Believe
3 Capítulo 3 - O melhor sabado da minha vida
Notas iniciais
Acordei na manhã de sábado. Os meus pais já devem ter saído. O Justin disse que arranjava uma maneira de abrir o celeiro. O rapaz consegue tudo. Eu só gostava de ter a coragem dele. Eu só gostava de ter alguma coragem. Sinto-me sozinha. Sem o Drake. E pelo menos sei, que tenho alguém do outro lado da parede. E isso é tão reconfortante. Tomei banho e vesti-me. Quando abri a porta da casa de banho, lá estava ele. Na minha cama. Não sei por que, o meu coração parou. Fiquei um pouco agitada. O que se anda a passar comigo? Então, comecei a ouvir uma música. Os vizinhos estão a ouvir música a esta hora? Era algo como… Mozart? Ate se podia dizer que era romântico. Então, as luzes apagaram, e era de noite. O Justin aproxima-se e acaricia-me a cara.
- Há tanto tempo que eu espero por isto.
A voz dele foi ficando mais fraca, tal como a minha. As nossas respirações eram aceleradas e meio que incontroláveis. Eu estava a ficar totalmente sem ar.
- Eu gosto imenso de ti, Carly.
Ele tinha uns olhos tão hipnotizantes. Ele inclinou-se para me beijar. Estava tudo a ser perfeito. Ele é, perfeito. Então, a música para. A luz volta e um sol bate forte na janela. E eu acordo. Espreguiço-me e rio-me. Que raio de sonhos andas a ter, Jenkis? Oh… Ate já falo como ele! Meu… Acho que estou apaixonada pelo Bieber. Não… Eu não posso… Não! Eu estou a ser tão dramática. Fiz o mesmo que fiz no sonho, mas quando eu sai, ainda ouvia o roncar do Bieber. Corri até ao quarto dele, e bati a porta. Consegui ouvi-lo a cair da cama e a resmungar. Ele abriu a porta e ele estava de cuecas e sem camisa. Corei.
- Já te disseram que ficas linda quando coras. – Disse ele, e fez-me sinal para a entrar, enquanto ele agarrava umas roupas e ia vestir para a casa de banho. Eu sentei-me na cama do Drake, digo, na cama dele e esperei. Ele demorou meia hora na casa de banho, mas depois saiu.
- Como é que estou? – Perguntou ele, pondo os óculos de sol.
Ele tinha vestido uma camisa preta, sem mangas ( ia sentir frio) e umas calças jeans que pareciam duas vezes maior que o tamanho dele. Esperava ver Supras mas hoje ele preferiu Vans azuis.
- Não vais a lado nenhum sem eles.
- Já me conheces bem.
- E estás óptimo. Podemos ir.
- Já vi que vestiste o teu fato de surf. – Disse ele, contente – Eu tenho as ferramentas para arrombar aquilo.
- Perfeito. – Disse eu contente.
- Uma coisa, por baixo disso tens um bikini certo?
- Cala-te. – Pedi, quando na verdade o meu coração pedia por mais.
- Quando vais parar de fingir que não tens uma atracção por mim, Jenkis?
-Qual o teu problema com o meu nome? – Perguntei, confusa, mas contente.
- Eu gosto. Mas Jenkis é mil vezes melhor. – Disse ele. Outra vez, senti que ele estava a olhar para o meu rabo. Quando isto vai acabar?
Fomos até lá fora, e enquanto eu alimentava os animais, ele tratava de arrombar. Demorou uns 45 minutos, mas conseguimos. De vez em quando eu olhava para ele, ele estava a suar imenso, mesmo sendo Inverno e o Sol estar quase todo coberto.
- Muito obrigada, Justin! – Disse, e dei-lhe um beijo na bochecha.
Eu teria corado, se não estivesse a olhar para aquilo tudo. Estão lá coisas dês que eu tenho 3 anos. Bolas, carros, fotos… A prancha. Ela estava encostada na parede lateral esquerda. Suspirei. Eu conseguia. O celeiro era gigante, ou seja, havia milhares de coisas espalhadas pelo chão, por isso foi difícil lá chegar. Mas eu consegui. Eu tinha-a nas minhas mãos. Assim que a tive, desatei a correr até a praia. Com o Bieber a correr atrás de mim. Aquilo prometia.
*
- Tu foste fantástica! – Disse o Bieber, quando eu sai da água, a pingar e sem folego.
- Obrigada. – Disse, sorrindo.
Aquilo tinha sabido tão bem. E eu ainda não tinha perdido o jeito. Pusemos uma toalha debaixo da árvore que havia na praia, e sentamo-nos. Eu ainda estava um pouco cansada, mas a adrenalina continuava lá.
