Believe

1 Capítulo 1 - O Canadiano


Notas iniciais
Esta é uma história sobre o famoso cantor Justin Bieber. Espero que gostem.

Eu ainda me lembro. Faz, mês que vem, 1 ano que ele se foi. Que ele nos deixou. Lembro-me das risadas que demos. Das ondas que partilhamos. De quando ele me ensinou a andar de bicicleta e a surfar. De quando me disse que eu deixava o dia dele muito mais feliz. Ele sempre foi o preferido dos pais, isso é verdade, mas eu nunca fui ciumenta. Os pais sempre foram rígidos com as notas, mas eles não lhes deixava fazer-me mal. Nunca. Ninguém. Lágrimas começaram a cair. Raios, Carly. Estás a chorar outra vez. Tenho de ir tratar das galinhas, ou o pai mata-me. Meu, como esta expressão soou irónica. Levantei-me, sequei as lágrimas, e agarrei no balde com comida. Para as galinhas, claro. O Drake sempre fazia este trabalho. Era um acordo nosso. É pena ele não estar aqui para ver a nossa mais recente irmãzinha. Faz 9 meses hoje. Eu gostava tanto que ele visse a Rosalie. Há tantas coisas de que eu gostava. Olhei para o mar, que se via a longa distância. Mesmo por baixo do brilhante e sorridente sol. Eu não surfo a 1 ano. Os meus pais acham perigoso. Perigoso? Eu não cometeria o erro de Drake e ir para a zona das Rochas. Suspirei e entrei no galinheiro, fechando a porta. Assim que as galinhas me viram, saltaram. Reparei que puseram ovos. Não vou dizer ao pai. Eu não podia fazer isso aos pobres pintainhos e as mães deles. Alimentei-as, com uma cara triste. Espero que elas não pensem que é porque eu não gosto de fazer isto. Eu não gosto, é verdade, mas não seria capaz de o fazer.

- Carly? Estás aqui? – Pergunta-me a minha mãe. Ela põe a cabeça por dentro da porta, sorrindo – Tenho boas noticias. Acho que são boas notícias… Oh, as galinhas puseram ovos!

Raios. Fujam ovinhos, fujam.

- Que noticias são essas, mãe? – Tentem distraí-la dos ovos, para ver se ela se esquecia – Estou curiosa.

A mãe deu um meio sorriso. Depois do que aconteceu, é impossível ver um sorriso inteiro.

- O teu pai inscreveu-se naquela coisa de intercâmbio da tua escola. – Disse ela, sorrindo – Vamos receber em casa um rapaz do Canadá.

Canadá… Hum, os Canadianos são sempre umas brasas. Mas, hum, mas… Ele vai dormir no quarto do Drake. Eu sei que ele vai. Além disso, o que um rapaz do Canadá vem fazer ao Wisconsin? Aqui é tipo, o fim do Mundo. Janesville é uma das cidades mais populosas, sim, mas por que? Apenas sorri e fiz que sim com a cabeça. Ele sorriu-me de volta e fechou a porta. Sentei-me e suspirei. Ninguém nunca está do meu lado. Aposto que o pai só quer substituir o vazio do Drake. Esqueci-me de perguntar o nome de rapaz. Bem, eu nem quero saber!

Recompus-me e sai do galinheiro. Quando será que ele chega? Ao passar em frente ao celeiro, vi a minha antiga prancha, pela janela. Ela é azul, com alguma flores amarelas. O celeiro está trancado com um cadeado. É lá que ficam as coisas em que eu não posso mexer. Nem sequer olhar. Se o meu pai me visse, era castigo na certa. Parei de olhar e olhei em volta. Ninguém me viu. Perfeito. Entrei em casa e pus o meu balde em cima da mesa da cozinha, atirando-me para o sofá e ligando a televisão. Eram 11:23 naquele momento. A segunda semana de aulas do 12º ano começa amanhã. O tal canadiano não vem muito tarde? Perdeu as gozações da primeira semana.

- Bom dia, filha. – Disse o pai, bocejando – Dormir até tarde hoje…

- Estou a ver. – Disse eu, sem tirar os olhos da tv.

