Believe - Em Hiatus.
3 Os Garotos
Notas iniciais

Por qual razão isso tinha que acontecer comigo? Eu não fazia ideia de como encontrar um personagem de Conto de Fadas, e poxa! Meus pais mentiram para mim, eu até podia levar numa boa o fato de que fazemos uma pequena parte em algum Conto de Fadas, pelo menos meus pais faziam…Mas ter que aguentar isso em um momento como esse parece absurdo! Então, eu vou “fingir” que estou nos Jogos Vorazes – Que para mim é algo completamente normal -, e vou tentar procurar Peter Pan e seguir minha vida. É isso, esse é o plano.
Peguei na sacola de frutas uma maçã e caminhei para fora da areia. Ainda era noite, oque deixava a situação em que me encontrava mais perigosa. Mordisquei a maçã e ajeitei minha mochila de modo que ficasse confortável. Meus passos eram lentos como de um Zumbi, e tudo isso por causa da Leucemia. Fico pensando no porque de minha mãe não trazer o Jack comigo – o aparelho que sempre uso para ficar melhor –mas, eu e ela sabemos que eu não precisaria se não fosse uma emergência…Mas isso é uma emergência, não é?
Daqui a poucos minutos, eu sei que vou cansar, então preciso descansar de 5 em 5 minutos no máximo. A floresta parecia um enorme obstáculo, isto é, cheio de armadilhas. E eu tentava prestar atenção em tudo a minha volta. Será que meus pais não deviam ter me deixado um mapa não?
Parei por um instante e tirei a mochila de minhas costas. Coloquei o peso de minhas costas sobre a árvore e vasculhei dentro da mochila em busca de alguma pista ou mapa. Não havia nada, nada que pudesse me levar ao Peter. Mas que droga!
Ouvi sons dos arbustos a minha volta e tirei da mochila o canivete como forma de proteção.
– Não precisa disso – Um garoto com capuz marrom-escuro me disse. Ele estava acompanhado de dois garotos pequenos, mas com grandes lanças de madeira.
– Quem é você? – Perguntei segurando firmemente o canivete.
– Que tal nos apresentarmos depois? – Propôs . Assenti confusa e eles se aproximaram.
– O que vocês querem? – Perguntei antes que ele pudesse tentar me tocar.
– Vamos te levar a Pan, nada mais que isso – Ele esclareceu. Assenti novamente mordendo o lábio inferior. Deixei que me pegasse em seu colo, porém deixei a mochila comigo entre meus braços. Ele devia ter uns 16 ou 17 anos, poderia ser um garoto-perdido junto com os dois que caminhavam logo atrás. Era tão estranho, eu sentia uma sensação tão confusa que mal conseguia pensar direito.
Eu estava em Neverland, mas não parecia – de alguma forma – com a Neverland que conhecia horas atrás. Era diferente, e eu temia quanto a isso.
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