- Eu tenho de admitir… Eu sou fantástica! – Disse, gabando-me.
- Tu és fantástica. – Concordou o Bieber. De repente, ele ficou um pouco mais sério – Pode não ser o momento certo para perguntar. Quem quero enganar, é um momento horrível per perguntar… Estas tão feliz…
- Pergunta de uma vez, Bieber. – Grunhi, enquanto me deitava na toalha.
- É verdade?
Voltei a levantar-me por que sabia que ia ser uma conversa longa.
- É verdade o que? – Perguntei, secando o meu cabelo.
- É verdade que tu e o Chaz…
Era óbvio que ele não queria terminar aquela frase. Talvez fosse mesmo a altura de eu conversar sobre isto com alguém. Queria que fosse com o Drake, mas… O Justin é tudo o que eu tenho. Suspirei e olhei para ele, com o vento a bater forte na minha cara e os meus cabelos molhados a pingar a toalha toda.
- Eu estava triste com a morte do meu irmão. – Disse eu, suspirando. As lágrimas começaram a vir.
- Se não quiseres falar sobre isto…. Não precisas. – Disse ele, acariciando o meu cabelo – Não tens de explicar nada.
- Deixa-me continuar. Por favor. – Pedi – Então, o Chaz estava lá. E eu tinha bebido um bocado e… Apenas aconteceu.
- E tu eras virgem? – Perguntou ele, baixinho. Era uma pergunta que eu gostava que ele tivesse evitado.
- Sim. – Disse eu, também baixinho – E eu não me orgulho nada disso.
- Imagino… — Disse ele. Eu estava a corar, e ele mantinha-se calado.
- E tu? – Perguntei.
- Eu perdi a minha virgindade a muito tempo. – Disse ele, rindo-se.
- Estás a fazer-me pensar que sou estúpida.
Ele fez uma cara de preocupado. Agora tenho a pena dele… Era o que me faltava para este sábado perfeito, ficar o pior sábado de sempre. A pena de um Canadiano que eu mal conheço.
- Desculpa. – Pediu ele – Desculpa. – Repetiu umas 3 ou 4 vezes, até eu por a mão na boca dele. Sorri e tirei a mão.
- Estás desculpado.
- Eu não te queria fazer pensar que és estúpida. Tu és muita coisa, menos estúpida.
- Então sou parva? – Perguntei. Rimo-nos.
- Tu és perfeita. Fantástica. Maravilhosa. – Ele riu-se e eu também – E gosto muito de ti, Carly.
Eu olhei para ele. Afinal, o meu sonho estava mesmo a acontecer. Só não ouvia a música, e ainda era de dia. Ele aproximou-se mais um pouco
- Deves pensar que eu é que sou estúpido. – Disse ele.
Conseguia sentir o bafo dele na minha cara.
- Claro que não. – Disse eu. Eu estava totalmente vermelha.
Dês da cena com o Chaz que eu não beijo ninguém. Por acaso, o único rapaz com quem eu falei nos últimos meses, foi o Billy. E os professores, mas eles não são bem rapazes. E as vezes, quando eram trabalhos de grupo, e coisas assim. Eu pensei que ele me fosse beijar, mas ele levantou-se e deu-me a mão, ajudando-me a levantar.
- Vamos passear um pouco pela praia.
E ficamos a passear e a brincar na água por horas. O sábado começava bem, afinal.
*
Faltava 1 hora para a festa. Eu já me tinha vestido. Um vestido cor de rosa clarinha, que me ia pelos joelhos. Era um tomara que caia perfeito. Eu mesma tinha feito aquele vestido. Tinha trabalhado nele durante semanas, e finalmente tinha uma razão para o usar. A minha mãe ajudou-me claro. Alguém bate a minha porta.
- Entre! – Gritei, enquanto penteava o meu cabelo, tinha decido leva-lo solto.
- Estás pronta? – Perguntou o Billy. E quando me viu, ficou sem palavras. – O teu vestido.
- Yup! – Disse eu, sorrindo para o espelho. — E sim, Bils. Eu estou pronta!
Saímos do quarto e descemos as escadas. Parecia que estavam ali milhões e milhões de pessoas. Mas eu não conhecia nem metade. Foi estranho vestir-me na casa do Billy, apesar de já ter feito isso um milhão de vezes, quando tinhas dez anos ou menos. Descemos as escadas em silêncio. Havia gente a beber tudo que encontrava pelo chão. Fui contra alguém.
- Desculpe. – Disse uma voz masculina.
Olhei para cima, pois o rapaz era mais alto que eu. Tudo que vi foi um sorriso malicioso, antes de ver quem era. E não gostei mesmo nada de o ver…
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