Believe In Happiness

16 Capítulo 16- Que vergonha!


Notas iniciais
Este capítulo está um bocadinho maior que o habitual .. :b
Espero que não fiquem entediadas .. :$

Pov. Joana

Acordo com uma pequena dor nas costas, sinto um peso em cima do meu corpo e calor…calor humano. Harry tinha o seu braço envolvido em mim. Quando adormeci ele estava deitado numa árvore, afastado de mim e agora está aqui… Pareço uma pequena cria indefesa refugiada na sua grande estatura. Que comparação mais ridícula!

Retiro lentamente o braço, indo buscar o seu telemóvel do bolso para ver as horas. Sete e meia da manhã, os outros devem estar neste momento a acordar e é provável que alguns guardas florestais estejam à nossa procura. Volto a colocar o telemóvel no seu bolso e observo-o. O seu cabelo encaracolado estava mais despenteado que o normal, fazendo com que alguns deles cobrissem um tanto a sua cara. Avanço a minha mão em direcção ao seu cabelo castanho para puder afastá-lo do seu rosto.

-Harry…- sussurro próxima dele para puder ouvir. Mas nenhuma reacção foi feita por parte dele. Continuei a chamá-lo com a voz baixa, não acordava. Então fiquei farta e decidi falar alto- ACORDA, IDIOTA!

Harry abre as suas pálpebras, o que me permite ver os seus olhos verdes. Mudou de posição, ficando sentado à minha beira.

-Não podias ter continuado com as caricias e a chamar pelo meu nome docemente?!- normalmente a sua voz era grave e rouca, mas neste momento estava ainda mais rouca devido a ter acordado.

-Palhaço…- fiquei um tanto revoltada- Quando adormeci julguei que estavas deitado naquela árvore velha, estás aqui porquê? És sonâmbulo por acaso?!

-Ah, isso foi porque a meio da noite tinha acordado e quando olhei para ti estavas bastante encolhida e a tremer. Então decidi encostar-me a ti para estabilizar a temperatura.

-Ah…

-Agora não é o momento de me agradeceres?

-Obrigada- agradeço bastante depressa com um tom atrapalhado.

Harry pareceu aperceber-se mas limita-se a sorrir. Depois levantou-se e caminhou até à sua mochila. Abriu-a, tirando de lá duas sandes e água. Deu-me uma delas e sentou-se ao meu lado. Comi de bom grado, ainda estava com o casaco dele mas sentia-me tão quente e confortável que não tirei para entregar.

Assim que terminámos decidimos caminhar pela floresta com o objectivo de encontrar o acampamento ou alguém que nos pudesse ajudar.

-Espero que não andemos mais uma vez às voltas…- digo de relance enquanto caminhávamos.

-Ontem estava um bocado escuro e não deu para visualizar o caminho direito, daí andarmos às voltas.- responde Harry olhando de seguida para mim, descendo depois o olhar para o meu tronco- Ainda precisas do meu casaco? É que já não está frio.

-Oh, estava tão confortável que não me apeteceu tirar. Mas se quiseres posso devolver.

-Ah, deixa estar. Se quiseres podes ficar com ele para recordação, lembrar-te-ás sempre de mim com um sorriso nos lábios.

-Acho que um dia vou ter de me habituar ao facto de seres tão atiradiço- reviro os olhos, mas depois rio-me.

Caminhamos mais algum tempo até que ouvimos uma voz… Não era familiar mas pude perceber que era de um homem, gritava pelos nossos nomes. Eu e Harry entreolhamo-nos e seguimos a voz, respondendo também logo de seguida. Até que avistamos um adulto com aspecto de guarda-florestal e atrás de si vinha a nossa professora de filosofia. Analisando pela sua cara… Não estava nada contente…

-Finalmente! Ficamos todos preocupados com o que poderia ter-vos passado, seus inconscientes! Só vocês os dois para arranjarem este tipo de problemas. Mais umas horas e íamos ligar para os vossos encarregados de educação para os meter a par do ocorrido. Vocês estão bem? Estão feridos?- a professora falava severamente, notando logo de seguida um tom de preocupação.

