Believe In Stars

7 Another magic in Storybrooke.


Notas iniciais
Desculpa a demora em postar a fic. Espero que gostem desse cap. Escrevi de coração! Quero agradecer a todos que sempre comentam minhas fics. Fico muito feliz em receber todos os comentários.

Havia passado algum tempo e seu choro havia cessado, assim como a dor latente em seu coração parecia ser um pouco mais fácil de ser suportada. Não que não doesse mais. Seu coração ainda doía deveras, mas ela havia readquirido uma vontade de querer saber tudo o que acontecia. Afinal, ela não havia matado Archie. Ela podia ter feito coisas horríveis em seu passado, mas desde que havia prometido a Henry que não usaria mais magia ela vinha mantendo sua promessa. Se ela não havia cometido esse assassinato, alguém teria se encarregado do crime. Mas quem? E essa pessoa com certeza queria incriminá-la. Ela não sossegaria enquanto não encontrasse o verdadeiro assassino de Archie. Infelizmente ela não contava com nenhuma ajuda. Ela teria que trabalhar por conta própria. Ela iria provar sua inocência. Por mais difícil que fosse.

Às vezes uma verdade está na cara de uma pessoa, mas ela se nega com todas as forças a enxergar tudo o que está na sua frente. Como chegar a uma verdade oculta? Será que seria muito difícil lidar com uma verdade que você nem sempre está preparado para admitir? Necessita-se de algo diferente? Uma espécie de diferencial? Seria um dom ou uma maldição? Nem todas as pessoas possuíam essa capacidade de sentir pelo ambiente quando algo está errado. Somente pessoas sensitivas possuíam essa capacidade, porém muitas vezes toda essa sensibilidade acaba sendo desperdiçada pelas adversidades da vida. E isso Regina entendia com uma enorme propriedade. Sua vida havia virado de ponta cabeça. E ela tentava encontrar as peças de seu conturbado quebra-cabeça para que enfim pudesse ter a oportunidade de ter o seu sinal feliz, que parecia cada vez mais distante.

Regina era uma dessas pessoas que podiam sentir qualquer ocorrência estranha através do ambiente. Mas, devido à grande tormenta emocional que vivia naquele momento, ela permanecia cega e alheia a todos os sinais e evidências que estavam bem a sua frente. Depois de tanto choro e dor, Regina foi capaz de se acalmar um pouco. Depois de muito tempo decidiu que o melhor seria recomeçar sua vida sem olhar para trás e ir para algum lugar onde pudesse pelo menos viver sua vida sem ter que se preocupar com os rótulos que ela havia criado para si mesma. Escondia-se através da figura má da Evil Queen, mas na verdade, ela não passava de uma adolescente cheia de insegurança e medo. Medo, aliás, que ela procurava esconder atrás de uma fachada onde ela por fim acabaria mascarando sua realidade. Preferia a ilusão de uma vida falsa do que viver uma vida que só lhe causava dor. Procurou afastar seus pensamentos. Não queria mais pensar nisso. Queria poder se afastar de qualquer lembrança dolorosa. Queria paz. Almejava pelo menos um pouco de paz e calmaria para sua vida.

Não foi necessário do que mais ou menos um minuto de calmaria para Regina perceber que algo diferente estava acontecendo. Um cheiro estranha adentrava o ar de todo o ambiente e até a velocidade do vento podia mostrar que algo ia acontecer. Só que Regina não sabia explicar porque sentia tudo aquilo. Na verdade, ela não se sentia desse jeito há muito tempo. Desde a época da Floresta Encantada para ser mais exata. O que significava tudo aquilo? São poucos que possuíam essa habilidade e mesmo quem as possuía não conseguia perceber de imediato. Seria necessário primeiramente estar bem concentrado e principalmente estar bem de espírito para poder perceber qualquer tipo de mudança. Regina andava de um lado para o outro totalmente angustiada. Ela sentia cheiro de uma magia poderosa e ela não pertencia ao Rumpelstiltskin. Será que o senhor das trevas havia percebido mais uma presença mágica na cidade? Ou era algo de sua cabeça? Ela só descobriria isso de uma maneira. Ela teria que fazer uma pequena visita ao Rumpel.