- A tua mãe já te disse…

- Sim. O Canadiano chega quando? – Disse eu, tirando os olhos da tv e olhando para ele por dois segundos. Estava a dar o Family Guy que eu gravei ontem, eu não queria perder mas nenhum segundo. Depois, olhei outra vez para a tv.

- Depois da amanhã. – Disse ele, comendo uns cereais – A Rose já acordou?

- Deve ter ido naquela cena de mães com a mãe. “ Conviver” com outros bebés. A vida social dela é tão boa. – Fiz sarcasmo – Enquanto eu, contento-me com o Billy e com a Annie.

- Falas como seu fosse mal! Tu adora-os. – Disse o meu pai, limpando a boca e abrindo a mala – Adeus, filha.

- Adeus, pai. – Acenei, sem tirar os olhos da tv.

Quando ele saiu, eu corri para o meu telemóvel e liguei para o Billy.

- Hey, Carls! – Disse ele, contente. A Annie diz que ele tem uma Crush em mim. Pois claro. Só por que nos conhecemos dês do segundo ano. São apenas dez anos de linda amizade.

- Fala, Bils! – Disse eu, ainda mais contente.

- Já te disse para não me chamares disso. – Disse ele, rindo-se.

- Mas… Se eu sou a Carls e a Annie é a A, tu tens de ser alguma coisa! Preferes ursinho? – Perguntei, com uma voz doce.

- Cala-te. – Disse ele, bufando. Mas eu sabia que ele só queria rir-se. Mas ele não iria queimar o orgulho. Rapazes.

- Tenho novidades.

- Remata.

- Chuta.

- Golo! – Dissemos ao mesmo tempo. Rimo-nos.

- Bem, conta lá. – Disse ele, curioso.

Mordi uma maça.

- Estás a comer? – Perguntou ele, rindo-se.

- E qual é o mal? – Perguntei, mordendo outra VEZ.

- Gulosa.

- Oh, pá! Mas queres que eu conte ou que?

- Conta.

- Acho bem. – Disse eu, rindo-me – O meu pai inscreveu-se naquela cena do intercâmbio.

- Vais-te embora? – Perguntou ele, com uma voz fina de espanto.

- Não, idiota! Eu vou receber um parolo Canadiano cá em casa. E só soube disto… Há 20 minutos! – Disse eu, contando no relógio.

- Meu, que cena. – Disse ele, com uma voz um pouco estranha – E onde ele vai dormir?

- Por quê? Ciúmes, ursinho? – Perguntei, voltando com a voz de bebé.

- Cala-te e abre a porta, Carls. – Pediu ele.

- A porta?

- Sim, a porta! Tás a ficar surda?

- Pronto, pronto. Temos sensível. – Fui a correr até a porta e abri-a. Desliguei o telemóvel pois o Bils tava a minha frente – Hey, Bils.

- Fala, Carls. – Ele entrou e atirou-se para o sofá.

- Ya, entra. – Disse eu, com ironia.

- Já entrei! – Disse ele, gritando. Depois calou-se, com uma cara de culpado – Desculpa, a tua irmã tá a dormir?

- Ela não está em casa parolo. Saiu com a minha mãe.

- E o teu pai? – Perguntou ele, olhando em volta.

- Saiu. Só volta amanhã. Viagem de negócios. Acho que foi para L.A. – Disse, depois de pensar um pouco.

- Estás a pensar o mesmo que eu? – Disse ele, pondo os pés na mesa.

- Que tens de tirar os pés da mesa? – Perguntei, com a mão na anca.

- Não! Festa! – Eu ia para dizer que os meus pais não me deixavam dar festas, quando ele pôs a mão na minha boca – EM minha casa, caramelo.

- Não sei, chocolate. – Resmunguei.

Sim, nós tínhamos nomes fofos como um casal. Mas nós não somos um.

- Anda lá. Tens andando assim, certinha, dês de tu sabes o que. – Disse ele, com cara de cão abandonado – Tens de te divertir, Carls.

- Ok… Mas pode ser Sábado? Não calha bem faze-la num Domingo.

- Tudo bem. Os meus pais vão continuar fora. Os teus?

