Believe In Me - Ryden
3 Capítulo 3
Ryan acordou-se com o barulho de alguém batendo na porta. Levantou-se com cuidado para não acordar Crista que dormia ao seu lado. Colocou uma jaqueta por cima da camiseta do pijama e andou rapidamente até a sala da casa. Olhou pelo olho-mágico e viu Mikey – que continuava a bater incansavelmente na porta.
-O que você quer, Mikey? — Disse assim que atendeu a porta.
-A Crista... Está aí? – Perguntou com dificuldade, causada pelas bebidas e drogas que consumira.
-Está, mas você não vai ver ela nesse estado, então trate de voltar pro seu apartamento – tentou fechar a porta, mas foi impedido por Mikey, que a empurrou assim que o fez.
-Ela é minha filha, não sua, eu vou leva-la – cuspiu as palavras.
-Você nunca será um pai para ela... E é dessa decepção que eu vou priva-la – enfim conseguiu fechar a porta. Trancou-a novamente.
Ryan voltou a dormir, acariciando os curtos cabelos da pequena menina que dormia ao seu lado.
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-Spencer, abre a porcaria dessa porta! – Ryan gritou enquanto tocava a campainha da casa do amigo. Levava consigo o carrinho de Crista, com esta e sua bolsa nele.
-CALMA! – Gritou de dentro da casa. – Sabia que grande parte das pessoas que trabalham durante o período da noite, costumam a dormir por uma parte da manhã? – Ironizou enquanto abria a porta.
-Surpresa... – Ryan falou num tom pouco empolgado, mostrando o carrinho. – Haley está?
Spencer e Ryan se conheceram no colegial, mas Ryan se mudou e perdeu o contato com ele. Voltaram a se falar há três anos – quando Spencer se candidatou ao emprego em uma ala do hospital. Ryan também conhecia Hayley do colegial, quando ela e Spencer ainda eram namorados, também sendo amigo dela.
-Entra, ela tá vendo TV.
-Haley, querida... Tenho um pedido para você, querida amiga – falava enquanto arrastava o carrinho em direção da sala.
-Meu Deus, Ryan, você não disse que ia ser pai! – Brincou; Ela sabia o que acontecera. – Me deixa ver essa coisinha aqui! – Foi até o carrinho de Crista, desamarrou seu sinto e pegou-a no colo, balançando-a e fazendo-a rir disto.
-Haha, não é minha filha, Haley. Quero dizer... Ainda não. Vou entrar com um processo pela guarda definitiva dela, mas até então, ela é minha sobrinha... Crista.
-Mas que coisinha mais fofa, Ryan! – Continuava a agitar a menina.
-É... Mas se eu fosse você, parava de balançá-la, ela tomou mamadeira antes de sair de casa.
-Okay, parei – sentou a menina em seu colo, fazendo-a ficar de frente para a TV. – Mas então, o que te trouxe aqui, Senhor Papai?
-Bem... – Sentou-se no outro sofá. – Eu trabalho à noite (como você deve saber) e não tenho ninguém com quem deixa-la... Você não poderia quebrar esse galho para mim? Só por um tempo...
-Acho que sim... Isso me faria entrar no horário do Spencer, pelo menos – riu.
-Meu Deus, você vai ter que fazê-la dormir, okay? – Falou brincando, se referindo ao que Haley dissera.
-Certo, Ross... Certo... Mas!... Com uma condição.
-E é agora que eu me ferro – fez careta. – Qual condição?
-Eu e o Spencer seremos os padrinhos.
-Eu? Pai? O que? – Spencer perguntou entrando na sala com um jornal na mão.
-Pa-dri-nho. Da Crista, amor – Haley respondeu.
-Ah tá...
-Quem disse que ela vai ser batizada? – Ryan indagou.
-Ué, não é porque você não tem religião que ela não terá! Não é, coisinha fofa da dinda? – Apertou a menina em seu colo.
-Okay, então se resolvam vocês, minha prioridade é conseguir a guarda dela.
Conversaram por cerca de 1 hora; Ryan deixou Crista com eles pela tarde, para poder ir ao Conselho Tutelar.
Notas finais
E aí?
Beijos!
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