-Porque não haveríamos de estar bem?! Longe daquele trabalho pateta de apanhar animais. Estávamos a diver…- belisco com força o seu braço mas discretamente, pois ele podia meter-nos numa situação pior- Au! Para que foi isso?

-Isso o quê? Pedimos desculpa por fazer com que todos se preocupassem. Não era nossa intenção. Nós estávamos à procura do outro membro do nosso grupo e quando demos por nós perdemo-nos. Tentamos encontrar o caminho, mas como estava escuro não conseguimos.- tentei explicar cuidadosamente para que ela pudesse ser mais branda e compreensiva.

-Ah, vamos lá regressar para o acampamento… Desta passa senhor Styles e senhorita Mártinh.- este tempo todo e ainda não aprendeu a dizer o meu apelido. Suspiro.

Regressamos para o acampamento, durante o caminho aquela professora não parava de dar sermões num tom severo, decidi desligar-me por completo ao que ela estava a dizer. Só quando ouvia a voz de Harry é que ficava alerta, pois ele poderia estar a contra-atacar e isso não era nada bom.

Quando chegamos, todos olhavam para nós. Não gostei nada da sensação, imagino o que eles estão a pensar… Como é que dois adolescentes se foram perder numa floresta? Que vergonha! Pude notar que alguns se riam discretamente. Até que Emily vem a correr abraçando Harry de repente. Notei que ele tinha revirado os olhos e eu não evito de me rir.

-Estás a rir-te porquê? Não tem graça nenhuma! Bem que podias ficar per…-Emily começa a falar arrogantemente para mim, no entanto as suas palavras perdem-se no vazio quando repara no que eu tenho vestido. O casaco! Devia de o ter tirado antes de termos regressado.

Antes que ela possa dizer ou fazer alguma coisa o professor de Biologia vem falar connosco, e mais um sermão foi dado, mas que entediante! Depois ele foi buscar uma coisa qualquer à sua tenda e regressou para a nossa beira.

-Tomem estas fitas azuis, quando forem para a floresta fazer o trabalho amarrem às árvores. Assim há uma menor probabilidade de vocês se perderem- o professor entrega-nos as fitas, o que faz vários alunos rirem. Ah, que vergonha! Harry ia falar mas eu olhei para ele ameaçadoramente, então decidiu não fazer nada. Em seguida o professor dispensa-nos e eu avisto Danielle.

-Danielle!- abraço-a.

-Ah, ficamos preocupados convosco! Estão bem não estão?

-Sim, estamos- entretanto Vanessa e Zayn juntam-se a nós a rirem-se.

-Então, Joana! Como foi estar perdida no meio da floresta com o Hazza?- diz Zayn num tom de gozo.

-Acho que deve ter sido a melhor noite dela!- desta vez quem fala é o Harry. Idiota!

-Sim, deve ter sido- reviro os olhos, e os outros começam a rir-se-Onde é que estão Niall, o Liam e o Louis?

-O Niall e o Liam ainda estão por aí com o grupo deles. O Louis está sentado num banco à beira da sua tenda todo amuado por não estar a fazer nada.- respondeu Vanessa.

-Por não fazer nada?! Pensava que ele gostava disso.- rio-me.

-Ele queria ir à vossa procura mas não o deixaram com medo que ele também se perdesse.

-Vou ter com ele, vens Harry?

-Sim.

Afastamo-nos um pouco deles para ir ter às nossas tendas, no entanto Zayn começou a falar.

-Já agora… Bonito casaco Joana.- quando acabou de dizer isto começou a rir-se novamente, depois voltou-se para Vanessa, supostamente para acabar uma conversa inacabada. Tinha de tirar o casaco antes que alguém dissesse mais alguma coisa.

Quando já não os víamos mais, tirei o casaco e entreguei a Harry, agradecendo-lhe por mo ter emprestado.

