Believe - A História De Uma Belieber
2 Capítulo 2 - Canadá, aí vou eu!
Notas iniciais
No último capítulo...
Amanhã é meu aniversário, estou tipo, muito ansiosa. 18 anos é um passo para a liberdade, tem como melhorar? Só meu pai me deixar ir para o Canadá. Bom, isso ele é quem decide. Mas como o meu ídolo me ensinou, eu acredito nos meus sonhos.
[...]
- Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. — Era costume todo dia 11 de dezembro, minha mãe me acordar com essa cantoria, confesso que adorava.
- Bom dia mãe. — sorri e olhei a porta de relance, vendo meu Pai escorado nela — Pai? — Ué, ele nunca vem me dar bom dia assim, na cama como minha mãe.
- É que eu e seu pai temos uma surpresa pra você.
- É filha, nós planejamos isso há uns 3 ou 4 meses. — ele disse sentando-se na minha cama, ao lado de minha mãe.
- Então, depois de muito conversar, nós decidimos realizar seu sonho. — nisso meus olhos já estavam marejados.
- Aqui está. — meu pai disse me entregando um envelope vermelho.
Abri-o sem mais pressa, vendo então uma revista de intecâmbio para o Canadá e...
- AI MEU DEUS, NÃO ACREDITO, ISSO É A MINHA PASSAGEM? NÃO ACREDITO. — as lágrimas desceram involuntáriamente — PAI, MÃE.. OBRIGADA!
- Bom filha, agora você tem que escolher uma cidade, você vai trabalhar como babá.
- Era isso mesmo que eu sonhava, ok.. onde eu escolho?
- Dentro desta revista, tem um catálogo de cidades disponíveis, você escolhe a que mais te agradar, aí eu ligo pra moça da agência e ela arranja uma casa pra você.
- Tá, deixe eu ver. — comecei a olhar com calma, sem mais assinalei a mais óbvia, Stratford.
- Stratford filha? Porque escolheu essa? — minha mãe perguntou
- Ah, o nome me agradou. — menti
- Que seja, agora levante, que hoje é o seu aniversário e que eu saiba, hoje tem festa. — disse meu pai se apressando.
- Tá tá, eu sei. Maaas, — dei uma pausada breve — quando eu vou?
- Em janeiro, depois das festas. — sorriu
- Ótimo, tenho bastante tempo pra me despedir. — disse por fim.
[...]
O relógio marcava 17h30, e eu estava atrasada. Meu aniversário seria em uma pizzaria, onde só os meus amigos iriam. Corri até meu quarto tirando minha roupa logo em seguida, tomei um banho rápido lavando meus cabelos. Fui até meu guarda-roupa e peguei a roupa que já havia separado há tempos, um shorts jeans claro com bolsos pra fora, uma bata branca com detalhes em vinho, nos pés um scarpin vinho. No rosto, uma make leve, porém mais elaborada, contendo um pó, lápis, sombra branca, rímel, delineador e um gloss cor de boca pra finalizar. Os cabelos deixei solto, com leves ondulações na ponta. Desci rapidamente encontrando Arhtur sentado no sofa, fitando a TV. Pigarrei e ele me olhou.
- Oi .. anjo. — disse pausadamente. — Tá linda.
- Oi Tutu, obrigada. — sorri o abraçando.
- Ér.. parabéns. — sorriu e selou nossos lábios. — Isso é pra você. — disse tirando uma caixinha do bolso.
- O que é? — disse pegando e ele fez um sinal de ''não sei''. Abri a caixinha e tinham... Ah não, dois anéis de compromisso.
- Namora comigo, eu te amo desde sempre, e você sabe disso. — ele suava frio, dava pra perceber.
- Tutu, eu tenho uma má notícia. — eu disse e ele me fitou sério — Eu vou pro Canadá em janeiro.
Naquele momento, uma lágrima deslizou pelo seu rosto.
- É, eu sabia que isso ia acontecer um dia... mas não se preocupe, eu vou com você. — OI? ACHO QUE NÃO OUVI DIREITO.
- Não Tutu, você tem sua vida inteira pela frente aqui e... não pode desperdiçá-la seguindo os meus sonhos.
- Entendo.
- Vamos continuar nos falando pela internet.
- E esse anél então, foi inútil?
- Claro que não. — sorri tirando os anéis da caixinha — O meu, fica comigo até mesmo quando eu for pro Canadá, vai funcionar como um amuleto, e o seu, a mesma coisa.
- Podemos aproveitar esses poucos dias juntos, né? — perguntou receoso.
- Aham, podemos.
[...]
- Passou tão rápido, quem diria que HOJE eu estarei indo para o meu tão sonhado Canadá. — sorri terminando de fechar a ultima mala.
- Amiga, assim que eu fizer 18 anos, eu prometo ir pro Canadá também. — Esse era o sonho de Mari também.
- Tá, eu vou te esperar, ok? — disse abraçando-a.
- Amiga, vá atrás do seu sonho, que também é meu, mas é muito mais seu. Quero que você consiga aquilo que você sonhou desde os 13 anos. — ela disse e deu uma piscadela pra mim.
- Eu vou tentar, prometo. — sorri.
- Vamos garotas? — meu pai disse enquanto batia na porta
- JÁÁÁ? — perguntou Mariana
- Já, daqui 3 horas é o vôo.
- Tá bom pai, to pronta já.. pode por favor levar essas malas? — perguntei e ele assentiu com a cabeça, fazendo o que eu tinha pedido.
[...]
- Então, chegou a hora... tchau. — disse diante dos meus pais, Mari e Tutu.
- Tchau ami, te amo... espera por mim. — Mari disse vindo me abraçar.
- Tchau meu anjo, eu te amo. Esses últimos dias que passamos juntos, foi incrível. — selou nossos lábios.
- Meu bebê, mamãe te ama... qualquer coisa, eu vou lá te buscar. — ela disse e riu — Te amo tá? — disse chorando.
- Eu também mãe... acredite, eu vou ser muito feliz! — sorri, chorando.
- Filha, se cuida.. qualquer coisa, já sabe. — meu pai disse me abraçando e eu assenti.
Me virei indo até a sala de embarque, me virei e dei um último tchau entrando por fim na sala.
Esperei tanto por isso, quase minha vida inteira e bom, agora eu to indo realizá-lo. Adeus Brasil e Canadá, aí vou eu!
CONTINUA...
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