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Regina preferiu não esperar nem mais um minuto. Quanto antes procurasse Rumpel, melhor seria para ela. Caminhou rapidamente em direção a loja de Gold. A partir do momento que se aproximava da loja o seu coração começou a bater num ritmo descompassado. Ela sentia que ela iria encontrar algumas das respostas que estavam deixando sua mente demasiadamente inquieta. Como sempre, ela ignorou o fato do estabelecimento estar fechado. De certa forma ela já sabia que ele o esperava, onde ele estaria pronto para divagar e filosofar em sua cabeça. Isso quando não dava sua risada sarcástica, sua grande marca registrada.

- O que se deve o prazer de tão nobre visita? — Rumpel faz uma reverência exagerada quando avista a morena a sua frente.

- Você já sabe muito bem o que está me afligindo! Vamos deixar de joguinhos desnecessários e trocar nossas conclusões. — Regina respondeu secamente.

- Já que você insiste My Dear! Diga-me o que te aflige.

- Vou ser bem objetiva, pois acho que não temos tempo para ficarmos de rivalidades neste momento. Quero propor uma união Rumpelstiltskin. — Regina diz de uma vez.

- União? Muito interessante! Divague mais sobre o assunto de sua conversa Regina.

- Eu senti cheiro de magia poderosa aqui em Storybrooke. E posso afirmar de que não se trata de sua magia. É outro tipo de magia. Arrisco-me a dizer de que se trata de magia negra. — diz Regina com preocupação em seus olhos. — E tenho certeza que isso tudo tem haver com a morte do grilo. Tentaram me incriminar. Eu tenho certeza absoluta disso.

- Pena que isso é um problema que só diz respeito a você Miss Mills. — Rumpel responde com bastante malícia em seu olhar.

- Eu não ficaria nessa sua linha de raciocínio Rumpelstiltskin. Porque podem tentar fazer o mesmo para você. E como você irá explicar para qualquer pessoa algo que não fez enquanto a imagem te denuncia? Aliás, uma imagem que pode ser facilmente fraudada. Você conhece melhor do que eu os vários feitiços que fazem isso com maestria. Agora me diga o que você pensa disso tudo? -questiona Regina.

Gold fica andando em círculos dentro de sua loja, E logo desperta toda a impaciência de Regina. Ela necessitava de respostas, pois só assim ela poderia traçar o melhor plano para provar sua inocência.

- Será que você pode ser mais rápido nesse seu pensamento? Preciso de respostas o quanto antes. Preciso reforçar que dessa vez eu não estou adepta aos seus joguinhos. Vamos ou não vamos firmar uma parceria? — diz Regina impaciente.

- Eu também senti o mesmo cheiro de magia que você sentiu. E tenho um palpite de quem seja. Se bem o sabe, como fui seu mentor na Floresta Encantada por vários anos eu reconheço perfeitamente a sua magia. Anos antes de ser o seu mentor eu também fui mentor de sua mãe. Essa magia presente em Storybrooke só pode pertencer a Cora. Sua sede de poder está impregnando o ar da cidade.

- Cora? Cora aqui em Storybrooke? — questiona Regina com horror em seus olhos. — Henry! Ela vai atrás dele somente para me atingir. Eu sinto que ela irá fazer isso. Bem que eu só tinha me sentido desse jeito quando estava na Floresta Encantada. Claro, de certa forma eu pude reconhecer a magia de minha mãe. Tenho que impedi-la de fazer qualquer coisa com meu filho. — Regina chega à conclusão.

- Regina, pense antes de tomar qualquer atitude. Temos que agir com bastante cautela. Sua mãe é uma bruxa bastante poderosa. Nós temos que pensar numa armadilha para ela. — diz Rumpel.

- Henry! — diz Regina ignorando tudo o que Rumpel disse. — Eu tenho que salvar meu filho.

- Regina! Escute-me. Eu sei que está com os nervos a flor da pele pensando que Cora pode causar algum mal ao seu filho. Eu também estou preocupado. Afinal, ela também pode querer me atingir usando Belle. Mas, quanto mais agirmos sem pensar num plano eficaz para aprisioná-la mais ela poderá se fortalecer usando nossas fraquezas.