- Aniversário de casamento. Contratam uma Baby-sitter para a Rose. Vão possivelmente passar a noite juntos. – Disse eu, revirando os olhos.

- Não veja o nojo disso. – Disse ele, lambendo os lábios.

- Fala o come-todas da escola! Nem te reconheço, Bils! – Disse eu, deitando a minha cabeça no colo dele. Ele começou a acariciar-me o cabelo.

- Ok, olha… — Ele abaixou a cabeça e olhou para mim – Eu sou muito… Viciado. Digamos assim. Ok? Não há nada a fazer. Mas eu sempre vou gostar mais de ti e da Annie do que daquelas raparigas.

- Prometes. – Perguntei, sorrindo.

- Prometo, caramelo. – Disse ele, beijando a minha testa.

- Adoro-te, Bils. – Disse eu, pegando na mão dele.

- E eu adoro-te muito, muito mais. – Disse ele, sorrindo e exibindo o aparelho dele. Era verde e azul. A minha cor favorita, verde e a cor favorita da Annie, azul. Ele adora-nos. Dês do segundo ano.

- Tenho que ir. – Disse ele, baixinho.

- Não! – Pedi.

- Sim. Eu ia buscar açúcar para o bolo da minha mãe, e decidi passar por cá. Tenho mesmo que ir. – Disse ele, tirando a minha cabeça e indo até a porta – Adoro-te, caramelo.

- Odeio-te, chocolate. – Disse no gozo.

Ele sorriu, exibido outra vez o aparelho e saiu. Eu suspirei. Aquele tinha sido um ano difícil. Muito. Mas eu estava bem. Claro que nos primeiros meses aquilo foi… Foi difícil. Mas quem sabe? A minha sorte pode mudar para melhor.

2 dias depois…

A casa estava numa correria. Era pai para aqui, mãe para ali, Rose a chorar. E eu deitada no sofá, a olhar para o tecto. O canadiano estava chegar. Vejam só a minha animação. Eu ainda nem sabia como ele era. Loiro? Moreno? Alto? Baixo? Não que eu me importo com as aparências. Nunca me importei, nunca me importarei.

Ontem, como sempre, o Chaz, o Ryan e o Chris gozaram comigo. Empurram-me contra os cacifos e chamaram-me nomes. Não que eu me importe com alguma coisa que eles dizem, mas o Ryan disse alguma coisa que realmente me tocou. Ele disse “ Anda, estamos atrasados para a aula. Deixa a miúda do irmão morto em paz.” Irmão morto? Quem eles pensam que são? Quando alguém importante para eles, também morrer… Eu quero ver! Eu quero mesmo ver. Então, a campainha tocou. Momento de silêncio. A mãe corre para a porta e o meu pai obriga-me a ir com ela.

- Sê muito bem vindo, Justin! – Disse a minha mãe, batendo palmas – Entra, entra.

- Obrigada Dona Jenkis.

Então, o Canadiano pôs os seus pés na minha casa. Na minha casa! Eu sei que isto pareceu invejoso e meio egoísta. Talvez mesquinho. Mas eu não o queria ali. Ele sorriu-me e eu revirei os olhos. Ele fez cara de caso. Ele era alto, mas não muito. Só uns 10 ou 5 centímetros a mais que eu. Tinha um bonito sorriso, e os olhos mais castanhos e perfeitos que eu alguma vez vi. Não tinha aparelho, como o meu Billy. Mas pode se dizer… Ele é bom.

- Olá. – Disse eu, seca.

- Sou o Justin. – Ele estendeu-me a mãe e eu apertei-a, sem vontade – Justin Bieber.

- Carly Jenkis. – A minha mãe fez-me sinal para sorrir. Eu não o fiz. – Bem-vindo a Janesville, Bieber.

- Aqui trata-se as pessoas pelos apelidos, também? – Perguntou ele.

- Esquece isso. – Disse eu – Anda. Vou mostrar-te o teu quarto.

Subimos as escadas e eu ia a frente, e não sei por que… Senti os olhos dele a acompanhar o meu rabo. Perfeito, mais um tarado para Janesville. Abri a porta do quarto do Drake, com algum custo. Eu não ia lá há alguns meses. A mãe tinha-o limpado, claro. Tirado fotos, posters, roupas e tudo que fosse dele. Para o lixo. A cama e os móveis ainda lá estavam. O que era bom. Mesmo cheios de produtos, eu senti o Drake neles.