Avistei Louis, estava sentado num banco com um galho, fazendo uma espécie de desenho na terra. Apesar de não ser uma situação para rir e de não fazer sentido, aquela imagem divertiu-me. Dou uma gargalhada e Harry olha para mim, no entanto Louis também pareceu que tinha ouvido porque olha para nós, formando um lindo sorriso.

-Estava a ver que não apareciam! Queriam que eu fizesse o trabalho todo não?!- noto que está surpreso, no entanto, levanta-se, aproximando-se de nós. Passa a sua mão pelo cabelo de Harry, desarrumando-o e depois abraça-me de seguida.

-Nós estamos bem, obrigada por teres perguntado.- retruco com um sorriso nos lábios.

-E então como é que foi ficar sozinha com o Hazza?! Deve ter sido bastante…divertido- fala com uma certa malícia.

-E foi, nem sabes o quanto…-responde Harry com um sorriso.

-Parvos!- nem vale a pena contra-argumentar, iria ser uma perda de tempo- Bem… Vou só trocar de roupa e depois vou ali à ribeira para me refrescar. Assim, podemos continuar com o trabalho.

-Eu também tenho de ir, por isso vou contigo- fala Harry. Assenti com a cabeça.

Fui buscar roupa limpa, mas primeiro vesti um biquíni. Logo de seguida dirigi-me à ribeira com Harry. Depois de ter lavado a cara e passado água em algumas partes do meu corpo, decido amarrar o cabelo com um elástico que tinha no pulso, e vestir um casaco de malha, pois estava com frio.

-És sempre assim tão friorenta?

-Harry, eu vivi 16 anos da minha vida em Portugal, é natural que não esteja habituada a este clima, lá a temperatura é um bocadinho melhor.

-Então para quem vem de um país assim, és bastante branca de pele- mostra um sorriso divertido e eu não deixo de me rir.

-Não exageremos na diferença de climas. Lá não há sol todos os dias, longe disso.

-Um dia poderei ter a oportunidade de ir lá, quem sabe.

-Para que irias a Portugal? Claro, eu acho um país com uma certa beleza mas existe sítios mais interessantes, acredita.

Harry encolheu os ombros. Dei a conversa, então, como encerrada. Voltamos para junto de Louis. Ele mostrou-nos os sítios onde tinha deixado as armadilhas, pelo menos teve a decência de as montar sozinho.

-Agora vocês apanham os animais que estão nas armadilhas enquanto que eu me sento numa árvore a descansar, boa? Já agora, não se percam. Ainda não percebi como é que vocês conseguiram perder-se aqui… Acontece aos mais idiotas…

-Nós estávamos à tua procura! O idiota és tu por não teres ficado no mesmo sítio- protesta Harry e eu suspiro de impaciência.

-Vamos é despachar isto!- lembrei-me das fitas azuis que o professor nos deu. Tiro do meu bolso, não para utiliza-las mas sim para deixar num arbusto qualquer.

-Nem penses que vamos utilizar essas fitas!- exclama Harry.

-Nem era minha intenção- escondo num arbusto.

-O que é que eram aquelas fitas azuis?- interroga Louis, confuso.

-O professor deu-nos aquilo para não nos perdermos novamente…- responde Harry.

Louis não conseguiu evitar de rir, e bastante, por sinal. Afinal… Ele tinha razão por estar assim, aquilo era ridículo. Coloco umas luvas para poder mexer no pequeno animal já morto mas em vez de meter no saco que Harry tinha já nas mãos, atiro-o a Louis. Se calhar foi uma falta de respeito para com o animal, depois senti a minha consciência “pesada”… Mas lembro-me, então, que já está morto, é um corpo inanimado.

-Que nojo!- queixa-se Louis, parando de rir. À conta disso eu e Harry conseguimos umas boas gargalhadas ao ver a sua cara de enojado.

Notas finais
Gostaram do capítulo ? Espero que sim .. (=
Não deixem de opinar acerca da fic , adoro saber o que vocês pensam , é bastante gratificante ;D