- Henry! Só de pensar que ela pode fazer algum mal a ele, eu nem sei como irei reagir. Eu tenho que pensar o quanto antes. Preciso achar uma forma de encontrá-la.

- E como a senhorita acha que vai encontrá-la? Com certeza ela usou algum tipo de feitiço para se manter bem invisível aos olhos de todos. Por que você não procura Emma Swan? Com certeza ela poderá te ajudar nessa investigação.

- Deixe Miss Swan fora desse assunto. Ela não acreditou em minha inocência. Eu não preciso dela nesse momento. Quando eu mais precisei dela, ela simplesmente virou as costas e me deixou ao relento. Não! Definitivamente não! — diz Regina.

- Regina, você não pode fazer isso sozinha. Emma possui a magia do amor verdadeiro e com certeza ela irá lhe ajudar nesse momento. Além, disso ela é a xerife dessa cidade.

- Para mim pouco importa se ela tem ou deixa de ter magia. Eu estou nessa investigação por conta própria.

- Ela precisa saber sobre a presença de Cora na cidade, afinal, ela também é mãe de Henry. — Rumpel tenta argumentar com Regina.

- Quando eu digo algo eu não costumo voltar atrás. E se ela vier me procurar falando de qualquer coisa eu saberei de quem saiu à informação. E eu não deveria confiar em você cegamente, afinal, ficou claro que você tentou me incriminar. Você provavelmente já sabia ou estava sentindo algo diferente e tentou tirar proveito da situação ao usar as memórias do Pongo. Você já sabia que eu não tinha nada haver com a história, mas mesmo assim não hesitou em me acusar. Prefiro eu mesma investigar tudo por conta própria. Tenha um bom dia! — diz Regina saindo da loja de Gold.

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Emma acordou de sobressalto com mais um pesadelo. Mais uma noite mal dormida. Mais um sonho envolvendo Regina. Só que dessa vez tudo isso veio acompanhado de uma sensação esquisita em seu coração. Nunca havia se sentido dessa forma. Parecia que alguma coisa ruim ia acontecer. Mas o que seria? Aconteceria algo de errado com quem? Com Regina ou com Henry? Só de pensar nisso todos os pelos de seu corpo se arrepiaram. Naquele momento Emma daria tudo para estar perto de Regina e Henry. Só assim ela poderia garantir a segurança das pessoas que mais importavam para ela.

Ao pensar em Regina, Emma esboçou um pequeno sorriso.

- Como Regina beija bem! — pensou Emma. — Como eu posso estar aqui pensando no beijo da Regina enquanto ela pode estar em perigo. — tentou discutir consigo mesma.

Algum tempo depois Henry se levantou e ficou durante algum tempo vendo Emma ficar andando em círculos ao redor do quarto.

- Alguma coisa está acontecendo! — Henry pensou. — E mais uma vez ninguém irá me contar. — pensa.

- Emma? Está acontecendo alguma coisa? — Henry demonstra que estava acordado.

- Hã? Cla... Claro que está tudo bem Henry! Por que a pergunta?

- Está acontecendo alguma coisa que está te deixando aflita. O que é? Por que vocês adultos sempre escondem tudo o que acontece? Eu posso ser criança, mas preciso saber o que chateia a minha mãe.

- Nada que você precise se preocupar meu amor. É que estou pensando sobre problemas no trabalho.

- Sim, entendo. E esse problema atende por Archie Hopper. Você está pensando em uma maneira de inocentar a minha mãe? Eu tenho certeza que ela não tem nada haver com a morte dele.

- Estou pensando sobre isso Henry e por isso que estou preocupada.

Emma resolve não contar para Henry sobre o mau pressentimento que sentia naquele momento. Pelo pouco que conhecia de seu filho ela tinha a certeza que Henry sairia pela cidade à procura de Regina. Quanto mais protegido ele estivesse melhor. Ela sentia que era isso o que Regina queria. Ver seu filho bem protegido.

Notas finais
Gostaram? Mereço reviews??