- Fixe. – Disse ele, e sentou-se na cama – É um quarto de hospedes?

- Era do meu irmão, Drake. – Disse eu, sustendo as lágrimas – Ele foi-se.

- Para a faculdade ou assim? – Perguntou ele, dando alguns pulos sentado na cama.

- Se o céu tiver faculdade, ya. – Disse eu, mantendo o meu ar serio. – Mas, esquece lá isso. E não venhas com cenas tipo, eu lamento. Pois eu é que lamento. Tu não. Tu nem o conhecias, Bieber. Por isso, aproveita o teu quarto. Amanhã começas as aulas. Prepara-te.

Não disse mais nada e fechei a porta. Eu não sei por que me despedi daquela maneira. Ia vê-lo no almoço. Ia andando até ao meu quarto, que era mesmo ao lado do dele, quando a porta do dele abre, e ele olha para mim, com um ar sério. Eu olho para ele também e ficamos assim por uns segundos. Olhos hipnotizantes.

- Peço imensa desculpa. – Disse ele – Podemos recomeçar?

- Eu não recomeço, Bieber.

- Bom saber, Jenkis. Nem eu. – Então ele deu um último sorriso e fechou a porta.

- Carly! Está cá o Billy e a Annie!

Corri escadas abaixo assim que a mãe disse aquilo. Ouvi o Justin a descer também.

- Bils! – Abracei-o – A! – Também a abracei a ela.

- Fala, Carls. – Disse o Billy – Quem é aquele?

- Malta, este é o Justin Bieber! – Disse eu, apontando para ele, no fim das escadas. – O Canadiano que vos falei.

- Olá. – Disse ele, e acenou só com dois dedos. Será coisa de Canadianos?

- Hey. – Disse o Billy, e eles fizeram um cumprimento com as mãos que eu não percebi nada – Porta-te bem com ela, hum?

- És o namorado dela? – Perguntou ele, arqueando só uma das sobrancelhas. Como ele faz aquilo? Quando eu tento, eu pareço uma maluca bêbada. Espera… Ele disse namorado? Oh. Meu. Deus.

- Não. – Disse eu, rindo-me – Somos melhores amigos.

- Ya, algo como isso. – Disse ele, para o lado. Reparei que estava zangado. Ele sempre fala para o lado quando esta zangado. – Mas ficas avisado. – Depois sorriu, tentando disfarçar a coisa.

- Por quê não saímos todos? Não estão fartos de ficar em casa? – Perguntei eu, tentando animar a coisa. Tudo sério, até dá medo.

- Tudo bem por mim. – Disse o Bieber, e agarrou num cap. roxo escrito “ Supras” que tinha deixado em cima de mesa, quando chegou. – Bora.

Acabamos por ir a um café perto dali. A Annie não parava de trocar mensagens com o Chris. Pois agora, eles têm um caso. Mas eu não posso contar a ninguém, pois isso estragaria a reputação dos dois. Dela, a de super génio. Dele, a de rapaz super popular. Meu, eu odeio aquele rapaz. Ele pode não gozar comigo, mas ri-se do que os outros dizem. É tudo tão confuso. E eu troquei algumas palavras com o Bieber, quando calhava. O Billy não gostou muito dele. Mas até que se ria do que ele dizia, e conversaram imenso. Estávamos a divertir-nos quando chegam o Chris, o Chaz e o Ryan. Eles também costumam ir naquele café, pois é o único das redondezas.

- Vejam só… Um membro novo no clube dos idiotas. – Diz o Chaz.

- Vai-te embora, Chaz. – Pediu o Billy, fechando o punho.

- Vejam só! – É tipo, a frase do Chaz – Aqui o galo pensa que manda – O Billy tem uma crista. Ela, uma vez, via “ Jane By Design” pois perdeu uma aposta comigo. E viu a crista do Billy. Nomes iguais = ídolo. Ou seja, o cabelo dele ficou igual ao do Billy. Apenas de penteado, pois a cor do cabelo dele, é um pouco mais escura. Talvez, a cor do cabelo do Zac Efron.

