A moça a ser leiloada não diferia de qualquer outra garota sobre a face da terra, exceto por sua raça. Por não ser humana era tratada como animal. Como se não fosse alguém de olhos tristes, postura submissa e mãos trêmulas, ali naquela arena, mas um animal doméstico, criado para abate, como um porco ou um carneiro. E quando fosse arrematada, qual seria seu destino? Seria violada e usada por um ser iníquo, tratada como objeto por toda sua vida, ou pior, horror dos horrores, poderia ser devorada como iguaria culinária, visto que não era humana e portanto sem direitos.