com tudo o que sentia por Regina. Ainda tinha Henry. Emma não imaginava qual seria a reação de seu filho quando revelasse que havia se apaixonado por sua mãe adotiva.
– Emma! Emma! Aconteceu alguma coisa? – perguntou Henry.
– Apenas pensando em algumas coisas. Agora já para cama que o senhor tem aula amanhã. – diz fazendo carinho na cabeça do filho.
X*X*X*X
Regina dava passos solitários em meio uma caminhada solitária. Não sabia para onde ia. Tinha um lugar onde poderia ir e se esconder, mas ela não se sentiria bem naquele ambiente. Lembranças demais! Dor demais! Ela teria se que se confrontar, teria que se ver refletida nos estilhaços de suas lembranças. Ela não precisava arranjar mais dor para seu coração, pois ele já doía demasiadamente.
Sentia falta de Henry. Ficar longe de seu filho era o que contribuía para a sua dor se tornar cada vez mais insuportável. Lembrava-se de detalhes da infância do garoto. Ainda se lembra com detalhes a primeira vez que ele sorriu, ainda era um bebezinho de colo, mas seu sorriso conseguiu iluminar novamente um coração que antes se encontrava nas trevas. Quando ele aprendeu a andar, sentiu um enorme medo de que ele caísse e se machucasse, e de fato seu coração quase saiu pela boca com a primeira queda que ele tomou. Mas, nada como a primeira vez que ele a chamou de mãe. Sentiu-se completa como há muito tempo não se sentia. Foi despertada de seus devaneios por alguém que a chamava.
– Mãe! Mãe! – chamava Henry.
– Henry! O que está fazendo acordado? Você não deveria estar andando sozinho. É perigoso.
– Eu tinha que te procurar. Eu tenho tantas coisas para te falar. – diz Henry desconfortavelmente.
– O que tem para falar comigo? – responde Regina com um sorriso sincero no rosto.
– Eu nem sei como te dizer isso.
– Dizer o que? Henry, você está me deixando preocupada. Aconteceu alguma coisa? – pergunta Regina preocupada.
– Eu quero te pedir uma coisa.
– Claro! O que você quer meu querido? – diz Regina fazendo carinho no rosto do filho.
– Quero que nunca mais volte a falar comigo. –responde Henry tirando a mão de Regina de seu rosto.
– Como assim? Henry! Eu pensei que voce me amava. – diz Regina com lágrimas em seus olhos.
– Você acha que alguém te ama? Responde sinceramente a minha pergunta.
– Henry, eu te amo com todas as minhas forças. Por favor, eu não quero ter que afastar de você.
– Você não ama ninguém. Você pensa que ama. Mas, na verdade você ama apenas o seu poder. Eu sei que eu não significo nada para você.
– Não é verdade. Henry! Eu te amo. Você é uma benção em minha vida. Eu vi que era capaz de amar por sua causa. Não me machuque dessa maneira.
– Eu já disse o que queria dizer. Não quero perder mais o meu tempo com você. Vou para casa. Minha mãe está me esperando.
– Henry! Eu te amo!
– Não gaste sua saliva para falar mentiras. Espero não ter que te ver novamente.
Regina tentou falar com o filho e não conseguiu. Ele saiu correndo antes que ela lhe falasse alguma coisa. Chorava, e essas lágrimas doíam em seu coração. Ver Henry lhe falando tudo aquilo. Podia esperar tais palavras de qualquer pessoa, menos dele. Menos do seu filho. A pessoa que mais amava. Não tinha mais forças para nada. Sentou-se no chão e ficou estática e sem conseguir esboçar nenhuma reação.
– Regina! – diz Emma acordando.
Suava frio e tentava controlar suas emoções que estavam à flor da pele. Segundo sonho com Regina em dois dias. O que tudo aquilo significava? Emma cada vez se convencia que ela tinha aqueles sonhos com o propósito de ajudar Regina. Mas como? Antes de se dirigir até a cozinha para tomar um copo de água para se acalmar, admirou Henry que dormia pacificamente.
– O que será que está acontecendo com sua mãe? – diz Emma fazendo carinho no rosto sereno do filho.
– Ela precisa de nós. E nós iremos ajuda-la.
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