- Não me obrigues a meter-me no assunto. – Disse o Justin, falando baixo.

- O que? – De repente, o Chaz começa a sorrir.

- Não me obrigues a mandar-te para o hospital… Chaz. – Disse ele, olhando para cima.

- Justin? – Perguntou ele.

- O próprio. – Disse ele, sorrindo.

O Chris e o Ryan uivaram de alegria. São mesmo cães. Os três deram uma espécie de cumprimento de amigos com o Bieber.

- O Justin é nosso amigo de infância. – Disse o Chaz, sorrindo.

- Foi por isso que quiseste vir para cá. – Disse eu, sorrindo.

Mas não foi um sorriso por estar feliz por ele ter encontrado aqueles três. Era um sorriso por finalmente saber o que ele quer do Wisconsin. Janesville, para ser mais exacta. Por mim, tudo bem. Eu nem o que aqui mesmo. Espero que ele se arrependa, tenha saudades de casa… Eu não sei. Só o quero bem, bem longe de mim. Apesar de ele viver mesmo ao pé de mim. Na mesma casa. Meu, como isso soa mau.

- O Chris tem uma coisa para te dizer. – Disse a Annie, olhando-o nos olhos. Isto não vai correr nada bem. – Ele, e os dois idiotas eu espero.

- Nós pedimos desculpa por termos dito aquilo sobre o teu irmão, Carly.

Por estranho que parece, eles sabem o meu nome. Apenas acenei com a cabeça e não disse nada. Eu não preciso das desculpas deles. Eu não preciso de ninguém. Agarrei nas minhas coisas e fui-me embora. Sem dizer mais nada. Apenas entrei em casa, e bati com a porta. Os meus pais foram chatear-me, mas quando viram que não ia dar em nada, foram-se embora. Alguns minutos depois, o Justin chegou, e também veio bater a minha porta.

- Olá. – Disse ele entrando.

- Eu não disse que podias entrar. – Disse eu, da casa de banho.

- Estás a fazer o que? – Perguntou ele, pela porta da casa de banho.

- Tomar banho. Já vou sair. – Disse, desligando o chuveiro, enrolando-me na toalha e saindo.

Ainda estava meia molhada, e tinha lavado o cabelo, então estava todo molhado. Ele sorriu. Eu corei um pouco.

- Já te disseram que ficas linda quando coras? – Perguntou ele, passando a mão pela minha cara. Afastei-o.

- O que queres? – Perguntei, entrando no meu armário e fechando-o para poder mudar de roupas – Estou a ouvir-te.

- Só quero pedir desculpas, outra vez. Já vi que a coisa com o teu irmão é recente. Importante e tal. – Disse ele, com uma voz um pouco mais arrependida. – Estamos… Bem?

Abri a porta, pois já me tinha vestido e sorri. Ele afinal… Não é tão mau de todo.

- Estamos super bem. – E fiz-lhe sinal para sair, pois já eram horas de almoço. Ele saiu e eu fui logo atrás – Vais odiar os almoços por cá. Só temos carne.

- Eu amo carne.

- Pensei que fosses vegetariano. – Disse, surpreendida.

- Por que? Pareço-te uma pessoa vegetariana? – Perguntou ele, rindo-se.

- Sim! Além disso, achei que os Canadianos fossem todos vegetarianos. – Disse eu, sentando-me na mesa. Ele sentou-se ao meu lado.

- Tu pensas demais, Jenkis.

Ri-me. A minha mãe e o meu pai entraram na cozinha.

- É bom saber que se dão bem! – Disse a mãe – Carly, já lhe contaste que Sábado estamos fora?

- Espera. – Disse eu, e virei-me para o Justin – Sábado os meus pais estão fora, ok?

Ele riu-se e concordou.

- Já disse. – Virei-me para os pais e sorri.

- Não tem graça. – Disse o pai. Rígido como sempre – Tens de ter mais atenção as tuas responsabilidades!

- Desculpa. – Pedi. Depois, ele serviu a lasanha, e toda a gente ficou em silêncio. Lindo…